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QUEM DIRIA? O ANTIGO CULPADO AGORA VIROU COMPANHEIRO!

Foto da falta de caráter Imagem by Campo Maior em Foco Campo Maior acaba de assistir a uma daquelas cenas que mostram como a política pode d...

segunda-feira, 6 de julho de 2026

QUEM DIRIA? O ANTIGO CULPADO AGORA VIROU COMPANHEIRO!

Foto da falta de caráter
Imagem by Campo Maior em Foco

Campo Maior acaba de assistir a uma daquelas cenas que mostram como a política pode dar voltas surpreendentes. João Félix e Professor Ribinha passaram anos em campos opostos, trocaram críticas duras em campanhas eleitorais e protagonizaram disputas acirradas pelo comando da cidade. Em 2020, Ribinha foi derrotado nas urnas após uma gestão marcada por conflitos internos e questionamentos administrativos. Agora, os dois aparecem lado a lado, em uma aproximação que chama a atenção de aliados, adversários e, principalmente, do eleitor.

O mais curioso é que João Félix construiu grande parte de sua trajetória política criticando o PT e as administrações petistas em Campo Maior, frequentemente atribuindo a elas problemas enfrentados pelo município. A nova aliança muda o discurso e revela que, na política, antigos adversários podem se tornar parceiros quando os interesses convergem.

Mais do que uma fotografia de ocasião, esse movimento já é interpretado por muitos como parte das articulações para as eleições futuras. E fica a reflexão: em Campo Maior, as disputas parecem mudar de endereço, mas o jogo político continua sempre em movimento. Ao eleitor, cabe observar, comparar discursos e tirar suas próprias conclusões sobre o que realmente mudou — e o que continua exatamente igual.


BR-343: A RODOVIA QUE DIVIDE CAMPO MAIOR E COLOCA VIDAS EM RISCO

Acidente que marcou a 100ª morte em rodovias federais no Piauí

    Campo Maior cresceu, mas a BR-343 continua sendo uma barreira perigosa que separa a cidade em duas partes. Todos os dias, milhares de pessoas atravessam essa rodovia para trabalhar, estudar, fazer compras, buscar atendimento de saúde ou resolver questões em órgãos públicos. Cada travessia representa um risco que já se tornou parte da rotina da população.

    É inadmissível que um trecho urbano com fluxo tão intenso de veículos e pedestres ainda não disponha de uma estrutura mínima de segurança. A instalação de semáforos em pontos estratégicos, faixas de travessia adequadas e outras medidas de engenharia de trânsito são providências que merecem ser analisadas com urgência pelos órgãos competentes. Esperar que novas tragédias aconteçam para agir é uma postura que a sociedade não pode aceitar.

    Também é legítimo cobrar uma atuação mais firme das autoridades e dos representantes políticos na defesa desse interesse coletivo. Cabe aos gestores públicos, parlamentares e demais instituições competentes dialogar com os órgãos responsáveis pela rodovia e buscar soluções concretas. A população espera iniciativas efetivas, e não apenas manifestações de pesar após cada acidente.

    Até quando Campo Maior continuará convivendo com essa insegurança? Quantas vidas ainda serão perdidas ou marcadas por sequelas permanentes antes que medidas eficazes sejam adotadas? A BR-343 não pode continuar sendo uma fronteira de medo. Proteger quem atravessa essa rodovia diariamente é uma obrigação do poder público e um compromisso que precisa sair do discurso e se transformar em ação.