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Rapidinhas do Professor Jorge Câmara

  1. Campo Maior não é curral eleitoral, nem propriedade do prefeito! A derrota vergonhosa do filho do prefeito nas urnas não dá a ninguém o...

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Sindserm de Campo Maior — sindicato ou sala de espera do poder?

Bernadete Silva Presid SINDSERM

Em Campo Maior, uma pergunta incômoda começa a se impor: quem está sendo verdadeiramente defendido pelo Sindserm? Os servidores ou os interesses do poder de plantão?

Sindicato que se preza não pode viver de afagos ao prefeito. Sua função é cobrar, fiscalizar e enfrentar o Executivo quando os direitos dos trabalhadores estiverem em jogo. Quando o silêncio aparece justamente nos momentos em que a categoria espera uma voz firme, a sociedade tem todo o direito de perguntar: onde está a independência sindical?

E é nesse contexto que a atuação da presidente do Sindserm, professora Bernadete Silva, merece ser colocada sob escrutínio público. Não estamos afirmando que exista submissão ao prefeito João Félix. Estamos perguntando se a postura adotada pela direção sindical não transmite aos servidores a incômoda sensação de proximidade excessiva com o Palácio da Prefeitura.

Porque sindicato não pode ser governo paralelo, muito menos extensão do governo. Sindicato que perde a capacidade de contrariar o prefeito perde também parte da razão de existir. A entidade sindical precisa ter coragem para elogiar quando a gestão acerta, mas, sobretudo, para cobrar quando a administração erra.

A pergunta que fica para a presidente Bernadete Silva é direta: se amanhã o servidor precisar enfrentar a Prefeitura para defender um direito legítimo, o Sindserm estará ao lado do trabalhador, ainda que isso signifique confrontar o prefeito João Félix? Essa resposta não precisa vir apenas em discurso. Deve aparecer nas ações.

Porque, em democracia, proximidade com o poder não é crime. Dependência, se comprovada, seria incompatível com a missão sindical. E quando a independência de uma entidade começa a ser questionada pelos próprios representados, não cabe silêncio: cabe transparência. O servidor merece saber se tem um sindicato disposto a enfrentar o poder — ou apenas uma entidade disposta a conversar com ele.


 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Câmara sob influência? Promessa de sucessão e suposta subserviência política acendem alerta em Campo Maior

Wellington Sena - nada de fiscalizar o amigo prefeito
Foto: Redes Sociais

A transparência na administração pública não é favor, é obrigação. Quando um cidadão solicita documentos como balancetes da Câmara Municipal ou da Prefeitura, a autoridade pública tem o dever de apresentar essas informações dentro do prazo estabelecido pela Lei de Acesso à Informação, que garante até 20 dias para resposta, podendo chegar a 30 em casos justificados.

O dinheiro administrado pelo poder público pertence à população. Por isso, qualquer tentativa de dificultar o acesso a informações públicas fere o princípio da transparência previsto na Constituição Federal de 1988 e enfraquece o papel fiscalizador do Poder Legislativo.

Nesse cenário, chama atenção a postura do vereador Wellington Sena. Em vez de exercer com independência o seu papel de fiscalizador, o parlamentar tem sido apontado por setores da sociedade como alguém que estaria a serviço do prefeito Joãozinho Félix, deixando de atuar como parceiro da população para assumir uma posição de subserviência política.

Comentários de bastidores indicam ainda que o prefeito teria prometido ao presidente da Câmara apoio para que ele seja seu sucessor na eleição de 2028. Se confirmada, essa articulação política levanta preocupações sobre a autonomia do Legislativo e sobre o futuro administrativo do município.

Quando a fiscalização enfraquece e os interesses políticos se sobrepõem ao interesse público, quem corre o risco é a população. Campo Maior precisa de transparência, independência entre os poderes e compromisso real com o bem coletivo. Só assim o município evita entrar em uma situação administrativa ainda mais crítica.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Qual será o golpe da vez do João Bode?


A imagem que circula nos bastidores da política piauiense, com João Félix, seu filho Dogim e o governador Rafael Fonteles, no Palácio de Karnak, acendeu um alerta e levantou fortes questionamentos sobre uma possível aproximação com o governo estadual. O encontro causa estranheza, já que João é bolsonarista declarado e comanda uma bancada de sete vereadores de direita, que fazem oposição dura tanto ao governador quanto ao presidente Lula.

O que chama atenção é: o que, de fato, João pode oferecer politicamente? Em 2022, Rafael venceu em Campo Maior com quase quatro mil votos de maioria, provando que o PT nunca precisou do prefeito para vencer eleições no município. Além disso, o governador não consultou o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores para saber se havia interesse nessa aproximação, o que ampliou ainda mais o clima de desconforto entre militantes e lideranças locais.

Joel Rodrigues em Campo Maior conta com
Humberto Filho

Nos bastidores, lembra-se que a ligação anterior de João com o Progressistas rendeu as únicas obras de cinco anos de gestão, como alguns calçamentos, a reforma do mercado público e a reforma da orla do açude, sem impacto estrutural capaz de justificar alianças políticas tão contraditórias. A trajetória do prefeito é marcada por mudanças constantes de lado, sempre guiadas por conveniência, o que lhe rendeu a fama de político instável e pouco confiável.

Diante disso, cresce a avaliação de que João Félix age mais uma vez por oportunismo, tentando se reposicionar conforme o vento político. Para muitos, trata-se de mais um capítulo de uma longa história de traições, que lança dúvidas sobre a real utilidade dessa aproximação para o governo estadual e para o futuro político de Campo Maior.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Pelas Beiradas do Poder: A Manobra do Prefeito João Félix que Racha o MDB e Mira o Espaço Petista

Imagem IA

O MDB de Campo Maior volta ao centro de uma crise política ruidosa e estratégica, marcada por movimentos que soam mais como imposição do que como construção coletiva. A provável entrega do diretório municipal ao filho do prefeito — bolsonarista convicto e figura sem trânsito em campos democráticos — expõe uma guinada que afronta a história do partido e amplia as fissuras internas.

Nos bastidores, é público e notório que o prefeito mantém ligação direta com o senador Ciro Nogueira, o que reforça a desconfiança generalizada sobre qualquer alinhamento real ao governador Rafael Fonteles. Poucos acreditam em voto ou apoio sincero ao projeto estadual petista. Impedido de acessar o PT pela porta da frente, o prefeito adota a velha tática de ocupar espaços pelas beiradas, infiltrando-se em áreas mdbistas, petistas e de aliados, com o objetivo claro de hegemonizar o poder local a qualquer custo.

Nesse cenário, lideranças tradicionais e emergentes do MDB vivem um momento de incerteza. A vereadora Jacinta Bandeira, com o jovem Dr. Ribamar Bandeira iniciando trajetória política; Raimundo Parente, Paiva, Marcos Paulo, Sérgio Pereira, Klinsmann, Júnior Lustosa, Fernando Miranda, Cristina da Saúde e outros quadros históricos observam, com cautela, a descaracterização do partido e a perda de protagonismo coletivo.

Outro ponto sensível é o atropelamento político do líder Humberto Filho, que alimentava a pretensão legítima de compor como vice na chapa de Paulo Martins nas eleições de 2024. Alijado do processo, Humberto foi direto ao afirmar que não acompanha as atuais pretensões do MDB, evidenciando o racha interno. Enquanto isso, o ex-vereador Antônio Wilson Andrade, que ainda manda de fato no partido, perde fôlego após a derrota eleitoral. O resultado é um MDB fragilizado, usado como instrumento de um projeto pessoal que mira, sem disfarces, a ocupação do espaço petista em Campo Maior.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Você Sabe Que As Contas de 2022, 2023 e 2024 Da Gestão João Féliz Foram Reprovadas Pelo TCE?

Arquivo Redes Sociais

A reprovação da prestação de contas dos anos de 2022, 2023 e 2024 da administração João Félix de Andrade Filho não é um mero detalhe técnico: é a prova concreta de uma gestão marcada pela irresponsabilidade, pela afronta à lei e pelo completo descompromisso com o dinheiro público. Ignorar limites fiscais, descumprir obrigações constitucionais e acumular irregularidades não pode ser tratado como erro administrativo, mas como negligência deliberada, que compromete a credibilidade institucional do município.

Os principais motivos são:  Despesas com pessoal acima do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (59,11 % da receita corrente líquida); Descumprimento da aplicação mínima obrigatória em educação, incluindo a não compensação de valores não aplicados em exercícios anteriores. Não aplicação do percentual mínimo de recursos do FUNDEB em despesas de capital. Descumprimento de metas fiscais previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Deficiências na governança previdenciária e falta de recursos suficientes para honrar obrigações do RPPS.

O mais revoltante é o deboche com que a legislação parece ter sido tratada, como se os órgãos de controle fossem figurantes e não fiscalizadores. A repetição das falhas, a demora no envio de informações e o desprezo pelas normas revelam uma gestão que zombou da legalidade e subestimou a inteligência da população, apostando na impunidade. O resultado é um rastro de desordem administrativa que envergonha o município e penaliza diretamente o cidadão.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Muito Dinheiro, Pouca Educação: Os R$ 70 Milhões que Não Chegam à Sala de Aula

“Enquanto mais de R$ 70 milhões do FUNDEB entram nos cofres do município, o prefeito e a secretária de Educação seguem sob questionamentos sobre a aplicação dos recursos e a falta de fiscalização efetiva.”

Os números do FUNDEB em Campo Maior são expressivos e inquietantes. Em 2025, o município recebeu R$ 70.531.823,11, com meses que ultrapassaram a marca dos R$ 10 milhões, como fevereiro (R$ 11.659.803,04) e março (R$ 10.788.400,27). Diante de valores tão elevados, qualquer discurso de falta de recursos soa frágil e pouco convincente.

Mesmo com esse volume financeiro, os problemas estruturais da educação persistem, indicando desperdício e prioridades distorcidas. Com mais de setenta milhões de reais, seria possível promover avanços reais na valorização dos profissionais, na infraestrutura escolar e na qualidade do ensino. A distância entre o dinheiro recebido e os resultados percebidos escancara falhas graves na gestão.

Nesse cenário, a postura do Conselho Municipal do FUNDEB é preocupante. Criado para fiscalizar, o órgão permanece silencioso diante de cifras milionárias. A ausência de posicionamentos públicos firmes enfraquece o controle social e alimenta a sensação de que ninguém está olhando com rigor para a aplicação desses recursos.

Também chama atenção a inércia do sindicato que representa os trabalhadores em educação. Diante de repasses tão vultosos e de demandas históricas não atendidas, o silêncio é ensurdecedor. Quando milhões circulam sem fiscalização efetiva e sem pressão institucional, quem perde é a escola pública e a sociedade. Em Campo Maior, os valores são claros; a responsabilidade, nem tanto.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Qual é o santo de João Félix Filho? Porque a lei, ao que tudo indica, não é

Que santo protegeria o senhor João Félix Filho diante do volume de críticas e questionamentos que cercam sua gestão? A pergunta circula em Campo Maior como provocação política e síntese do descontentamento popular. Não há fé que suspenda a lei nem crença que substitua a obrigação de governar com responsabilidade. O cargo público não concede imunidade moral nem jurídica.

A Lei de Responsabilidade Fiscal é clara e vale para todos os gestores. O próprio Tribunal de Contas do Estado tem apontado, de forma reiterada, o descumprimento dessa legislação pela Prefeitura de Campo Maior. Não se trata de opinião, mas de registros oficiais. Ignorar esses alertas é brincar com o dinheiro público e com a paciência da população.

"Quem não cumpre a Lei é criminoso" - 
diz Sérgio Pereira

Nesse contexto, a fala de Sérgio Pereira ganha centralidade no debate. Ao chamar o prefeito de criminoso, ele se refere ao não cumprimento da lei, ao desrespeito às normas que regem a administração pública. Não é ataque pessoal nem retórica vazia, mas uma denúncia política dura, amparada na ideia de que governar fora da lei também é uma forma de crime contra o interesse coletivo.

O que agrava o cenário é a postura de deboche diante das críticas e dos questionamentos. Governar exige seriedade, diálogo e prestação de contas, não ironia. Campo Maior não precisa de santos nem de blindagens simbólicas. Precisa de um gestor que respeite a lei, ouça a população e responda pelos próprios atos.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Campo Maior Amordaçada: Prefeitura Compra o Silêncio da Imprensa e Cala a Voz do Povo

Professor Jorge Câmara
É sempre mais cômodo criticar quem está distante, figuras nacionais que jamais tomarão conhecimento das postagens ou que não se abalam com ataques virtuais e palavras de baixo nível. Mais fácil ainda é replicar, de forma espalhafatosa, denúncias vindas de vereadores de outras cidades, sem o mínimo cuidado de ouvir o contraditório ou checar os fatos. Essa prática pode até gerar engajamento, mas não cumpre o papel social do jornalismo.

Quando situações injustas se perpetuam, quando os problemas se acumulam e a cidade parece andar em círculos, a imprensa não pode se eximir de sua responsabilidade. O silêncio diante do que acontece no próprio quintal é uma forma de conivência. A crítica seletiva, que mira longe e poupa os poderosos locais, enfraquece a democracia e trai a confiança da população.

Em Campo Maior, esse silêncio tem preço. Contratos caros firmados pela prefeitura criam uma espécie de mordaça institucional, onde questionar vira risco e informar se torna inconveniente. Por força desses acordos, o essencial deixa de ser cobrado, e a imprensa, que deveria fiscalizar, passa a ornamentar a gestão.

Enquanto isso, o povo sente na pele a ausência de políticas públicas efetivas. As pessoas precisam de comida, de saúde, de dignidade, mas recebem apenas “doce”, gestos simbólicos e ações paliativas. Cabe à imprensa romper esse silêncio imposto, defender os interesses da população e lembrar, todos os dias, que jornalismo não é favor: é compromisso público.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Prefeitura gasta demais, TCE reprova e ninguém responde

As contas da Prefeitura de Campo Maior voltaram a ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí, e os documentos oficiais não deixam dúvidas: o prefeito João Félix insiste em desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Gastos excessivos com pessoal, falhas na previdência e descontrole das finanças aparecem repetidamente nos pareceres do TCE-PI dos anos de 2022 e 2023.

O mais grave é que não se trata de erro isolado. Mesmo após alertas e reprovação mantida, a gestão segue pelo mesmo caminho, ignorando limites legais criados para proteger o dinheiro do povo. A Lei de Responsabilidade Fiscal existe para evitar exatamente esse tipo de abuso e garantir que os recursos públicos sejam usados com equilíbrio.

Diante de fatos tão claros, causa revolta o silêncio do Ministério Público. Por que nenhuma ação firme contra um gestor que descumpre a lei de forma reiterada e comprovada? Os relatórios do TCE-PI estão aí, públicos, acessíveis e técnicos. Fingir que não existem é fechar os olhos para a realidade.

Campo Maior não pode aceitar esse desmando como algo normal. Quando a lei é desrespeitada e as instituições se calam, quem sofre é a população. O povo paga a conta do descontrole, enquanto a impunidade segue fazendo escola.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Por que em Altos há Prazo e em Campo Maior há Silêncio? Dois Pesos, Duas Medidas do Ministério Público?

Prefeito de Campo Maior não realiza concurso público para manter o Nepotismo
Imagem redes sociais


A cada nova denúncia ou reclamação popular em Campo Maior, cresce a sensação de que o prefeito João Félix recebe um tratamento diferenciado por parte dos órgãos de controle. As exigências que lhe são direcionadas parecem sempre brandas, sem prazos definidos e marcadas por uma morosidade que contrasta com o rigor aplicado a outros gestores. Essa postura levanta um questionamento inevitável: por que o chefe do Executivo municipal não é cobrado com a mesma firmeza e urgência?

Somam-se a isso práticas que afrontam os princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública. O nepotismo na prefeitura é notório, com cargos estratégicos concentrados nas mãos de parentes diretos do prefeito. São essas mesmas funções que autorizam compras, conduzem licitações, atestam recebimentos e liberam pagamentos, formando uma estrutura fechada, pouco transparente e extremamente preocupante.

Enquanto isso, o número de contratados cresce a cada dia, sem que a população receba explicações claras sobre critérios, necessidade ou impacto financeiro dessas contratações. A ausência de transparência alimenta desconfianças e reforça a percepção de descontrole administrativo, agravada pela falta de respostas rápidas às demandas da sociedade.

Mais alarmante ainda é o silêncio que envolve todo esse cenário. O Sindicato dos Servidores Municipais, que deveria se posicionar diante dessas irregularidades, mantém uma postura inexplicável de omissão. Diante desse quadro, Campo Maior precisa exigir igualdade na fiscalização, respeito ao dinheiro público e compromisso real com a legalidade. A democracia não combina com privilégios nem com dois pesos e duas medidas.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Revista Nordeste revela detalhes da morte de Alípio Ribeiro em Campo Maior



A Justiça de de Campo Maior, aceitou aditamento de denúncia oferecida pelo Ministério Público, através do promotor Luciano Lopes Nogueira, contra o ex-prefeito de Campo Maior Joãozinho Félix, e mais cinco pessoas acusadas de envolvimento no assassinato de Alípio Ribeiro dos Santos, ocorrido em 2009.

Agora os réus são oficialmente citados no processo e nenhum dos acusados não poderá concorrer a qualquer cargo público.

A Constituição Federal prevê às autoridades o chamado foro por prerrogativa de função, o que lhes dá um órgão diferente de julgamento daquele aplicado ao cidadão comum, normalmente julgado por um juiz de primeira instância. A previsão de julgamento dos prefeitos pelos Tribunais de Justiça está expressa no Artigo 29, inciso X da Carta Magna. Por tratar-se de crimes contra a vida, neste caso, Joãozinho será levado ao Tribunal Popular do Júri.

Alípio Ribeiro dos Santos, irmão do apresentador da Antena 10 Arnaldo Ribeiro, era vice-prefeito de Jatobá do Piauí . O crime teria sido encomendado por R$ 150 mil, e previa também a morte de Arnaldo, que na época como radialista, fazia duras críticas à gestão de Joãozinho. Insatisfeito, Félix teria, por intermédio de Rosa Silva Freitas, outro nome a aparecer no aditamento, contratado um grupo especialista em pistolagem para por fim à vida dos dois irmãos.

Na reportagem publicada no 180, quando do oferecimento da denúncia, o jornalista Rômulo Rocha, ao mencionar o texto do promotor Luciano Lopes, diz que “primeiro seria assassinado o vice-prefeito de Jatobá – e assim foi feito -, para causar dor no irmão, e depois seria assassinado o próprio radialista”.

“Em razão de ser inimigo de Arnaldo Ribeiro , por volta do mês de junho de 2009, o denunciado João Félix de Andrade Filho procurou a denunciada Rosa Maria Silva Freitas e solicitou que está contratasse alguém para matar a vítima Alípio Ribeiro dos Santos em razão do motivo torpe por ser irmão do jornalista Arnaldo Ribeiro dos Santos para que a morte da vítima atingisse o jornalista, bem como a morte de Arnaldo Ribeiro dos Santos”, acrescenta.

Segue o Ministério Público: “A denunciada Rosa Maria Silva Freitas entrou em contato com o Marcos Gago que vem a ser o Marco Aurélio Pereira Araújo e contratou este pelo valor de R$ 150.000,00 para matar Alípio Ribeiro dos Santos e Arnaldo Ribeiro dos Santos”.

“O denunciado Marco Aurélio Pereira Araújo (Marco Gago) procurou os acusados Francisco Teixeira Dantas e Francisco Teixeira Dantas Júnior para encomendar o assassinato da vítima e de Arnaldo Ribeiro dos Santos – sendo que o acusado Marco Aurélio Pereira Araújo (Marco Gago) era proprietário de uma parte do Hotel Colonial localizado em Teresina (PI) e vendeu a sua parte para Dede Macedo que repassou para o acusado Francisco Teixeira Dantas (…), sendo que o réu Marco Aurélio Pereira Araújo (Marcos Gago) conhecia o acusado Francisco Pereira Dantas”.

“Os denunciados Francisco Teixeira Dantas e Francisco Teixeira Dantas Júnior contrataram os acusados Raimundo Carneiro da Silva e João Batista da Silva Reis para executarem a vítima Alípio Ribeiro dos Santos e posteriormente Arnaldo Ribeiro dos Santos”.

“Os réus Raimundo Carneiro da Silva e João Batista da Silva Reis saíram de Teresina e na manhã de 22 de junho de 2009 chegaram numa motocicleta, sendo que um com capacete e o outro sem capacete, e de forma inesperada e sem chance de defesa do ofendido deram quatro tiros na vítima Alípio Ribeiro dos Santos que estava no pátio da Secretaria Municipal da Saúde, Campo Maior, com o intuito de matá-lo, sendo que os tiros causaram a morte do ofendido em razão da ação perfuro-contundente dos projeteis que atingiram a vítima”.

“Os denunciados Raimundo Carneiro da Silva e João Batista da Silva somente não mataram em outra data posterior a vítima Arnaldo Ribeiro dos Santos a mando dos acusados Francisco Teixeira Dantas e Francisco Teixeira Dantas Júnior porque o acusado João Félix de Andrade Filho não pagou o valor contratado".

fonte : Revista Nordeste