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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Regina abre exposição Mulheres Negras no Senado Federal


Senadora Regina Sousa - Foto: Ana Volpe
“O espaço da mulher já é pequeno. Da mulher negra, é menor ainda”. Assim a senadora Regina Sousa (PT-PI) definiu a importância de se abrirem espaços para alertar contra o racismo e o preconceito racial na sociedade e em todas as instâncias de poder. A exposição Mulheres Negras no Parlamento, que foi oficialmente aberta nesta segunda-feira (09), no Senado Federal, é um desses espaços.

As fotografias trazem imagens de mulheres que trabalham no Senado e se autodeclaram pretas ou pardas. Elas se inscreveram para participar e foram fotografadas por profissionais da Casa e também por amadores. A senadora Regina posou para a fotógrafa Ana Volpe.

Dois grandes painéis ladeiam a exposição. Neles, um texto da senadora Regina: “Celebrar nossa negritude, fortalecer nossas organizações, construir estratégias para superar os preconceitos inventados, construídos e reforçados apenas para perpetuar as desigualdades e a nossa exploração. Saber que cada mulher negra - seja doutora, operária, assessora ou senadora – ela não é totalmente livre enquanto em qualquer lugar do mundo houver outra mulher negra presa nas cadeias do racismo que levam à fome, à dominação e a diversas outras formas de violência. Porque, em qualquer lugar do mundo, a corrente que nos prende é a mesma, só muda a língua falada pelo opressor.

A gestora do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, Maria Terezinha Nunes, explica que o objetivo maior do projeto é homenagear as mulheres negras e seu trabalho no Senado.

Trinta e cinco mulheres se inscreveram. Entre elas, 3 jovens aprendizes, 12 funcionárias terceirizadas, 4 estagiárias, 6 seis servidoras efetivas, 9 comissionadas e uma parlamentar, a senadora Regina Sousa.

Ao falar na abertura da exposição, a senadora lembrou a dificuldade de abrir espaços para falar em igualdade racial. Lembrou que, quando professora, chegou a ser punida por se recusar a trabalhar com seus alunos um texto onde o racismo era explícito. O texto falava sobre um menino branco que ia passar as férias no campo e brincar com um menino que, “apesar de negro, era muito bonzinho”. Regina se indignou e não repassou o texto para seus alunos. “Eu era rebelde desde sempre e fui punida com a transferência de escola”, relatou.

As fotos já estavam disponíveis na internet do Senado (https://intranet.senado.leg.br/noticias/galerias/mulheres-negras-no-senado-federal) e são também uma homenagem ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei 12.987/2014, que  homenageia a líder quilombola Tereza de Benguela, que lutou contra a escravidão.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

MACHISMO: Equidade de gênero no mercado de trabalho deve demorar 80 anos, indica estudo Os dados têm sido tema de vários debates no cenário internacional



Créditos: Divulgação/InternetMulheres no mercado de trabalho Mulheres no mercado de trabalho
Um estudo publicado pelo 
Fórum Econômico Mundial mostra que a proporção 
entre homens e mulheres no mercado de trabalho 
pode levar até 80 anos para se igualar. A informação
consta no Relatório Global de Equidade de Gênero. 
Os dados têm sido tema de vários debates no cenário 
internacional.
Mesmo após o aumento do número de mulheres no 
mercado de trabalho, o ambiente corporativo ainda é 
predominante masculino. Para tentar reduzir o tempo estimado pelo estudo, 
líderes de 400 empresas ao redor do mundo chegaram a três medidas prioritárias 
que podem ser adotadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na 
estratégia.
As medidas fazem parte do levantamento Women Fast Forward elaborado pela 
consultoria Ernest & Young (EY). O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o 
caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com 
políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado 
no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das
empresas rumo à equidade.
Especialistas da EY apontam que uma das principais vantagens da paridade é o 
ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64% daquelas com melhores 
resultados econômicos encorajam suas funcionárias. Isso se deve, segundo ela, 
ao aumento da participação na tomada de decisões.
Outro ponto de destaque do trabalho é a definição de oportunidades de progresso
na carreira. As mulheres precisam ser incentivadas a ocupar os cargos mais elevados.

Fonte: CNM