Postagem em destaque

BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?

Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...

Mostrando postagens com marcador Dia do Professor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia do Professor. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Deputado Aluísio Martins presta homenagem a professores

Aluísio Martins presta homenagem a professores

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou na manhã de hoje (14), sessão especial em homenagem aos professores do Estado do Piauí, em comemoração à passagem do Dia do Professor. A sessão proposta pelo deputado Aluísio Martins (PT), foi prestigiada por parlamentares, professores, imprensa e representantes da categoria.

Aluísio Martins em seu discurso disse estar honrado em ter requerido uma sessão especial do Parlamento Estadual com o propósito de homenagear categoria tão importante. O parlamentar petista lembrou a instituição da data em 1963, através de decreto federal com o objetivo de se criar o Dia do Professor. “Elogiar o professor é uma redundância porque não há ninguém que não reconheça o valor do professor”, disse o parlamentar, acrescentando que muito já foi feito pela classe trabalhadora, mas que é preciso que esta seja ainda mais valorizada.

O representante campo-maiorense no parlamento estadual citou as metas 15, 16 e 17 que vislumbram a importância do professor no contexto do Plano Estadual de Educação. “Nossa luta como deputado é a de fazer com que a educação seja valorizada em todos os âmbitos”, acrescentou.

Participaram da homenagem compondo a Mesa; a secretária de Educação do Estado, Rejane Dias, representante do Sindicato das Escolas Particulares; Paulo Machado, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Fábio Marques; diretor do Campus Clóvis Moura, em Teresina, professor Renê Pedro de Aquino, secretária Executiva da Secretaria Municipal de Educação (Semec), Irene Lustosa. “Só teremos a valorização do conhecimento não somente com a questão monetária, mas também com a valorização em todos os sentidos, da classe”, afirmou o representante do Sinte.

Em seu pronunciamento,  a Secretária Estadual de Educação do Piauí, Deputada Federal Rejane Dias lembrou dos problemas da violência nas escolas estaduais e que a maioria deles já foi solucionada, com o aumento do efetivo do Pelotão Escolar, de treinamento para agentes de portaria, entre outros. Ela ressaltou sobre o trabalho que vem desempenhando frente a Secretaria Estadual de Educação

FONTE: Alepi
Fotos: Jonas Sousa

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ser professor no país que prefere prender a educar jovens:

professora_alunos_081012Há um certo medo carregado de inexplicável rancor de muitos adultos em relação aos jovens: eles são alienados, irresponsáveis, atrevidos, dispersos, inquietos, barulhentos, superficiais, desrespeitosos, entre tantos outros adjetivos. No entanto, um simples olhar mais detido sobre esses adjetivos e fica claro que não são características, mas sintomas de uma juventude cada vez mais desamparada pelos adultos. Pais que não educam, escolas que não formam, mercado que explora, governo que não integra, religião que ilude, violência que coopta e destrói. Como é duro ser jovem em um país no qual os velhos não aceitam a jornada dupla de cuidar da própria vida e da vida deles.
Há tantos professores que são grandes mestres na arte de ouvir e falar com jovens. Há tantos outros que não falam e há uma incômoda maioria que não ouve. O espaço público da escola raramente se torna espaço democrático de acolhimento do jovem como igual. O que se consegue é no grito ou no braço. Espaço que deveria ser de palavras em festa e que se torna ringue de fúria e mágoa. Os lares, tantos e tanto, tornaram-se aquários de seres com as bocas em movimento, mas sem diálogo, muito mais um ambiente de fuga  do que  de encontro. A rua, as esquinas, os postos de gasolina, os grupos, as tribos, as turmas, os bandos, as gangues,  o lugar comum de reconhecimento, de pertencimento negado pelo mundo de muitos adultos atarefados e entediados.
Não é fácil ser professor em uma sociedade que vê o jovem como oportunidade de negócio ou  desperdício de energia, como máquina de sucesso e resultado ou como ameaça e perigo para as pessoas “de bem”.  Negam ao jovem suas inquietudes e inseguranças, sua imaturidade e falta de referencias e atribuem a eles a responsabilidade por aquilo que não é desprezo e rejeição, mas falta. Simplesmente falta.
Sei que a réplica a esse discurso são os casos de jovens violentos , sádicos mesmo, em sua sanha de destruição e morte. Sei que a réplica a esse discurso são as estatísticas de roubo, estupro e morte envolvendo jovens e que algo precisa ser feito. Concordo com o “algo precisa ser feito”.  Precisamos de mais professores que ouçam e deixem falar. Precisamos de mais pais carinhosos e presentes. Precisamos de mais Estado atuante com acolhimento social, cultural, esportivo, educacional. Precisamos de mais religião compreensiva que punidora. Precisamos demais de tudo isso. Para não sermos mais um país que prefere prender a cuidar de seus jovens.