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sábado, 31 de maio de 2025

O preço do vício: um infarto para largar o cigarro

    No Dia Mundial de Combate ao Cigarro, compartilho um testemunho que muitos evitam ouvir, mas que precisa ser dito. Por anos, fui fumante convicto. Participei de campanhas de saúde, recebi orientações, vi estatísticas alarmantes, mas nada disso foi suficiente para me fazer largar o vício. A consciência existia, mas a força do hábito era maior. Infelizmente, precisei encarar o limite da vida para compreender a gravidade do que fazia comigo mesmo. Um infarto — grave, inesperado e aterrorizante — foi o ponto final que eu jamais desejaria, mas que me forçou a mudar.
    A dor física foi intensa, mas a dor emocional de perceber que tudo poderia ter sido evitado é ainda mais profunda. Não recomendo esse caminho a ninguém. Hoje, recuperado, vejo o cigarro como um inimigo silencioso, que engana, conforta e, no fim, mata. Que minha experiência sirva de alerta: não espere seu corpo gritar o que sua razão já sabe. O melhor momento para parar é agora.
    O dia 31 de maio é marcado como o Dia Mundial Sem Tabaco, uma iniciativa criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre os malefícios do cigarro e incentivar políticas públicas de controle do tabagismo. A data busca alertar sobre os danos causados pelo consumo do tabaco — responsável por milhões de mortes evitáveis todos os anos — e destacar a importância da prevenção e do apoio aos fumantes que desejam abandonar o vício. Mais do que uma simples campanha, o 31 de maio representa um chamado à vida, à saúde e à reflexão sobre escolhas que impactam diretamente o bem-estar individual e coletivo.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Seu coração está preparado para o jogo de hoje? Veja cuidados para não infartar

Não adianta sair da sala nos pênaltis nem medir a pressão no intervalo; se o coração palpitar demais, saia de frente da TV

Thinkstock/Getty Images
Atenção cardiopatas: Não adianta sair da sala na hora do pênalti nem medir a pressão no intervalo

Como diz o narrador: "Haja coração!". Está chegando a hora. Logo mais o Brasil entra em campo e o coração de muita gente vai sair pela boca. Afinal, ou mandamos a Colômbia de volta para casa ou... Bom, mas antes que o juiz apite o início da partida, vale a pena cuidar para continuar vivo até a hora da comemoração!

O estresse gerado durante um jogo tem o poder de elevar a pressão arterial a níveis estratosféricos. Para quem não sofre de doenças cardiovasculares, é absolutamente normal ter hipertensão temporária em situações de ansiedade. Já quem tem o coração fraco ou com outros problemas, o resultado pode ser catastrófico: infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico e hemorrágico, arritmias cardíacas e até mesmo a morte.

Mas calma: quem tem problemas no coração e está em constante acompanhamento com um cardiologista tem riscos pequenos, explica Rogério de Moura, cardiologista. “Se o paciente já está sendo medicado e acompanhado por um cardiologista, não é preciso tomar medicamento extra só para os jogos”, explica.

Para aqueles cardiopatas que não visitam o cardiologista há mais de seis meses, cuidado: é melhor evitar grandes emoções durante o jogo e até mesmo não assisti-lo. “Uma pessoa que chega no consultório e me diz que tem dor no peito quando faz exercícios físicos muito provavelmente terá problemas diante de um estresse de jogo, pois o mecanismo acionado é o mesmo", explica Moura.

Nesse caso, não adianta sair da sala só na hora do pênalti ou medir a pressão arterial no intervalo. “Qualquer pessoa, seja hipertensa ou não, vai ter a pressão alterada durante uma situação de estresse", afirma o médico. “Se o paciente medir a pressão durante o jogo, isso vai gerar uma neura". Nervoso que tanto pode fazer com que a pessoa vá ao pronto-socorro sem necessidade, ou, bem pior, pode deixá-la tão desesperada e, de fato, fazê-la passar mal.
Por isso, a dica aqui é que cada um examine sua própria condição e, caso saiba que as coisas não estejam bem, mantenha distância da televisão.


Fonte: Último Segundo