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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Campo Maior Amordaçada: Prefeitura Compra o Silêncio da Imprensa e Cala a Voz do Povo

Professor Jorge Câmara
É sempre mais cômodo criticar quem está distante, figuras nacionais que jamais tomarão conhecimento das postagens ou que não se abalam com ataques virtuais e palavras de baixo nível. Mais fácil ainda é replicar, de forma espalhafatosa, denúncias vindas de vereadores de outras cidades, sem o mínimo cuidado de ouvir o contraditório ou checar os fatos. Essa prática pode até gerar engajamento, mas não cumpre o papel social do jornalismo.

Quando situações injustas se perpetuam, quando os problemas se acumulam e a cidade parece andar em círculos, a imprensa não pode se eximir de sua responsabilidade. O silêncio diante do que acontece no próprio quintal é uma forma de conivência. A crítica seletiva, que mira longe e poupa os poderosos locais, enfraquece a democracia e trai a confiança da população.

Em Campo Maior, esse silêncio tem preço. Contratos caros firmados pela prefeitura criam uma espécie de mordaça institucional, onde questionar vira risco e informar se torna inconveniente. Por força desses acordos, o essencial deixa de ser cobrado, e a imprensa, que deveria fiscalizar, passa a ornamentar a gestão.

Enquanto isso, o povo sente na pele a ausência de políticas públicas efetivas. As pessoas precisam de comida, de saúde, de dignidade, mas recebem apenas “doce”, gestos simbólicos e ações paliativas. Cabe à imprensa romper esse silêncio imposto, defender os interesses da população e lembrar, todos os dias, que jornalismo não é favor: é compromisso público.

Um comentário:

Anônimo disse...

A cidade está com problemas sérios é o prefeito só quer viver de praça