![]() |
| Todos sabiam, mas ninguém tomou providência Hytalo Santos - Foto Instagram |
Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...
![]() |
| Todos sabiam, mas ninguém tomou providência Hytalo Santos - Foto Instagram |
![]() |
| Em poucos minutos, jovens entre 14 e 20 anos tem acesso a mensagens misógenas em redes sociais. |
A cidade de Campo Maior viveu momentos de profunda comoção nesta sexta-feira (25), durante a missa de sétimo dia da jovem Alice Borges, vítima de feminicídio. Realizada na Igreja Nossa Senhora das Mercês, no bairro São João, a cerimônia religiosa se transformou em um emocionante protesto contra a violência que tirou a vida de Alice e que, cada vez mais, assola famílias brasileiras.
Vestindo camisetas com a frase "A maior epidemia do Brasil é o feminicídio", familiares, amigos e membros da comunidade expressaram sua dor e indignação, clamando por justiça e mais proteção para as mulheres. O sentimento de revolta tomou conta da população campomaiorense, que se vê abalada diante de mais uma tragédia motivada pelo ódio de gênero.
O principal suspeito pelo crime é Darlan Sousa, ex-companheiro de Alice, que já havia sido denunciado pela jovem por violência doméstica. Segundo a delegada Emylle Kaynar, Darlan teria, inclusive, tentado afogá-la anteriormente no mesmo rio onde seu corpo foi encontrado, o Surubim. Ele foi transferido nesta quinta-feira (24) para a Penitenciária José de Arimateia Barbosa Leite, em Campo Maior.
O caso de Alice Borges escancarou o medo e a dor vividos por tantas mulheres e acendeu ainda mais o debate sobre a urgência de medidas eficazes de proteção. Campo Maior, consternada, pede justiça — e que outras vidas não sejam interrompidas pela violência.
![]() |
| Foto de divulgação |
Pelo menos 70 % dos crimes envolvendo violência doméstica têm relação, direta ou indireta, com o consumo de álcool e outros tipos de drogas. A estimativa é da titular da Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher, delegada Vilma Alves, que afirma atender diariamente esse tipo de ocorrência. Para a delegada, referência no combate à violência contra a mulher, o avanço do consumo de entorpecentes influencia no número de casos de violência registrados no Estado.
O consumo de álcool e entorpecentes também está diretamente ligado ao número de acidentes de trânsito na Capital. Segundo o diretor técnico do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Fábio Marcos de Sousa, pelo menos 80% das ocorrências envolvendo motocicletas têm alguma ligação com o consumo de bebidas alcoólicas.