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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Vamos falar em preconceito religioso?



Você é daquelas pessoas que fala o que vem à boca, sem se preocupar com o que está dizendo? E o que faz quando sua fala é puro preconceito? Pede desculpas ou simplesmente apaga o post?

Somos bombardeados diariamente por várias formas de preconceito e o preconceito religioso é o mais agressivo de todos eles. Não somos educados a encarar as religiões como algo normal na vida de qualquer ser humano. Sempre cremos que somente a nossa é a correta, sem desvios e as demais são invencionices do demônio.

E quando são religiões de matriz africana, qual a nossa posição com o preconceito religioso, a intolerância ao que não conheço?

Deixo aqui algumas matérias que vão ajudar você a ter um comportamento decente quando se deparar com questões de intolerância religiosa, de racismo religioso...


Revista Carta Capital - traz matéria bem interessante sobre as origens da intolerância religiosa.

A história da intolerância religiosa no Brasil se confunde com a própria fundação do país. Embora fossem flagrantes os interesses imperiais de dominar e explorar o Novo Mundo, no discurso as motivações eram das mais nobres. Para os portugueses, as navegações se tratavam de uma missão salvadora, que cumpria a tarefa suprema do homem branco, assim destinada por Deus: juntar todos os homens numa só cristandade.

TvBrasil - combater o racismo é combater a intolerância religiosa

Neste domingo (21) é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data tem o objetivo de chamar a atenção para a necessidade de se combater o racismo religioso – que ocorre principalmente contra as religiões de matriz africana. 





terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Abaixo a intolerância religiosa

Terreiro de Umbanda incendiado criminosamente

Abrimos o ano de 2024 com ênfase nas questões da intolerância religiosa. Podemos até pensar que se trata de um tema exaurido em todas as suas dimensões ou compreendemos estar desgastado de tanto se falar sobre ele. Mia até que ponto evoluímos para que não seja mais necessário se tratar do assunto?

Dia após dia, os meios de comunicação elencam uma série de notícias de ações de pura intolerância religiosa, além do racismo religioso, outra vertente perigosa de se humilhar e espezinhar o próximo. A tentativa de tornar o Brasil um país puramente cristão, têm dado vazão à intolerância religiosa cada vez mais violenta.

Convido você para ler o artigo Viva e deixe viver: um ano novo sem violência religiosa, da revista eletrônica saibamais.jor.br  e analise cada ponto ali abordado. Bastante interessante a abordagem da colunista e psicóloga Ana Paula Trigueiro.

Às vezes, precisamos de uma "mãozinha" para pensarmos por um outro viés.

Continuaremos aqui no nosso blog dando atenção a pauta tão cara e importante para a nossa sociedade.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Até quando seremos intolerantes?

     O crescimento de casos de intolerância religiosa acendeu o sinal amarelo das autoridades de segurança de todo o território brasileiro. Os crimes de incompreensão mais que dobraram em um ano, chamando à necessidade de se combater essa expressão de ódio.

    As manifestações de intolerância religiosa se refletem das "piadas" com ar de humor caricato, da invasão de templos (católicos, protestantes, de matriz africana...), agressões físicas e até assassinatos. Já não é mais velada as manifestação contrárias de extremistas. Reflexo de uma sociedade doente? De pessoas que se mantiveram no anonimato ou nas sombras e agora encontram respaldo para ações bizarras?

     Muitos acusam as plataformas de relações sociais na Internet como o grande meio de propagação de pensamentos mesquinhos, doentios. Sem o menor pudor, as pessoas são bombardeadas com toda sorte de informações - sem cunho de nenhuma veracidade - e, sem perceberem, tornam-se propagadoras de discursos inadmissíveis em pleno século da comunicação.

     Alvo frequente de manifestações de intolerância religiosa, estão as religiões de matriz africana -  candomblé, umbanda, jurema, catimbó, terecô, xangô e ainda outras mais - aparecem no topo das perseguições. Composta em sua maioria por pessoas pobres, pouco letradas, negras, seguem na incompreensão histórica da importância que têm os adeptos  em suas raízes, na sua ancestralidade.

     Sem menos importância, encontram-se nessa esteira a invasão de templos católicos, com os ícones da sua História - as imagens - destruídas. Lideranças e adeptos de religiões protestantes sofrendo ataques verbais. Uma verdadeira Torre de Babel.

     A questão da intolerância reverbera em todos os cantos. 

     Embora o Estado brasileiro traga em sua Lei Maior a laicidade, não é isso que se observa na prática. A coisa pública tem sido tratada como questões religiosas, os exemplos não faltam. Bancada católica, bancada evangélica (tem até a da bala) são demonstrações que não há nada de laico e cada uma dessas bancadas tentam impor suas convicções, suas doutrinas. União, estados e municípios estão longe de cumprirem suas determinações legais.

     Resta às pessoas de bom senso, que respeitam o próximo, terem a sensibilidade da propagação de ideias capazes de dirimirem ações voltadas pera o bem estar de todos.