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Câmara sob influência? Promessa de sucessão e suposta subserviência política acendem alerta em Campo Maior

Wellington Sena - nada de fiscalizar o amigo prefeito Foto: Redes Sociais A transparência na administração pública não é favor, é obrigação....

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

EMPRÉSTIMO MILIONÁRIO, CONTAS REPROVADAS E SUSPEITAS ELEITORAIS: CAMPO MAIOR À BEIRA DE UM ESCÂNDALO

Quando a política aperta, surge o empréstimo. E quem paga é o povo

A Câmara Municipal de Campo Maior vive um momento explosivo com a tramitação de dois projetos de lei que autorizam a Prefeitura a contrair mais de R$ 17 milhões em empréstimos. Em meio a um cenário de desconfiança, revolta popular e ausência total de transparência, cresce o temor de que esse endividamento não tenha apenas finalidade administrativa, mas interesses políticos ocultos, especialmente diante da proximidade das eleições.

A atual gestão do prefeito João Félix está sob investigação do Ministério Público do Piauí, além de acumular um histórico alarmante: as contas dos anos de 2022, 2023 e 2024 foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Outras apurações seguem em curso, lançando ainda mais sombras sobre a lisura da administração. Mesmo assim, o prefeito insiste em pedir um volume gigantesco de recursos, sem apresentar planejamento detalhado, estudos técnicos ou garantias claras de aplicação responsável.

Nos bastidores políticos, cresce a suspeita de que o empréstimo possa estar sendo articulado para viabilizar uma campanha eleitoral milionária e desesperada, com o objetivo de impulsionar a candidatura do filho do prefeito a deputado estadual. Embora ainda não haja comprovação formal, o contexto levanta questionamentos graves e inevitáveis: por que tamanha pressa? Por que tanto dinheiro em um momento de instabilidade fiscal? E por que justamente às vésperas do calendário eleitoral?

O risco é imenso: endividar Campo Maior por décadas, empurrando para as próximas gerações uma conta impagável, enquanto interesses eleitorais imediatos podem estar sendo priorizados. Diante desse cenário, cresce a expectativa por uma postura firme dos vereadores de oposição — Hamilton Segundo, Devan Eugênio, Jacinta Bandeira Hagá, Conceição Lima e Zacarias — para barrar esse possível desmando. O momento exige coragem, responsabilidade e compromisso com o povo, para impedir que o município seja transformado em moeda de troca política.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Qual será o golpe da vez do João Bode?


A imagem que circula nos bastidores da política piauiense, com João Félix, seu filho Dogim e o governador Rafael Fonteles, no Palácio de Karnak, acendeu um alerta e levantou fortes questionamentos sobre uma possível aproximação com o governo estadual. O encontro causa estranheza, já que João é bolsonarista declarado e comanda uma bancada de sete vereadores de direita, que fazem oposição dura tanto ao governador quanto ao presidente Lula.

O que chama atenção é: o que, de fato, João pode oferecer politicamente? Em 2022, Rafael venceu em Campo Maior com quase quatro mil votos de maioria, provando que o PT nunca precisou do prefeito para vencer eleições no município. Além disso, o governador não consultou o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores para saber se havia interesse nessa aproximação, o que ampliou ainda mais o clima de desconforto entre militantes e lideranças locais.

Joel Rodrigues em Campo Maior conta com
Humberto Filho

Nos bastidores, lembra-se que a ligação anterior de João com o Progressistas rendeu as únicas obras de cinco anos de gestão, como alguns calçamentos, a reforma do mercado público e a reforma da orla do açude, sem impacto estrutural capaz de justificar alianças políticas tão contraditórias. A trajetória do prefeito é marcada por mudanças constantes de lado, sempre guiadas por conveniência, o que lhe rendeu a fama de político instável e pouco confiável.

Diante disso, cresce a avaliação de que João Félix age mais uma vez por oportunismo, tentando se reposicionar conforme o vento político. Para muitos, trata-se de mais um capítulo de uma longa história de traições, que lança dúvidas sobre a real utilidade dessa aproximação para o governo estadual e para o futuro político de Campo Maior.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

FAMÍLIA FÉLIX VAI FICAR DESEMPREGADA

Família Félix usa e abusa do Poder

ESCÂNDALO NAS URNAS: PREFEITO USA MÁQUINA PÚBLICA PARA ELEGER O PRÓPRIO FILHO, DIZ JUSTIÇA ELEITORAL

A Justiça Eleitoral detonou um verdadeiro terremoto político ao reconhecer que a Prefeitura de Campo Maior foi usada como instrumento eleitoral para favorecer a candidatura de Dogival Vidal dos Reis Neto, filho do prefeito João Félix de Andrade Filho. A sentença é clara: houve abuso de poder político, desvio de finalidade e uso descarado de bens públicos para fins familiares e eleitorais

Segundo a decisão, veículos oficiais e até máquinas da prefeitura cruzaram limites municipais para servir à campanha em Jatobá do Piauí. Carros da Assistência Social e da Saúde, esta última comandada pela própria mãe do candidato, foram flagrados em eventos, visitas e ações de pré-campanha, sem qualquer autorização formal. Para o juiz, a prefeitura virou extensão do patrimônio da família

A defesa até tentou minimizar, dizendo que eram “meras irregularidades administrativas”, mas a Justiça não comprou a versão. O magistrado foi direto: não se tratou de apoio institucional, mas de uso político da máquina pública, com confissão dos fatos e provas robustas reunidas pelo Ministério Público Eleitoral

O desfecho é pesado: inelegibilidade por oito anos para Dogival Neto, João Félix e outro aliado, além da cassação do registro de candidatura e envio do caso ao Ministério Público para apuração de improbidade e crime de responsabilidade. O recado foi dado: quem transforma prefeitura em comitê eleitoral pode até mandar por um tempo, mas acaba respondendo na Justiça

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Quem Vigia o Dinheiro de Campo Maior?

CAIC - Imagem de arquivo PMCM

Campo Maior começou 2026 com cifras milionárias entrando nos cofres municipais, mas a população segue no escuro sobre como esse dinheiro está sendo usado. Somente em janeiro, a Prefeitura recebeu R$ 19.023.295,54, um volume expressivo que exigiria transparência absoluta. O que se vê, porém, é silêncio e falta de prestação de contas.

Na educação, a situação é ainda mais grave e preocupante. Do total arrecadado, R$ 13.402.398,03 vieram do Fundeb, recurso carimbado para garantir ensino de qualidade e valorização dos profissionais.Sem dados claros, cresce a desconfiança sobre o destino desse dinheiro.

A pergunta que ecoa nas ruas é simples: quem fiscaliza mês a mês o Fundeb?
Como confiar na fiscalização se a Prefeitura está aparelhada por parentes do prefeito? Os conselhos municipais, que deveriam vigiar e cobrar, parecem existir apenas no papel, sem autonomia nem força. Viraram peças decorativas de um sistema fechado.

Conselhos de Saúde e Educação são dirigidos por pessoas sem voz, presas à dependência de contratos e prestações de serviço. Quem deveria fiscalizar acaba refém, calado pelo medo de retaliações. Sem conselhos livres, o dinheiro público fica sem guardião.