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terça-feira, 29 de outubro de 2024

Dia Nacional do Livro - o que comemoramos?

Imagem: arquivo SALIPI


    Hoje é um dia mais que especial: celebramos o Dia Nacional do Livro, e com ele, devemos como educadores refletir sobre a importância da leitura, especialmente em meio físico, já que estamos diante de uma era cada vez mais digital. O livro impresso, por séculos, foi o principal veículo de conhecimento e cultura. Hoje, enfrentamos um cenário em que as tecnologias digitais têm transformado o modo como lemos, com e-books e conteúdos online ganhando espaço. Contudo, será que isso significa o fim do livro impresso?
    Embora os dispositivos eletrônicos ofereçam praticidade, o livro impresso carrega consigo uma experiência sensorial única. O toque do papel, o cheiro das páginas e a conexão mais íntima com o conteúdo são aspectos difíceis de replicar no digital. Além disso, pesquisas apontam que a leitura de textos em papel favorece uma maior compreensão e retenção de informações em comparação com as telas. Isso torna a defesa do livro físico ainda mais relevante, especialmente no ambiente educacional.
    Como professores, temos um papel crucial nessa história. Podemos incentivar nossos alunos a cultivarem o hábito da leitura física, promovendo projetos como feiras de troca de livros, bibliotecas comunitárias e atividades que integrem o livro impresso no cotidiano escolar. Também podemos usar o livro como ferramenta de debate e reflexão em sala de aula, destacando suas vantagens no desenvolvimento da capacidade crítica e da imaginação.
    Portanto, a questão não é se o livro impresso está acabando, mas como podemos preservar e valorizar seu papel diante de tantas mudanças tecnológicas. Nossa responsabilidade, como educadores, é garantir que as novas gerações continuem a encontrar nos livros físicos um caminho para o conhecimento e o crescimento pessoal, mantendo viva uma tradição que moldou a história da humanidade.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Professora piauiense lança livro no 12º Salão do Livro do Estado do Piauí

O livro "Nação, país moderno e povo saudável" da professora Antônia Valtéria Melo Alvarenga será lançado no 12º Salão do Livro do Estado do Piauí- SALIPI na quarta-feira (04.06) às 18h, no stand da livraria da UFPI. A obra teve origem na sua tese de doutorado em História Social, realizado pela Universidade Federal Fluminense-RJ. A professora é graduada em Direito pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI e em História pela Universidade Federal do Piauí – UFPI, especialista em Educação e Sociedade; Ensino Superior; História Política Direito Processual, mestre em Educação pela IPLAC/CUBA com revalidação em 2006 pela UFPI e doutoranda em História Social pela Universidade Federal Fluminense – UFF.



Na obra, a autora analisa o isolamento compulsório dos portadores de lepra no Piauí, no contexto da modernização e desenvolvimento do Brasil. O recorte temporal da pesquisa foi o intervalo entre as décadas de 30 e 60 do século XX, quando se deu o estabelecimento da política nacional de combate à lepra, no contexto da centralização do Estado e da formação da nacionalidade brasileira.

Ao longo do texto, a autora mostra que o Piauí durante os primeiros anos da República não possuía uma estrutura institucional mínima de saúde pública, o que favoreceu a proliferação de diversas endemias por seu território, embora no imaginário do piauiense estivesse presente a idéia de que o Estado gozava de excelente salubridade.

A pesquisa analisou a importância das Campanhas Nacionais de Combate às Endemias desenvolvidas pelo Governo Federal na descoberta de um Brasil doente e de um Piauí marcado por endemias e outras mazelas sociais. Essa realidade do Brasil central passou, então, a ser tema de discursos das autoridades públicas e médicas nacionais e motivou a inclusão da saúde pública nas agendas de governo.

No bojo dos novos direcionamentos assumidos pelo governo federal, encontraram-se as políticas de controle e combate à lepra. No Piauí, a assistência aos portadores dessa endemia inicialmente esteve sob a administração de entidades filantrópicas, mas, no final da década de 1930, passou ao controle do Estado, quando foi montado o modelo tripé de combate à doença nesse Estado, com um leprosário e um preventório na cidade de Parnaíba e um Dispensário em Teresina.