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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Falta honestidade em muitos 'Institutos de Pesquisa'



A falta de honestidade de alguns institutos de pesquisa é um problema grave que mina a confiança pública nas informações que deveriam ser fundamentais para a tomada de decisões em diversas esferas, como a política, a economia e o consumo. Institutos de pesquisa têm a responsabilidade de fornecer dados precisos e imparciais, mas a realidade nem sempre corresponde a essa expectativa.

Muitos desses institutos, infelizmente, estão sujeitos a pressões externas, seja de partidos políticos, empresas ou grupos de interesse, que acabam por influenciar os resultados divulgados. A manipulação de dados, a escolha seletiva de amostras ou a formulação de perguntas tendenciosas são algumas das práticas que comprometem a veracidade dos resultados apresentados. Essas atitudes não apenas distorcem a realidade, mas também servem para manipular a opinião pública, influenciar eleições, ou direcionar decisões de consumo, beneficiando interesses específicos em detrimento do bem comum.


A transparência é um princípio essencial que deve ser seguido por qualquer instituto de pesquisa sério. Isso inclui a divulgação clara da metodologia utilizada, do tamanho da amostra, do perfil dos entrevistados e de quem financiou a pesquisa. Quando esses aspectos não são comunicados de forma transparente, o público é deixado em uma posição de vulnerabilidade, confiando em dados que podem não ser representativos ou, pior, que foram intencionalmente distorcidos.


Para combater essa falta de honestidade, é fundamental que haja uma maior fiscalização e regulação sobre as atividades dos institutos de pesquisa. Além disso, a educação do público para que este saiba interpretar pesquisas de forma crítica é igualmente importante. Somente com uma abordagem rigorosa e ética por parte dos institutos e uma sociedade bem-informada, será possível reverter esse cenário e garantir que as pesquisas voltem a cumprir seu papel fundamental na sociedade.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

'Ibope e Datafolha: alguém erra feio no 2º turno'


247 - O jornalista Ricardo Kotscho avalia que há "diferenças estranhas" nas simulações de segundo turno realizadas pelos institutos Datafolha e Ibope, divulgadas com um intervalo de quatro dias. Enquanto o primeiro registra empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves, o segundo prevê vitória com larga vantagem da petista. Em seu blog, Kotscho cobra que os responsáveis pelas pesquisas venham a público "para explicar as possíveis razões de números tão divergentes".

Leia mais na matéria publicada ontem pelo 247 sobre o tema: O que explica a diferença entre Ibope e Datafolha?

Abaixo, o post de Ricardo Kotscho:

Ibope e Datafolha: alguém está errando feio no 2º turno
Ainda nem sabemos se vamos ter segundo turno nas eleições. Até aqui, Dilma vem mantendo um empate técnico com a soma de todos os demais candidatos no primeiro turno, qualquer que seja a pesquisa. Quando se trata das projeções para o segundo turno, porém, as diferenças são estranhas, fora das margens de erro, tanto do Datafolha como do Ibope.
No novo levantamento publicado pelo Ibope, na noite de terça-feira (22), o primeiro após a Copa, mostrando mais uma vez que não houve interferência do futebol da seleção na campanha eleitoral, o instituto aponta vitória folgada de Dilma contra Aécio, caso tenhamos um segundo turno: 41% a 33%, uma vantagem de oito pontos. Para o primeiro turno, os números estão bem próximos, como mostra a matéria do R7.
Já no Datafolha, divulgado no fim da semana passada, a diferença ficou em 4 pontos (44% a 40%), o que permitiu ao jornal do mesmo grupo publicar manchete sobre um empate técnico no segundo turno, no limite da margem de erro.
Como as duas pesquisas foram divulgadas com o intervalo de apenas quatro dias, e nada de importante aconteceu neste período, alguém está errando feio nas projeções para o segundo turno. É muita diferença para o mesmo momento da mesma eleição.
Seria interessante para a lisura da campanha e a saúde da democracia brasileira que os responsáveis pelas pesquisas dos dois institutos viessem a público para explicar as possíveis razões de números tão divergentes.
Os leitores sabem que não faço parte da turma do Fla-Flu que sempre levanta suspeitas quando os números não são favoráveis ao seu candidato. A princípio, confio em todas as pesquisas dos dois institutos, até porque, não disponho de outras para confrontar, mas estas últimas deixaram dúvidas que só os próprios especialistas podem esclarecer. Com a palavra, Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, e Marco Paulino, da Folha.
Os valentes comentaristas do Balaio também podem me ajudar a entender este estranhamento provocado pelos últimos números divulgados.

sábado, 19 de julho de 2014

Confira a pesquisa DATAFOLHA



Uma análise do Datafolha
dilma_datafolha

Aproveitando que o Datafolha publicou a íntegra do relatório de sua pesquisa para presidente da república, arrisco uma análise de alguns gráficos.
Comecemos pela espontânea. Para quem não se lembra, pesquisa espontânea é aquela em que o entrevistador pede ao eleitor para falar quem é seu candidato, sem lhe apontar nenhum nome.
Neste quesito, Dilma ganharia, de longe, no primeiro turno, porque os seus 22% são bem maiores que os 11% de Aécio e Campos. Os nanicos desaparecem na espontânea.
Até Lula aparece apenas com 1%, e não o incluí, por razões óbvias, no somatório da oposição.
O 1% de Lula mostra que o eleitor está bem informado quanto ao fato do ex-presidente não ser  candidato este ano.

sexta-feira, 18 de julho de 2014


Pesquisa Datafolha divulgada pela TV Globo, nesta quinta-feira (17), mostra que a disputa pela Presidência da República não apresentou grandes mudanças em relação aos últimos números apresentados pelos institutos de pesquisa. Esta é a primeira sondagem a ser realizada após o final da Copa do Mundo no país.
Veja os números:

Dilma Rousseff (PT) - 36%
Aécio Neves (PSDB) - 20%
Eduardo Campos (PSB) - 8%
Pastor Everaldo (PSC) - 3%
Brancos e nulos - 13%
Indecisos - 14%

Na disputa pelo segundo turno, o cenário apresenta os números abaixo:
Dilma 44% X 40% Aécio
Dilma 45% X 38% Campos

Quanto à avaliação do governo, os números foram os seguintes:
Bom/Ótimo - 32% (queda de 3 pontos)
Regular - 32% (queda de 3 pontos
Ruim/Péssimo - 29% (subida de 3 pontos)

Em relação à pesquisa anterior, a taxa de rejeição a Dilma subiu de 32% para 35%. O segundo mais rejeitado é o candidato Pastor Everaldo (PSC), que tem 3% das intenções de voto, mas 18% de rejeição. Os que rejeitam Aécio oscilaram de 16% para 17%. Campos mantém os 12% da pesquisa anterior.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios na terça (15) e nesta quarta-feira (16). O levantamento foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.

A última pesquisa Datafolha foi divulgada em 2 de julho. Nela, a presidente Dilma Rousseff (PT) cresceu de 34% para 38% em um mês. No mesmo intervalo, o candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou de 19% para 20%. Já o candidato do PSB, Eduardo Campos variou de 7% para 9%, deixando assim a posição de empate técnico com o candidato Pastor Everaldo Pereira (PSC), estacionado em 4%.

Crédito da matéria: Brasil 247