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LIXO EM CAMPO MAIOR: EMPRESA SOFRE SANÇÃO DE TRÊS ANOS E POPULAÇÃO TEME NOVA CRISE NA COLETA!

     Campo Maior volta a enfrentar uma preocupação séria com a coleta de lixo! O Tribunal de Contas do Estado do Piauí fixou em três anos o ...

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terça-feira, 2 de julho de 2013

PF faz operação contra desvio de verba pública em 100 cidades

Por que essas notícias sobre corrupção ainda nos surpreendem tanto se essa prática de tomar para si o dinheiro público é tão antiga?

Durante muitos anos havia um silêncio de morte sobre o assunto. Denunciar  um governante era sinal de perseguição e execração pública. Na última década a coisa ficou diferente, já que a PF tem total liberdade de investigar e tornar público os resultados de suas investigações, inclusive a de prender asqueles que desrespeitam o dinheiro público.

Quadrilha, formada por empresas, pessoas físicas, servidores públicos e ex-prefeitos, fraudava licitações

  • Somente em Minas Gerais foram desviados mais de R$ 70 milhões

  • A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira, uma operação para desarticular uma organização criminosa que desviava recursos públicos de mais 100 cidades em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Pará, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Bahia. De acordo com a polícia, o grupo cometia fraudes em processos licitatórios. Segundo a PF, serão cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis, três mandados de condução coercitiva e nove mandados de prisão temporária.

  • A quadrilha, formada por empresas, pessoas físicas, servidores públicos e ex-prefeitos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações a uma das empresas integrantes da organização criminosa. Essa empresa vencia as licitações com o compromisso de fazer a compensação entre precatórios judiciais e as dívidas das prefeituras, sob o argumento de uma economia de até 30% sobre os valores devidos ao INSS, prática proibida pela lei.

  • Os municípios mineiros que, até o momento, sofreram com a ação do grupo criminoso foram: Águas Vermelhas, Capelinha, Caratinga, Ipatinga, Itambacuri, Janaúba, Montes Claros, Pirapora, Rio Pardo de Minas, Várzea da Palma, Varzelândia, além do Consórcio intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas. Somente em Minas Gerais foram desviados mais de R$ 70 milhões.

  • De acordo com a PF, os presos responderão por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, fraude às licitações, corrupção ativa e passiva, dentre outros.


Fonte: O Globo Online

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Professor é condenado por matar coelhos a marteladas em aula

Um professor italiano de anatomia foi condenado a oito meses de prisão por um tribunal de Milão (norte) por matar dois coelhos durante uma aula de biologia, informou nesta quarta-feira a Associação Italiana dos Direitos dos Animais (LAV).

O professor Carlo Rando, um cirurgião de formação, levou quatro coelhos para a aula de anatomia, matando dois a marteladas. Os animais ainda vivos tentaram escapar, de modo que o professor tentou primeiro estrangulá-los e, em seguida, atingi-los com vários socos. Como não conseguiu matá-los, então decidiu acertar os animais com um martelo, segundo a LAV.

"Cenas aterradoras, dignas de um açougueiro e cometidas diante de menores de idade", lamentou a associação. "Graças às testemunhas, à coragem de outros professores e dos alunos, esse professor desprezível foi descoberto", ressaltou a associação, que denunciou os métodos "bárbaros" e "inúteis" para ensinar ciências.

"Há modelos de plástico, vídeos interativos em três dimensões, não é necessário desmembrar animais", comentou a bióloga Michela Kuan, diretora da LAV.

domingo, 14 de outubro de 2012

Artigo: Educação, futebol e política

Por Aluízio Barros

As pessoas costumam confundir educação com escola. Daí vem o apoio a propostas equivocadas de alguns políticos em busca de votos. Uma delas é aquela que quer tornar obrigatório o ensino de Moral e Civismo nas escolas. Escola e universidade são espaços para o saber especializado que não se aprende na comunidade. Educação é o meio para o desenvolvimento das potencialidades do ser humano. Pode acontecer na rua, na igreja, em casa, na quadra de esportes e em outros espaços de convivência.

Na Sociologia da Educação, Émile Durkheim explica que “sob o regime tribal, a característica essencial da educação reside no fato de ser difusa e administrada indistintamente por todos os elementos do clã. Não há mestres determinados, nem inspetores especiais para a formação da juventude: esses papéis são desempenhados por todos os anciãos e pelo conjunto das gerações anteriores”.

No Brasil, a prática do futebol tem dado sua contribuição negativa no sentido de deseducar nossas crianças e adolescentes. O comentarista esportivo Tostão tem denunciado com veemência a excessiva tolerância da mídia “com a mediocridade e a violência nos gramados”. Recentemente ele escreveu na sua coluna o seguinte texto:

“A maioria das partidas do Brasileirão é truncada, como a entre Atlético e Grêmio, dois candidatos ao título, porque os árbitros marcam muitas faltas e também porque os jogadores se preocupam mais em dar trombadas, reclamar, discutir e simular do que jogar futebol.

É a união de hábitos ruins com a má educação dos jogadores e a conivência dos técnicos, que não têm nenhum compromisso com a qualidade do espetáculo. Soma-se a tudo isso a excessiva tolerância de parte da imprensa com a mediocridade e a violência nos gramados”.

No campo da política, podemos observar a mesma tolerância do brasileiro com a corrupção. É lamentável que o comportamento de um presidente da República popular não tenha contribuído em nada para a educação moral e cívica do nosso povo. Aqui o chefe da nação tem como valor supremo o uso da esperteza para subir na vida.

Em entrevista ao jornal O Globo, um professor da Universidade de Columbia, Michael Schudson, ressaltou que “não há educador mais importante do que o chefe de Estado. Aqui nos EUA, o presidente, por seu exemplo e pelos preceitos que propõe, pela forma como mostra preocupação com o bem público, como negocia com os oponentes, todos nós aprendemos muito com isso. Não é muito educativo passar a mensagem de que vale tudo”.

No vale tudo da política e do futebol brasileiro, as caneladas e as simulações ridículas das nossas celebridades estão a refletir nossa complacência com a falta de respeito pelas pessoas e pelas regras do jogo.
* são-joanense e professor universitário

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Chip na roupa avisa pais sobre entrada dos filhos na escola

Além do brasão da cidade estampado, os alunos da rede municipal de Vitória da Conquista, na Bahia, carregam no lado esquerdo do peito um símbolo da inovação possível no sistema de ensino brasileiro. Preso ao tecido verde-bandeira das camisetas dos estudantes, um chip de identificação por radiofrequência (RFID) envia uma mensagem de texto ao celular dos pais do aluno quando ele entra e outra quando ele sai da escola, sem custo para os responsáveis.

Já usado para o mesmo fim em outros países, o sistema pode substituir a tradicional lista de chamada na sala de aula e mais: contribui para o controle da frequência escolar. Nos primeiros 30 dias de uso, iniciado em março deste ano na cidade baiana, houve um aumento de 95% para 98% na frequência das crianças e adolescentes em uma das instituições participantes, segundo o gerente de tecnologia da informação da Secretaria de Educação do município, Ronaldo Costa Jr.

Atualmente, o projeto contempla 25 escolas que somam 20 mil alunos entre 6 e 14 anos, que corresponde a cerca de 50% dos alunos da rede municipal dessa faixa etária. O objetivo da iniciativa é diminuir o número de faltas, que geram perda de conteúdo, atraso no aprendizado e, mais tarde, evasão escolar. Na região, está em jogo ainda uma situação social. Segundo a Secretaria de Educação do município, um grande causador das faltas nessa idade é o aliciamento dos menores para o tráfico de drogas, que acontece massivamente perto dos colégios. O chip tornou mais difícil faltar à aula sem ser notado, e, consequentemente, afastou os estudantes do tráfico. "Funciona porque a cabeça do aluno muda. Ele sabe que, quando está com o uniforme, está sendo acompanhado. Ajudou bastante. Os pais querem ampliar, levar para atividades extraclasse, mas isso será uma outra etapa", conta Costa Jr.

A novidade foi custeada parte com recursos do Ministério da Educação (MEC), através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), e parte com dinheiro da própria prefeitura de Vitória da Conquista. O custo de R$ 1,108 milhão foi destinado à compra de equipamentos, desenvolvimento e instalação de todo o sistema e o fornecimento de dois uniformes inteligentes para cada um dos 20 mil alunos contemplados. "No segundo ano, esse custo irá cair, pois só precisamos fabricar mais uniformes, mas o sistema já está instalado e funcionando", explica o gerente. Todas as roupas podem ser lavadas normalmente e, segundo a prefeitura, têm resistido bem às travessuras típicas da infância.

Independente da facilidade de se burlar o sistema, o clima gerado é de vigilância constante. A psicóloga e professora no curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, Sheila de Souza, acredita que, apesar disso, essas iniciativas são totalmente benéficas porque entregam também o controle da assiduidade do aluno aos pais. "Contudo, a presença da criança na escola não garante a aprendizagem, apenas que ela vai estar mais antenada para datas de avaliação, provas e conteúdos. Só a motivação vai garantir isso", pondera. Na percepção dela, a questão de constante vigilância e perda da possibilidade de preservação da identidade já está espalhada em outros ambientes sociais e, por isso, esse não seria um problema novo para as crianças. "Não acredito que isso se reflita em uma possível revolta, pelos pais ficarem sabendo se ela está ou não na escola. A criança, teoricamente, não tem autonomia se quer ou não ir à aula. Esse controle só está contando isso para os pais, que são os responsáveis", afirma.

domingo, 8 de julho de 2012

EDUCAÇÃO INCLUSIVA É PRIORIDADE EM CAMPO MAIOR


O município de Campo Maior tem se destacado pela atenção que dá à Educação Inclusiva nos últimos 15 meses. São ao todo dez escolas municipais dotadas de salas AEE - Atendimento de Educação Especializada. A inovação se dá principalmente pela implantação dessas sala em escolas da Zona rural.

As AEE são salas com equipamentos que favorecem o ensino multidisciplinar a alunos com necessidades especias e são dotadas de computadores, brinquedoteca, instrumentos musicais, que melhoram a capacidade de aprendizagem de crianças e jovens com o apoio pedagógico de equipe treinada para o atendimento individualizado.

Com a implantação da AEE da Escola Águida Maria da Conceição no Povoado Alto do Meio, na última quinta-feira (05), já são mais de 250 crianças e jovens atendidas nessa modalidade de educação. Isso representa um salto qualitativo e quantitativo na educação inclusiva, favorecendo mais cidadania aos muitos que são excluídos da sociedade, já que outras capacidades deixavam de ser desenvolvidas..


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Curso à distância é opção para quem quer voltar a estudar sem sair de casa

Professores indicam seguir o cronograma e fazer todas as avaliações.

Entre um conserto e outro de equipamentos, o empresário Antônio Piantanida encontra um tempo para estudar. Ele faz um curso de prevenção de acidentes com eletricidade, que passou a ser exigido pelas empresas que ele presta serviço. “Por e-mail ou pela sala de bate-papo, eu posso me comunicar com eles e tirar minhas dúvidas”, diz.


A resposta para as perguntas são elaboradas por monitores e professores de plantão. Eles também cobram os mais indisciplinados quando eles não fazem os exercícios. Os cursos têm um prazo para serem concluídos e na maioria deles há uma prova final de avaliação. “Dependendo do plano pedagógico, os cursos têm exigência em torno de 60% a 70% de aproveitamento”, declara Edmar Alcântara, gerente do Senai.

No ano passado, 530 mil pessoas se inscreveram em cursos a distância em todo o país no Senai. O aumento foi de 26% em relação a 2010. São 300 cursos à distância, em 20 áreas e muitos são de graça.
Esta é uma forma de estudar que também cresceu muito no Ensino Superior. O último levantamento do Ministério da Educação mostrou que 930 mil pessoas hoje estão matriculadas em cursos a distância em 135 faculdades, metade tem entre 26 e 40 anos.

Depois do expediente no setor de recursos humanos de um shopping, a analista Priscila Xavier dedica duas horas por dia ao curso à distância de administração. Era uma exigência de um cargo que ela estava de olho há muito tempo. “Antes eu exercia a função de assistente de departamento pessoal, hoje eu já exerço a função de analista e tive um progresso salarial”, afirma.

Fonte: g1.globo.com/jornal-hoje/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Professor não pode concorrer com a internet

Para especialistas, o apresentador de informações vai desaparecer, mas o educador que vai além delas é cada vez mais necessário

Imagine, em um mundo sem internet, o dia em que professores são avisados que dali para frente uma ferramenta de pesquisa permitirá aos seus alunos ler, assistir, ouvir e discutir sobre qualquer assunto. Qual seria a reação dos educadores? Para especialistas, há muito motivo para comemorar: a chance de obter êxito no aprendizado aumenta.

Incluída ou não na aula, presente ou não na escola, a internet faz parte da rotina dos alunos. Em 2008, quando apenas 23% dos lares estavam conectados segundo o Ibope, o instituto já apontava que 60% dos estudantes tinham acesso à rede de algum modo. Em pesquisa realizada nas escolas estaduais do Rio de Janeiro em 2011, 92% disseram estar online ao menos uma vez ao dia.

“O professor pode escolher como tratar a internet, mas não pode ignorá-la”, diz o pesquisador emérito de Ciências da Educação da Universidade de Paris 8 e visitante na Universidade Federal do Sergipe, Bernard Charlot. Ele vê duas possibilidades para o educador: fazer o que a máquina não sabe ou ser substituído.

“Ninguém pode concorrer com o Google em termos de informação. O professor que ia à frente da sala apresentar um catálogo vai desaparecer em 20 anos e ser substituído por um monitor”, afirma sem titubear, emendando um alento: “Por outro lado, o professor que ensina a pesquisar, organizar, validar, resolver problemas, questionar e entender o sentido do mundo é cada vez mais necessário.”

O pesquisador defende que o aparente problema de falta de entrosamento com a tecnologia na verdade é a lente de aumento que a internet colocou sobre a falta de formação para a docência. “Não é que o professor não sabe ensinar a pesquisar na internet, é que ele não sabe ensinar a pesquisar. Muitas vezes é mais simples ainda: o professor não sabe como ensinar.”

Para ele, a culpa não é do profissional, mas do sistema engessado que além de não formá-lo não o deixa fazer diferente. “Não faz sentido começar um trabalho na internet e, depois de 50 minutos, dizer: a gente continua semana que vem. Assim como cada professor cuidar de uma disciplina, como se os assuntos não fossem relacionados, ou tratar de temas sem mostrar na prática para que servem na sociedade tornam a escola sem sentido.”

A doutora em linguística e especialista no impacto da tecnologia na aprendizagem Betina von Staa também culpa principalmente o sistema de ensino pela falta de aceitação da tecnologia. “Muitos professores não aceitam trabalhos digitados apenas para evitar cópias. A preocupação é maior com o controle de notas do que com as possibilidades de aprendizado”, lamenta.

Na opinião dela, o aluno precisa de orientação para procurar informações confiáveis e questionar dados encontrados na internet. “Todas as pesquisas apontam que a tecnologia traz benefícios, porém desde que venha com formação dos professores para dar apoio.”

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O ensino básico e a deficiência em Português

Por Valmor Bolan

Uma pesquisa recente feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), que recruta e selecionam estagiários, demonstrou que estudantes do curso de Comunicação Social tem tido mais dificuldade em acertar questões de língua portuguesa e fazer uma redação em testes de trabalho, do que os alunos, por exemplo, de Engenharia. No estudo, os estudantes de exatas estão acertando mais testes de português e escrevendo melhor do que os de Comunicação Social. Segundo a Coordenadora de Recrutamento e Seleção do Nube, Natália Caroline Varga, os dados obtidos pela pesquisa revelam "um pouco como está o mercado: temos muitos candidatos, mas poucos qualificados para algumas áreas". E destacou que "muitos escolhem a profissão sem ter noção do que acontece no dia-a-dia. Alguns escolhem Jornalismo achando que vão apenas aparecer na TV e não fazer vários tipos de matérias diferentes, como acontece".

O fato é que esta deficiência acaba prejudicando muitos jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho, pois carece de uma ferramenta fundamental: o da comunicação. Não se comunica bem, se não se sabe se expressar bem, inclusive no texto escrito. E mais ainda: se não se consegue ler bem um texto e souber interpretá-lo. O corre-corre do dia-a-dia, a linguagem rápida e abreviada que se usa pela Internet, pode causar um efeito corrosivo na capacidade de redigir bem um texto e saber ler uma mensagem de modo adequado, pois a falta de leitura é considerada um dos fatores que empobrecem a capacidade dos jovens em fazer uma boa redação. É interessante observar que está havendo, por causa disso, uma procura por cursos de português. Mas não basta somente um breve curso. A solução é criar mesmo o hábito da leitura. Não apenas de informações jornalísticas, mas principalmente de livros, e de boa literatura.

Não adianta também os alunos se interessarem por outros idiomas, como inglês e espanhol, e ficarem deficientes no português. Não resolve. Primeiro é preciso se expressar bem em nossa própria língua, para depois se aprofundar em outras. Temos que, nesse sentido, desde o Ensino Básico, estimular as crianças, adolescentes e jovens à boa leitura, não somente de entretenimento, mas textos de reflexão, que os façam  aprender a pensar, a  situar-se no contexto em que vivem, a terem um pensamento crítico. Daí a leitura de romances, livros de história, filosofia, ciência, religião, política, etc. A pesquisa chama a atenção para esta realidade, e não podemos ficar indiferentes a isso. Somente com o hábito da leitura (desde cedo) é que poderemos suprir esta deficiência, e preparar melhor nossos jovens ao mercado de trabalho e à vida. Dessa forma, poderão ter um padrão de vida melhor.

Valmor Bolan é Doutor em Sociologia e Presidente da Conap/Mec (Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Prouni

Menores de seis anos no ensino fundamental é aceito pela Justiça

A Justiça Federal em Pernambuco estendeu para todo o país a decisão que autoriza a matrícula de estudantes menores de seis anos no ensino fundamental mesmo que eles não tenham completado a idade até 31 de março. A data havia sido estabelecida em 2010 pelo CNE (Conselho Nacional de Educação).

A decisão foi tomada na última sexta-feira (13), durante o julgamento do mérito de uma liminar que começou a tramitar no ano passado. O juiz federal Claudio Kitner, da 2ª Vara Federal de Pernambuco, determinou que a União avise as secretarias de ensino sobre a decisão em até 30 dias, sob pena de multa.

O MEC (Ministério da Educação) já havia recorrido da liminar em novembro do ano passado, mas o juiz rejeitou os argumentos. A ideia do CNE, que é um órgão vinculado ao ministério, era de uniformizar o ingresso dos alunos no ensino fundamental, já que cada rede de ensino tinha o seu padrão. No entanto, por não ser um órgão deliberativo, a determinação do conselho tem efeitos meramente de sugestão.

Matéria publicada no 180graus.com

sábado, 7 de abril de 2012

DIRETORA DE ESCOLA É AFASTADA PORQUE FAZIA ALUNOS REZAREM

Aluno relatou ao irmão que foi constrangido por ter parado de rezar.
Secretaria de Estado da Educação apura o caso.


A diretora da Escola Estadual Gertrudes Eder, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, foi afastada do cargo devido a uma denúncia de que ela obrigava os alunos a rezarem o pai-nosso antes do início das aulas, segundo a Secretaria de Estado da Educação.

O irmão do professor de história Wanderson Marçal Vieira, de 21 anos, que cursa o nono ano na escola, passou a ter problemas quando questionou a obrigatoriedade da oração. “A partir de 2010, ele rezava porque se sentia constrangido com os olhares dos colegas. No ano passado, ele passou a não rezar mais”, conta Vieira.
"Os alunos se reuniam no pátio e ficavam até que tivessem rezado de forma correta. Quando não rezavam, ou rezavam pediam para repetir”, relata.

O aluno, de 13 anos, comentou o constrangimento com Vieira, que decidiu procurar a diretora. “Ela me questionou se tinha algo contra Deus. Falei do direito nosso, dado pela Constituição, de não professar fé ou fazer qualquer coisa contra a vontade.”

Após a conversa com o irmão, a família afirma que a diretora chegou a procurar o garoto para dizer que o encaminharia para o Conselho Tutelar. “Ela o ameaçou na frente dos colegas. Ele chegou em casa muito mal e passou a fazer acompanhamento psicológico. Não sentia vontade de ir para a escola”, afirmou.

O irmão afirmou que chegou a procurar a diretoria de ensino, mas que a dirigente só foi afastada recentemente depois de ser questionada por uma equipe de reportagem. “Ele está muito feliz com a notícia [do afastamento da diretora]. Ele está ansioso para ir à escola na segunda-feira, sem medo.”

Secretaria da EducaçãoA Secretaria da Educação afirmou que “não compactua com o desrespeito ao preceito constitucional da laicidade do Estado e, consequentemente, do ensino público, que acarreta, por sua vez, o desrespeito ao direito de liberdade de escolha religiosa por parte dos alunos e de seus familiares”. O afastamento da diretora foi preventivo, segundo a pasta.

A secretaria instaurou uma apuração preliminar para “avaliar as medidas disciplinares que deverão ser tomadas na forma da lei” e determinou o fim “das práticas impróprias adotadas pela direção da Escola Estadual Gertrudes Eder”.
Fonte: G1

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lei obriga flexão de gênero em diplomas universitários de mulheres

A presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que obriga as instituições de ensino públicas e privadas a expedirem diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido.
A partir de agora, no caso de um formando em medicina, por exemplo, o diploma deverá constar a palavra “médica”, no caso de uma concluinte mulher, o mesmo vale para "engenheira", "arquiteta", "bióloga", entre outras profissões.
A decisão foi publicada ontem, quarta-feira (4) no “Diário Oficial da União”. Ainda segundo a lei, as pessoas já diplomadas poderão requerer das universidades a reemissão gratuita dos diplomas, com a devida correção, segundo regulamento do respectivo sistema de ensino.

FONTE: HOJENOTÍCIAS.COM

domingo, 26 de fevereiro de 2012

QUE VERGONHA, SECRETÁRIOS!!!!! THE: Secretários empresários são criticados por pais de alunos.

Veja
Piauí: campeão na educação dando mal exemplo atrasando e fechando escola
Secretários de educação de Teresina e do Estado 
Secretários de educação de Teresina e do Estado


Em qualquer lugar do mundo a educação é vista como o futuro e a base do desenvolvimento da uma sociedade. Porém, se os pais de alunos de duas escolas da zona Leste de Teresina forem ouvidos eles vão ter vários motivos para questionar ações da Secretaria Estadual e Secretaria Municipal de Educação, ambas administrados por proprietários de faculdades particulares.

Os alunos da Escola Estadual Darcy Araújo e da Creche Municipal Dom Miguel Câmara, ambos localizados no bairro de Fátima estão correndo o risco de ter o início do ano letivo bastante atrasado por atos das duas secretarias que, por coincidência, são administradas por empresários donos de faculdades particulares, Átila Lira (Santo Agostinho) e Paulo Machado (FACID).

Na escola Darcy Araújo, os alunos passaram parte do ano de 2011 estudando na antiga escola particular da zona Leste, o ‘Pituchinha’, que deveria ter recebido aluguel de R$ 9 mil por mês, enquanto a escola estadual era reformada.

A obra no Darcy Araújo era pra ter sido concluída em 90 dias, mas já são mais de 200 dias sem a conclusão da reforma. O 180graus acompanha a reforma desde julho de 2011. A escola é uma das anunciadas pelo secretário Átila Lira como beneficiadas pelo programa Tempo Integral.

O outro mau exemplo na educação do Piauí que é admirada em todo o país pelas conquistas nessa área vem da Secretaria Municipal de Educação, que continua com a postura de fechamento de escolas. A SEMEC vai fechar a Creche Dom Miguel Câmara, que, segundo os pais, funciona em um imóvel da Igreja Católica e é administrado pelo Padre Toni Batista. A Igreja teria pedido o imóvel para administrar cursos profissionalizantes no local, segundo informação de pais e moradores do bairro.

Representantes da SEMEC já fizeram reuniões com os pais, mas alegam que não conseguem alugar outro imóvel para levar as crianças para estudar. Um dos pais soltou a frase: ‘Desse jeito Teresina vai entrar para o Guiness Book em fechamento de escolas’. O secretário Paulo Roberto disse que a saída é levar as crianças, em ônibus alugado, para uma escola que fica a seis quilômetros do local, a Escola Municipal Noé Araújo Fortes.

O lugar fica numa área isolada, próxima à Vila do Arame. Segundo os pais, cobras e outros animais já foram encontrados no lugar, que está cheio de mato e já foi alvo de ladrões.

O transporte das crianças em ônibus também não seria permitido para as que ainda não tem cinco anos. Mesmo assim, o secretário Paulo Roberto garante que as crianças serão transportadas com total segurança.

A outra parte envolvida na questão, os professores, acusam a SEMEC, através do Sindicato, de estar mais preocupadas em cortar os custos e não estar olhando para a educação das crianças como um investimento para a própria sociedade. As informações são da TV Cidade Verde e de pais, alunos, ex-alunos e moradores do bairro.

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA SEDUC:
O serviço de reforma e ampliação da Unidade Escolar Darcy Araújo, localizado no Jockey Club, zona Leste de Teresina, atende a uma solicitação antiga de toda a comunidade escolar da região.
Estão sendo investidos no local R$ 700 mil com a construção de refeitórios, banheiros para os alunos, quadra poliesportiva, biblioteca, além de novos equipamentos.
As adequações são necessárias para que a escola receba a implantação do programa Mais Educação, e funcione integralmente como Tempo Integral, oferecendo toda uma estrutura de qualidade aos seus alunos.
Como solução transitória, para evitar assim qualquer prejuízo aos alunos da escola, foi alugado um prédio próximo que estava sendo utilizado. No entanto, esse prédio só será ocupado até a conclusão das obras. Segundo o setor de Engenharia da Seduc, as obras estarão concluídas em, no máximo, 30 dias.
“Uma obra de reforma como essa, com essa amplitude, merece toda uma atenção especial. Estamos unindo esforços para tão logo concluir a reforma/ampliação e oferecer toda uma estrutura de qualidade a comunidade escolar daquela região”.

FONTE: 180graus.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

VERGONHA!!!!!!

Brasil tem 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola; inclusão deve acontecer até 2016