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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

FAMÍLIA FÉLIX VAI FICAR DESEMPREGADA

Família Félix usa e abusa do Poder

ESCÂNDALO NAS URNAS: PREFEITO USA MÁQUINA PÚBLICA PARA ELEGER O PRÓPRIO FILHO, DIZ JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral detonou um verdadeiro terremoto político ao reconhecer que a Prefeitura de Campo Maior foi usada como instrumento eleitoral para favorecer a candidatura de Dogival Vidal dos Reis Neto, filho do prefeito João Félix de Andrade Filho. A sentença é clara: houve abuso de poder político, desvio de finalidade e uso descarado de bens públicos para fins familiares e eleitorais

Segundo a decisão, veículos oficiais e até máquinas da prefeitura cruzaram limites municipais para servir à campanha em Jatobá do Piauí. Carros da Assistência Social e da Saúde, esta última comandada pela própria mãe do candidato, foram flagrados em eventos, visitas e ações de pré-campanha, sem qualquer autorização formal. Para o juiz, a prefeitura virou extensão do patrimônio da família

A defesa até tentou minimizar, dizendo que eram “meras irregularidades administrativas”, mas a Justiça não comprou a versão. O magistrado foi direto: não se tratou de apoio institucional, mas de uso político da máquina pública, com confissão dos fatos e provas robustas reunidas pelo Ministério Público Eleitoral

O desfecho é pesado: inelegibilidade por oito anos para Dogival Neto, João Félix e outro aliado, além da cassação do registro de candidatura e envio do caso ao Ministério Público para apuração de improbidade e crime de responsabilidade. O recado foi dado: quem transforma prefeitura em comitê eleitoral pode até mandar por um tempo, mas acaba respondendo na Justiça

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Medo da verdade? Justiça vira escudo para esconder denúncias em Campo Maior

Imagem IA

O prefeito de Campo Maior, João Félix de Andrade, aparece no centro de mais um episódio que preocupa quem acredita em democracia e liberdade de expressão. Em vez de responder às denúncias que vêm sendo feitas contra sua administração, a reação foi tentar calar o crítico usando a Justiça. Isso não soa como defesa da honra, mas como intimidação. Gestor público tem obrigação de dar explicações ao povo, não de criar medo para silenciar vozes incômodas.

A decisão que impede o influenciador Sérgio Pereira e o cumprimento de mandadto de busca e a apreensão do aparelho celular, de se aproximar do prefeito, da prefeitura e até da rua onde ele mora parece mais um teatro político do que uma medida necessária. Enquanto se discute distância em metros, ninguém responde ao que realmente interessa. A estratégia parece clara: tirar o foco das denúncias e jogar a atenção da população para uma polêmica fabricada, cheia de barulho e “lacração”.

E denúncias não faltam. Nepotismo, terceirização no lugar de concurso público, uso de máquinas da prefeitura em propriedade particular, falta de transparência nas emendas PIX, contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas, desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e suspensão de processos seletivos. Para piorar, a Câmara de Vereadores segue em silêncio absoluto, e a imprensa local recebe altos valores, mas pouco questiona ou cobra explicações.

O povo também tem o direito de perguntar: existe ou não influência sobre membros da polícia piauiense sendo usada para sustentar esse tipo de ação? Essa dúvida nasce justamente da falta de clareza. Protestar contra esse tipo de intimidação é defender o direito de denunciar e fiscalizar. Quem governa deve satisfação ao povo. Campo Maior merece verdade, respeito e transparência — não medo, silêncio e cortina de fumaça.