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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Violência pode estar novamente no tema da redação ENEM 2017

Olá,

No momento que retornamos a oferecer às nossas leitoras e leitores, aproveitamos para fazer um pouco de reflexão sobre a possibilidade de alguns temas na Redação ENEM 2017. Sistematicamente, alertamos em nossas aulas da possibilidade da violência ser mais uma vez a reflexão do exame.

Vários sites que trazem postagens sobre o Enem dão esse tema como possível. Em 2015, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) trouxe à tona em sua proposta de redação uma problemática bastante pungente em nossa sociedade: o aumento dos casos de violência contra a mulher. Na última década, o #Governo já havia tomado algumas atitudes com relação ao tema, tais como a criação de um disque denúncia, uma delegacia da mulher e a própria instituição da Lei Maria da Penha. Porém, as estatísticas com relação às incidências de feminicídio, violência física e moral apenas aumentaram. 

Em 2016, foi a vez de duas temáticas surgirem, já que foram realizados dois exames, devido a algumas escolas públicas estarem em manifestação. Os preconceitos religioso e racial subiram ao palco do exame como problemas que nos levam à violência da intolerância. A especulação de que novamente o tema possa estar no cenário da violência vem do fato de uma análise sóbria a respeito das estatísticas anuais. Em sua coletânea de textos que servirão de apoio ao candidato, é uma tradição do #ENEM trazer uma série de informações numéricas que denotam uma realidade mais enfática do problema que está sendo abordado. Quando os números reveladores de um fator negativo à sociedade revelam um aumento, soa um alarme aos elaboradores da prova.

Existe na prova de redação um critério de análise obrigatório há mais de 10 anos, a criação de uma proposta de intervenção social para o problema apresentado, em que o candidato deverá apresentar soluções cabíveis para sanar ou até solucionar o problema.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Enem: palavras que você fala, mas não pode usar na redação

Usar palavras da linguagem oral na prova duas vezes pode tirar pontos da sua nota


Aproxima-se o grande dia para mais de 7 milhões de brasileiras e brasileiros que farão o Enem. A maioria dos estudantes farão a prova pela primeira vez; outros já são veteranos. Um ou outro, todos devem lembrar de alguns pontos que são fundamentais para que se possa pontuar bem na redação: os traços da oralidade que devem ser evitados quando da produção do texto.

É comum nos textos de alunos do ensino médio a inadequação de termos das conversas cotidianas que se tem nas esquinas da vida. Caracteriza-se, utilizado por duas vezes, inadequado, o que traz a perda de pontos significativos na Competência I.

Às vezes o aluno crer está conversando com alguém. Sendo o foco da dissertação a informação, o conteúdo, por isso, deve-se prestar muita atenção nesse ponto. É muito comum comum se encontrar construções como se o produtor do texto estivesse dando ou conselho, perdendo, portanto, sua objetividade.

As cartilhas do participante da prova do Enem, divulgadas todos os anos pelo Inep, dão pistas, mas não aprofundam a abordagem ou os exemplos. Elas sugerem evitar a repetição de alguns termos, pois essa repetição é que tipifica uma conversa – quando a pessoa encadeia ideias em frases curtas, sem muita preocupação de coesão e adequação de sentido da palavra no conjunto. As cartilhas exemplificam com e”, “aí”, “daí e então”, instruindo os candidatos a usar palavras mais formais. 

Algumas interjeições que são típicas da fala, como: heinohahpoxapuxa, putz e outras, devem passar longe do texto. Sem esquecer aqui o uso de certas contrações, tão comuns da fala e que se insiste em por, como são as numa que já gerou até a gíria numas. Com certeza evite pra (em lugar de para), tá (em vez de está),  (de não é), puro exercício da linguagem oral.

Outro termo que se abusa dele, o e, repetidas vezes, também pode ser oralidade. Como e é principalmente usado como conjunção, deve preferencialmente ligar períodos, não frases estanques. Usar uma vez tudo bem, mas pode ser considerado oralidade iniciar duas ou três frases com ele.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Veja sete possíveis temas para a redação do Enem 2017

Bastante interessante a postagem do Portal Extra sobre os possíveis temas para a Redação Enem 2017.

Fazemos a transcrição da mesma por entendermos que são pistas capazes de melhorarem nossa pontuação.

O professor de português Romulo Bolivar, há 14 anos dando aulas para turmas de pré-vestibular, deu ao EXTRA sete dicas de possíveis temas para a redação do próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2017). Como é tradição da banca escolher assuntos atuais, ele aconselha o candidato a estar atento ao que acontece no Brasil:
- Ainda que o assunto seja tecnologia, por exemplo, o foco não será Japão, mas Brasil. A situação de outros países até pode surgir na redação como fator secundário e elemento de comparação. No entanto, o aluno deve demonstrar no texto conhecimento sobre o tema em relação à nossa realidade.

1- Mobilidade urbana e qualidade de vida
Uma boa redação sobre esse tema deve apresentar uma proposta de intervenção com múltiplos agentes sociais e não responsabilizar apenas os administradores públicos pela solução. Citar casos bem-sucedidos de outros países e comparar às particularidades das várias cidades brasileiras ajuda a demonstrar uma visão mais ampla e objetiva do tema.

2 - Tecnologia e relacionamento humano
Em temas como esse, muito próximos da realidade do candidato, o desafio é manter a imparcialidade na apresentação dos argumentos, ainda que alguns possam coincidir com sua realidade de vida. Presente no ensino, nos relacionamentos, nas pesquisas de opinião e nas diferentes instituições sociais, qual a real contribuição da tecnologia para as relações humanas?

3 - Como o homem lida com os recursos naturais
Para esse tipo de redação, citações relacionadas à biologia ou à geografia, bem como trechos de notícias e reportagens atuais, costumam valorizar o texto e, consequentemente, elevar sua nota nas competências 2 e 3.

4 - O impacto social e cultural da crise hídrica
Evite expressões como “água é vida”; citar os impactos da falta de água em diferentes setores sociais e ambientais pode demonstrar que o candidato, além de consciente, é mais bem informado.

5 - O legado imaterial dos Jogos Olímpicos de 2016
O candidato que enumerar os aspectos imateriais positivos das Olimpíadas deve oferecer em sua proposta de intervenção medidas objetivas que visem a preservar, mesmo depois dos Jogos Olímpicos, as experiências e contribuições do evento.

6 - Caminhos para o combate à homofobia
A vulnerabilidade das minorias foi tema nas duas aplicações da prova em 2016. É importante perceber que a expressão “caminhos para o combate” impede que o candidato refute a existência do problema. A melhor abordagem é sempre criticar a existência do preconceito, suas causas, consequências e indicar medidas que o resolvam.

7 - A inversão da pirâmide etária
Diante da nova perspectiva para longevidade e quantidade de filhos no Brasil, como ficam acessibilidade, saúde, a aposentadoria, a educação em nossa sociedade? Nesse caso, demonstrar conhecimento acerca de fatores históricos e demográficos, assim como citar a reforma da previdência de forma imparcial, é um dos melhores caminhos a serem seguidos pelo candidato.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Que tal curtir a preguiça estudando?



As férias escolares estão apenas começando para um grande número de alunos das escolas públicas. Férias é sinônimo de diversão e muita curtição e é, também, momento de colocar em dia alguns temas recorrentes no Enem.

Nossa dica de hoje vai para as questões raciais. Prepare a pipoca, chame os amigos que estudarão com você e que enfrentarão o Enem 2017 e assista uma produção do cinema brasileiro que vai levá-lo(a) ao Brasil das relações raciais: Vida de menina.

Vida de Menina", filme inspirado no diário de Helena Morley que retrata as Minas Gerais do final do século XX e a relação entre brancos e escravos.

"Pouco após a abolição da escravatura e a proclamação da república no Brasil, Helena Morley começa a escrever seu diário, que revela seu universo e um país adolescente como a menina. Nesse momento da vida Helena é magra, desengonçada e sardenta, além de se achar feia. Não é boa aluna nem comportada como sua irmã Luizinha, tendo o apelido de "Tempestade". Mas Helena, como nenhuma outra garota de Diamantina, escreve. É neste diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias. Procurando com sofreguidão não perder uma infantil alegria de viver, e reinventando o mundo à sua maneira, Helena Morley é o diamante mais raro de Diamantina". 

Fica a dica.