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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Medo da verdade? Justiça vira escudo para esconder denúncias em Campo Maior

Imagem IA

O prefeito de Campo Maior, João Félix de Andrade, aparece no centro de mais um episódio que preocupa quem acredita em democracia e liberdade de expressão. Em vez de responder às denúncias que vêm sendo feitas contra sua administração, a reação foi tentar calar o crítico usando a Justiça. Isso não soa como defesa da honra, mas como intimidação. Gestor público tem obrigação de dar explicações ao povo, não de criar medo para silenciar vozes incômodas.

A decisão que impede o influenciador Sérgio Pereira e o cumprimento de mandadto de busca e a apreensão do aparelho celular, de se aproximar do prefeito, da prefeitura e até da rua onde ele mora parece mais um teatro político do que uma medida necessária. Enquanto se discute distância em metros, ninguém responde ao que realmente interessa. A estratégia parece clara: tirar o foco das denúncias e jogar a atenção da população para uma polêmica fabricada, cheia de barulho e “lacração”.

E denúncias não faltam. Nepotismo, terceirização no lugar de concurso público, uso de máquinas da prefeitura em propriedade particular, falta de transparência nas emendas PIX, contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas, desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e suspensão de processos seletivos. Para piorar, a Câmara de Vereadores segue em silêncio absoluto, e a imprensa local recebe altos valores, mas pouco questiona ou cobra explicações.

O povo também tem o direito de perguntar: existe ou não influência sobre membros da polícia piauiense sendo usada para sustentar esse tipo de ação? Essa dúvida nasce justamente da falta de clareza. Protestar contra esse tipo de intimidação é defender o direito de denunciar e fiscalizar. Quem governa deve satisfação ao povo. Campo Maior merece verdade, respeito e transparência — não medo, silêncio e cortina de fumaça.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Bullying na infância pode motivar suicídio 40 anos depois da agressão

O bullying na infância pode ter um impacto tão devastador que as vítimas consideram o suicídio 40 anos depois de sofrerem as agressões.

A afirmação foi retirada de uma investigação feita por pesquisadores do King’s College de  Londres, que  acompanharam  7.771 crianças. Segundo reportagem do Daily Mail,  um quarto das crianças (28%) foram intimidadas entre os  7 e 11 anos . Os efeitos dos ataques seguiram até a idade de 50.

A pesquisa aponta que a intimidação prejudica tanto a saúde física quanto a mental em idade tardia da vida e até mesmo pode afetar vivendo e padrões sociais.

O doutor  Ryu Takizawa, do instituto de psiquiatria do Kings College de Londres, comenta:
— Nosso estudo mostra que os efeitos do bullying ainda são visíveis quase quatro décadas depois de terem sido vivenciados. O impacto do assédio moral é persistente e generalizado, com consequências sanitárias, sociais e econômicas duradouras na idade adulta.

O estudo, publicado no American Journal of Psychiatry, também revelou que as vítimas das intimidações têm níveis de escolaridade mais baixos. Os homens que foram intimidados demostraram maior probabilidade de ficaram desempregados e de ganharem menos  do que as pessoas que não foram agredidas.

As vítimas de bullying também estão menos propensas a permanecerem  num relacionamento amorosos, além de terem  níveis mais baixos de satisfação com suas vidas.