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| Quando a política aperta, surge o empréstimo. E quem paga é o povo |
A Câmara Municipal de Campo Maior vive um momento explosivo com a tramitação de dois projetos de lei que autorizam a Prefeitura a contrair mais de R$ 17 milhões em empréstimos. Em meio a um cenário de desconfiança, revolta popular e ausência total de transparência, cresce o temor de que esse endividamento não tenha apenas finalidade administrativa, mas interesses políticos ocultos, especialmente diante da proximidade das eleições.
A atual gestão do prefeito João Félix está sob investigação do Ministério Público do Piauí, além de acumular um histórico alarmante: as contas dos anos de 2022, 2023 e 2024 foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Outras apurações seguem em curso, lançando ainda mais sombras sobre a lisura da administração. Mesmo assim, o prefeito insiste em pedir um volume gigantesco de recursos, sem apresentar planejamento detalhado, estudos técnicos ou garantias claras de aplicação responsável.
Nos bastidores políticos, cresce a suspeita de que o empréstimo possa estar sendo articulado para viabilizar uma campanha eleitoral milionária e desesperada, com o objetivo de impulsionar a candidatura do filho do prefeito a deputado estadual. Embora ainda não haja comprovação formal, o contexto levanta questionamentos graves e inevitáveis: por que tamanha pressa? Por que tanto dinheiro em um momento de instabilidade fiscal? E por que justamente às vésperas do calendário eleitoral?
O risco é imenso: endividar Campo Maior por décadas, empurrando para as próximas gerações uma conta impagável, enquanto interesses eleitorais imediatos podem estar sendo priorizados. Diante desse cenário, cresce a expectativa por uma postura firme dos vereadores de oposição — Hamilton Segundo, Devan Eugênio, Jacinta Bandeira Hagá, Conceição Lima e Zacarias — para barrar esse possível desmando. O momento exige coragem, responsabilidade e compromisso com o povo, para impedir que o município seja transformado em moeda de troca política.
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