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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Trabalhadores da educação apresentam sugestões ao PNE

 

Professores, estudantes e representantes dos trabalhadores em educação apresentaram sugestões ao Plano Nacional de Educação (PNE), durante a quarta audiência pública sobre a proposta, promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte, nesta terça-feira (29).
 
Os convidados criticaram a demora na discussão do plano e pediram que as modificações feitas no texto pela Câmara dos Deputados não sejam acatadas pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), relator da matéria na CE.

A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação  (CNTE), Marta Vanelli,  lembrou que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) retirou da proposta a expressão “educação pública” no trecho que trata do investimento dos 10% dos recursos do Produto Interno Bruto (PIB). Na opinião dela, manter a expressão vai reforçar a lei.

Marta Vanelli também sugeriu que a meta 12, que trata do ensino superior, não altere a previsão de que 40% das novas vagas sejam oferecidas nas instituições públicas. O mesmo pedido foi feito pela presidente da União Nacional de Estudantes (UNE), Virginia Barros. Ela pediu mais atenção para as ações que garantam o acesso e a permanência dos jovens de baixa renda nos cursos superiores das universidades públicas.

– A gente precisa ter uma meta de investimento em assistência estudantil. Existe uma emenda ao PNE do senador Randolfe Rodrigues que nós, da UNE, enxergamos com bons olhos, que pelo menos quatorze por cento do orçamento da universidade seja destinado pra assistência estudantil – propôs Virgínia.

Todos os convidados defenderam a remuneração dos professores. O senador Álvaro dias pretende incluir no texto a equiparação do salário com a de outros profissionais de ensino superior no prazo de seis anos.

– Nós temos que investir especialmente no professor. Não temos duvidas que temos que fixar com clareza e contundência a questão salarial. A valorização do professor através de salários compatíveis com a função que exerce, defendeu o senador

Ainda durante a audiência, foram discutidas questões como a valorização da educação à distância, a atenção diferenciada para  educação indígena, a garantia de acesso à pré escola e a regulamentação do ensino superior privado.

Fonte: Da Rádio Senado

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A grande rede na prova do ENEM 2013

Nas nossas aulas de Língua Portuguesa, temos constantemente abordado a necessidade da reflexão quanto a Internet em nossas vidas. Embora muitos educadores sejam críticos ferrenhos dessa ferramenta, esse é um assunto que não pode mais passar sem que vejamos a importância que ma mesma tem no cotidiano de todos nós.

Aplicada neste domingo (27), a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias do Enem 2013 (Exame Nacional do Ensino Médio) apresentou questões sobre internet, cyberbullying  e hipertextualidade.

A questão sobre cyberbullying traz um texto que cita a relação entre o anonimato e a crueldade dos comentários e das ameaças na internet. Na prova amarela, a resposta correta da questão 131 é a letra "B"

A prova também queria saber o que é hipertexto, que deveria ser um novo modo de leitura e organização da escrita.

O exame também questionou sobre a influência das redes sociais nas manifestações do Egito. Na prova de inglês, havia um texto sobre Steve Jobs, o criador da Apple, que perguntava sobre a sua contribuição dele para o mundo digital.

Para discutir o uso da linguagem coloquial, uma das questões trouxe um trecho da música ?Até Quando?, do Gabriel O Pensador.

A carta de Pero Vaz de Caminha foi apresentada mais uma vez no Enem deste ano - no sábado, havia uma pergunta na prova ciências humanas. Na prova de linguagens, o texto veio acompanhado de uma imagem do quadro de Cândido Portinari sobre o Descobrimento do Brasil. A pergunta era sobre a visão de índios e portugueses sobre o descobrimento.

Vários enunciados da prova usaram tirinhas de jornal, como uma da Mafalda, e outros elementos visuais, como cartaz, charge e fotografia. Uma das questões pedia a interpretação de uma piada.

Fonte: Bol

Como mudar a Educação no Brasil?

1 Usar de modo eficiente o tempo em sala de aula
Muitas das medidas que poderiam causar grande transformação na sala de aula não acarretariam em gasto algum. Usar de maneira eficiente o tempo em que alunos já estão na escola é uma delas.
Estudo do Banco Mundial divulgado no ano passado, realizado a partir da observação in loco de pesquisadores da instituição, mostrou que apenas 66% do tempo de sala de aula no Brasil é gasto efetivamente com o ensino.
Outros 34% são desperdiçados com atividades burocráticas, como chamada, a cópia de deveres de casa ou pedindo disciplina. A cota de “desperdício” em países da OCDE é de apenas 15%. Usar sabiamente o tempo em sala de aula é uma das mais baratas e eficientes maneiras de melhorar a educação no Brasil.
2 - Abandonar ideia de que só vale agir com mais dinheiro
Virou moda no Brasil pensar que os problemas da educação só serão resolvidos se houver muito mais dinheiro para o setor. Nesta linha, a principal bandeira da União Nacional dos Estudantes e de alguns parlamentares é a destinação imediata de 10% do PIB para a educação.
país que mais investe no mundo hoje, a Islândia, despeja apenas 7,8% de sua riquezas.
“É um fetiche por um número redondo”, afirma Gustavo Ioschpe, economista especialista em educação.
O problema real desta ideia é que causa uma aparente paralisia dos envolvidos para as melhoras que podem – e devem – ser efetuadas agora. Enquanto a agenda quantitativa é perseguida com lobby no Congresso, a qualitativa fica esquecida por professores e gestores que compram a ideia de que só mais verba permitirá a melhora da educação no Brasil.
3 - Universalizar a educação de verdade
Nas últimas duas décadas, o Brasil quase conseguiu universalizar a educação pública em um processo notável e propalado pelos governantes de plantão.
A palavra universalizar, no entanto, esconde ainda um montante de 3,8 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos fora da escola, segundo dados do Movimento Todos pela Educação.
O problema é concentrado no universo de crianças entre 4 e 5 anos e jovens acima de 14 anos. No meio deles, a educação é quase universalizada. Rumo a uma educação de qualidade, o Brasil deve avançar mais.
4 - Reformular o Ensino Médio
Do estado periclitante da educação brasileira, nenhum é tão ruim quanto do Ensino Médio. Entre as notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a do ensino médio é a mais baixa: 3,1, de 10.
Parte das pessoas culpa o número de disciplinas ensinadas aos estudantes, 13; a outra, a maneira enciclopédica, que tenta ser passada de maneira mais profunda que o necessário.
Escreveu em um blog um aluno bolsista  da Fundação Estudar, quando estudava nos Estados Unidos: “Aqui o aluno não tem que aprender Matemática, Biologia ou Geografia em detalhe”, constatou.
O fato é que o assunto voltou à tona recentemente, quando o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, mostrou disposição de mudar o ensino médio, tornando-o mais multidisciplinar e integrado.
5 Implantar a meritocracia para professor
Prática adotada em várias profissões com ótimos resultados, a meritocracia ainda precisa ser implantada de verdade no país, mas com cuidados. Em educação, o conceito não se restringe ao pagamento de bônus.
Este, inclusive, demanda cuidados. As pesquisas no setor não permitem concluir se o sistema funciona, ou como deveria funcionar.
O principal problema é isolar o papel do professor. Como dar menor bônus a um docente do 6º ano que conseguiu elevar o desempenho de alunos com deficiências em 50%, em relação ao professor que, com uma turma já melhor formada, quase nada fez? Mesmo que, ao final do ano, o desempenho da segunda turma ainda seja melhor.
Mas meritocracia é um conceito amplo que deve permear todo o sistema: da escolha dos gestores aos repasses para a escola, entre outros. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Enem

No próximo fim de semana, 7.173.574 milhões de inscritos irão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um grande esquema de logística foi montado para o transporte e a aplicação das provas em 1.161 municípios espalhados pelo país. Os candidatos farão as provas em 15 mil salas de aula e 660 mil pessoas vão trabalhar no dia do exame. Este ano, os cerca de 63 mil malotes de provas terão cadeado eletrônico com GPS para garantir a segurança.
No primeiro dia de prova serão cobradas as disciplinas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologia, com um tempo de 4h30 para realização da prova.
Já no segundo dia serão cobradas as disciplinas Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias. Nessa data o aluno terá uma hora a maispara realizar o exame. 
Os portões de acesso para as provas do exame serão abertos às 12h e fechados às 13, horário de Brasília. Recomenda-se que todos os participantes compareçam ao local de realização das provas com uma hora de antecedência. 

Portanto, é bom lembrar que no Piauí os portões serão abertos às 11h e fechados ao meio-dia.

domingo, 20 de outubro de 2013

Havia ou haviam?

Sempre é bom lembrar que o verbo “haver”, quando empregado no sentido de “existir” ou de “ocorrer”, é impessoal. Isso quer dizer que deve ser conjugado apenas na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o tempo (há, houve, havia, houvera, houver, houvesse etc.).

O mesmo vale para os auxiliares do verbo “haver” em construções do tipo “deve haver”, “pode haver”, “vai haver”, “há de haver” etc. No fragmento abaixo, o redator tratou como sujeito aquilo que é objeto direto:

No seu bolso, os policiais da Deatur encontraram outros dois relógios de luxo, da marca Rolex. Na casa dele, haviam outros 14 relógios.

Como nessa acepção não admite sujeito, o verbo “haver” deve permanecer no singular:

No seu bolso, os policiais da Deatur encontraram outros dois relógios de luxo, da marca Rolex. Na casa dele, havia outros 14 relógios.
O verbo “haver” pode admitir o sujeito, mas isso geralmente ocorre em situações formais (“Nunca houveram o que perderam”, “Não houvemos o resultado pretendido” etc.). Entre as menos formais (e mais frequentes) estão aquelas em que é empregado como auxiliar: “Eu hei de vencer”, “Eles haverão de entender isso em algum dia”, “Eles haviam chegado antes do anoitecer” etc.

77% dos candidatos desta edição do Enem já estão fora da escola

A quantidade de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pulou de 4,03 milhões para 7,11 milhões entre 2009 e 2013, mas poucos candidatos extras vêm direto da educação básica.


Embora avaliar o ensino médio fosse o objetivo da prova, quando criada, há 15 anos, 77% dos candidatos desta edição já estão fora da escola. Útil para vários objetivos - como vestibular de instituições públicas, acesso a bolsas em particulares, diploma de ensino médio e intercâmbio pelo Ciência sem Fronteiras - a prova tem atraído cada vez mais pessoas fora do grupo de concluintes do ensino médio.

Com dois filhos e dois netos, Brivaldo Maciel sequer passou pelo 3.º ano. Aos 57 anos, vai fazer o Enem para conseguir o certificado do ensino médio. Motorista de ônibus por mais de 20 anos, parou há dois anos para poder completar os estudos. Seu sonho é ser aprovado no exame e fazer o curso de Direito. Se não passar, pretende tentar de novo em 2014.

"Não tenho problema para desenvolver uma ideia, mas me enrolo com gramática", reconheceu ele, que divide o tempo entre biscates e aulas em um centro de educação para jovens e adultos no Recife. Um dos mais velhos da turma, e ganhou o apelido de "coroa" e "veinho".

Mariana Araújo, de 21 anos, acreditava que a fase de vestibulares havia ficado para trás quando entrou na Universidade Federal do Espírito Santo, em 2010. A situação mudou em junho deste ano, quando a jovem, que cursa Engenharia Civil, soube que o Enem se tornou obrigatório para o Ciência sem Fronteiras, que dá bolsas a alunos de graduação e pós no exterior.

Sem opções, após recorrer ao Ministério da Educação e à Justiça, ela fará o exame para tentar a viagem ao Reino Unido. "É difícil estudar porque tenho faculdade e estágio. Comecei há poucos dias." Para ela, as dificuldades são Biologia e Geografia, que usa pouco na faculdade.

Fonte: Estadão

Lançado edital de seleção do Programa de Intercâmbio Estudantil As provas terão início dia 24 de outubro

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura, através da Unidade de Planejamento (UPLAN), divulgou esta sexta-feira (18) o Edital do Processo Seletivo do Programa de Intercâmbio Educacional "Aprender é uma Viagem" . O Projeto levará 120 estudantes da rede pública estadual, que estejam cursando 1° ano do ensino médio, a países de língua inglesa e espanhola.
Os estudantes que estão aptos a participar da seleção devem estar cursando o Curso de Línguas que está sendo ministrado nas 21 Gerências Regionais de Ensino. A seleção será realizada em três etapas. A primeira delas consistirá em prova oral de inglês ou espanhol, seguida da fase onde os jovens serão submetidos a provas escritas, nas mesmas disciplinas, de acordo com o curso escolhido. A terceira e última etapa será o cálculo da média aritmética do somatório das notas das provas.
O intercâmbio internacional acontecerá de forma gratuita, sendo supervisionado e custeado pelo Governo do Estado do Piauí. Os estudantes classificados, quando convocados pela Seduc, cursarão o correspondente a um semestre letivo, na modalidade High School, com embarque previsto para início de 2014.
Provas
A Divulgação da relação dos estudantes que atenderam aos pré-requisitos do edital e poderão fazer as provas de línguas, oral e escrita será divulgada na próxima quinta-feira (24). As provas orais serão realizadas nos dias 24, 25 e 28 de outubro. As avaliações escritas serão aplicadas nos dias 25 e 28/10. Todos os testes acontecerão nos locais, turmas e horários das aulas do curso intensivo de inglês do Programa "Aprender é uma Viagem". O resultado será divulgado no dia 30/10.
Haverá uma data, para que os alunos que desejarem interpor recursos, o façam através do endereço que consta em anexo, ao edital. Será no dia 31/10.  A divulgação dos resultados dos recursos acontecerá no dia 04/11 através do site da Seduc e das respectivas Gerências Regionais de Ensino (GRE´S).
O Resultado Final e Homologação estão previstos, de acordo com o edital, para o dia 07/11. O projeto "Aprender é uma viagem" é uma iniciativa do Governo do Estado do Piauí e SEDUC e oferecerá aos estudantes da rede pública de ensino, cursos gratuitos de inglês, espanhol nas melhores instituições de ensino do Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Argentina, Chile e Espanha.
Confira o Edital:

sábado, 19 de outubro de 2013

Convocados 177 candidatos aprovados para o Hospital Universitário do Piauí

Os candidatos convocados devem comparecer nos dias 24, 25 e 28 de outubro, das 9h às 17h, no HU


A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, divulgou nesta sexta-feira, 18, nova convocação dos candidatos aprovados no concurso público para o Hospital Universitário de Piauí (HUPI). São 177 convocados para as diversas áreas do hospital, sendo 31 para a área administrativa e 146 para a área assistencial. Destes, foram chamados 47 médicos de 14 especialidades, 15 enfermeiros, 62 técnicos de enfermagem 22 profissionais de outras áreas da saúde.
Os candidatos convocados devem comparecer nos dias 24, 25 e 28 de outubro, das 9h às 17h, no Hospital Universitário para a apresentação e entrega dos documentos exigidos (cópia e original) no anexo II dos editais reguladores do concurso. A apresentação dos documentos poderá ser feita por procuração. Na entrega dos documentos, também será agendado o horário para realização de coleta de sangue e exame admissional.