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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

STJ DETONA prefeitos que usam redes pessoais para se promover!

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforçou um entendimento que tem impacto direto na comunicação das prefeituras: usar perfis pessoais para divulgar programas, obras ou serviços públicos pode configurar promoção pessoal ilícita. A decisão se apoia no Artigo 37 da Constituição Federal, que determina que a publicidade institucional deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sendo vedada qualquer forma de autopromoção.

O tribunal alerta que a prática pode resultar em ações de Improbidade Administrativa, especialmente quando servidores, equipes de comunicação ou recursos públicos são utilizados para alimentar contas privadas. O caso do ex-prefeito João Doria (SP) é um exemplo citado para ilustrar os riscos desse tipo de conduta.

Diante disso, o Ministério Público tem expedido recomendações preventivas, orientando prefeitos e gestores a utilizarem apenas canais oficiais da administração municipal para divulgar ações governamentais. Para os órgãos de controle, essa separação é fundamental para garantir transparência, moralidade e respeito ao princípio da impessoalidade.

A medida busca impedir que ações públicas sejam transformadas em ferramenta de promoção política, preservando o interesse coletivo e evitando vantagens indevidas. A discussão reacende o debate sobre os limites entre comunicação institucional e pessoal. Qual sua opinião sobre essa proibição?


Fonte: STJ

sábado, 22 de março de 2025

Polícia Federal investiga desvio de recursos do Fundeb no Piauí


A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou a Operação Shallow Grave para desmantelar um esquema de desvio de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação (Fundeb) em Fartura do Piauí. A investigação aponta que um coveiro de São Raimundo Nonato/PI foi usado como "laranja" para ocultar a origem dos valores desviados.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de bens e valores que somam R$ 715 mil, montante suspeito de ter sido utilizado para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos. Os crimes investigados incluem fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, ocorridos entre 2021 e 2024.

As autoridades buscam interromper o esquema, coletar provas e recuperar recursos desviados da educação, reforçando o combate à corrupção na administração pública.