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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

FAMÍLIA FÉLIX VAI FICAR DESEMPREGADA

Família Félix usa e abusa do Poder

ESCÂNDALO NAS URNAS: PREFEITO USA MÁQUINA PÚBLICA PARA ELEGER O PRÓPRIO FILHO, DIZ JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral detonou um verdadeiro terremoto político ao reconhecer que a Prefeitura de Campo Maior foi usada como instrumento eleitoral para favorecer a candidatura de Dogival Vidal dos Reis Neto, filho do prefeito João Félix de Andrade Filho. A sentença é clara: houve abuso de poder político, desvio de finalidade e uso descarado de bens públicos para fins familiares e eleitorais

Segundo a decisão, veículos oficiais e até máquinas da prefeitura cruzaram limites municipais para servir à campanha em Jatobá do Piauí. Carros da Assistência Social e da Saúde, esta última comandada pela própria mãe do candidato, foram flagrados em eventos, visitas e ações de pré-campanha, sem qualquer autorização formal. Para o juiz, a prefeitura virou extensão do patrimônio da família

A defesa até tentou minimizar, dizendo que eram “meras irregularidades administrativas”, mas a Justiça não comprou a versão. O magistrado foi direto: não se tratou de apoio institucional, mas de uso político da máquina pública, com confissão dos fatos e provas robustas reunidas pelo Ministério Público Eleitoral

O desfecho é pesado: inelegibilidade por oito anos para Dogival Neto, João Félix e outro aliado, além da cassação do registro de candidatura e envio do caso ao Ministério Público para apuração de improbidade e crime de responsabilidade. O recado foi dado: quem transforma prefeitura em comitê eleitoral pode até mandar por um tempo, mas acaba respondendo na Justiça

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Pelas Beiradas do Poder: A Manobra do Prefeito João Félix que Racha o MDB e Mira o Espaço Petista

Imagem IA

O MDB de Campo Maior volta ao centro de uma crise política ruidosa e estratégica, marcada por movimentos que soam mais como imposição do que como construção coletiva. A provável entrega do diretório municipal ao filho do prefeito — bolsonarista convicto e figura sem trânsito em campos democráticos — expõe uma guinada que afronta a história do partido e amplia as fissuras internas.

Nos bastidores, é público e notório que o prefeito mantém ligação direta com o senador Ciro Nogueira, o que reforça a desconfiança generalizada sobre qualquer alinhamento real ao governador Rafael Fonteles. Poucos acreditam em voto ou apoio sincero ao projeto estadual petista. Impedido de acessar o PT pela porta da frente, o prefeito adota a velha tática de ocupar espaços pelas beiradas, infiltrando-se em áreas mdbistas, petistas e de aliados, com o objetivo claro de hegemonizar o poder local a qualquer custo.

Nesse cenário, lideranças tradicionais e emergentes do MDB vivem um momento de incerteza. A vereadora Jacinta Bandeira, com o jovem Dr. Ribamar Bandeira iniciando trajetória política; Raimundo Parente, Paiva, Marcos Paulo, Sérgio Pereira, Klinsmann, Júnior Lustosa, Fernando Miranda, Cristina da Saúde e outros quadros históricos observam, com cautela, a descaracterização do partido e a perda de protagonismo coletivo.

Outro ponto sensível é o atropelamento político do líder Humberto Filho, que alimentava a pretensão legítima de compor como vice na chapa de Paulo Martins nas eleições de 2024. Alijado do processo, Humberto foi direto ao afirmar que não acompanha as atuais pretensões do MDB, evidenciando o racha interno. Enquanto isso, o ex-vereador Antônio Wilson Andrade, que ainda manda de fato no partido, perde fôlego após a derrota eleitoral. O resultado é um MDB fragilizado, usado como instrumento de um projeto pessoal que mira, sem disfarces, a ocupação do espaço petista em Campo Maior.