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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Grande imprensa cala o bico e as coisas boas não são apreciadas

É lamentável a hipocrisia da grande imprensa - aquela inclusive que é financiada pelo Governo Federal para dele falar mal. Os "arautos" e entendidos em tudo, não conseguem esconder o ódio que nutrem pela atual situação dos que antes faziam parte do esquema que elegiam tiranos da pobreza e propagadores da miséria.

Quem olha o Brasil com os olhos da verdade e conhecendo nosso passado tão recente, ver claramente o quanto a situação da base social melhorou, e muito. Essa melhora na qualidade de vida perturba os que não tem mais como cooptar votos através da pressão dos de "cima".

Por que crescem os mercadinhos na periferia de todas as cidades brasileira? Por que as pessoas da base social podem procurar o nutricionista?

Creio que o que enraivece muitos dos farsantes da democracia são pessoas simples sacarem um cartão de crédito, não terem mais seus carnês de pagamento da aposentadoria apreendido por comerciantes que se tornavam comerciantes de votos.

Matéria bastante sugestiva para você:

Foreign Affairs: Bolsa Família é revolucionário

: Mais respeitada publicação sobre relações internacionais, revista norte-americana define o programa Bolsa Família como “um esforço de combate à pobreza revolucionário em seu tamanho, ambição e desenho”; o artigo 'A Importante Descoberta Brasileira Antipobreza – O Sucesso Surpreendente do Bolsa Família' reconhece a iniciativa como exemplo a ser seguido por outros países: “Há não muito tempo, a ideia de que o Brasil pudesse ter algo a ensinar ao mundo sobre redução da desigualdade poderia soar como uma piada”, afirma o editor Jonathan Tepperman; “O Bolsa Família foi a primeira vez que um presidente brasileiro [Lula] realmente colocou o combate à pobreza e à desigualdade no centro da sua agenda (no mínimo mais que na retórica)”
 CONFIRA AQUI

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bolsa Família: de "esmola eleitoreira" a exemplo de combate à fome

Um dos desafios históricos do Brasil era vencer as mazelas da pobreza extrema. Hoje, o país pode se orgulhar do exemplo que dá ao mundo com programas de inclusão social do governo Lula e Dilma, que em pouco mais de 10 anos tirou 36 milhões de brasileiros da pobreza, equivalente às populações, somadas, do Rio de Janeiro e Minas Gerais.


Programa beneficia 50 milhões de pessoas, um quarto da população brasileira. Programa beneficia 50 milhões de pessoas, um quarto da população brasileira.
Esse é o resultado da política que tem como carro-chefe o Bolsa Família. Reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo concreto e efetivo de política pública para redução das desigualdades sociais e combate à fome, o Bolsa Família atende 50 milhões de pessoas ou um quarto da população atual do Brasil, de 202 milhões de habitantes.

O investimento no programa, em 2014, é de R$ 25 bilhões, que representa cerca de 0,5% do PIB. Em média, cada família recebe R$ 167,00 mensais.

Entre abril e maio deste ano, 14,8 milhões ou 96,4% das crianças e jovens entre 6 e 17 anos acompanhadas cumpriram o mínimo de frequência escolar exigida pelo programa. Os estudantes indígenas, quilombolas e da área rural apresentaram resultados acima da média nacional: 97,7%, 98,1% e 97,7%, respectivamente.

Outro avanço diz respeito à mortalidade infantil por desnutrição que caiu 58% desde 2002, o que permitiu ao Brasil alcançar já em 2011 a Meta do Milênio para este item, fixada pela ONU para o ano de 2015.

Houve aumento de 50% no acompanhamento pré-natal e 99% das crianças estão com a vacinação em dia.

Mas além de reduzir a pobreza e a desigualdade, o Bolsa Família ainda contribui para o crescimento econômico. A cada R$ 1,00 que o programa repassa, o PIB tem um incremento de R$ 1,78, e o consumo final das famílias aumenta mais R$ 2,40.

“O Bolsa Família tem contribuído para o desenvolvimento do Brasil porque ele faz com que o Estado cumpra o seu dever de garantir direitos básicos das pessoas, principalmente daquelas que têm pouca ou nenhuma condição de vida”, afirma Lucia Rincon, presidente da União Brasileira de Mulheres.

Falácia tucana

Hoje, o Bolsa Família é uma unanimidade. Mas nem sempre foi assim. Durante a sua implantação no governo Lula em 2003, o programa recebeu críticas de setores da oposição, principalmente de lideranças ligadas ao PSDB, que tentavam deslegitimar o programa classificando-o como ‘assistencialismo simplista que não apresenta benefícios concretos’ ou ‘esmola eleitoreira’.

Para tentar sustentar esse discurso, criaram mitos em torno do programa, baseados em seus próprios preconceitos para com o povo brasileiro. Um deles era de que as mulheres teriam mais filhos para receber mais recursos do programa. Mentira: segundo o IBGE, a taxa de fecundidade, principalmente entre os beneficiários do programa, caiu de 2,4 filhos em 2000 para 1,77 filho em 2013 nesse período.

Outro mito era de que os beneficiados não iriam trabalhar nem estudar para viver somente dos benefícios. Os resultados mostram que os alunos do programa têm menor taxa de abandono escolar do que os não-beneficiados. E 70% dos adultos trabalham. Além disso, 1,6 milhão de famílias beneficiadas deixaram espontaneamente o programa.

O atual candidato tucano a presidente, Aécio Neves, jura de pés juntos que dará continuidade ao programa. Mas a julgar pelo tratamento dado no passado pelos tucanos, sabemos que isso não passa de discurso falacioso, pois a prioridade de Aécio é aplicar um brutal ajuste nas contas públicas e os primeiros da lista de corte são os programas sociais.

Do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com agências

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O que menos preocupa é o analfabetismo

Para educador, o letramento é mais um instrumento para ampliar a percepção e a construção da identidade


Por Alexandre Le Voci Sayad*
Há algum tempo escrevi uma artigo defendendo que o fato de muitas escolas do pais não terem sequer uma biblioteca me preocupava menos do que as que têm uma e não são freqüentadas por ninguém; ou pior, são trancadas a chaves por uma falsa “tutela” do diretor da escola, que zela por livros limpinhos. Um livro fechado na estante, defendi, não significa evolução cultural – mas estagnação de curiosidade, o pior dos males.

Da mesma maneira, menos me preocupa o fato do índice de analfabetismo ter sofrido um ligeiro aumento segundo os dados da última Pnad do que saber que a maioria da população que consegue juntar letras, não lê de verdade.  E não me refiro aqui ao que muitos especialistas chamam de “analfabetismo funcional”, mas a questão de que a alfabetização tem sido tratada como uma instrumentalização e não como uma ferramenta para se ler e compreender o mundo.  Há um vácuo gigantesco entre ser alfabetizado e compreender o que nos cerca.

Sim, a escola tem muita culpa nisso, bem como a família. Educação é a base da construção de olhares sobre a vida e não se dá só no lócus da escola; o letramento, e não só ele, é mais um instrumento para que ampliemos essa nossa percepção e a construção de nossa identidade – mas não o único.

O que o educador venezuelano Bernardo Toro alertou, ainda nos anos 80, para uma alfabetização imagética e visual, ainda é uma utopia na escola ocidental, que só pensa em letras e não em imagens. Há ainda um esforço mundial, conduzido pela Unesco, para que a mídia, que é uma lente poderosa e onipresente de olhar para o que acontece no planeta, também tenha na sua alfabetização - uma necessidade de primeira ordem.

Em suma, hoje as letras são apenas parte do que precisamos para nos comunicar, compreender e ser compreendido. A arte, a comunicação, a mídia – tudo faz parte de um universo de códigos e experimentações no qual o estudante desde os primeiros anos deve também estar inserido. A escola, na sua eterna batalha ideológica e construção de identidade, não dá conta nem da metade desse recado.

Há pessoas, leitores de mundo, felizes e plenos, que não sabem ler nem escrever. Mas tocam instrumentos, pintam, falam ou dançam.  Nossa velha escola conteudista e funcionalista, filha de Durkheim, só pensa no letramento; nossa sociedade só lamenta por ele – é o que se lê mais facilmente nos jornais.

Cedendo um pouco à onda do analfabetismo, a manchete que não existiu e que diz muito mais sobre a educação brasileira é a que sublinha que “um em cada dois brasileiros analfabetos estão no Nordeste”.  A isso vale a pena atentarmos.

* Alexandre Le Voci Sayad é jornalista especializado em educação e diretor geral do Laboratório de Mídia e Educação (MEL). Publicou, entre outros, “Idade Mídia: A Comunicação Reinventada na Escola” (editora Aleph) , em 2012.

Fonte: www.estadao.com.br