Nesse momento de sufoco que a sociedade brasileira está passando, dado às reformas impositivas que o governo Michel Temmer deseja aplicar no Brasil, resta-nos conhecer as mais variadas informações sobre temas que podem ocasionar o maior retrocesso em nosso sistema educacional - diga-se, aí, público, já que o privado tem outras orientações e objetivos.
Trazemos aos nossos leitores, matéria publicada no site noticioso Rede Brasil Atual, que discorre sobre a importância das reformas que estão próximas a acontecer no Brasil, principalmente no tocante à educação.
A maioria da bancada piauiense não dá a mínima ao nosso ponto de vista.
É um verdadeiro furdunço o que estão fazendo com nossas vidas. Nossos procuradores na defesa dos direitos mais elementares, usam dessa procuração em branco que demos nas eleições de 2014 para atuarem contras nossos interesses. Pagamos um salário estratosférico aos deputados federais e senadores para que atuem contra quem lhes paga.
Parlamentares ligados ao Golpe destilam ódio contra as classes trabalhadoras
Mais o que pode mesmo acontecer com essa famigerada PEC que está prestes a ser aprovada pelo Senado? Será se temos a real consciência dos malefícios que ela trará aos que mais precisam do Estado Brasileiro?
Percebo uma apatia de vários segmentos da nossa sociedade, como se isso fosse apenas um pesadelo. Não percebem que há uma verdadeira onda de ódio contra os direitos dos trabalhadores, dos socialmente vulneráveis, do terrorismo psicológico e da mentira dos aliados do governo ilegítimo.
A BBC Brasil traz em destaque importante matéria para que possamos realmente entender o que é passível de perda com a aprovação dessa PEC.
Capa do livro que foi leitura obrigatória aos jovens católicos do início da década de 80
A minha geração - quando do ensino médio - foi muito feliz quanto à sua formação política-social. A Igreja Católica foi decisiva ao estimular o estudo de documentos do Vaticano II, Puebla, Medelin, dentre outros de tamanha importância para nossa formação. Idos de 80! (Pasme!!! Século passado). Nos final de 70, tive a oportunidade de ler o livro acima, motivo de muito orgulho por entender a comunicação e a educação nos dias de hoje.
Hoje, percebemos que o foco da nossa juventude está voltado para outros assuntos de menor relevância. Não que sejamos contra as baladas, afinal, na minha época, também havia boates famosas e não perdíamos um final de semana. Mas essa atual geração juvenil, vem sendo influenciada nos últimos anos por uma mídia que tenta tenta esvaziar valores, extinguir participação e demonizar a política. A maioria dos jovens que hoje participam da vida política representam velhos valores ou apenas marcam o territória da sua cepa.
Poucos são os que têm a coragem da jovem Ana Júlia, estudante catarinense que demonstrou sua formação político-social, quando pela primeira vez usou uma tribuna parlamentar para defender a ocupação das escolas, demonstrando que os jovens são capazes de transformar esse mar de incertezas que se abate sobre a educação brasileira.
A grande imprensa, coadjuvante do golpe que se instalou no Brasil, faz vistas grossas sobre a nuvem escura que sombreia a educação e a cultura brasileira. Ela, que defende valores arcaicos, detona o futuro desse país, uma vez que não se pode pensar em futuro sem ter todos os estratos sociais sejam contemplados. Essa imprensa defende apenas as camadas que não precisam do Poder Público para suas necessidades educacionais e culturais.
É necessário inspiração no posicionamento de jovens como Ana Júlia para que possamos também, aqui, demonstrarmos nossa preocupação com os rumos do que estão desenhando no Brasil e que terá sobre nós, os mesmos efeitos de uma bomba atômica.
O Jornal El País, na sua versão em Português, traz uma opinião bastante abalizada quanto ao movimento que varre as principais cidades brasileiras.
O Brasil hoje, de norte a sul, pôde presenciar estudantes e professores protestando conta essa famigerada PEC 241. (Olha só o nome da danada!!!!). Aqui, nenhuma "linhazinha" sequer sobre o grave momento em que vive a educação brasileira. Aí envolvidos estudantes, profissionais da educação e, primordialmente, as famílias que não podem manter seus filhos em escolas particulares.
Vi protestos de toda natureza nos últimos dias. Querem acabar com a vaquejada. Ah! meu Deus, que coisa terrível. Como se vai agora entreter os instintos mais eufóricos desse esporte?
Agora, para que protestar mesmo contra o assassinato que o Governo Ilegítimo quer fazer com a nossa cambaleante educação?
Cadê meu Sindicato? Ausente de tamanha discussão. Quando faz alguma coisa é para uma minoria, já que há muito perdeu a força de articulação e de diálogo com a categoria que mais será atingida. Será se todos - todos, mesmo - da categoria sabem dos males que essa PEC vai fazer?
Deixa só colocar aqui em grosso modo: a PEC 241 congela os gastos públicos por 20 anos, prevendo apenas o reajuste pela inflação. Segundo professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), se a lei valesse desde 2005, os recursos para a área em 2015 teriam caído de R$ 98 bilhões para apenas R$ 24 bilhões. O crescimento de 100% em vagas nas universidades federais desde 2003 e de mais de 400% no número de mestres e doutores desde 1996 não teria ocorrido.
Isso é apenas o começo do fim.
Para que mesmo protestar? O repúdio à PEC 241 só é compartilhado por economistas, médicos de várias áreas, juízes federais, promotores, defensores públicos, Ordem dos Advogados do Brasil, além de intelectuais, artistas e líderes de movimentos sociais.
Quer dar uma olhada em quem está contra essa situação nefasta para o conhecimento brasileiro? Vê, aí: