Postagem em destaque

Rapidinhas do Professor Jorge Câmara

  1. Campo Maior não é curral eleitoral, nem propriedade do prefeito! A derrota vergonhosa do filho do prefeito nas urnas não dá a ninguém o...

Mostrando postagens com marcador índices. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador índices. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de outubro de 2016

Lei Maria da Penha: dez anos de violência


Muito se tem falado, questionado e articulado quanto à violência que ainda impera contra a mulher. Mesmo com todo o aparato estatal em tornar visível os mecanismos legais que amparam essa vítimas constante da incompreensão e do machismo, a mulher é vulnerável quanto à sua integridade física.

As estatísticas do estado do Piauí  são alarmantes. Teresina, José de Freitas e Campo Maior, continuam figurando como os municípios onde mais ocorre a violência contra a mulher. Maior parte do casos, os agressores são membros da família.

Campo Maior se fez presente, através de seu Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência da Defensoria Pública do Estado do Piauí, nesta sexta-feira (14) no auditório da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdepi), durante o I Encontro dos Núcleos de Defesa da Mulher em Situação de Violência.
O evento, em alusão aos dez anos da Lei Maria da Penha, reuniu os Coordenadores e Defensores Públicos com atuação nos Núcleos de Defesa da Mulher de Campo Maior, Teresina,  Parnaíba, São Raimundo Nonato e Floriano, sendo aberto a todos os Defensores que tiveram interesse em participar.
Francisca Hildeth Leal Evangelista Nunes, defensora pública, destacou a importância da interação entre os Núcleos de atendimento à mulher vítima de violência. “É muito importante esse Encontro que é também alusivo aos 10 anos das Lei Maria da Penha. 
Quanto a importância da Lei, vale ressaltar alguns importantes:
  • A Lei Maria da Penha (Lei 11.340), sancionada em 7 de agosto de 2006, completa dez anos de vigência. Ela foi criada para combater a violência doméstica e familiar, garante punição com maior rigor dos agressores e cria mecanismos para prevenir a violência e proteger a mulher agredida.
     
  • De acordo com a legislação, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.
     
  • Hoje essa lei é a principal ferramenta legislativa na questão da violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil. Ela também é considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três mais avançadas do mundo nessa questão.
     
  • Com a Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher torna-se visível e deixa de ser interpretada como um problema individual da mulher e passa a ser reconhecida como problema social e do Estado, que deve prever assistência, prevenção e punição para esses casos.


domingo, 21 de abril de 2013

Marmotas da educação


Título bastante sugestivo, temos aqui em nosso 'blog' questionado os vários problemas  relativos à educação. Pelo visto, o país inteiro está contaminado de problemas que infestam os dados de forma negativa...


"A palavra "marmota" tem, no vocabulário popular do Ceará, entre outras, a acepção de "coisa desarrumada ou fora de lugar". Pois é assim que se acha a educação no Brasil. Nos últimos anos registraram-se avanços na área, como a criação de novas universida-des e institutos federais no país e um recente Pacto Nacional pela Alfabetização na Ida-de Certa, instituído pelo governo federal com base em experiência pioneira no Estado. 
Por outro lado, é inconcebível a média de 117 alunos para cada professor na rede municipal de ensino, ou que professores de Fortaleza tenham que reprovar um número limitado de alunos diante de uma realidade muito maior de candidatos à reprovação, apenas para cumprir, artificialmente, "metas" fixadas pelas autoridades da área. Isto, sem se falar no tão polêmico Enem, que em várias edições registrou problemas e fraudes absurdas. 

Mais recentemente, até a aprovação de candidatos com nota máxima nas provas de redação, mesmo apresentando imperdoáveis erros de ortografia em seus textos. Ou, ainda, a inclusão de alunos com necessidades especiais em sala de aula, junto aos demais, que é salutar sob o ponto de vista da socialização, mas que, na prática, coloca de novo, sobre os ombros do professor - já extremamente oprimidos - uma missão que deveria ser partilhada com terapeutas ocupacionais e psicólogos, entre outros profissionais. 

Aqui tudo é muito bonito, mas apenas no papel. A realidade de nossa educação está distante do minimamente desejável. Falta estrutura física à maioria das escolas, bem como a implantação de um sistema educacional em tempo integral, para manter os alunos afastados do risco das drogas, dando-lhes ensino de qualidade e atividades complementares. O Enem deve ser revisto para que sejam evitados os absurdos durante a correção de provas, notadamente nas de redação. 

Muitas também são as famílias que jogam unicamente para as escolas e os professores a responsabilidade pela educação de seus próprios filhos, quando deveriam envolver-se neste processo. São muitas as distorções a serem corrigidas para que tenhamos concretamente uma educação eficaz, de qualidade, neste país."

Gilson Barbosa
jornalista