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sábado, 7 de fevereiro de 2015

UNE discute em Bienal Educação Artísitca

Apesar de ser obrigatória, a educação artística nas escolas de ensino fundamental e médio ainda é negligenciada pelo sistema escolar. A questão foi debatida na 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Educação artística
A professora de música aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Ermelinda Paz Zanini lembra que o ensino obrigatório de música foi incluído nos currículos escolares nos anos 1960, mas em todas as mudanças de legislação, como as ocorridas nos anos 1980 e depois em 2008, a lei veio primeiro do que a estrutura escolar e a formação de docentes, que até hoje não está satisfatória.

"A Lei 11.769/2008 prevê que tínhamos três anos para colocar o ensino obrigatório da música nas escolas. E vocês perguntam: implementou? Daí a gente começa a levantar os problemas. Então, é importante dizer que as leis vieram sempre antes das providências que deveriam ser tomadas para a sua implementação".
A professora de dança da Faculdade Angel Vianna, Márcia Feijó, acrescentou que ainda há muita dificuldade para levar o licenciado em artes para dentro das escolas, pois não há contingente de formados o suficiente nem de concursos para suprir a necessidade de professores de linguagens específicas. Para ela, é preciso ampliar o diálogo entre cultura e educação, para que a linguagem corporal possa contribuir mais sistematicamente na aprendizagem.

CONFIRA A MATÉRIA NA ÍNTEGRA

sábado, 13 de setembro de 2014

PRÉ-SAL É DA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA!

Essa conquista ninguém tira da UNE e dos estudantes brasileiros

A ampliação do investimento na educação pública brasileira são reivindicações históricas da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 2009 a UNE foi pioneira ao aprovar uma ampla campanha nacional em defesa dos “50% do fundo social do Pré-sal para a educação pública”. A iniciativa ganhou as ruas e as universidades de todo o país como estratégia para se chegar aos 10% do PIB para a educação. Para a entidade sempre foi claro que esse tesouro descoberto no fundo do mar deveria ser revertido em investimento na educação pública para que resultasse em real melhoria na vida das pessoas.

Desde lá a entidade foi cada vez mais reafirmando essa luta como uma das suas principais bandeiras. Foi assim na plenária final do 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) que aconteceu em maio de 2013, em Goiânia. A luta dos royalties do petróleo para a educação que já vinha sendo defendida há anos passou a ser a principal bandeira defendida na nova gestão encabeçada pela estudante Virginia Barros, recém-eleita presidenta da entidade.

Em meio às discussões e disputas acerca dos royalties do petróleo brasileiro que se seguiram, a UNE sempre chamou atenção da sociedade e do poder público aos benefícios que essa riqueza poderia fazer no financiamento da educação pública brasileira. Foram anos de intensas mobilizações, campanhas, passeatas, ocupações no Congresso, corpo a corpo com parlamentares e ministros. Em junho de 2013, quando os brasileiros saíram às ruas para cobrar mais direitos, a UNE levantou ainda mais alto a bandeira dos royalties do petróleo e o pré-sal para a educação. Até o dia 9 de setembro de 2013, quando a presidenta da República, Dilma Rousseff, finalmente sancionou sem vetos o texto do projeto que garante 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação. São cerca de R$1,3 trilhão de reais, investimento que vai representar uma transição de superação dos problemas educacionais históricos, criando as bases de um projeto educacional verdadeiramente emancipador e de acesso a todos. Sem dúvida, uma das maiores vitórias dos estudantes brasileiros.

A conquista foi comparada pela UNE a campanha do “Petróleo é Nosso!”, também encabeçada pelos estudantes na década de 1950 em defesa do patrimônio nacional.
Para a presidenta da UNE as riquezas do petróleo são dos estudantes brasileiros e não podem virar alvo de disputa eleitoral.
“O movimento estudantil conquistou com muita luta essa vitória que nos fará avançar no desenvolvimento de um país mais soberano. O Pré-Sal deve ser prioridade nos próximos anos até mesmo para garantir as metas do Plano Nacional de Educação de 10% do PIB para a educação”, afirmou.