terça-feira, 22 de novembro de 2011

AÇÕES DE GOVERNO NÃO TEM RAPIDEZ PARA ENFRENTAR O CRACK

A cada dia nos assustamos com tantas noticías relativas ao aumento do consumo de drogas pela população. Enquanto isso, as ações de governo vêm a passos de tartaruga, numa luta desproprocional, onde a sociedade é derrotada frequentemente.
Aquilo que acontecia apenas em grandes centros urbanos do sul do país, hoje é uma realidade que bate à nossa porta, invade nossas escolas, massacram até mesmo as pacatas cidades interioranas.
Enquanto as ações do Governo Federal não saírem com a rapidez exigida pela urgência dos fatos, nossa sociedade fica prisioneira do tráfico, veloz em suas ações e pontual em seus objetivos. A falácia de nossas autoridades nos incomodam e inquietam.
Escolas são invadidas - já não adianta muros altos ou vigilância eletrônica - através de crianças que se tornam usuárias e posteriormente traficantes-mirins; igrejas são intimidadas; autoridades, em sua maioria, são omissas quanto a esse grave problema.
Campo Maior larga na frente em algumas ações. Com parcos recursos - nem mesmo previstos no Orçamento de 2011 deixado pela gestão Félix - criou-se a Câmara de Combate ao Crack, numa analogia ao que fez o governo do estado. Estão sendo ampliados o PETI em alguns bairros e localidades da zona rural. É um sacrifício sobre-humano empreendido pela esfera municipal, já que necessário se faz a alocação de recuros financeiros de grande monta, pois não é caso isolado que deve ser combatido.
Os recursos devem atender as questões educacionais, de saúde pública, de emprego, de lazer, de cultura e tantas outras atividades que prendem a pessoa num eixo de equilíbrio.
A matéria abaixo retrata o quão urgente devem ser as ações do governo central no enfrentamento desse mal que invade a vida de cada um de nós.

Para "abafar angústia" e produzir mais, canavieiros se perdem no uso do crack

Cada vez mais jovem, o trabalhador rural se vicia abertamente no campo como tentativa de suportar as crescentes exigências de produção e as condições subumanas de trabalho

São Paulo e Guariba (SP) - Apesar de mal ter entrado na casa dos 30 anos, Lindiana Soares aparenta ter ao menos 50. São os efeitos, segundo ela, das andanças e armadilhas da vida, fincada basicamente no trabalho do campo. “A praga da cidade grande pegou na roça”, diz contundente à reportagem da Rede Brasil Atual, que acompanhou relatos de canavieiros na cidade de Guariba (SP), a 338 quilômetros da capital. Migrante de Codó (MA), ela vai muitas vezes para a colheita com o marido. Ele a introduziu no consumo da pedra de crack pela primeira vez, há seis anos, durante uma safra difícil, com pouca produção. O consumo de drogas mais baratas, como o crack e a maconha, se alastra abertamente entre os canaviais e nas pequenas cidades do interior.
“Não tem idade e nem sexo para quem está no meio daquilo”, diz a trabalhadora rural, que começa o corte no raiar do sol e termina perto das 16 horas. “Quem não sabe o que quer, acaba se levando pelo que não presta”, afirma. Lindiana diz só ter experimentado “algumas vezes” a droga. No entanto, alguns de seus colegas já sucumbiram aos efeitos do uso até mesmo dentro dos alojamentos das usinas, onde são apontadas condições precárias. “É para esquecer da vida”, justifica. Nos grupos de cortadores, migrantes cada vez mais jovens de cidades do interior da Paraíba, Piauí, Minas Gerais e Pernambuco. Em alguns desses locais, o vício em substâncias tóxicas costumava ser um problema distante.

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