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| CAIC - Imagem de arquivo PMCM |
Campo Maior começou 2026 com cifras milionárias entrando nos cofres municipais, mas a população segue no escuro sobre como esse dinheiro está sendo usado. Somente em janeiro, a Prefeitura recebeu R$ 19.023.295,54, um volume expressivo que exigiria transparência absoluta. O que se vê, porém, é silêncio e falta de prestação de contas.
Na educação, a situação é ainda mais grave e preocupante. Do total arrecadado, R$ 13.402.398,03 vieram do Fundeb, recurso carimbado para garantir ensino de qualidade e valorização dos profissionais.Sem dados claros, cresce a desconfiança sobre o destino desse dinheiro.
A pergunta que ecoa nas ruas é simples: quem fiscaliza mês a mês o Fundeb?
Como confiar na fiscalização se a Prefeitura está aparelhada por parentes do prefeito? Os conselhos municipais, que deveriam vigiar e cobrar, parecem existir apenas no papel, sem autonomia nem força. Viraram peças decorativas de um sistema fechado.
Conselhos de Saúde e Educação são dirigidos por pessoas sem voz, presas à dependência de contratos e prestações de serviço. Quem deveria fiscalizar acaba refém, calado pelo medo de retaliações. Sem conselhos livres, o dinheiro público fica sem guardião.
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