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domingo, 23 de junho de 2019

Machado de Assis

“Bruxo do Cosme Velho”, alcunha criada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis é considerado o maior gênio da Literatura brasileira
“Bruxo do Cosme Velho”, alcunha criada pelo poeta Carlos Drummond de Andrade, Machado de Assis é considerado o maior gênio da Literatura brasileira


No ano de 1878, acometido por sérios problemas de saúde, Machado de Assis decidiu mudar-se com sua esposa, Carolina, da cidade do Rio de Janeiro para Nova Friburgo, localizada na região serrana e conhecida por seus bons ares. A mudança não seria apenas física, pois a partir dali o escritor recuperaria o fôlego criativo, dando início à chamada segunda fase da prosa de Machado de Assis.
Até então, Machado de Assis era conhecido por seus livros voltados para uma estética romântica em visível decadência, que, graças ao sucesso da empreitada rumo ao realismo, ainda hoje não servem como cartão de visitas para o “Bruxo do Cosme Velho”, alcunha que ganhou por ter residido durante longos anos no bairro de mesmo nome. Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena ( 1876) e Iaiá Garcia (1878) foram escritos pelo jovem Machado de Assis, ainda distante do prosador irônico no qual ele se transformaria. Ainda assim, Machado de Assis distinguia-se dos demais: enquanto outros românticos falavam do amor e da paixão amorosa, ele concentrava a força de sua narrativa em personagens femininas ávidas por ascensão social, ainda que sob pena do sacrifício da vida sentimental.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Herivelto Cordeiro - Olhos de amante


O "camaleônico" Açude Grande de Campo Maior, flagrado na tarde de hoje em tons cinza escuro. Numa cor plúmbea.

Se ainda hoje causa estranheza a descrição feita por Bentinho do olhar de Capitu "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" na obra "D. Casmurro", de Machado de Assis, ou o enigmático olhar da Monalisa, do renascentista Leonardo Da Vinci, o mesmo não se pode dizer do odontólogo Herivelto Cordeiro, quando dos seus múltiplos olhares sobre Campo Maior.


Quem desfruta da rede social do ilustre cidadão campo-maiorense, lá vai encontra não só as posições políticas desse obstinado e irredutível homem de esquerda, mais é brindado com fotografias de Campo Maior que só um amante sabe enxergar. Dos simples passeios de pedestres na orla do nosso "Açude Grande", até ao malabarismo das nossas garças, que tanta graça traz até mesmo ao mais obtuso dos mortais; ou às nuances do período invernoso, demonstra o amigo seu sentimento dos mais fieis dos amantes.



Hoje (30 de maio), véspera do início da paixão dos nativos e adotados da Terra de Santo Antonio, fui surpreendido por uma descrição do nosso açude um tanto inédita: o "camaleônico" Açude Grande de Campo Maior, flagrado na tarde de hoje em tons cinza escuro. Numa cor plúmbea". Camaleônico só a um amante para ter esse "feeling".

Incontinente, vem o poetá Helano Lopes, em outra descrição sutil desses olhares de amantes: Esta tela cérulea e azulínea e tão bela... É cáften!... A grega hieródula a camuflar o idílio do astro rei morrente no fim de tarde". Não dá para ficar inerte diante de tamanha paixão.