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quinta-feira, 5 de março de 2026

MP ACIONA PREFEITURA DE SIGEFREDO PACHECO POR FALTA DE TRANSPARÊNCIA EM QUASE R$ 4,7 MILHÕES

Prefeito Murilo Bandeira
Foto: Arquivo Revista Veja

A gestão do prefeito Murilo Bandeira (PT), em Sigefredo Pacheco, agora está sob o peso de uma ação civil pública que pode abrir uma verdadeira caixa-preta. O promotor Maurício Gomes de Souza ingressou com pedido de liminar contra o município, exigindo que a prefeitura crie imediatamente, no Portal da Transparência, uma área específica para detalhar cada centavo oriundo de emendas parlamentares.

A ação foi protocolada no último dia 24 de fevereiro, na 2ª Vara da Comarca de Campo Maior, e mira diretamente a falta de clareza na divulgação de recursos públicos. Segundo o Ministério Público do Estado do Piauí, o município recebeu 11 emendas parlamentares em apenas dois anos, totalizando R$ 4.698.790,00. O valor é robusto: R$ 2.100.000,00 referentes a seis emendas de 2024 e mais R$ 2.598.790,00 destinados ao ano de 2025.

O problema? Não há informações claras sobre onde e como esse dinheiro foi aplicado. Para o Ministério Público, a ausência de detalhamento fere o princípio da transparência e impede que a população exerça o controle social — direito básico em qualquer democracia.

Quando quase cinco milhões de reais circulam sem vitrine pública adequada, a pergunta ecoa nas ruas: onde está o dinheiro das emendas? A liminar pedida pelo MP pode obrigar a prefeitura a abrir os números. E, se abrir, a população finalmente poderá saber se os recursos chegaram onde realmente deveriam chegar — na melhoria da vida do povo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

FAMÍLIA FÉLIX VAI FICAR DESEMPREGADA

Família Félix usa e abusa do Poder

ESCÂNDALO NAS URNAS: PREFEITO USA MÁQUINA PÚBLICA PARA ELEGER O PRÓPRIO FILHO, DIZ JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral detonou um verdadeiro terremoto político ao reconhecer que a Prefeitura de Campo Maior foi usada como instrumento eleitoral para favorecer a candidatura de Dogival Vidal dos Reis Neto, filho do prefeito João Félix de Andrade Filho. A sentença é clara: houve abuso de poder político, desvio de finalidade e uso descarado de bens públicos para fins familiares e eleitorais

Segundo a decisão, veículos oficiais e até máquinas da prefeitura cruzaram limites municipais para servir à campanha em Jatobá do Piauí. Carros da Assistência Social e da Saúde, esta última comandada pela própria mãe do candidato, foram flagrados em eventos, visitas e ações de pré-campanha, sem qualquer autorização formal. Para o juiz, a prefeitura virou extensão do patrimônio da família

A defesa até tentou minimizar, dizendo que eram “meras irregularidades administrativas”, mas a Justiça não comprou a versão. O magistrado foi direto: não se tratou de apoio institucional, mas de uso político da máquina pública, com confissão dos fatos e provas robustas reunidas pelo Ministério Público Eleitoral

O desfecho é pesado: inelegibilidade por oito anos para Dogival Neto, João Félix e outro aliado, além da cassação do registro de candidatura e envio do caso ao Ministério Público para apuração de improbidade e crime de responsabilidade. O recado foi dado: quem transforma prefeitura em comitê eleitoral pode até mandar por um tempo, mas acaba respondendo na Justiça

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Quem Vigia o Dinheiro de Campo Maior?

CAIC - Imagem de arquivo PMCM

Campo Maior começou 2026 com cifras milionárias entrando nos cofres municipais, mas a população segue no escuro sobre como esse dinheiro está sendo usado. Somente em janeiro, a Prefeitura recebeu R$ 19.023.295,54, um volume expressivo que exigiria transparência absoluta. O que se vê, porém, é silêncio e falta de prestação de contas.

Na educação, a situação é ainda mais grave e preocupante. Do total arrecadado, R$ 13.402.398,03 vieram do Fundeb, recurso carimbado para garantir ensino de qualidade e valorização dos profissionais.Sem dados claros, cresce a desconfiança sobre o destino desse dinheiro.

A pergunta que ecoa nas ruas é simples: quem fiscaliza mês a mês o Fundeb?
Como confiar na fiscalização se a Prefeitura está aparelhada por parentes do prefeito? Os conselhos municipais, que deveriam vigiar e cobrar, parecem existir apenas no papel, sem autonomia nem força. Viraram peças decorativas de um sistema fechado.

Conselhos de Saúde e Educação são dirigidos por pessoas sem voz, presas à dependência de contratos e prestações de serviço. Quem deveria fiscalizar acaba refém, calado pelo medo de retaliações. Sem conselhos livres, o dinheiro público fica sem guardião.