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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Até quando a Curva dos Canudos será a “Curva da Morte”?

Mais uma vítima da "curva da morte"

Até quando a Curva dos Canudos, na PI-114, continuará sendo conhecida como a “Curva da Morte”? A cada semana, novos registros de acidentes reforçam um cenário que já ultrapassou o limite da casualidade: caminhões tombam, ônibus clandestinos viram, carros derrapam, motociclistas perdem o controle. Famílias inteiras se desfazem em um trecho que deveria ligar cidades, mas tem se tornado ponte para tragédias anunciadas.

Nos últimos meses, manchetes se repetem como um eco de descaso: caminhão com frangos tomba, jovem morre ao visitar a família no Natal, ônibus clandestino capota, motorista fica preso nas ferragens, cinco pessoas envolvidas, três em estado grave. São vidas ceifadas, histórias interrompidas e estatísticas que crescem diante da indiferença do poder público.

É impossível naturalizar o inaceitável. É urgente questionar: quantas vidas ainda serão necessárias para que medidas concretas sejam tomadas? O trecho exige, há anos, intervenção séria — seja por readequação do traçado, instalação de defensas, reforço da sinalização, redutores de velocidade ou fiscalização permanente. O que não se pode mais fazer é deixar o tempo decidir o destino dos que passam por ali.

A sociedade clama, as famílias choram e o asfalto testemunha um histórico que não pode continuar. A Curva dos Canudos não pode ser lembrada como sinônimo de morte. É hora de transformar luto em ação, dor em responsabilidade e descaso em solução.

Que o poder público, enfim, trate desse assunto com a urgência que ele exige — antes que novas manchetes repitam o que já sabemos de cor: mais um acidente na PI-114. Mais uma vida perdida. Mais uma tragédia que poderia ter sido evitada.

domingo, 18 de maio de 2025

Falta de sinalização na BR-343 em Campo Maior segue provocando acidentes e revolta moradores

Imagem: redes sociais

    A falta de sinalização na BR-343, especialmente no trecho urbano de Campo Maior, continua colocando em risco a vida de motoristas e pedestres. Os principais pontos de acesso, como a Avenida Demerval Lobão, a Praça da Bandeira e, principalmente, a entrada do Bairro Santa Cruz, seguem sem sinalização adequada, resultando em inúmeros acidentes diários.
    Na manhã desta sexta-feira, 16, mais um acidente foi registrado no cruzamento da BR-343 com a Avenida Demerval Lobão, envolvendo o ex-vereador de Jatobá do Piauí, Branco Oliveira. Felizmente, não houve vítimas fatais, mas o caso reforça a urgência de medidas preventivas.
    A população já não aguenta mais cobrar providências. Em todas as campanhas eleitorais, promessas de instalação de sinalização luminosa são feitas, mas nenhuma é cumprida. Enquanto isso, motoristas e moradores seguem contando com a sorte em um trânsito cada vez mais perigoso.
    “É um descaso com a vida das pessoas”, afirma um morador indignado. O sentimento de revolta é generalizado, e cresce a pressão por soluções urgentes antes que mais vidas sejam perdidas por pura negligência do poder público.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Piauí é o 2º com maior aumento de mortes violentas de jovens, diz IBGE

Ranking das mortes violentas entre os jovens


O Piauí é o segundo Estado com os maiores aumentos de mortes violentas de jovens entre 15 e 24 anos por causas violentas (acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, homicídios, quedas acidentais).

O levantamento está dentro da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2015 divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O ranking se repete tanto no levantamento entre homens (alta de 171,4%) como entre mulheres (71,4%).

Nas mortes violentas de jovens homens, os dois maiores aumentos foram registrados em Sergipe (179,45%) e Piauí (171,4%). Já nas mortes entre mulheres, Amazonas (171,4%) e Sergipe (85,7%) tiveram as maiores altas do país.

No Brasil, já a mortalidade infantil continuou caindo: os óbitos de crianças com até 1 ano de idade passaram de 4,0% do total de óbitos registrados em 2005 para 2,5% em 2015; e na faixa até 5 anos, essa participação caiu de 4,8% para 3,0%.

Segundo a pesquisa, as mortes violentas de jovens cresceram na maioria dos estados do Norte e do Nordeste entre 2005 e 2015. As exceções são Acre, Amapá e Pernambuco.

O estudo mostra que os óbitos de jovens por causas violentas tiveram redução nos estados da região Sudeste, Sul e Centro-Oeste.


As quedas mais significativas nesses índices foram registradas no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Acre, segundo o IBGE. No Rio de Janeiro, caiu 37,5% entre os homens e 40,8% entre as mulheres; em São Paulo, caiu 33,1% entre homens e 32,7% entre mulheres. No Acre, a queda entre mulheres foi de 50%.