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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A FOTO DO ANO E SUA LEGENDA INUSITADA

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E viva a criatividade de nossos internautas!!!!!

Fonte: Sensacionalista.com

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

MISOGINIA

“Não confio em homem que desrespeita mulher”: nossa colunista explica sua opção política

Postado em 22 out 2014

As eleições para presidente têm sido assunto desde o início da campanha (e ainda mais após o início da corrida pelo segundo turno) – e que bom isso. Apesar das queixas de alguns – “nossa, que chato todo mundo falando de política o tempo inteiro!” – acho que a repetição incansável do assunto deve ser motivo de comemoração. Afinal, noutros tempos – e ainda hoje, noutros países – o assunto fora terminantemente proibido. Então, que bom que podemos discutir abertamente o assunto, das redes sociais às mesas de bar, em que pese a blindagem midiática que insiste em se impor.
imagePor isso mesmo – entre outros infindáveis motivos que poderiam, sozinhos, compor este artigo – eu insisto em escrever sobre, e viva a liberdade de expressão! Compreenda que – apesar de quem quer que seja poder livremente defender a que partido julgar merecedor – isto não se trata de defesa partidária ou politicagem barata: este texto tem o condão de alertar as pessoas acerca de um aspecto crucial do presidenciável Aécio Neves: o visível machismo e misoginia. Como aspirante a militante do feminismo, sinto-me na obrigação de comentar.
O candidato escancarou a sua inegável covardia e desrespeito às mulheres na última campanha.
Notória a sua incapacidade em demonstrar o menor respeito por uma mulher – que além de mulher mais velha que ele, é presidente deste país – em vários momentos dos vergonhosos debates presidenciais dos quais participou.
Todas as vezes em que se sentia acuado com alguma colocação da presidente – as quais, esclareça-se, não são objeto deste texto – reagia com cinismo repugnante e agressividade assustadora: desde o dedo na cara da Luciana Genro, aos insultos em alto e bom som contra a presidente. “Leviana e mentirosa, candidata!”
Discussões políticas à parte, eu, particularmente, não consigo confiar em um homem – nem mesmo enquanto homem apenas, quem dirá enquanto presidenciável – que levanta, desrespeitosa e desnecessariamente, a voz a uma mulher mais velha e, independente de divergências políticas, digna de respeito.
Desfrutando da minha inegável liberdade de expressão, afirmo: Aécio é a personificação da misoginia, do desrespeito à mulher e da promoção da desigualdade de gêneros. A personificação da ignorância acerca das necessidades do gênero – e, pior ainda, uma ignorância proveniente do desinteresse. Não consigo vislumbrar – e não consigo por que o histórico do candidato não me permite – uma só possibilidade de Aécio Neves colocar-se enquanto defensor das causas feministas.
Por isso minha alma feminista se debate todas as vezes em que vejo uma mulher afirmar-se militante PSDBista. Uma mulher que pode pagar o alto preço de ser esquecida e negligenciada pelas leis de seu país durante quatro anos.
Que o movimento feminista não esteja – como, acredito piamente, não está – ao lado de um homem que não consegue apresentar uma só proposta em favor da mulher e desrespeita a presidente do país e toda mulher que ouse contrariá-lo. E que o contrariemos, e provemos, com a força feminina que ele menospreza, que os tempos são outros. Não somos levianas. Sabemos o que queremos e sabemos, mais ainda, o que não queremos: um playboy machista no Palácio do Planalto.

Crédito: Diário do Centro do Mundo

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Por que Dilma insistiu nas creches e no Pronatec


De Roberto Xavier, que usou o Bessinha na montagem

O amigo navegante deve ter percebido que no DilmaBATE – segundo a abalizada opinião do Noblat – ela preferiu tirar o Aecioporto das cordas para falar, diversas vezes, no Pronatec e nas creches.

Sobre o Pronatec ressaltou que o Governo FHC proibia a construção de escolas técnicas.

E sobre as creches ressaltou que o “mau e machista” ignorava tudo sobre a matéria.

Creches e Pronatec são temas que incidem diretamente sobre mães e jovens de Classe C.

As creches deixam a mulher trabalhar, e os Pronatec aceleram a profissionalização.

Sao benefícios estrategicamente úteis em São Paulo, onde, como se sabe, o ódio anti-petista, de que o publicitário Fernando Meirelles se tornou símbolo, pode envenenar jovens e mães, como envenenou o Governo Joao Goulart.

Mas, para vencer esse obstáculo, a presidenta nos próximos debates ainda pode tratar da questão do consumo de drogas, especialmente sensível a mulheres evangélicas, e da edificante decisão de “preferir não usar o bafômetro“.

Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vox Populi: Dilma tem 51% x 49% de Aécio


A presidente Dilma Rousseff tem 51% dos votos válidos contra 49% de Aécio Neves, segundo pesquisa do instituto Vox Populi divulgada esta noite no Jornal da Record. Como a margem de erro é de 2,2%, os candidatos estão em empate técnico, apesar da vantagem numérica da petista.
: É a primeira pesquisa do Vox Populi no segundo turno.
Em relação a pesquisas anteriores, de outros institutos, é a primeira vez que a candidata à reeleição aparece em vantagem numérica, depois de uma semana de campanha agressiva na propaganda eleitoral transmitida por rádio e TV.

Dilma tem vantagem esmagadora no Nordeste: 67% a 26% — no cruzamento referente a votos totais –, o que pode representar, ainda que parcialmente, reação dos nordestinos à desqualificação que sofreram nas redes sociais por parte de eleitores de Aécio Neves.

Por faixa de renda, a candidata petista tem 56% a 35% entre os que ganham até dois salários mínimos, enquanto Aécio tem 57% a 32% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. Ou seja, a pesquisa confirma que está se delineando uma campanha de mais ricos contra mais pobres, com os “remediados” definindo o resultado. Por enquanto, Aécio tem 47% a 41% entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"Compare os monstros do passado com meu governo"

Presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, rebateu, nesta segunda-feira, crítica do seu adversário, Aécio Neves, que falou que "os brasileiros têm medo dos monstros do presente"; "Compare a minha recessão com a dele. Compare os 'monstros do passado' com o que está acontecendo no meu governo", disse; Dilma afirmou ainda que a escolha de Armínio Fraga como ministro da Fazenda de Aécio seria um "complicador"; "ele estourou a meta de inflação duas vezes e com Armínio tivemos a maior taxa de juros da história, de 45%"; sobre a disparada da Bovespa, ela afirmou que isso significa pouco; "Desconfio que os investidores podem fazer tudo, mas não ganham uma eleição. Quem ganha e vota no Brasil chama-se povo brasileiro".
 
Fonte: Brasil 247

sábado, 30 de agosto de 2014

Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura em MG


A entrada em cena de Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos, mexeu com o cenário eleitoral e já começa a reorientar as estratégias das campanhas adversárias. O senador Aécio Neves (PSDB), deslocado para o terceiro lugar pela ex-ministra do Meio Ambiente, pode ser, no entanto, o primeiro a adotar uma estratégia de alto risco político.

Segundo informações de bastidor apuradas pelo repórter Gerson Camarotti e publicadas em seu blog no G1, Aécio adotaria uma posição pragmática diante da queda na pesquisa nacional e das dificuldades de seu candidato em Minas, Pimenta da Veiga, 14 pontos percentuais atrás de Fernando Pimentel, nome do PT ao governo. Aécio teria de optar pelo pragmatismo e “mergulhar um período em terras mineiras”.

Essa hipótese ganhou as ruas ontem, sexta-feira, 29, por meio do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas, Pedro Brandão Guadalupe. Em postagem no Facebook, Pedro Brandão diz que, “se Marina passar muito Aécio, ele sai, apoia ela, ganha no primeiro turno, e vira Governador de Minas Gerais (sic)”. Ele reconhece que não seria a melhor opção, mas garante que “já está certo o cheque-mate a qualquer momento no PT (sic)”.

Dilma vira o jogo e bate Aécio em Minas Gerais

 
: É o que revela a pesquisa DataTempo/CP2; segundo o levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida presidencial em Minas Gerias, com 36,1%, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 26,5%; no levantamento anterior, a petista tinha 33,8%, e o tucano, 41,2%; a presidenciável pelo PSB, Marina Silva, aparece na terceira posição, com 20,5%

O levantamento mostra também queda da taxa de rejeição de Dilma e aumento do índice de mineiros que não votariam em nenhuma hipótese em Aécio. Nesse quesito, Dilma foi de 32,3% para 26.1%, ao passo que Aécio teve a rejeição elevada de 17,7% para 22,5%. A CP2 registrou também uma melhora na avaliação do governo Dilma. A soma de notas 'bom' e 'muito bom' passou de 32% para 37,2%. Já a soma de 'ruim' e 'muito ruim' caiu de 36,7% para 32,5%.

Na simulação de segundo turno em Minas, Dilma venceria Aécio por 42,8% a 37.1%. Contra Marina, a presidente também triunfaria por 43,1% contra 38,1%. A CP2 realizou 2.066 entrevistas no Estado. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR 00409/2014.


Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura em MG

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Acaba de ser publicado no site Pautando Minas.
Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura a governador
Informação é do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas Gerais
A entrada em cena de Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos, mexeu com o cenário eleitoral e já começa a reorientar as estratégias das campanhas adversárias. O senador Aécio Neves (PSDB), deslocado para o terceiro lugar pela ex-ministra do Meio Ambiente, pode ser, no entanto, o primeiro a adotar uma estratégia de alto risco político.
Segundo informações de bastidor apuradas pelo repórter Gerson Camarotti e publicadas em seu blog no G1, Aécio adotaria uma posição pragmática diante da queda na pesquisa nacional e das dificuldades de seu candidato em Minas, Pimenta da Veiga, 14 pontos percentuais atrás de Fernando Pimentel, nome do PT ao governo. Aécio teria de optar pelo pragmatismo e “mergulhar um período em terras mineiras”.
Segundo um cacique tucano teria dito a Camarotti, o partido teria chegado à conclusão de que “é preciso manter o espaço em Minas”. Para isso, poderia lançar mão de uma operação de alto risco: Aécio desistiria da candidatura à Presidência e assumiria a missão de impedir que os tucanos percam a máquina em Minas Gerais, de R$ 75 bilhões e 17 mil cargos comissionados.
Essa hipótese ganhou as ruas nesta sexta-feira, 29, por meio do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas, Pedro Brandão Guadalupe. Em postagem no Facebook, Pedro Brandão diz que, “se Marina passar muito Aécio, ele sai, apoia ela, ganha no primeiro turno, e vira Governador de Minas Gerais (sic)”. Ele reconhece que não seria a melhor opção, mas garante que “já está certo o cheque-mate a qualquer momento no PT (sic)”.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Elite prepara golpe contra trabalhadores

Importante órgão noticioso, a Rede Brasil Atual faz uma análise do que pode vir por aí, principalmente contra os trabalhadores brasileiros, já que na economia, Aécio e Marina repetem FHC e projetam 'mudança mais do mesmo'

Da Rede Brasil Atual
Mercado financeiro e pregadores da austeridade se agrupam em torno das candidaturas de PSDB e PSB, que falam em necessidade de 'ajustes' que no passado significaram desemprego e corte de investimentos

São Paulo – Embora o tema de suas campanhas seja a mudança, os princípios que guiam a política econômica defendida pelas candidaturas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) não chegam a ser novidade: já foram “testados”, ao menos em parte, a partir de 1998 e até o fim do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002). No intervalo de uma semana, neste mês, os principais pensadores econômicos de Marina e Aécio – Eduardo Giannetti e Armínio Fraga, respectivamente –, apresentaram pistas do que poderá ser feito a partir de 2015 em caso de vitória. A palavra mais comum é “ajuste”, que incluiria um “choque fiscal”, redução de tributos e a diminuição da presença do Estado.
Em debate em São Paulo no dia 18, Giannetti fez menção a uma “espiral intervencionista” do Estado, que, segundo ele, “mina a confiança do setor privado”. O economista defendeu a necessidade de elevar a capacidade de investimentos do país, observando que “não cabe ao Estado substituir o mercado”. Cinco dias antes, durante palestra também em São Paulo, Fraga identificava um “quadro de perda de confiança” e “expectativas deprimidas”, defendendo a necessidade de “mobilizar o capital privado” para suprir as deficiências de infraestrutura.
Ambos lembraram o período de “ajuste” no Brasil entre 1998 e 1999. “Viramos, terminamos rapidamente o capítulo”, comentou Giannetti. “Se nós formos realistas em relação ao que temos no cardápio no ano que vem, o ajuste é bom. Poderíamos ter um ano que não seria nenhuma maravilha, mas seria um esforço útil. Em 1999, foi feito um enorme ajuste fiscal. Dá para evitar uma recessão e construir, mudar a trajetória”, disse Fraga, lembrando que o ajuste daquele período equivaleu a uma perda de quatro pontos do PIB.
Àquela época, como consequência das ações do governo federal para manter a estabilidade da moeda e a paridade "1 para 1" com o dólar entre 1994 e 1997, somadas ao impacto no Brasil de crises nos mercados emergentes, o cenário era desolador. Em um contexto de pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o país apertou a política de austeridade fiscal, adotou metas de inflação e implementou o chamado câmbio flutuante. O centro da meta da inflação para 1999 foi de 8%, com tolerância de dois pontos, para cima ou para baixo. O IPCA fechou em 8,94%.
Hoje, Fraga diz considerar excessiva a meta de 4,5%. Chegou a lamentar que o Banco Central considere 6%, perto do teto, “tão bom quanto 4,5%”. Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que é possível ir baixando os índices para chegar ao centro da meta em 2018 sem prejudicar investimentos e a criação de empregos. Fraga não chegou a sugerir um número, mas lembrou que “a maioria dos países está entre 2% e 3%”. Também é de 1999 a criação de uma medida que até hoje faz parte da pauta das centrais sindicais – que defendem sua eliminação. O governo implementou o fator previdenciário, que limitou os valores de aposentadorias por tempo de contribuição. Quanto menores idade e tempo de contribuição, maior o desconto no benefício, o que leva a que os representantes dos trabalhadores cobrem uma mudança no sistema, até aqui sem muitos ecos no Congresso por onde teria de passar a alteração.
A política de valorização do real ante o dólar atingiu a indústria e as exportações brasileiras – era o período do chamado “populismo cambial”, cunhado pelo jornalista Elio Gaspari. Curiosamente, em debate recente Armínio Fraga defendeu justamente o combate a essa prática, que estaria, em suas palavras, minando as contas externas brasileiras. De 1995 a 2000, o Brasil acumulou déficits comerciais.
Vieram as crises da Ásia (1997) e da Rússia (1998). O governo desvalorizou o real pouco depois da reeleição de FHC, em 1999. Logo em janeiro, Gustavo Franco pede demissão do Banco Central. Em março, seria nomeado Armínio Fraga.
A carga tributária, que andava na faixa dos 25% do PIB, aumentou para 30% em 2000 e chegaria ao final da gestão de Fernando Henrique perto dos 33%. Atualmente, está em torno de 36%. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o governo FHC elevou a carga tributária em 4,03 pontos percentuais. Com Lula, o aumento foi de 1,58 ponto, e com Dilma, de 2,2 pontos.
O desarranjo de indicadores econômicos e sociais da segunda metade da década de 1990 é próximo daquilo que as campanhas de oposição à presidenta Dilma Rousseff (PT) projetam para 2015, ainda que seja uma tese que não encontra dados para confirmar que o Brasil esteja seguindo rumo similar.
Uma das características predominantes da política econômica liberal do governo tucano foi a redução do Estado. Os gastos com saúde, saneamento, educação, cultura, trabalho, assistência e previdência social, por exemplo, que em 1995 representavam 61,8% das receitas correntes, caíram para 53,9% em 2001. O setor de Educação foi o mais afetado, com uma redução de 15,5% no período, de R$ 14,1 bilhões (em 1995) para R$ 11,9 bilhões (em 2001). No mesmo período, o orçamento de saúde e saneamento ficou praticamente estagnado, oscilando em torno dos R$ 20 bilhões. Em 2013, os orçamentos dos ministérios da Educação e da Saúde foram de R$ 88,1 bilhões e R$ 99,8 bilhões, respectivamente.
As áreas de assistência e previdência social também sofreram estagnação. Em 1995 foram destinados para o setor 40% da receita, e, em 2001, 39%. O governo também reduziu o porcentual de gastos com a área social em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto em 1995 os recursos para saneamento corresponderam a 2,3% do PIB, em 2001 caíram para 2%. Aumento de gastos, apenas com o seguro-desemprego: em 1995, do total de R$ 5,7 bilhões do orçamento para a área do trabalho, 46% foram utilizados com os desempregados. Em 2001, a área tinha orçamento de R$ 7,4 bilhões, dos quais 65% foram para o seguro-desemprego.
A queda dos investimentos públicos se deu para atender a outra prioridade: garantir o superávit primário para pagar os juros da dívida interna, que saltou de 30% do PIB em 1995 para 60% da riqueza brasileira em 2002. Além do superávit, a alta taxa de juros (FHC terminou o mandato com juros a 25%, depois de alcançar pico de 40% em 1999; hoje, a Selic está em 11%) e o câmbio flutuante, encerrado por Lula em 2005, eram a base do “tripé macroeconômico” que, mais do que controlar a inflação, a “converteu” em dívida pública, a ser paga aos bancos privados nacionais e internacionais pelas contribuições dos brasileiros. O mercado financeiro, diferentemente dos demais setores da economia, foi beneficiado pelas opções da política econômica da época. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou a investigar prejuízo do governo federal de até R$ 7 bilhões em programa de amparo financeiro aos bancos Marka e FonteCindam, que sucumbiram às mudanças cambiais da época.
Fraga e Giannetti são economistas de tendência liberal. O primeiro, formado na PUC do Rio de Janeiro e PhD pela Universidade de Princeton, e o segundo, na USP, com doutorado em Cambridge. O ex-presidente do BC vê urgência em uma reforma tributária, com simplificação da chamada tributação indireta, “facilitando imensamente a vida das empresas”. Assim, ICMS, IPI e PIS/Cofins seria unificado no IVA, Imposto sobre Valor Agregado. “As coisas na vida têm momento. Acho que o momento chegou para nós. Temos de declarar guerra ao Custo Brasil”, disse Fraga, ao pregar uma “linha de ação moderada, de mercado”.
Giannetti chegou até a comentar que havia diferenças entre os candidatos de oposição, mas nem tanto entre os economistas ligados a essas campanhas: as diferenças apontadas por ele se apresentam, principalmente, no motivo que leva os candidatos às posições atuais. Enquanto Aécio é alinhado ao liberalismo por tradição partidária, Marina estaria em sintonia com os objetivos neoliberais por conta de sua ideologia ambiental: a reforma do modelo econômico rumo à sustentabilidade proposto pela ex-senadora exige uma "freada" na economia similar à proposta pelos economistas ortodoxos.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

:


Principal veículo informativo da Rede Globo, Jornal Nacional exibiu de 1º de janeiro a 9 de agosto deste ano nada menos que 1h22 de reportagens contrárias ao governo Dilma Rousseff; matérias consideradas favoráveis somaram, enquanto isso, 3 minutos; um placar, em minutos, de 82 a 3; cálculo foi feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro; presidenciáveis Aécio Neves e Eduardo Campos tiveram outro tratamento


Um cálculo feito por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) comprova que o principal noticiário da TV brasileira, o Jornal Nacional, é definitivamente usado pela Globo como um instrumento de oposição ao governo. Pesquisa chamada de 'manchetômetro' pelos membros do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública da Universidade conclui que o JN veiculou disparadamente mais notícias negativas contra a presidente Dilma Rousseff (PT) do que contra seus adversários.

De acordo com os gráficos do manchetômetro, o Jornal Nacional dedicou 1 hora e 22 minutos em 2014 para notícias consideradas desfavoráveis para a petista, contra apenas três minutos para reportagens consideradas favoráveis. Em contrapartida, o candidato do PSDB, Aécio Neves, teve 7,42 minutos de noticiário positivo esse ano, e 5,35 minutos de notícias negativas. Eduardo Campos, presidenciável pelo PSB, foi alvo de pouco mais de 30 minutos de reportagens consideradas neutras, de acordo com os pesquisadores.
O Jornal Nacional começa a receber nesta segunda-feira 11, para entrevistas ao vivo com os âncoras William Bonner e Patrícia Poeta, os candidatos à Presidência da República melhor posicionados nas pesquisas. Além de Dilma, Aécio e Campos, será entrevistado o candidato do PSC, Pastor Everaldo, com 3% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope. Aécio inicia a rodada hoje, seguido de Campos, nesta terça-feira 12. Na quarta, é a vez da presidente Dilma, que recebe os jornalistas no Palácio do Planalto. O Pastor Everaldo fecha o ciclo de entrevistas na quinta-feira.

Manchetômetro – mídia impressa
Outra mostra do manchetômetro foi divulgada no dia 1º de agosto e pesquisa as manchetes dos principais jornais impressos do País: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Nesse levantamento, os pesquisadores da Uerj também mostram que o noticiário negativo contra Dilma ultrapassa de longe a quantidade de reportagens negativas contra Aécio e Campos (veja no gráfico abaixo), publicado há 11 dias no blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, onde há mais detalhes da pesquisa.

Nas páginas do grupo no Facebook e no Twitter, os pesquisadores afirmam não ter "qualquer filiação partidária ou com grupo econômico". Idealizador da pesquisa, o cientista político João Feres Júnior diz, em entrevista ao portal Imprensa, que o manchetômetro é uma ferramenta da cidadania, "pois torna o leitor um eleitor mais consciente acerca do que lhe é oferecido como informação".

O estudo utiliza como método a análise de valência, ou seja, a verificação se a reportagem publicada representa uma imagem positiva ou negativa sobre o candidato pesquisado. Não se trata de confirmar a veracidade da informação, mas apenas de registrar a quantidade de matérias positivas ou negativas para a imagem dos respectivos políticos. O site do manchetômetro, que esteve fora do ar temporariamente nesta segunda-feira, traz mais detalhes do levantamento.

"Se você olhar nossos dados, vai ver que a mídia tende a privilegiar as manchetes negativas. Existe essa preponderância para todos os candidatos. A proporção é que é diferente. A Dilma tem muito mais notícias negativas em relação às positivas que os outros. Eles são beneficiados, traduzindo em termos mais chulos, por que a mídia bate muito mais na Dilma", disse ele em outra entrevista, concedida ao portal Terra.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Por que o Ibope desanimou os colunistas tucanos

EDUARDO GUIMARÃES
A despeito de todas as consultorias e instituições financeiras que afiançam que Aécio vencerá, a despeito da tão propalada "rejeição" de Dilma, o desânimo campeia nas hostes tucanas e "socialistas"
Em tese, a última pesquisa Ibope sobre intenções de voto para presidente da República deveria ter sido daquelas contra as quais ninguém chia, pois manteve os principais candidatos a presidente praticamente onde estavam no mês passado – os que "subiram" (Aécio Neves e Eduardo Campos), foi dentro da margem de erro.

Ainda assim, tanto no pré-Ibope quanto no pós o que se viu foram manifestações explícitas ou implícitas de desalento por parte de alguns dos principais colunistas aliados do PSDB na grande imprensa, aqueles que só sabem criticar o PT e que, à diferença do que acontece em relação a este, não se indignam com escândalos como aécioportos e cartéis.

Tomemos como exemplo o colunista e blogueiro da Globo Ricardo Noblat e a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde. De quinta para sexta-feira, parece que lhes caiu a ficha de que se Dilma tem problemas maiores com intenções de voto neste ano do que tinha em 2010, com a oposição ocorre pior: Aécio e Eduardo é que precisam deslanchar – já que 
Dilma está bem à frente deles –, mas não deslancham.

Antes de prosseguir, confira abaixo, respectivamente, o texto de Cantanhêde e, em seguida, o de Noblat.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ibope aponta estabilidade na sucessão presidencial

O Ibope também mediu a aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff. A avaliação de ótimo ou bom foi de 31% a 32%. A avaliação regular foi de 36% a 35%. A aprovação ao modo Dilma de governar foi de 44% a 47%.
Ao todo, 2.506 pessoas foram entrevistadas pelo Ibope entre o último domingo e esta quinta-feira 7. A pesquisa foi contratada pela Globo e registrada no TSE Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00308/2014.

No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%. O candidato do PSC, Pastor Everaldo, alcançou 3% das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior.

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 22%
- Eduardo Campos (PSB): 8%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Zé Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Branco/nulo: 16%
- Não sabe/não respondeu: 9%


Crédito da matéria

sexta-feira, 18 de julho de 2014


Pesquisa Datafolha divulgada pela TV Globo, nesta quinta-feira (17), mostra que a disputa pela Presidência da República não apresentou grandes mudanças em relação aos últimos números apresentados pelos institutos de pesquisa. Esta é a primeira sondagem a ser realizada após o final da Copa do Mundo no país.
Veja os números:

Dilma Rousseff (PT) - 36%
Aécio Neves (PSDB) - 20%
Eduardo Campos (PSB) - 8%
Pastor Everaldo (PSC) - 3%
Brancos e nulos - 13%
Indecisos - 14%

Na disputa pelo segundo turno, o cenário apresenta os números abaixo:
Dilma 44% X 40% Aécio
Dilma 45% X 38% Campos

Quanto à avaliação do governo, os números foram os seguintes:
Bom/Ótimo - 32% (queda de 3 pontos)
Regular - 32% (queda de 3 pontos
Ruim/Péssimo - 29% (subida de 3 pontos)

Em relação à pesquisa anterior, a taxa de rejeição a Dilma subiu de 32% para 35%. O segundo mais rejeitado é o candidato Pastor Everaldo (PSC), que tem 3% das intenções de voto, mas 18% de rejeição. Os que rejeitam Aécio oscilaram de 16% para 17%. Campos mantém os 12% da pesquisa anterior.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios na terça (15) e nesta quarta-feira (16). O levantamento foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.

A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 2 de julho. Nela, a presidente Dilma Rousseff (PT) cresceu de 34% para 38% em um mês. No mesmo intervalo, o candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou de 19% para 20%. Já o candidato do PSB, Eduardo Campos variou de 7% para 9%, deixando assim a posição de empate técnico com o candidato Pastor Everaldo Pereira (PSC), estacionado em 4%.

Crédito da matéria: Brasil 247