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BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?

Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Campo Maior - Poetisa Antonia Pessoa


CAMPO MAIOR


PRESTEM MUITA ATENÇÃO
AO QUE AGORA VOU CONTAR
POIS O MOMENTO É DE FESTA
E QUERO HOMENAGEAR
MINHA TERRA TÃO QUERIDA
DELA AGORA VOU FALAR

CAMPO MAIOR HOSPITALEIRA

TERRA DE GRANDE BELEZA
ANDANDO EM  TEUS VERDES CAMPOS
SENTIMOS A NATUREZA
ENTRE TEUS CARNAUBAIS
DESCOBRIMOS  A  PUREZA

NOSSA TERRA TEM DE TUDO
BASTA OLHAR  COM ATENÇÃO
É  UM BERÇO DE HERÓIS
SUA HISTÓRIA, UMA EMOÇÃO
AQUI APRENDEMOS  COM  A VIDA
E  VIVEMOS  COM O CORAÇÃO

NESTES  TEUS CARNAUBAIS
MOSTRANDO TUA BELEZA
AS FOLHAS EM LEQUE, SOPRANDO
ÉS NOSSA GRANDE  RIQUEZA
TUDO  EM TI É VALIOSO
DISSO NÓS TEMOS CERTEZA

AÇUDE GRANDE VEJAM
QUE BELEZA  PRÁ  OLHAR
A SERRA VISTA DE  LONGE
PARECE AO CÉU SE JUNTAR
SE É BONITA A PAISAGEM
MAIS  BONITO É O LUGAR

13 DE MARÇO PARA NÓS
TEM UM IMENSO VALOR
POIS  NOSSO  POVO COM  CORAGEM
O  SEU SANGUE DERRAMOU
MOSTRANDO A TODO O PAÍS
COMO É GRANDE O NOSSO AMOR

O FESTEJO DE SANTO ANTONIO
É  TRADIÇÃO POPULAR
SÃO MUITOS OS VISITANTES
QUE VÊM  AQUI  PASSEAR
APROVEITANDO A GRANDE  FESTA
PROS  AMIGOS ENCONTRAR

NOS MUSEUS, QUANTAS RELÍQUIAS

PRECISAMOS CONHECER
POIS É BELA NOSSA HISTÓRIA
O BRASIL DEVE SABER
QUE NESTE  BERÇO DE HERÓIS
O  POVO  QUER  APRENDER

ESCRITORES E POETAS
INCENTIVAM A LEITURA
POIS  FALAM  DE  NOSSA TERRA
MOSTRANDO SUA CULTURA
NO  CAMPO  DA  EDUCAÇÃO
NÓS TAMBÉM  TEMOS  FARTURA

ESCOLAS DE QUALIDADE
INVESTINDO NO FUTURO
ACREDITANDO NO ALUNO
POIS SABEM QUE É  SEGURO
NOSSOS FILHOS SÃO DESTAQUE
E PARA NÓS  É GRANDE ORGULHO

SABEMOS QUE  EDUCAÇÃO
É ALGO DE GRANDE VALOR
AQUI TEMOS PEDAGOGO
ECONOMISTA E PROFESSOR
BIÓLOGO  E ENFERMEIRO
JORNALISTA E DOUTOR

TODOS COM  UM MESMO IDEAL
LUTAR  PARA  VENCER
E  NOSSA CAMPO MAIOR
UM DIA  PODER CRESCER
E  JUNTOS,  EM ORAÇÃO
AO SENHOR AGRADECER

ARTE É PURA BELEZA
FEITA COM O CORAÇÃO
É  APRENDER COM A VIDA
TRANSMITINDO EMOÇÃO
OS ARTISTAS DESTA TERRA
VIVEM COM DEDICAÇÃO

DE NOSSA CAMPO  MAIOR
MUITO MAIS TENHO A DIZER
MAS  APROVEITO O  MOMENTO
PARA FALAR A VOCÊ
QUE É CAMPOMAIORENSE
E  AQUI  VIVE  POR  PRAZER

CUIDE BEM DE NOSSA TERRA
VIVA NELA COM AMOR
VEJA EM CADA HABITANTE
SEU VERDADEIRO VALOR
E SEREMOS UMA FAMÍLIA
VIVENDO NUM CALOR

AGRADEÇO A VOCÊ
QUE PAROU PARA ESCUTAR
QUE É FILHO DESTA TERRA
E  SOUBE  NOS  VALORIZAR
HOJE DIGO COM ORGULHO,  CAMPO MAIOR
PARA SEMPRE VOU TE AMAR!!!

ANTONIA PESSOA MAGALHÃES                                                                      
PROFESSORA/POETISA/CORDELISTA
MEMBRO DA ACALE- CADEIRA 15

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SÉRGIO EMILIANO

Cronista amoroso com sua terra natal, Sérgio Emiliano nos brinda com sua visão especial do mercado de Campo Maior.


Em todas as cidades do mundo existe um mercado. O de Campo Maior nasceu há décadas e como moro muito próximo, percebo até as negociações mais escusas. Negocia-se de tudo. 

Nas ruas em seu entorno, é possível ver ônibus e caminhões que chegam e saem morosamente, principalmente nas segundas-feiras, o dia da feira. Deles, descem os aposentados, crianças e jovens com algo para resolver na cidade. Trazem com eles, rapaduras, buriti, o raríssimo mel, pimentas, porcos e cabras que berram sem parar.

Na parte principal do mercado, ficam as carnes de todos os tipos, expostas na pedra dura ou em ganchos afiados junto às paredes. O cheiro característico de carne crua e sangue seco impregna todo o ambiente, contribuindo para uma atmosfera pesada e horrenda. 

Somos carnívoros e lá é nosso templo. Desde as cinco da manhã, já escuto o barulho de vozes altas, palavrões e facas sendo afiadas freneticamente. Os marchantes usam uma bata branca que vai ficando imunda com o passar do dia. São ignorantes ao extremo e eles têm a palavra final
sempre. 

Grandes corações de bois são fatiados e suas tripas ainda fedendo à merda, te remetem à famosa panelada. Todos sabem o que você come e quando alguém compra ossos dizem que é para os cães de sua casa. Mas juro que jamais sairia de lá com uma cabeça de porco.

No fim da tarde, toda aquela área é lavada e uma cascata de água imunda desce os seus degraus espantando os cachorros que esperam pelo o milagre de ter algo para comer. Logo depois, chegam novos clientes atrás do fígado fresco que só chega nesse horário. Camionetas chegam com um novo carregamento de bois com o sangue vivo pingando no asfalto.

Nos fundos dessa enorme área, uma multidão de famintos lotam os tamboretes dos boxes que vendem café. O cheiro do cuscuz é mais forte e aí, lembramos da cozinha da vovó. Há muito respeito e simplicidade nos bom dias que são dados a cada um que vai chegando. É uma rotina, mas sentimos a alegria no rosto daquelas senhoras. Os "alumínios" brilham como um espelho e o leite é eternamente quente. Passo uma hora assoprando para dar o primeiro gole naquele copo americano.

Atrás desses boxes, tem uma saída para o Beco dos Lisos. Uma rua estreita, cheia de árvores, com lanchonetes e bares. Sempre encontramos por lá os boêmios de plantão. Chegam para tomar a última e se empanturram com caldo, panelada e sarapatel. 

E em todos os cantos, tem uma banca vendendo CDs piratas com o som pelas alturas.

Na rua ao lado, trabalhadores braçais suados e exaustos descarregam mais um caminhão vindo do Ceará. Aliás, tudo vem das serras do Ceará. Com um cigarro US no canto da boca eles descem os jacás abarrotados de verduras, frutas e legumes. Do outro lado da rua, galinhas, capotes e porcos ficam pelo chão à espera dos atravessadores.

Imaginem toda essa cena no período da Semana Santa. É sinistro!

Ao lado, ficam as feirantes que vendem de tudo. Sempre solícitas, sorriem com os olhos e com as mãos ágeis, arrumam com esmero a pirâmide de tomates, laranjas e berinjelas. A cada passo, um aroma diferente: é o cheiro verde dentro da vasilha com água, o alface, e alguém debulhando animadamente, um monte de feijão verde que contribui mais ainda para aquela eterna atmosfera festiva, que nunca vai embora.

No galpão anexo, ficam as cozinheiras. São vários boxes e o cheiro de comida toma conta de todo o ambiente. Às seis da manhã já tem gente comendo arroz, macarrão, cozidão e muita pimenta. Tudo flutua no ar e alguém lá canto, bem caladinho conserta relógios Orient vindos do Paraguai. No final desse local fica o setor dos peixes. Nem precisa falar do cheiro. Surubins gigantes fazem boa vizinhança com as piabas da vida. É difícil passar por lá e não ter uma escama que grude na sua cara.

Depois dessa área há um galpão enorme onde se comercializa farinha, arroz, feijão e milho. Várias pessoas ficam a manhã inteira serpenteando entre as sacas, comprando, trocando e vendendo. Em frente, ficam as bancas com garrafas cheias de manteiga da terra, cravos-da-índia, corante, pimenta-do-reino, sementes de sucupira, puba, óleo de peba... um emaranhado de ervas e raízes indescritíveis. Ao lado, lamparinas, tamboretes, chapéus e cordas.

Sempre que vejo aqueles azulejos pintados com o vaqueiro e seu cavalo correndo atrás de um boi em disparada, fico emocionado. Parece a tela de um cinema com dimensões idênticas. Vejo a serra azul ao fundo e várias carnaúbas que intensificam ainda mais, a beleza daquele mural.

Maior e melhor que o nosso mercado, são sua histórias, bêbados e camelôs. E jamais, quem realmente amar Campo Maior, poderá um dia dizer que ele não faça parte da sua vida, das suas lembranças, do seu cotidiano.

Sérgio Emiliano.

Educação: de quem é a culpa?

Vem repercutindo muito os resultados escandalosos divulgados pela Controladoria Geral da União - CGU, mostrando o verdadeiro desrespeito com que muitos gestores tratam a educação. Inclua-se, aí, o Piauí, que não ficou de fora do lastro do "bacanal" com que gastam verbas que deveriam melhorar a qualidade de vida da população através de uma educação de qualidade.
Transcrevemos a matéria publicada no Estadão.

Gestão de verbas para educação


O Estado de S.Paulo
Se ainda havia alguma dúvida de que o problema da educação brasileira não é de escassez de verbas, mas de falta de gestão eficiente e responsável, ela acaba de ser desfeita pelo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação Básica (Fundeb).
Criado em 2006 para complementar os investimentos dos Estados e municípios em educação, o Fundeb transfere mais de R$ 10 bilhões por ano para o pagamento de salários de professores e servidores técnicos, financiamento da merenda e do transporte escolares e aquisição de equipamentos. A distribuição desses recursos é proporcional ao número de alunos das redes públicas estaduais e municipais de ensino básico, obtido no último Censo Escolar.
Segundo a CGU, cuja função é defender o patrimônio público, tornar as decisões governamentais mais transparentes e prevenir e coibir a corrupção na máquina governamental, em 73,7% dos 180 municípios por ela fiscalizados, entre 2011 e 2012, foram constatados desvios, gastos perdulários, falhas administrativas, contratos irregulares, superfaturamentos e fraudes em processos de licitação para a compra de materiais e contratação de serviços pela rede pública de ensino fundamental.
Além disso, em 69,3% dos municípios fiscalizados foram detectados gastos incompatíveis com os objetivos do Fundeb, como aquisição de automóveis de luxo e tratores. Em vários casos, o dinheiro desviado por prefeitos foi utilizado para financiar campanhas eleitorais, pagar bebidas alcoólicas e despesas pessoais e comprar lanchas, chácaras e gado.
Nas licitações, os vícios mais graves foram a falta de competitividade, direcionamento dos editais e simulação de concorrência, com farta utilização de notas frias, documentos fiscais falsificados e empresas de fachada com endereços inexistentes, envolvendo prefeitos, secretários municipais, vereadores, servidores administrativos e prestadores de serviços. Os auditores da CGU constataram que a comissão cobrada das empresas vencedoras em licitações fraudadas era, em média, de 20%.
Também descobriram movimentação das verbas do Fundeb fora da conta específica e até aplicação do dinheiro no mercado financeiro. Detectaram ainda que 21,9% dos municípios fiscalizados não destinaram 60% dos recursos para pagamento do professorado, como determina a lei que criou o Fundeb.
Segundo os técnicos da CGU, em 58% dos Conselhos de Acompanhamento do Fundeb, criados para promover o "controle social" dos gastos com ensino básico, nenhum conselheiro tinha capacitação técnica para exercer o cargo. Além disso, 50% desses conselhos não cumpriram seu papel, deixando de monitorar a execução das verbas do Fundeb; 56% não acompanharam a aplicação dos recursos do programa Brasil Alfabetizado; 59% não supervisionaram a realização do Censo Escolar; e 62,9% não fiscalizaram a elaboração da proposta orçamentária anual.
O relatório da CGU registra ainda casos de saques dos recursos do Fundeb na "boca do caixa" no valor de R$ 1,2 milhão, momentos antes de os novos prefeitos tomarem posse. Isso mostra "a fragilidade no controle da aplicação dos recursos", concluíram os auditores da CGU, alegando que, enquanto a legislação do Fundeb não for mudada para tornar as prestações de contas mais rigorosas, a farra com os recursos transferidos pela União para as redes estaduais e municipais de ensino básico vai continuar.
Por sua vez, o Ministério da Educação informou, em nota oficial, que já foi editado decreto determinando que as movimentações dos recursos do Fundeb sejam realizadas apenas por meio eletrônico e proibindo saques diretos na "boca do caixa".
As estatísticas oficiais mostram que os valores gastos pelo poder público por aluno vêm crescendo. Mas o relatório da CGU pondera que não há como avaliar se esse crescimento está, de fato, melhorando a qualidade das escolas públicas