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BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?

Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

SOSSEGO




No interior da cidade de Pedro II, existe um lugarejo chamado Sossego.Encravado entre   morros e cheio de cachoeiras morou o meu avô, o pai do meu pai. Eu não vejo esse lugar desde os meus doze anos de idade, mas tenho guardada todas as lembranças da minha última visita. Algumas recordações se vão no correr dos anos, mas num belo dia de chuva você se encontra redescobrindo cenas consideradas perdidas.
O Sossego não é só um belo lugar. É a representação perfeita de uma família interiorana carregada de filhos numa época em que a cobrança para uma boa educação dos filhos passava pela opressão, pela rigidez de todas as regras e até pela violência física. Quanto mais severos eram os pais, mais bem vistos e respeitados por toda a comunidade.
Meu avô era alto, magro e era dono de uma altivez que escondia uma sensibilidade que nunca pode ser demonstrada. Sempre fora de dar ordens e todas deveriam ser rigorosamente obedecidas sob a pena de ser torturado com um “chiqueirador”,  quem ousasse contestar, imagine infringir. Mesmo já adulto, o meu pai ainda foi vítima dessa chibata, pois ele sempre aprontava todas.
Todos notavam a força do meu avô imediatamente.Seu autoritarismo invadia todos os aposentos da casa grande, atravessando como uma flecha o receio dos filhos. Quando chegava tarde da noite em seu cavalo, o filho de sono mais leve acordava todos os outros para que levantassem suas redes e não atrapalhasse a passagem do todo poderoso que entrava fedendo a fumo e a cachaça.
Depois do almoço e do jantar, todos ficavam de pé em torno da mesa e eram obrigados a rezar o Pai Nosso. A comida deveria ser sempre agradecida. Essa religiosidade ele herdou do seu pai, que era a única pessoa naquela região que possuía uma Bíblia e por isso mesmo, o mais respeitado de todos.
Mas mesmo debaixo e toda essa rigidez, ele nunca esqueceu a educação dos filhos. Como não existia escolas, ele contratava professoras que se mudavam de mala, cuia e livros para aquela região extremamente remota. Todos os filhos foram alfabetizados. O papai desde garoto foi mulherengo e desvirginou todas as professoras que apareceram. Apenas uma ficou grávida, e eu daria minha vida para saber por onde anda esse meu irmão bastardo.
Apesar de tudo que o papai aprontou, quando ele saía de Campo Maior para o Sossego,  era recebido com foguetes. Quando o vovô ouvia o ronco do motor do caminhão reverberando descendo as ladeiras, ele mandava soltar fogos e todos na região sabiam que era o papai que chegava  carregado de histórias fantasiosas para contar.
Meu avô era dono de muitas terras, casou com minha avó Maria, com quem teve 14 filhos. Sete homens e sete mulheres. Além de ter parido tantas vidas, a minha avó fiava algodão e deles, num trabalho rudimentar de artesã, fazia redes para a família e nunca desgrudava dos outros afazeres domésticos. Ela morreu aos oitenta anos sem nunca ter conhecido dinheiro. Tudo era guardado dentro de um baú pelo meu avô e ela nunca soube o que era comprar. Tenho certeza que ela foi a primeira filha da resignação.
Ali, naquelas terras de sossego, ela vivia sempre sorrindo e eu sempre quis perguntar como ela conseguia ser  tão feliz. Tinha uma estatura baixa, mais era forte e de fala mansa. Dona de sobrancelhas enormes, bem espessas. Era como se escondesse debaixo delas algum segredo, um mistério da sua vida. Quem sabe, um enigma que a sua doçura impediu de ser revelado.
Havia plantação de milho, mandioca, cana, fumo, feijão e algumas cabeças de gado. Quando as rapaduras eram preparadas, vinha daqueles tachos enormes um cheiro doce que perfumava toda a região. Na época da farinhada , a festa era sagrada. Todos os filhos eram obrigados a trabalhar várias horas seguidas sem descanso, sem remuneração e ainda eram felizes.
Na casa grande existia uma grande varanda com redes de cordas dependuradas. Na sala de jantar, de onde se via o fogão à lenha, era toda cercada por uma espécie de peitoril e de lá, o nosso olhar contemplava a ladeira que levava à cachoeira de águas gélidas e escuras. Havia muitos pés de urucum, atas e mangueiras. Do lado, um curral cheio de cabritos insolentes. Na grande árvore que enfeitava o lado da casa, eu via abismado a pele de boi estendida - e o cheiro de sangue ressecado nunca saiu das minhas narinas. Ele era infestado de moscas.
Todos os aposentos possuíam uma mancha negra na parede causada pela fuligem da lamparina que era enorme. Todo o ar noturno tornava-se viciado por aquele cheiro de querosene queimado. Pelos cantos do corredor, amontoavam-se selas de cavalo, esporas, chapéus, chinelos de couro, o indefectível  gibão, cordas,  chicotes, estribos, rédeas e baús centenários.
Tarde da noite eu conseguia ouvir o sussurro das folhas secas pisadas pelos bois que moviam seus chocalhos a cada virada de cabeça. Aquilo pra mim era música, mesmo com o zumbido de grilos e cigarras.
Parece um pouco de tristeza o que sinto, mas é só o cansaço da lembrança. Queria ter vivido mais tempo naquele Sossego.
Sergio Emiliano.

MEC DARÁ BOLSA DE 400 REAIS A COTISTAS

O Ministro da Educação, Aloísio Mercadante, anunciou na manhã desta terça-feira (9/01), que os alunos que ingressarem no ensino superior através do sistema de cotas, terá durante quatro anos uma bolsa no valor de R$ 400.

Aloísio Mercadante 
Mercadante ainda em agosto havia anuncioado a medida do Governo Federal, entretanto, somente hoje ele anunciou o valor. A bolsa será concedida aos estudantes que passsarem mais de 5 horas diárias de jornada na universidade e tiver renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimos.

Cinquenta por cento das vagas das instituiçeões federais de ensino superior serão - no prazo de 4 anos - destinadas a estudantes oriundos de escolas públicas. Já para este ano, as instituições terão reservadas 12,5% das vagas relativas à Lei das Cotas, sancionada em agosto passado.  

sábado, 5 de janeiro de 2013

PAULO MARTINS EMPOSSA SECRETÁRIOS E PEDE AUSTERIDADE




O Prefeito Paulo Martins empossou nos últimos dois dias a equipe de secretários que o ajudarão na condução administrativa de Campo Maior nos próximos quatro anos. Os empossados são técnicos experientes e que contribuirão com o desenvolvimento do município.

As solenidades foram prestigiadas por lideranças políticas e comunitárias. Nesta quinta-feira, estiveram presentes a Vice-prefeita Sílvia do Caú, o Deputado Federal Jesus Rodrigues e o Presidente da Federação da Agricultura do Piauí Carlos Augusto (Cáu), além de gerentes de instituições bancárias locais. 

Confira o vídeo  do discurso do prefeito Paulo Martins na posse dos secretários de saúde (Manin Pereira), César Robério (Relações Institucionais), desenvolvimento social e distribuição de renda (Conceição Lima) e educação (Professor Ribinha).


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

SAI PRIMEIRA DECISÃO JUDICIAL CONTRA CORREÇÃO DA REDAÇÃO DO ENEM 2012

O Juiz Federal Marcel Correia concedeu há pouco o direito a uma estudante carioca a ter acesso à sua prova de redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pedir revisão, se considerar a nota injusta.

A ordem determina que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão que organiza o Enem, permita à estudante que veja sua redação em até 48 horas a partir do momento em que for notificado. Ao ter acesso à prova, a estudante vai ter 24 horas para pedir revisão, que será feita pelo próprio Inep. 

O Inep permite que os estudantes vejam a prova, mas apenas em fevereiro e o Sisu (Sistema de Seleção Unificada, por meio do qual as universidades públicas oferecem vagas a quem fez o Enem) aceita inscrições somente de 7 a 11 de janeiro. 
 
A decisão abre o precedente para que outros estudantes possam também pedir a revisão de notas, caso se sinta prejudicado.

Candidatos do Enem protestam contra correção da redação

Candidatos do Enem 2012 devem sair em passeata em pelo menos 13 cidades do País na tarde desta quarta-feira, 2, para protestar contra a correção da redação. Os alunos querem que o Ministério da Educação (MEC) garanta o direito à vista da prova e a possibilidade de revisão dos textos para quem se sentir prejudicado.

Os protestos estão sendo organizados pelo Facebook. Só o grupo "Ação Judicial - Redação Enem 2012" reunia 25,3 mil membros até as 12h15 desta quarta. A comunidade foi criada na última sexta-feira, após a divulgação dos boletins de desempenho dos candidatos do Enem.

A redação tem forte impacto na nota final do exame, que é utilizado como vestibular pela maioria das instituições públicas de ensino superior do País. As inscrições para as 129 mil vagas oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam na segunda-feira, 7.

Os participantes do grupo lançaram um abaixo-assinado virtual para subsidiar uma eventual ação judicial com pedido de liminar contra a União e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem. O documento, que já tem 8,5 mil assinaturas, deve ser entregue ao Ministério Público Federal (MPF) e à Defensoria Pública da União (DPU) nesta quarta.

Na petição pública, os estudantes dizem querer a concessão de vista da prova de redação "em tempo hábil para contestação" bem como o direito a recurso administrativo. "Destacamos a necessidade de urgência da ação ante a necessidade de se inscrever no Sisu, que é o único critério para selecionar candidatos a vagas na maioria das universidades federais", afirma o documento.

O Inep não aceita pedidos de revisão da nota da redação. Segundo a Assessoria de Imprensa do MEC, neste ano será cumprido o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o MPF para que os candidatos tenham acesso ao espelho da correção da prova. A "vista pedagógica" estará disponível a partir de 6 de fevereiro, pela internet.

Ainda de acordo com o MEC, foram tomadas outras "medidas de aperfeiçoamento" na correção da redação. Entre elas a diminuição da discrepância entre as notas dadas pelos dois avaliadores para que o texto fosse lido por um terceiro corretor, além da criação de uma "segunda instância", ou seja, uma nova banca avaliadora, para os casos em que as discrepâncias persistiram após a análise do terceiro corretor. "Os critérios estavam bem definidos e todos os itens do edital foram seguidos", afirma o ministério.

Os alunos insatisfeitos com a correção, no entanto, dizem que não estão reclamando de notas baixas, mas de "notas injustas" e da "arbitrariedade" do Inep por não conceder possibilidade de revisão da pontuação. No Facebook, o grupo argumenta que "o problema da redação não é pontual e tem que ser resolvido com seriedade" pelo MEC. Segundo os estudantes, a correção funciona como um sorteio de loteria.

Os candidatos também apontam como possível solução o adiamento da divulgação do resultado da primeira chamada do Sisu, prevista para sair no dia 14, até que as provas sejam recorrigidas.

'Fator surpresa'

Os candidatos que fizeram o Enem nos dias 3 e 4 de novembro tiveram de escrever uma redação sobre movimentos de imigração para o Brasil no século 21. O tema foi considerado inesperado e difícil por alunos e professores. Especialistas consultados pelo Estado após a prova afirmaram que a complexidade poderia resultar em queda média do desempenho dos alunos.

Fonte: Estadão

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Escolinhas de futebol sobrevivem de voluntários





Campo Maior possui hoje mais de 20 escolinhas de futebol espalhadas em quase todos os bairros da cidade. Iniciativa de voluntários, elas agregam um número considerável de crianças e adolescentes no intuito de melhorarem o rendimento das crianças na escola, além de afastá-las da drogas.

Uma dessas escolas é a Escolinha Bom de bola, bom na escola, que agrega quase 400 crianças oriundas de vários bairros e de mais de 90 famílias.

Um dos incentivadores é Chiquinho d as Motos, que em entrevista à Rádio Meio Norte, fez um balanço das atividades realizadas pela escolinha em 2012.

Para Chiquinho das Motos essas escolinha tem uma função social importante, vez que grande parte de nossas crianças – especialmente da periferia – não têm assistência integral da família e com isso podem desviar o caminho.

Confira o vídeo:


CAMPO MAIOR EMPOSSA PAULO MARTINS




Posse em Campo Maior(Imagem:Divulgação)
Após a realização de missa em ação de graças na Catedral de Santo Antonio, ocorreu a solenidade na Câmara Municipal, para a posse dos vereadores eleitos, do prefeito Paulo Martins e de sua vice Sílvia do Caú.
Ocuparam a mesa de honra Nonato Andrade – representando a Caixa Econômica Federal do Piauí; o secretário Estadual de Turismo Marcos Bona – representando o Governo do Estado do Piauí na solenidade; Wallisson Pego – superitendente da Conab no Estado do Piauí e Regina Sousa representando o senador Wellington Dias.


Posse na cidade de Campo Maior(Imagem:Divulgação )
Juramento solene 
O ato da posse foi conduzido feito pelo vice-presidente da Câmara o vereador Edvaldo Lima (PTB). Logo que entrou no Plenário da Câmara o prefeito Paulo Martins recebeu aplausos da população.

O presidente da Câmara Edvaldo Lima convidou o vereador Fernando Andrade Sousa, “Fernando Miranda”, para secretariar o ato solene. Dando continuidade à solenidade, após o juramento dos prefeito da vice e dos vereadores foi realizado o ato para a escolha dos membros da mesa diretora da Câmara para o biênio 2013 2014, sendo eleitos como presidente a vereadora Josenaide Nunes (PP), vice- o vereador Francisco Sávio, “Manin” (PTB) e como secretário geral o vereador José Pereira (PT).

Fotos: divulgação 

MEC eleva nota mínima para acesso ao ProUni

O Ministério da Educação (MEC) elevou, de 400 para 450 pontos, a nota média mínima exigida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para candidatos a bolsas do programa Universidade para Todos (ProUni), informa o jornal O Globo.

A nova regra consta em portaria publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira. O ProUni concede bolsas para universitários de baixa renda em instituições privadas de ensino superior.

Segundo a portaria, a nota mínima de 450 pontos corresponde à média aritmética das provas do Enem.
 
O exame é formado por quatro provas objetivas - linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas - e uma redação.