![]() |
| Wellington Sena - nada de fiscalizar o amigo prefeito Foto: Redes Sociais |
A transparência na administração pública não é favor, é obrigação. Quando um cidadão solicita documentos como balancetes da Câmara Municipal ou da Prefeitura, a autoridade pública tem o dever de apresentar essas informações dentro do prazo estabelecido pela Lei de Acesso à Informação, que garante até 20 dias para resposta, podendo chegar a 30 em casos justificados.
O dinheiro administrado pelo poder público pertence à população. Por isso, qualquer tentativa de dificultar o acesso a informações públicas fere o princípio da transparência previsto na Constituição Federal de 1988 e enfraquece o papel fiscalizador do Poder Legislativo.
Nesse cenário, chama atenção a postura do vereador Wellington Sena. Em vez de exercer com independência o seu papel de fiscalizador, o parlamentar tem sido apontado por setores da sociedade como alguém que estaria a serviço do prefeito Joãozinho Félix, deixando de atuar como parceiro da população para assumir uma posição de subserviência política.
Comentários de bastidores indicam ainda que o prefeito teria prometido ao presidente da Câmara apoio para que ele seja seu sucessor na eleição de 2028. Se confirmada, essa articulação política levanta preocupações sobre a autonomia do Legislativo e sobre o futuro administrativo do município.
Quando a fiscalização enfraquece e os interesses políticos se sobrepõem ao interesse público, quem corre o risco é a população. Campo Maior precisa de transparência, independência entre os poderes e compromisso real com o bem coletivo. Só assim o município evita entrar em uma situação administrativa ainda mais crítica.







