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sexta-feira, 7 de março de 2025
Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação se mobilizam contra descaso de Rafael Fonteles
Lei Ambiental aprovada por deputados fede a coisa podre. Rafael na mira do MPF
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| APA do Itans, Litoral do Piauí |
A recente legislação ambiental sancionada pela Assembleia Legislativa do Piauí tem causado forte repercussão entre ambientalistas e o Ministério Público Federal (MPF). A medida, promulgada em 31 de janeiro, extingue uma Unidade de Conservação Ambiental em Parnaíba, comprometendo o equilíbrio ecológico da região.
Além do impacto ambiental, a ausência de estudos técnicos e atas de audiências públicas – exigências do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) – tem levantado suspeitas. A omissão desses documentos é um dos principais focos da investigação do MPF, que já solicitou esclarecimentos à Alepi, ao governo estadual e à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH).
Nos bastidores, especula-se que a nova lei favorece interesses específicos. O governador Rafael Fonteles (PT) optou por não assinar a sanção, deixando a decisão para o legislativo, o que gerou críticas sobre sua postura. Ambientalistas e opositores cobram transparência e medidas para reverter os danos causados pela nova legislação.
domingo, 2 de março de 2025
Questionamento ao Governador Rafael Fonteles sobre a Mudança da Data da Batalha do Jenipapo
sábado, 22 de fevereiro de 2025
Greve Professora Marcilene Lima se destaca na mobilização da Greve da Educação
https://www.instagram.com/p/DGXkvRjOAgM/
A presidente do Núcleo Regional do Sinte-PI em Campo Maior, Professora Marcilene Lima, tem desempenhado um papel fundamental na mobilização da Greve da Educação, iniciada em 19 de fevereiro. Com uma atuação ativa, ela utiliza vídeos informativos para destacar a situação dos professores e as reivindicações da categoria. Os conteúdos abordam questões como a valorização profissional, o cumprimento do piso salarial e as condições de trabalho nas escolas.
A mobilização tem ganhado força nas redes sociais, ampliando o alcance das demandas do movimento. Segundo Marcilene, o uso das mídias digitais tem sido essencial para sensibilizar a sociedade e pressionar as autoridades. O Sinte-PI segue firme na luta por melhorias na educação, buscando o diálogo com o governo e reforçando a importância da participação dos docentes na greve.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
É greve!!!! Trablahadores e trabalhadoras em educação não suportam mais o arrocho do Governo Rafael
domingo, 16 de fevereiro de 2025
Rafael e Washington massacram trabalhadores em educação e são denunciados nacionalmente pelo SINTE_PI

Paulina Almeida
Presidente Estadual do SINTE
Professores e funcionários de todo o Brasil tiveram a oportunidade de saber qual a verdadeira situação em que se encontram os servidores da Educação do Piauí, de como o Governador Rafael Fonteles e o Secretário Estadual de Educação Washington Bandeira vêm tratando os servidores. Assim, todos puderam saber como está sendo travada a luta no Estado do Piauí.
O Sinte-PI tem se mobilizado para sensibilizar as lideranças políticas do estado, ressaltando a realidade vivida pelos profissionais da educação nos últimos anos, especialmente na gestão do atual Governo, que tem espalhado uma verdadeira onda de terror junto aos servidores da Pasta.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025
Conto: Maria Preta
Maria-Preta
Jorge Câmara Lemos
Membro ALTEC
(Academia de Letras do Território dos Carnaubais)
As pequenas cidades têm características impressionantes. Muitas pessoas fazem parte do nosso cotidiano sem que sequer as conheçamos, apesar de estarem em nossas vidas. Estão ali, presentes, sem que sua presença seja importante — até que algo surpreendente venha a chamar nossa atenção. Não, não é redundância: presentes sem estar presentes…
Assim aconteceu com Maria. Maria Preta, como todos a conheciam na cidade.
Todos os dias, as pessoas viam Maria passar, para lá e para cá, pedindo um pouco de farinha, uma mão de arroz, uma ossada ou, quem sabe, até um dinheirinho vindo das almas mais caridosas.
E assim o tempo foi passando, e as pessoas continuavam chamando-a de Maria, como é de costume chamar aqueles cujo nome verdadeiro desconhecemos. Dado sua cor, precisava de um sobrenome. Maria Preta, pronto! Sua cor deu-lhe nome de família. Alguns até o diziam com chacota. Se fosse hoje, chamariam de bullying.
Não se sabia se era Maria de João Vieira ou Maria de qualquer outro sobrenome, pois nunca ninguém se importou em perguntar isso a ela. E Maria, sempre que chamada, passava a vida olhando com olhos de sofrimento e dor, carregando a amargura de ser uma alma sem rumo.
Era um verdadeiro mistério aquela mulher que estendia as mãos no comércio e olhava as pessoas com tanta dor que ninguém tinha coragem de encará-la nos olhos. Aquela negra, sofrida, quem sabe até oriunda de alguma senzala, mal falava. Ao receber alguma esmola, olhava desconfiada e só dizia: amém!
Início do século XX. Quem sabe se Maria não era realmente de alguma senzala? Ninguém sabia. Ninguém conhecia sua origem. Nunca se ouvira falar de seus parentes.
Sequer sabiam onde Maria morava.
Toda cidade que se preze tem na sua entrada um rio cortado por uma ponte. As pessoas raramente a viam descendo a ribanceira, no penedio, entre o rio e a ponte. Ninguém a via pegando a beira do rio.
Em uma manhã quente e ensolarada, de águas ainda abundantes do rigoroso inverno, algumas mulheres lavavam roupa — ou batiam roupa, como se costuma dizer no interior. No meio da algazarra das lavadeiras, de repente, uma delas soltou aquele grito que vem da alma, feito de medo e espanto: dois pés boiavam nas águas do rio Surubim.
Chamaram o destacamento da cidade. Um sargento, um cabo e dois soldados chegaram com toda a autoridade e foram ver o que estava acontecendo.
Sem querer molhar a farda, o sargento, homem alto e cheio de autoridade, pediu a um dos pescadores que jogasse uma tarrafa sobre aquele corpo que boiava. E qual não foi o espanto quando perceberam que era Maria. Maria Preta, a mesma Maria que todos viam na feira todos os dias, esmolando, tentando sobreviver.
Mas, de repente, surgiu mais um corpo. E outro. Três corpos nas águas do rio Surubim. O espanto foi geral. Alguém percebeu que os dois homens cujos corpos apareceram eram muito parecidos com Maria Preta.
Um dos curiosos acreditou que Maria morava por ali perto. Afinal, a pedra onde as mulheres batiam roupa ficava muito próxima do lugar onde Maria sempre descia ao rio.
Os curiosos logo se exaltaram, e foi aquela algazarra. Homens, mulheres, crianças, o próprio destacamento da polícia — todos se reuniram em uma verdadeira multidão exaltada na tentativa de encontrar a casa de Maria Preta.
O fim do mistério estava ali. A poucos metros do local onde as lavadeiras ganhavam seu sustento, apareceu o barraco daquela mulher que ninguém sabia de onde era. Uma panela no fogo, três redes amarradas, um quarto que talvez tivesse dois metros por dois metros. Uma casinha de palha, solitária, escondida.
E até hoje ninguém sabe de onde veio Maria Preta. Até hoje ninguém sabe de onde eram Maria Preta, seus filhos e o pai de seus filhos.







