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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Grande besteira é protestar... Só por causa de uma peczinha qualquer?

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O Brasil hoje, de norte a sul, pôde presenciar estudantes e professores protestando conta essa famigerada PEC 241. (Olha só o nome da danada!!!!). Aqui, nenhuma "linhazinha" sequer sobre o grave momento em que vive a educação brasileira. Aí envolvidos estudantes, profissionais da educação e, primordialmente, as famílias que não podem manter seus filhos em escolas particulares.

Vi protestos de toda natureza nos últimos dias. Querem acabar com a vaquejada. Ah! meu Deus, que coisa terrível. Como se vai agora entreter os instintos mais eufóricos desse esporte? 

Agora, para que protestar mesmo contra o assassinato que o Governo Ilegítimo quer fazer com a nossa cambaleante educação? 

Cadê meu Sindicato? Ausente de tamanha discussão. Quando faz alguma coisa é para uma minoria, já que há muito perdeu a força de articulação e de diálogo com a categoria que mais será atingida. Será se todos - todos, mesmo - da categoria sabem dos males que essa PEC vai fazer? 

Deixa só colocar aqui em grosso modo: a PEC 241 congela os gastos públicos por 20 anos, prevendo apenas o reajuste pela inflação. Segundo professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), se a lei valesse desde 2005, os recursos para a área em 2015 teriam caído de R$ 98 bilhões para apenas R$ 24 bilhões. O crescimento de 100% em vagas nas universidades federais desde 2003 e de mais de 400% no número de mestres e doutores desde 1996 não teria ocorrido.

Isso é apenas o começo do fim.

Para que mesmo protestar? O repúdio à PEC 241 só é compartilhado por economistas, médicos de várias áreas, juízes federais, promotores, defensores públicos, Ordem dos Advogados do Brasil, além de intelectuais, artistas e líderes de movimentos sociais.

Quer dar uma olhada em quem está contra essa situação nefasta para o conhecimento brasileiro? Vê, aí:

Conselho Federal de Economia contra a PEC 241:
Economistas contra a PEC 241:
Médicos contra a PEC 241:
Dr. Dráuzio Varella contra a PEC 241:
Médicos serão atingidos pela PEC 241:
Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) contra a PEC 241:
Conselho Regional de Medicina do Estado do RJ (CREMERJ) contra PEC 241:
Sociedade Brasileira de Pediatria contra a PEC 241:
Leandro Karnal contra a PEC 241:
Ministério Público Federal contra a PEC 241:
Juízes Federais contra a PEC 241:
OAB CONTRA A PEC 241:
Defensoria Pública Federal contra PEC 241:
Fiocruz contra a PEC 241:




quinta-feira, 21 de agosto de 2014

MPF investiga cartazes pagos contra PT na abertura da Copa



Sabe aquela esculhambação que fizeram na abertura da COPA 2014? Pois é, a casa começa a cair e muita gente a se enrolar. 
O Ministério Público Federal e a Polícia Civil de São Paulo estão investigando o que está por trás da confecção e distribuição de cartazes com mensagens de ataque ao PT, distribuídos no jogo de abertura da Copa do Mundo.
Já se sabe que a empresa de informática Multilaser que pagou R$ 15 mil pelos cartazes. O dinheiro corresponde a uma verba mensal para “ações sociais”. Dois sócios da empresa de informática são também os donos do Ranking Políticos, portal que orienta eleitores na escolha de candidatos ao Legislativo.
A reserva de lucros da empresa, publicada no Diário Oficial, aumentou de R$ 51 milhões, em 2012, para R$ 128 milhões, em 2013.
 
Olha aí o que o Estado de S. Paulo publicou:
 
Por Ricardo Galhardo e Pedro Venceslau
 
Multilaser, que tem contratos com o governo federal e paulista custeou panfletos contra o partido no dia em que Dilma foi xingada
 
Os cartazes apócrifos com ataques ao PT e ao governo federal distribuídos no jogo de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, no dia 12 de junho, foram pagos pela Multilaser, uma das maiores empresas brasileiras da área de informática, que tem contratos com diversas áreas da administração pública, entre elas os governos federal e de São Paulo. Na cerimônia de abertura, a presidente Dilma Rousseff foi xingada e vaiada pelos torcedores.
 
A confecção e distribuição dos cartazes estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Civil de São Paulo por suposto crime de difamação de partido político, cuja pena vai de 6 meses a 2 anos de detenção mais multa. As investigações foram motivadas por representações da direção nacional do PT.
 
Ao todo foram distribuídos 20 mil cartazes de 60 X 70 cm com frases como: “Na hora do Hino Nacional abra este cartaz e mostre para todos que está na hora do Brasil (sic) vencer de verdade”.
 
No interior, os cartazes traziam uma bandeira do Brasil estilizada com as frases “Fora incomPTtentes” ou “Fora corruPTos” e a estrela-símbolo do PT.
 
Outro texto, localizado no verso, fazia acusações genéricas ao PT e ao governo usando palavras como “roubo”, “ladrões” e “corruptos” para se referir ao “grupo de incompetentes que se instalou em Brasília”. Os textos não são assinados e a autoria é creditada a “um grupo de jovens paulistanos”.
 
Em ofício ao MPF, a Intergraf, gráfica onde os cartazes foram impressos, informou que a Multilaser fez a encomenda ao custo de R$ 15 mil.
 
Dois sócios da Multilaser, Renato Feder e Alexandre Ostrowiecki, são responsáveis pelo Ranking Políticos, um site na internet cujo objetivo declarado é ajudar os eleitores a escolherem candidatos a cargos legislativos. Um dos critérios para pontuação é ter votado contra projetos que aumentam impostos.
 
“É um site liberal. Somos contra o aumento de impostos e a intervenção do Estado”, disse Feder, por telefone, na segunda-feira. A dupla também escreveu um livro sobre o custo da carga tributária no Brasil.
 
Na entrevista, o sócio da Multilaser disse desconhecer a autoria dos cartazes. “Estamos investigando”, disse ele. No dia seguinte, por e-mail, a assessoria da Multilaser informou que a encomenda dos cartazes foi “uma iniciativa isolada”, mas não disse qual é o nome do responsável pela encomenda.
 
Nesta quarta-feira, em resposta a questionamento do Ministério Público Federal, a Multilaser afirmou contar com uma verba mensal para “ações sociais”, mas também não revelou o nome do responsável pela confecção dos cartazes. Segundo balanço de demonstrações financeiras da Multilaser publicado no Diário Oficial de 27 de março, o item “reserva de lucros” aumentou de R$ 51 milhões em 2012 para R$ 128 milhões em 2013.
 
Desde que o PT assumiu o governo federal, em 2003, a Multilaser recebeu pelo menos R$ 15 milhões da União, segundo o Portal da Transparência.
 
No ano passado a empresa firmou contratos de R$ 1,8 milhão com a Fundação Padre Anchieta, do governo de São Paulo. Os sócios da Multilaser disseram que não têm vinculações ou preferências partidárias e nunca contribuíram com campanhas.

terça-feira, 1 de julho de 2014

STF nega pedido do PSDB para protestos em estádios da Copa

Da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou pedido de liminar feito pelo PSDB para permitir manifestações ideológicas de torcedores dentro dos estádios que abrigam partidas da Copa do Mundo. Por 8 votos a 2, os ministros decidiram manter a validade do Artigo 28 da Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012), que proíbe a entrada de cartazes, bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas. O partido alegou no STF que a regra impede a liberdade de pensamento, direito garantido pela Constituição Federal.

A maioria dos ministros seguiu voto do relator da medida cautelar, ministro Gilmar Mendes, que rejeitou o pedido por entender que a lei não limita a liberdade de expressão e foi elaborada para prevenir confrontos dentro do estádio. O voto do relator foi seguido pelos ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavacki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

O presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e o ministro Marco Aurélio votaram a favor dos argumentos apresentados pelo PSDB. Para Barbosa, a manifestação ideológica dos torcedores não pode ser impedida. "Não há razão para restringir a expressão do público nos jogos da Copa ao que a organização e o governo entendem como adequado", disse o ministro.

Crédito da matéria: http://www.brasil247.com