João Félix já foi questionado pelo Ministério Público e pela Justiça sobre o uso da comunicação oficial para autopromoção, mas a prática continua levantando suspeitas em meio ao projeto eleitoral do filho.
O prefeito de Campo Maior, João Félix de Andrade Filho, parece não ter aprendido a lição. Mesmo depois de advertências e questionamentos do Ministério Público do Piauí sobre a utilização das redes sociais e da estrutura pública para promoção pessoal, o gestor continua sendo alvo de críticas pela forma como a máquina da Prefeitura é utilizada na divulgação de ações administrativas.
O problema é simples: Prefeitura não é propriedade particular, e rede social oficial não pode funcionar como palanque político. Quando obras, programas e ações públicas passam a ser acompanhados constantemente da imagem e do discurso de quem administra, surge uma pergunta inevitável: onde termina a informação institucional e onde começa a propaganda pessoal?
A situação ganha ainda mais importância no momento em que o filho do prefeito, Dogim Félix, busca espaço eleitoral. Para críticos da administração, a intensa exposição do grupo político ligado ao prefeito em eventos e ações públicas pode acabar criando uma estrutura de promoção permanente, justamente utilizando meios que deveriam servir exclusivamente à população.
O Ministério Público já entrou em cena em situações anteriores envolvendo esse tipo de prática, e novas denúncias e apurações mantêm o assunto em evidência. A pergunta que fica é direta: até quando a estrutura paga com o dinheiro do contribuinte continuará sendo confundida com instrumento de promoção política de uma família? Campo Maior precisa de comunicação pública, não de propaganda disfarçada de informação oficial.






