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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Para incentivar alunos a ler, professor deve ser bom leitor

Como aprendemos a gostar de certas comidas, de algumas músicas e não de outras, de determinadas manifestações culturais? O que influi em nossas preferências? Certamente não se dão ao acaso, por pura e simples decisão individual. De que modo, então, aprendemos a gostar ou a não gostar de ler?

Maria Helena Braga, Supervisora Pedagógica de Programas do Instituto Qualidade no Ensino (IQE), acredita que para crianças e adolescentes gostarem de ler, é preciso que os adultos, educadores de leitura, sejam, também, leitores. “E bons leitores!”, afirma. Mas, ler, por quê? “É uma pergunta que comumente encontramos nos mais variados círculos de convivência, inclusive entre professores. Ler requer motivação, tempo, dedicação e esforço, condições de que muitos não usufruem ou cultivam.”, responde.

A especialista pontua que ler é um ato social e revolucionário, a ser exercido por todos que buscam a compreensão e a transformação de um mundo profundamente caótico. “É o que nos possibilita compartilhar sentimentos, anseios e experiências. O que nos constitui como fruto e semente da história humana, e que nos faz sentir pertencentes ao que há de mais intrínseco em nossa espécie”, ressaltou Maria Helena Braga.


Para gostar de ler, segundo a supervisora do IQE, é preciso que haja professores que gostem de ler. “Que manifestem, pelo olhar, a emoção que se atualiza na interlocução com as obras literárias, a satisfação resultante do enfrentamento dos desafios antepostos a sua competência leitora, a iniciativa de questionar e buscar conhecimento nos textos escritos. Professor leitor é condição necessária para a construção de alunos leitores”, concluiu.

sábado, 19 de outubro de 2013

Educação 3.0: a solução para o atraso brasileiro

O projeto do Iluminismo europeu, que tinha como um dos principais objetivos o progresso, era alicerçado na transformação política em bases racionais e no aprimoramento intelectual e moral dos homens por meio da educação e das leis. Fica clara a forte presença desses vetores nos países classificados hoje como de primeiro mundo.

Vamos focar no vetor educação, o mais importante. Especialistas e indicadores constatam que o Brasil tem 100 anos de atraso nesse setor. Entendemos que essa recuperação só será viabilizada em curto prazo pelo uso da Tecnologia da Informação e Comunicação, principalmente quanto às técnicas cognitivas e pedagógicas, aproveitando o uso já incorporado pelos jovens de tablets, smartphones, ferramentas de busca, redes sociais, internet de alta velocidade, entre outros.

Totalmente alinhada a esse conceito, a Educação 3.0 consiste na criação de uma infraestrutura de conectividade e colaboração com alto desempenho, mobilidade e segurança, o que é imprescindível para o desenvolvimento de didáticas orientadas para a pesquisa, com construção conjunta de conhecimento por professor e aluno. Assim, aproveita-se a riqueza de informações do mundo atual, por meio de ferramentas da Web ou de outros ambientes virtuais.

Na pesquisa mais respeitada do mundo na área, a Education at a Glance (2013), está evidenciado que o nosso problema não é de investimento, pois na educação básica ele corresponde a 4,3% do PIB, contra 3,9% dos países desenvolvidos. O que o Brasil precisa é de uma gestão comprometida com educação de qualidade, focada na racionalização do uso dos recursos financeiros, na escolha da tecnologia adequada e na priorização da formação do professor nesse novo ambiente, com reconhecimento por meritocracia. Sem isso, a equação “educação” fica muito difícil de ser resolvida.

Glauco Brites Ramos - presidente do Conselho de Administração da Teltec S