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sábado, 21 de junho de 2025

Machismo entre os jovens: um problema que a gente precisa encarar

Em poucos minutos, jovens entre 14 e 20 anos tem acesso a mensagens
misógenas em redes sociais.


    Você já parou pra pensar como o machismo ainda tá presente no dia a dia dos jovens brasileiros? Pois é, mesmo vivendo numa era de memes, redes sociais e liberdade, ainda tem muita gente jovem reproduzindo ideias ultrapassadas. De acordo com pesquisas recentes, 96% dos jovens reconhecem que o machismo existe no Brasil. Até aí, ponto positivo. Mas o problema é que boa parte deles ainda concorda com atitudes machistas. Demonstração encontrada com folga nas redes sociais.
    Por exemplo: muitos acham que a mulher tem que "se dar ao respeito" na forma de se vestir e que é errado ela ter muitos parceiros. E mais — cerca de 27% dos rapazes entre 18 e 24 anos acham que homens e mulheres não deveriam ter os mesmos direitos. Em pleno 2025!
    O ambiente virtual também reflete esse cenário. Um estudo revelou que 77% das meninas entre 15 e 25 anos já sofreram assédio online. E pior: 32% relataram controle digital por parte dos parceiros, tipo exigência de senhas, ciúmes de amigos, e até invasão de privacidade.
    Essas atitudes nascem em casa, na escola, nos grupos de amigos. E se espalham nas redes, onde discursos misóginos ganham força em comunidades “red pill” e afins. É como se uma parte dos jovens ainda estivesse agarrada a uma ideia de masculinidade tóxica, onde homem de verdade é aquele que manda, que controla, que não pode mostrar emoção.
    Mas calma, nem tudo está perdido. Tem muita gente boa — meninos e meninas — discutindo gênero, ouvindo, aprendendo e tentando mudar essa história. O caminho é educação, respeito e empatia. Porque machismo não combina com futuro. E o futuro é da nossa geração.

Professor Jorge Câmara
#EducaçãoComConsciência #JuventudeSemMachismo

sexta-feira, 23 de maio de 2025

"Quanto mais apanha, mais gosta": Vereador choca ao naturalizar violência contra a mulher em plenária

No palanque da irresponsabilidade, o vereador Bebe Água tenta justificar o injustificável.


Um discurso lamentável proferido pelo vereador José Carlos (MDB), conhecido como Bebe Água, durante sessão da Câmara Municipal de Capela (SE), na última terça-feira, gerou indignação nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a responsabilidade de agentes públicos ao se manifestarem em espaços institucionais.

Ao tentar comparar disputas políticas com relacionamentos abusivos, o parlamentar afirmou:

“Infelizmente, na política tem essas coisas, quem mais maltrata é beneficiado [...]. É a mesma história, quanto mais apanha, é que a mulher mais gosta do homem. [...] É a verdade, é a vida.”

A fala, carregada de machismo e naturalização da violência doméstica, foi amplamente criticada. Em resposta à repercussão negativa, o vereador afirma que foi “mal interpretado” e que a frase foi “tirada de contexto”, embora reconheça que a colocação foi infeliz.

Diante da pressão popular, Bebe Água voltou à tribuna nesta ontem (quinta-feira,22) para se retratar:

"Reconheço que errei e reconheço a gravidade das palavras utilizadas [...] a violência contra as mulheres é um problema que precisa ser combatido com firmeza."

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) exigiu que a presidência da Câmara tome providências para apurar a conduta do vereador, considerada inaceitável para quem ocupa cargo público. A entidade reforçou que manifestações como essa reforçam estigmas e colocam em risco os avanços no combate à violência de gênero.

Em tempos de luta por respeito, igualdade e justiça, declarações como a de Bebe Água escancaram o quanto ainda há a se caminhar — inclusive dentro das casas legislativas.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Editorial Vítimas do machismo


Brilhante e lúcido Editoral do Diário de Pernambuco que aqui reproduzimos

O Brasil ocupa a quinta posição mundial em mortes violentas de mulheres. A taxa chega a 4,8 homicídios em cada 100 mil. Nos primeiros oito meses de 2019, só em São Paulo, o número de feminicídios aumentou 44%. Em Brasília, ocorreram 34 assassinatos por questão de gênero no ano passado, e começou 2020 amargando o luto pelo assassinato de quatro mulheres, motivado pelo machismo.



A legislação penal se tornou mais rigorosa para esses crimes, elevando a pena mínima de seis anos para 12 anos, e a máxima, de 20 para 30 anos. Mas isso não inibiu a fúria masculina. Os homens seguem desafiando a lei. Agridem e matam. Contam com o benefício da progressão de pena por bom comportamento para ter a redução do tempo de privação de liberdade. Ninguém poderá garantir que não repetirão o ato letal fora do presídio.

O machismo é a força propulsora da covardia dos assassinos. Em pleno século 21, os homens ainda se sentem proprietários, ou da companheira, ou da namorada, ou da ex-esposa. É a coisificação da mulher. Para eles, é inadmissível ser deixados por elas, e a punição para esse tipo de insurgência é a morte. Um raciocínio torpe e fútil.

As autoridades reconhecem que há muita dificuldade em prevenir esse tipo de crime, que ocorre, na maioria das vezes, entre quatro paredes. Mas os pedidos de socorro das vítimas da violência doméstica ou as denúncias de ameaças do ex-companheiro não são considerados como deveriam, seja pela polícia, seja pelo judiciário. No ano passado, uma mulher foi morta, no meio da rua, diante do filho, após sair de uma delegacia, no Distrito Federal, onde foi pedir proteção policial devido às ameaças do ex-marido.

Há grande desleixo das autoridades quanto às demandas das mulheres em situação de risco. Perdeu sentido o velho adágio popular “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Os movimentos feministas e a maturidade natural das sociedades inverteram a máxima. Agora, em conflito de casal, não só se mete a colher, como se denunciam as agressões morais, psicológicas e físicas, antes que ocorra o assassinato. A legislação prevê e resguarda o anonimato de quem alerta a polícia para uma briga violenta de casal.

O aumento dos casos de feminicídio está associado à falta de educação para equidade de gênero, tema que deveria ser tratado desde a infância, em casa, e se estender ao ambiente escolar. A questão tem que merecer do poder público uma atenção especial. Os jovens precisam ser educados dentro dos parâmetros da cultura de paz, com destaque para a igualdade de direitos de homens e mulheres, mas, sobretudo, no que tange ao respeito a qualquer pessoa.

Os agressores também necessitam ser reeducados e submetidos a tratamento voltado à saúde mental. São providências urgentes, que deveriam constar da pauta das políticas públicas voltadas ao universo feminino. Deveriam, ainda, ser temas de campanhas educacionais. Não se trata de sublimação das bandeiras de luta dos movimentos feministas, mas de questão urgente, pois é a vida de mulheres e o futuro de crianças e jovens que ficam órfãos de mãe devido ao desatino de um machista.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Olha o que disse um velho safado:

Comentarista da Jovem Pan: “Mulher é pra tomar conta da casa, do marido e dos filhos, quem não gostar que tire as calcinhas e pise em cima”


Daniel Campelo é comentarista de futebol da rádio Jovem Pan em Fortaleza e notadamente machista. Para ele, mulher não pode participar de partidas de futebol e deve permanecer em casa cuidando do marido e dos filhos. Esse pensamento retrógrado foi falado ao vivo no microfone da emissora durante a partida entre Ceará e Avaí, pelo campeonato brasileiro, no último domingo (13).

No trio de arbitragem escalado para comandar o jogo estava a auxiliar Andrea Maffra. O narrador exaltou a presença das mulheres no futebol e quis saber a opinião do comentarista, que desferiu todo o seu desrespeito. “Não acho uma boa não. Acho que mulher deve tomar conta da casa, do marido e dos filhos”.
Acesse a matéria da Revista Fórum na íntegra clicando aqui

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

"Para combater o machismo, educação em casa é essencial"

foto> www.expressomt.com.br

Olá!!!!!

Período eleitoral. Pouco tempo para garimpar na Grande Rede matérias que possam atrair a atenção de nossas leitoras e leitores. 

Um tempinho roubado das atividades que ora realizo em prol da campanha do Professor Ribinha - 13, vice Dra. Liége e Vereadora Ynaiara Sousa 18.777, não posso esquecer uma de nossas maires bandeiras no blog: o combate à violência contra as mulheres.

Neste post, convido nossos leitores e leitoras a promover a análise de um tema bastante excitante e intimamente ligado à galopante violência contra as mulheres: o MACHISMO. É, essa nossa cultura de usar o possessivo MEU arde em nossas almas e deixa cicatrizes profundas.

Para combater o machismo, educação em casa é essencial 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Professor 'psicopata' tenta bater em aluna dentro da sala de aula

Muito se pode esperar de um professor: inteligência, dignidade, retidão de caráter, sabedoria, equilíbrio emocional e tantos outros predicativos necessários a mister tão importante na sociedade contemporânea. Quando esse professor é universitário, espera-se tudo isso e muito mais, já que ele é um formador de opinião e de vidas.

Estarrecido, acompanhei um episódio simplesmente brutal de um professor da UniRio (importante Universidade brasileira). Sem o menor preparo emocional, vomita - aliás, como muitos que conheço aqui nestas plagas - ideias reacionárias pelo ódio que a elite vem nutrindo contra os trabalhadores.

Acompanhe, a matéria:

segunda-feira, 13 de abril de 2015

MACHISMO: Equidade de gênero no mercado de trabalho deve demorar 80 anos, indica estudo Os dados têm sido tema de vários debates no cenário internacional



Créditos: Divulgação/InternetMulheres no mercado de trabalho Mulheres no mercado de trabalho
Um estudo publicado pelo 
Fórum Econômico Mundial mostra que a proporção 
entre homens e mulheres no mercado de trabalho 
pode levar até 80 anos para se igualar. A informação
consta no Relatório Global de Equidade de Gênero. 
Os dados têm sido tema de vários debates no cenário 
internacional.
Mesmo após o aumento do número de mulheres no 
mercado de trabalho, o ambiente corporativo ainda é 
predominante masculino. Para tentar reduzir o tempo estimado pelo estudo, 
líderes de 400 empresas ao redor do mundo chegaram a três medidas prioritárias 
que podem ser adotadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na 
estratégia.
As medidas fazem parte do levantamento Women Fast Forward elaborado pela 
consultoria Ernest & Young (EY). O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o 
caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com 
políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado 
no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das
empresas rumo à equidade.
Especialistas da EY apontam que uma das principais vantagens da paridade é o 
ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64% daquelas com melhores 
resultados econômicos encorajam suas funcionárias. Isso se deve, segundo ela, 
ao aumento da participação na tomada de decisões.
Outro ponto de destaque do trabalho é a definição de oportunidades de progresso
na carreira. As mulheres precisam ser incentivadas a ocupar os cargos mais elevados.

Fonte: CNM