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quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Governo Rafael Fonteles sufoca servidores do Estado.

    Não é à toa que nós, servidores estaduais, temos, nos últimos anos, nossa saúde mental mais do que abalada. Se não bastassem os reflexos da pandemia da Covid-19, o governo Rafael Fonteles e seus "Rafaboys" impõem uma verdadeira onda de terror no serviço público.
    Os trabalhadores e trabalhadoras em educação do Piauí, sem falar da realidade das outras categorias, ressentem-se da forma como o governador vem tratando a classe. Desejoso de "aparecer" no cenário nacional com uma educação de qualidade, Rafael mantém uma mídia pesada e ostensiva, que engana o público, além de exercer pressão psicológica sobre gestores e coordenadores pedagógicos, o que deságua em uma sobrecarga desumana sobre os professores – jamais vista em todos os tempos.
    Os gestores da Educação Pública Estadual – membros dos "clubinhos" das escolas particulares de ponta do Piauí, que nunca pisaram em uma sala de aula da educação básica pública, nem tiveram salários tão humilhantes – engendram políticas públicas que, à primeira vista, parecem eficazes, mas, na realidade, prejudicam aqueles que realmente fazem a educação acontecer, consequentemente, as respostas não são tão eficazes.
    Somente quem pisa o chão da escola conhece as necessidades e as múltiplas realidades de uma sala de aula: as angústias, os desafios e as esperanças. Somos nós, que estamos dentro da sala de aula na labuta diária, que conseguimos reconhecer os olhares de socorro de cada estudante, imersos em realidades tão cruéis, marcadas pela dor e pelo sofrimento.
    Senhor governador Rafael Fonteles, querer construir uma educação pública grandiosa deve ser o sonho de qualquer gestor, independentemente da esfera de governo. Porém, tornar invisíveis, massacrar, espezinhar e humilhar, com salários indignos, aqueles que realmente fazem a educação acontecer, não condiz com a postura de um líder comprometido com a população.
    Senhor Governador, não o envergonha ter o pior salário do Piauí, frente ao respeito da maioria das Prefeituras? Vossa Excelência não se envergonha de mascarar a Lei do Piso? Ou os maus tratos aos educadores aposentados? 
    O senhor, governador, que foi eleito pelo partido dos "Trabalhadores", parece desconhecer os compromissos históricos da sigla. Os trabalhadores, pelo seu comportamento, não são pauta da sua administração. Pagar esse preço é inadmissível.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Dia Mundial da Educação: há algo a comemorar no Piauí?



    O Dia Mundial da Educação - e por ironia o Dia do Aposentado - deveria ser uma data de celebração, mas, no Piauí, a realidade dos professores e administrativos não dá margem para comemorações. A categoria enfrenta baixos salários, falta de estrutura nas escolas e a ausência de políticas eficazes de valorização profissional. O governo de Rafael Fonteles pouco tem avançado nesse sentido, deixando educadores sem perspectivas de melhorias concretas.
    A falta de investimentos na formação continuada e em melhores condições de trabalho reflete diretamente na qualidade do ensino. Professores lidam com salas superlotadas, recursos insuficientes e uma carga horária exaustiva, o que compromete o desempenho dos alunos e desmotiva os profissionais. Promessas de valorização continuam sendo apenas discurso, sem ações práticas que garantam mudanças reais.
    Diante desse cenário, a data serve mais para reflexão e cobrança do que para celebração. A educação só avançará quando os governantes reconhecerem seu verdadeiro valor e investirem nos profissionais que a fazem acontecer. Sem isso, o Dia Mundial da Educação continuará sendo apenas um lembrete das dificuldades enfrentadas por aqueles que deveriam ser prioridade.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Sinte-PI mobiliza trabalhadores contra descaso do Governo Rafael Fonteles


    
    O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado do Piauí (SINTE-PI) está intensificando suas mobilizações para denunciar o descaso do Governo Rafael Fonteles com a Educação pública. A categoria tem se unido em diversas ações para conscientizar a população piauiense sobre a realidade enfrentada pelos profissionais da educação, que lidam diariamente com a falta de valorização, estrutura precária e condições inadequadas de trabalho.
    Por meio das redes sociais e mobilizações presenciais, o SINTE-PI tem promovido um forte enfrentamento às narrativas oficiais divulgadas pelo governo estadual. A entidade busca esclarecer que a propaganda governamental, amplamente veiculada pela grande imprensa, não reflete a verdadeira situação das escolas e dos profissionais da educação.
       De acordo com a presidente do SINTE-PI, Paulina Almeida, a luta da categoria é legítima e tem como objetivo garantir melhores condições de trabalho, salários dignos e uma educação pública de qualidade para todos os piauienses. Ela destaca que a mobilização continuará até que o governo atenda às reivindicações da categoria e demonstre compromisso real com a educação.
     O sindicato reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos da classe trabalhadora e segue firme na luta por uma educação pública justa e de qualidade.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Planos para a educação devem enfraquecer professores e beneficiar negócios de Guedes

Na noite de 13 de novembro, centenas de professores se reúnem numa audiência pública contra o projeto Escola sem Partido, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Cansados, apreensivos e irritados, eles parecem refletir as condições gerais da categoria. Alguns dias antes, uma pesquisa da Varkey Foundation tinha mostrado que o Brasil passara da penúltima para a última colocação no ranking de valorização dos professores.

“Vamos ver se o pessoal vai conseguir falar hoje”, diz um assessor do deputado Carlos Giannazi (Psol), responsável pelo encontro. Diante da dúzia de policiais militares que fazem a segurança do evento, a fala soa exagerada. Não é.

Pouco antes das 19 horas, uma mulher sobe ao palco e agita uma bandeira de Israel. A irritação da plateia vira raiva. Professores, alunos e seus apoiadores se levantam e berram em uníssono: “Machistas, fascistas não passarão!”. No palco, a mulher se anima. Aponta os dedos para o público com o gesto de metralhadora imaginária popularizado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Quando o coro engrossa, ela muda o gesto. Ergue os dois dedos do meio. “Eu vou lá. Vou meter a mão nela”, diz uma espectadora na penúltima fila. A frase soa como figura de linguagem. Não é.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Quase 90% dos professores brasileiros se sentem desvalorizados, diz estudo

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil 
Edição: Wellton Máximo

Quase 90% dos professores brasileiros acreditam que a profissão não é valorizada na sociedade. Mesmo assim, a maioria está satisfeita com o emprego. O resultado foi apresentado semana passada pela Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 países.

De acordo com o levantamento, somente 12,6% dos professores brasileiros consideram-se valorizados. A proporção está abaixo da média internacional, de 30,9%. No entanto, 87% dos professores brasileiros consideram-se realizados no emprego, próximo da média global de 91,1%.
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A pesquisa da OCDE ouviu 100 mil professores e diretores escolares em 34 países Wilson Dias/Agência Brasil
Apesar de não se sentirem valorizados, os professores brasileiros estão entre os que mais trabalham, com 25 horas de ensino por semana, seis horas a mais do que a média internacional. Em relação ao tempo em sala de aula, os professores brasileiros ficam atrás apenas da província de Alberta, no Canadá, com 26,4 horas trabalhadas por semana, e do Chile, com 26,7 horas.

Mesmo trabalhando mais que a média, os professores brasileiros gastam mais tempo para manter a ordem em sala de aula. Segundo o levantamento, 20% do tempo em sala é usado para controlar o comportamento dos alunos, contra 13% na média internacional.

Todos os entrevistados na pesquisa dão aula para a faixa etária de 11 a 16 anos. A publicação também mostra que nos países em que os professores se sentem valorizados, os resultados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) tendem a ser melhores.

Quanto à formação, mais de 90% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental concluíram o ensino superior, mas cerca de 25% não fizeram curso de formação de professores. Segundo a falta de especialização reflete-se no ensino. Professores com conhecimento de pedagogia e de práticas das disciplinas que lecionam relataram se sentir mais preparados do que aqueles cuja educação formal não continha esses elementos.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os dados serão incorporados aos dados do Censo Escolar e das avaliações nacionais, para que se possam criar descrições ainda mais detalhadas da situação educacional brasileira.