![]() |
| Professor Jorge Câmara |
Quando situações injustas se perpetuam, quando os problemas se acumulam e a cidade parece andar em círculos, a imprensa não pode se eximir de sua responsabilidade. O silêncio diante do que acontece no próprio quintal é uma forma de conivência. A crítica seletiva, que mira longe e poupa os poderosos locais, enfraquece a democracia e trai a confiança da população.
Em Campo Maior, esse silêncio tem preço. Contratos caros firmados pela prefeitura criam uma espécie de mordaça institucional, onde questionar vira risco e informar se torna inconveniente. Por força desses acordos, o essencial deixa de ser cobrado, e a imprensa, que deveria fiscalizar, passa a ornamentar a gestão.
Enquanto isso, o povo sente na pele a ausência de políticas públicas efetivas. As pessoas precisam de comida, de saúde, de dignidade, mas recebem apenas “doce”, gestos simbólicos e ações paliativas. Cabe à imprensa romper esse silêncio imposto, defender os interesses da população e lembrar, todos os dias, que jornalismo não é favor: é compromisso público.

Um comentário:
A cidade está com problemas sérios é o prefeito só quer viver de praça
Postar um comentário