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sábado, 19 de julho de 2025

MEC realiza seminário sobre Inteligência Artificial na Educação Básica

Foto: divulgação MEC 

    O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nos dias 17 e 18 de julho, em Brasília (DF), o seminário “Inteligência Artificial na Educação Básica: construindo referenciais nacionais”. O evento, que ocorreu no auditório do Inep, reuniu cerca de 250 participantes e contou com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube.
    A ação integra a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e teve como objetivo debater o uso ético, pedagógico e crítico da IA nas escolas públicas. As discussões se organizam em três eixos: práticas pedagógicas com IA, desafios no uso de tecnologias digitais e integração ética da IA na educação.
    Na abertura, a secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, reforçou que a IA deve ser aliada dos professores, não uma substituta. Também foram apresentados, pela Unesco, os marcos referenciais de competências em IA para professores e estudantes, traduzidos pela primeira vez para o português.
    O seminário é promovido pelo MEC em parceria com a Unesco Brasil e o Cetic.br/NIC.br, reunindo especialistas, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil.



segunda-feira, 24 de março de 2025

Celular está mesmo proibido em sala de aula. Você concorda com essa decisão?

A Resolução CNE/CEB nº 2/2025, publicada pelo Conselho Nacional de Educação, estabelece diretrizes para o uso de dispositivos digitais nas escolas. Entre as proibições e restrições determinadas pelo documento, destacam-se:

  • Uso proibido para outros fins que não sejam pedagógicos, incluindo momentos fora da sala de aula e nos intervalos.

  • Não recomendado para a educação infantil, salvo exceções com mediação do professor.

  • Uso nos anos iniciais deve ser restrito e equilibrado, para não comprometer o desenvolvimento de outras habilidades.

  • Permissão para portar os dispositivos fica a critério da escola, que deve definir formas de armazenamento.

  • Exceções são permitidas apenas para acessibilidade, monitoramento de saúde, segurança e direitos fundamentais.

A resolução também orienta a formação de professores e a implementação gradual da educação digital conforme a BNCC, com mudanças curriculares previstas para 2026.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Fies 2022 não utilizará notas do Enem 2021 para a seleção do primeiro semestre do ano

A seleção do primeiro semestre de 2022 para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) serão através das notas do Enem 202o e não as de 2021. Isso se deve à divulgação do Enem 2021 que só ocorrerá em fevereiro, quando o período acadêmico já deve ter começado. 

O comitê Gestor do fies anunciou para o primeiro semestre desse ano 66.555 vagas e para o segundo semestre 44.370 vagas, 60% e 40%, respectivamente, das vagas.

Para efetuar a inscrição, é necessário que o estudante tenha realizado alguma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre os anos de 2010 e 2020.

Além de uma conta no Portal Fies, o participante deverá ter nota igual ou superior a 450 pontos e não ter zerado a redação, bem como renda familiar mensal de até 3 salários mínimos por pessoa.

Até o momento o MEC não publicou edital do Fies no Diário Oficial da União.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

ENEM 2021 -Debandada de comissionados do Inep pode comprometer realização do Exame

A debandada de servidores comissionados no Inep - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão que realiza as edições do Enem - Exame Nacional do ensino Médio, pode provocar a não realização da edição do Exame 2021.

Na última sexta-feira (5/11), após assembleia dos servidores, 32 comissionados pediram demissão de seus cargos, alegando que o atual presidente do órgão Danilo Dupas está em um verdadeiro processo de enfraquecimento da segurança do certame.

Danilo Dupas foi chamado a se justificar na comissão às 10h30 desta quarta-feira (10). Os servidores do órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC) estão em pé de guerra com Dupas. Desde a semana passada, os trabalhadores denunciam um processo de desmonte da estrutura e saída de gestores técnicos de suas funções.

A prova acontece em 21 e 28 de novembro e já está pronta, por isso as datas não devem ser alteradas. O MEC (Ministério da Educação) divulgou nota no início da noite afirmando que o cronograma do Enem "não será afetado" pelos pedidos de demissão, mas não deu detalhes sobre como a crise será resolvida.





domingo, 17 de maio de 2020

Não haverá ENEM em 2020


Como professor e entusiasta do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio como forma de inclusão de uma gama significativa de estudantes, tenho nos últimos dias buscado informações que possam amenizar o crime que o Ministério da Educação quer fazer com centenas de milhares de estudantes da Escola Pública.

O artigo abaixo, do articulista Caio Magri, publicado no UOL, reflete a minha posição de educador, diante desse desvio de conhecimento do Ministério da Educação com relação ao que realmente acontece na base de milhares de escolas pública brasileiras, especialmente no interior do Piauí.

"Manter o ENEM em 2020 é genocídio educacional de milhares de estudantes pobres que estão nas escolas públicas. Criado em 1998 durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) teve por princípio avaliar anualmente o aprendizado dos alunos do ensino médio em todo o país.

Rogério Magri
Foto UOL
Em 2009, durante a gestão do ministro da Educação Fernando Haddad, no governo Lula, foi introduzido um novo modelo de avaliação, com a proposta de unificar o concurso vestibular das universidades federais brasileiras, e posteriormente utilizado como parâmetro para todas as universidades públicas e gratuitas. Um avanço enorme para reduzir as desigualdades de acesso às universidade públicas.

Neste grave momento, quando as escolas ficarão fechadas por mais de quatro meses, milhões de estudantes não estão acessando as aulas virtuais prometidas pelas autoridades de educação.

A estratégia adotada escancara a desigualdade e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes e professores de escolas públicas - acesso limitado à internet, falta de computadores e de espaço em casa, problemas sociais, sobrecarga de trabalho docente e baixa escolaridade dos familiares.

Segundo a pesquisa TIC Domicílios, divulgada em 2019, apenas 44% dos domicílios da zona rural brasileira têm acesso à internet. Na área urbana, o índice é bem mais alto: 70% dos lares estão conectados. O estudo, feito anualmente pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), é um dos principais no país no segmento de acesso a tecnologias.

Mas as diferenças ficam ainda mais evidentes ao se analisar cada classe social: entre os mais ricos (classes A e B), 96,5% das casas têm sinal de internet; entre os mais pobres (classes D e E), 59% não conseguem navegar na rede.

Já não bastam as atitudes do governo Bolsonaro, que propaga mentiras sobre a pandemia flertando com a morte e apostando no caos social, temos agora a insistência criminosa do ministro Weintraub na manutenção o ENEM em 2020. E para isso usa recursos públicos em uma propaganda falsa e enganosa.

Não haverá ENEM, ministro! E é obrigação funcional do MPF, da CGU e do TCU acusá-lo e processá-lo por uso indevido de dinheiro público e obriga-lo a devolver centavo por centavo do gasto com propaganda indevida.

É hora de solidariedade! Solidariedade com os estudantes que não contam com acesso à internet em suas casas para aulas virtuais.
Solidariedade com os estudantes que não tem computadores nem recursos para pagar a internet.

Desobediência civil já!

Boicote o ENEM!"

domingo, 5 de abril de 2020

Segunda-feira (06) começa o período de justificativa e a isenção do Enem 2020

Nesta segunda-feira (06), começa o período de justificativa de ausência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019) e a solicitação da isenção da taxa de inscrição do Exame  do Ensino Médio (Enem 2020) pela web. O período começa a partir das 10 horas e vão até às 23h59 do dia 17 de abril, através da Página do Participante (site do Enem) ou aplicativo nas lojas virtuais.

Os candidatos que solicitaram a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2019) e não compareceram nos dois dias de provas deverão anexar algum documento oficial, que justifique a sua ausência no Enem, tais como, assalto/furto, acidente de trânsito, morte de família, por motivos de doenças, declaração da empresa com CNPJ, atividade acadêmica e similares.

Automaticamente isento: Cursando a última série do ensino médio em 2020 (censo escolar), em rede pública de ensino;
Lei Federal de Renda Baixa: Cursou todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, além de ter renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio;
Cadastro no CadÚnico: Está em situação de vulnerabilidade socioeconômica por ser membro de família de baixa renda, devendo informar o Número de Identificação Social (NIS) – bolsa família

segunda-feira, 30 de março de 2020

Ministério da Educação prevê reinício das aulas só maio

Ministério da Saúde enviou, na manhã deste sábado (28), um documento aos estados com um plano de transição à quarentena, adotada para ajudar no combate à pandemia do novo coronavírus. A proposta prevê que escolas e universidades sigam fechadas até o fim de abril, com possibilidade de extensão para o mês de maio.
O planejamento também sugere que pessoas do grupo de risco, incluindo idosos, fiquem afastadas de atividades sociais e trabalho por três meses. Há ainda outras medidas de isolamento para o resto da população, como veto a cinemas, eventos e cultos e incentivo ao home office.
O plano, enviado aos secretários de saúde, ainda prevê outras ações. Para bares e restaurantes, por exemplo, a sugestão é reduzir em 50% a capacidade instalada e reforço de ações de prevenção.
Aos trabalhadores informais, o documento traz a proposta que sejam contratados como uma espécie de "promotores de saúde" durante o período de emergência. Assim, eles teriam funções como orientações à população nas ruas e identificar idosos e enviá-los às suas casas.
A proposta do plano é dar aos estados estratégias de transição para a quarentena. Porém, não esclarece se aqueles que já adotaram medidas mais restritivas teriam que flexibilizá-las.
Na manhã deste sábado (28), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convocou ministros para uma reunião no Palácio da Alvorada. Bolsonaro tem defendido o isolamento vertical - ou seja, aquele que mantém em restrição social apenas pessoas acima de 60 anos e grupos de risco. O presidente também quer liberar todas as atividades comerciais, além de igrejas e templos.
O projeto do Ministério da Saúde se alinharia, em partes, às ideias de Bolsonaro, como a abertura de bares em metade da capacidade e ao frisar o afastamento de idosos. Por outro lado, ao indicar o home office e vetar cinemas, eventos e cultos, endossam ações já realizadas em outros locais, como Salvador.
Segundo o documento, a previsão é que o plano seja anunciado oficialmente antes da Páscoa, a partir de 6 de abril, para evitar aglomerações

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Fim do Enem?

Por Ayne regina Gonçalves Salviano


Foto: Jornal de Jales
Em 1998, o MEC (Ministério da Educação) criou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para avaliar a qualidade do ensino médio no Brasil. Nesses mais de 20 anos da prova aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), muito mudou. 
Se no início ela não era bem vista por uma ala da Educação, hoje o exame é, indiscutivelmente, a principal porta de entrada para as universidades públicas federais, além de instituições de ensino estaduais e particulares, brasileiras e estrangeiras. Também é por meio da nota do Enem que os estudantes conseguem o Fies (Financiamento Estudantil) ou o Prouni (Programa Universidade para Todos).
O Enem é a segunda maior prova do mundo. Só perde para o exame chinês de acesso ao ensino superior. Em 2019, aproximadamente 4 milhões de brasileiros se inscreveram para a prova, que foram realizadas nos dois primeiros domingos de novembro. 
Na primeira etapa, no dia 3, uma foto da proposta de redação foi divulgada nas redes sociais minutos antes do início da prova colocando em xeque a lisura do exame. Também uma questão da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias teve de ser cancelada posteriormente porque já havia sido usada no ano anterior. 
Mas o pior ainda estava por vir. Depois da divulgação das notas agora em janeiro, ficou comprovado que houve erro na correção das provas. Primeiro, o assunto foi negado pelo Ministério da Educação. Depois, assumido, mas contabilizado para a gráfica que rodou as provas. Entretanto, nenhuma medida transparente foi anunciada pelo governo federal para acalmar os 3,5 milhões de candidatos que estão disputando as míseras vagas públicas. 
Para piorar a situação, um corretor de redação, que não teve o nome divulgado, afirmou ao jornalista Reinaldo Azevedo que também as correções dos textos foram negligenciadas em comparação aos anos anteriores. No passado, se dois corretores tivessem discordado em 80 pontos de cada um dos cinco critérios de correção, a prova era corrigida por um supervisor, o terceiro corretor. O mesmo ocorrendo se as notas finais dos dois primeiros corretores se diferenciassem em 100 pontos. De acordo com a entrevista publicada, os supervisores não foram acionados para milhares de correções.
Por todas estas incongruências, o Ministério Público Federal solicitou que a Justiça Federal suspendesse os calendários do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Prouni e Fies. A medida foi derrubada na Justiça pelo governo federal e as aprovações pelo Sisu foram comemoradas por boa parte dos candidatos enquanto outros permanecessem sem entender o que ocorreu.
O que deve acontecer com o Enem? O Enem vai acabar? São essas as perguntas que meus alunos mais me fazem. Na minha humilde opinião, o Enem 2019 não se mostrou confiável. Mas a prova não deve ser extinta. Precisa, sim, ser melhorada, ampliada, tornar-se novamente confiável, pois é um meio democrático de se atingir o ensino superior. 

Ayne Regina Gonçalves Salviano
(É jornalista, professora e gestora educacional na Damásio Educacional e Criar Redação em Araçatuba)

Crédito: Jornal de Jales

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Resultado do Enem 2019 sai esta semana; veja como acessar

Os estudantes que realizaram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 nos dias 03 e 10 de novembro de 2019 já estão prestes a conheceram as notas oficiais obtidas no exame. Na próxima sexta-feira, dia 17 de janeiro, toda a ansiedade termina com a divulgação dos resultados individuais do Enem 2019.

A nota individual poderá ser acessada pela Página do Participante, no portal ou no aplicativo do Enem. No entanto, é comum que o candidato não lembre mais a senha de acesso. Para isso, de acordo com o Ministério da Educação, o sistema do Enem permite a recuperação da senha cadastrada, que será usada para dar mais novos passos na vida educacional.

Após a divulgação das notas, os participantes vão poder buscar vagas nas instituições de educação superior. As principais formas de usar a nota do Enem são:

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Professor do Piauí é condenado a pagar indenização por danos morais a ex-Ministro da Educação

Professor Landim Neto recorreu da decisão e diz que é um ato de "censura e fere o direito de expressão" - Arquivo Pessoal

Um professor piauiense foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil por uma postagem que viralizou na internet, envolvendo a gestão do ex-ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho. A publicação que irritou Mendonça Filho, ministro do governo Michel Temer entre 2016 e 2018, foi parar nos Trending Topics do Twitter em 2016. A postagem tinha como título: "É preciso enxugar regalias dos professores para equilibrar cofres de estados e municípios, diz governo federal". A mensagem trazia uma foto o ex-ministro, porém não esclarecia se a declaração era dele.

O post usava aspas em nomes de "burocratas do MEC" e "governo federal" afirmando que o Ministério considerava regalias aos professores o piso nacional, férias de 45 dias, aposentadoria especial e descanso pedagógico. Em um trecho, a mensagem diz: "...que outro trabalhador possui tantas regalias? É preciso enxugar tudo isso ou o país continuará quebrado", "dizem burocratas do MEC". O ministro acusou o professor de português, João Rosa Paes Landim Neto, 57, de disseminar fake news e acionou a Advocacia Geral da União para ingressar com ação por danos morais. A publicação ocorreu no site Mídia Popular, que pertence ao professor Landim Neto.

O professor Landim Neto informou que seu advogado já recorreu da decisão, ao Tribunal Regional Federal (TRF), da 1ª região, em Brasília. Landim, que recebe R$ 1,6 mil de salário, diz que a decisão é um ato de "censura e fere o direito de expressão". "Não existe a menor chance de eu pagar a indenização. Mesmo que tivesse o dinheiro não pagaria, porque é uma decisão injusta e caracteriza perseguição política. É uma ação típica de governo autoritário, que ataca o direito dos trabalhadores e não aceita qualquer contestação", disse o professor ao UOL.

Crédito da matéria: educação.uol.com.br

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

VOTE NÃO PARA PERMITIR A AUTONOMIA DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Senado Federal - Programa e-Cidadania - Consulta Pública

Diariamente tomamos conhecimento do verdadeiro massacre que o Ministério da Educação do Governo Bolsonaro vem fazendo com a Educação brasileira. Corroído de ódio contra o sistema brasileiro de educação, o governo tenta a todo custo impor as mais esdrúxulas situações de humilhação ao celeiro de conhecimento que representa as IES brasileira, tanto no cenário nacional quanto no internacional.

O Senado Federal está realizando Consulta Pública com relação à Medida Provisória 914/2019, que versa sobre a interferência do Presidente da República no democrático processo de escolha dos Reitores das Universidades Federais.

Convidamos as pessoas que acessam o nosso Blog a votarem NÃO e assim opinarem contra essa verdadeira paranoia que representa o fracasso de um processo que levou décadas para ser consolidado e que dá às Universidades o caráter democrático que as mesmas devem ter.

Clique no link:
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=140379&voto=contra

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Sisu, Prouni e Fies: veja datas para o 1º semestre de 2020

Os candidatos que fizeram a edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão ver o resultado em 17 de janeiro de 2020. Com as notas em mãos, os estudantes devem ficar atentos aos cronogramas do primeiro semestre do Sisu, do Prouni e do Fies, que já foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC).
Veja abaixo as datas:

Sisu

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema do MEC que reúne centenas de milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu em 2020, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019, e não ter tirado nota zero na prova de redação.
Cronograma do Sisu 2020:
  • Abertura das inscrições: 21 de janeiro
  • Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro
  • Resultado: 28 de janeiro

Prouni

O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais em universidades privadas em cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica. O programa tem dois critérios de avaliação: desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a avaliação da renda familiar.
Cronograma do Prouni 2020:
  • Início das inscrições: 28 de janeiro de 2019
  • Fim das inscrições: 31 de janeiro de 2019 (às 23h59)
  • Primeira chamada: 4 de fevereiro de 2019
  • Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 4 a 11 de fevereiro de 2019
  • Segunda chamada: 18 de fevereiro de 2019
  • Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro de 2019
  • Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março de 2020

Fies

O Programa de financiamento Estudantil (Fies) é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas e, atualmente, possui duas categorias: a primeira, oferece vagas com juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos. Já a segunda, chamada P-Fies, é direcionada para os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.
Cronograma do Fies 2020:
  • Inscrições: 5 a 12 de fevereiro
  • Pré-seleção: 26 de fevereiro
  • Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março

Universidades particulares

As notas do Enem também podem ser usadas nas universidades particulares que não participam do Prouni, mas utilizam a nota no lugar do vestibular próprio. Elas podem estabelecer regras para o processo seletivo, que é desvinculado de qualquer programa do governo.
Universidade de Coimbra, em Portugal é uma das universidades do país que aceitam o Enem. — Foto: Divulgação/Universidade de CoimbraAlém disso, mais de 40 universidades em Portugal também aceitam o exame como forma de ingresso.

sábado, 21 de dezembro de 2019

Formação de professores fica mais longa e mais voltada para prática

sala de aula

A formação dos professores no Brasil vai ficar mais longa e passar a ter maior foco na prática. As medidas estão previstas em resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) homologada pelo Ministério da Educação (MEC). 

A portaria que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica - (BNC-Formação) foi publicada hoje (20) no Diário Oficial da União

Os cursos de licenciatura, para a formação de professores, passam da atual duração de três para quatro anos, ou 3,2 mil horas. Dessas 800 horas, o equivalente a um quarto do curso, devem ser voltadas para a prática pedagógica. 

A prática pedagógica deve, obrigatoriamente, ser acompanhada por um professor da instituição formadora e por um professor experiente da escola onde o estudante a realiza. 

Apesar da parte da formação dedicada exclusivamente à prática, a resolução estabelece que a prática deve estar presente em todo o percurso formativo do licenciando, “com a participação de toda a equipe docente da instituição formadora, devendo ser desenvolvida em uma progressão que, partindo da familiarização inicial com a atividade docente, conduza, de modo harmônico e coerente, ao estágio supervisionado”. 

A formação dos futuros professores também terá um maior foco na chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que deverá ser aprendido pelos estudantes de todo o país no ensino infantil, fundamental e médio.

Fonte: Agência Brasil

Fies passará a exigir 400 pontos na redação do Enem


Segundo o Ministério da Educação (MEC), algumas mudanças no Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) são necessárias para garantir garantir “a meritocracia como base para formar profissionais ainda mais qualificados”. Dentre essas modificação estão a exigência de 400 pontos na Redação como nota mínima para o financiamento que até então não havia essa exigência.

Esse mesmo critério era usado para seleção de estudantes para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que oferta vagas em universidades públicas, e para o ProUni (Programa Universidade para Todos), que oferece bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior.

Agora, além da nota mínima na redação, continua valendo a regra de nota média mínima de 450 pontos nas provas objetivas do Enem. Ficou também mais difícil mudar de curso dentro da instituição de ensino.

Nesse novo formato, para serem transferidos, os estudantes beneficiados pelo Fies precisam ter resultado igual ou superior à nota de corte do curso de destino desejado.

Outra mudança que não agradará a muitos diz respeito à redução de vagas em 2021. Das atuais 100 mil vagas, passará a apenas 52 mil vagas. 

Um dos principais motivos para as mudanças feitas nas regras do Fies, de acordo com gestões anteriores do MEC, é a alta inadimplência no programa, ou seja, estudantes que contratam o financiamento e não quitam as dívidas.

O percentual de inadimplência registrado pelo programa chegou a atingir 50,1% de acordo com dados do MEC. Em 2016, o ônus fiscal do Fies foi de R$ 32 bilhões, valor 15 vezes superior ao custo apresentado em 2011.

O comitê gestor aprovou agora a possibilidade de cobrança judicial dos valores devidos. A judicialização poderá ser feita no caso dos contratos firmados até o segundo semestre de 2017 com dívida mínima de R$ 10 mil. O ajuizamento deverá ser feito após 360 dias de inadimplência na fase de amortização, ou seja, do pagamento em parcelas dos débitos.

As medidas não foram bem aceitas por instituições de ensino privadas. Para o diretor executivo da Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior), Sólon Caldas, as mudanças “vão acabar de enterrar o programa”. Ele defende um modelo novo, que atenda à necessidade da sociedade e acrescenta: “O Fies precisa ser visto pelo governo como investimento na educação.”

De acordo com Caldas, os estudantes que cumprem os critérios socioeconômicos exigidos pelo Fies juro zero geralmente não atendem aos critérios de nota, gerando um “gargalo no programa”. Ele diz ainda que o P-Fies, contratado junto aos bancos, “não resolve o problema”.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

AGORA DEU RUIM: BOLSONARO QUER PROFESSORES TRABALHANDO AOS DOMINGOS

Mais armas, menos educação: professores e estudantes marcam Dia Nacional de Luta

A consultoria do Senado produziu uma nota técnica que diz que liberar o trabalho de professores aos domingos, como proposto pela medida provisória do Emprego Verde e Amarelo, fere a Constituição. Os especialistas argumentam que é comum professores terem dois trabalhos ao mesmo tempo e que isso poderia gerar a impossibilidade de descanso.

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "apesar das críticas à medida provisória terem se avolumado, o Ministério da Economia não crê que ela seja devolvida por uma razão legal. O time de Paulo Guedes não vê afronta à Constituição."

domingo, 24 de novembro de 2019

Professor Pasquale: “Bolsonaro mergulhou Brasil na ignorância e mediocridade”

Pasquale Neto alfineta Bolsonaro e Ministro da Educação
Um dos mais renomados professores de Gramática da Língua Portuguesa, autor de vários livros didáticos, Pasquale Cipro Neto nunca foi afeito a tecer comentários sobre governos e suas ações. Defensor não só da Gramática Normativa, Pasquale tem sido um defensor da necessidade de investimentos maciços na educação.

Desta feita, o professor externa, através da Revista Fórum, detona o Ministro da Educação do Governo Bolsonaro como um "iletrado". Em Lisboa, onde proferiu palestra recentemente, ele diz que,  tanto o presidente quanto seu ministro provocam um “pandemônio” no país. “Fim do mundo. O sujeito toda vez que se manifesta revela que é um iletrado. E por aí vai. É só incentivo à brutalidade, à violência, ao assassinato, ao crime, à invasão, à grosseria”, acrescentou.

As restrições do professor também são direcionadas a Abraham Weintraub, ministro da Educação. “É uma usina que não tem freio, próximo ao descalabro. E com o incentivo que há hoje com a grosseria. O ministro da Educação é um iletrado. Iletrado. E fica por isso mesmo. Imagina se alguém de algum governo do PT tivesse dito uma, uma só, ou escrito, uma só, das pataquadas que esse indivíduo fala ou escreve. Imagine o que teria acontecido”, afirmou.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

ENEM: LITERATURA


O ENEM não tem uma lista de livros obrigatórios, o que leva muitos estudantes a imaginar que não precisam ler nada para fazer uma boa prova. No entanto, de acordo com especialistas, a realidade é diferente: “embora a prova do ENEM não cobre livros específicos, há períodos e autores que aparecem com mais frequência”, afirma Cícero Gomes, da Evolucional, startup de educação baseada em evidências que realiza simulados modelo ENEM.
A prova do ENEM tem uma clara tendência à cobrança de autores e obras da Literatura Contemporânea e do Modernismo. “Considerando não só a aplicação principal, mas também a segunda aplicação, a prova PPL (para Pessoas Privadas de Liberdade), os exames cancelados e as provas em Libras, entre 2014 e 2018, o ENEM cobrou 63 itens de literatura contemporânea e 54 de Modernismo”, diz Cícero. “Todas as outras escolas literárias cobradas (Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Romantismo, Pré-modernismo, Barroco, Arcadismo, Classicismo, Simbolismo e Trovadorismo) somam apenas 27 itens nesses cinco anos”, completa o especialista.
E dentro das escolas literárias, existem autores preferidos pela banca elaboradora do ENEM? Ainda de acordo com análises feitas pela Evolucional, a resposta varia de acordo com o período. “Na Literatura Contemporânea, há uma variedade muito grande. Apenas alguns autores, como Chico Buarque e Luis Fernando Veríssimo, aparecem mais de uma vez nos últimos cinco anos.”, explica Cícero.
Leia aqui matéria na íntegra do Portal Cidade Verde

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

A 6 dias do Enem, 1,2 milhão de inscritos não sabem local da prova

A menos de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cerca de 1,2 milhão de participantes ainda não sabem onde farão a prova, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Esses estudantes ainda não acessaram o Cartão de Confirmação da Inscrição, que está disponível na Página do Participante e no aplicativo do Enem, que pode ser baixado nas plataformas Apple Store e Google Play.
Segundo balanço divulgado hoje (28) pelo Inep, 3,9 milhões de participantes, o equivalente a mais de 76% dos quase 5,1 milhões de inscritos no Enem 2019, acessaram o Cartão até a manhã desta segunda-feira.
Além do local de prova, os estudantes podem conferir, no cartão, o número da sala onde farão o exame; a opção de língua estrangeira feita durante a inscrição; e o tipo de atendimento específico e especializado com recursos de acessibilidade, caso tenham sido solicitados e aprovados, entre outras informações. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro em 1.727 municípios brasileiros.
Declaração de comparecimento
Quem precisa comprovar presença no dia de prova do Enem deve imprimir a Declaração de Comparecimento personalizada, também disponível na Página do Participante. Para esses casos, de acordo com o Inep, é indispensável que a declaração seja impressa e entregue ao aplicador no dia do exame.
O instituto esclarece que não fornece comprovante de participação após o dia da prova. Para o primeiro dia do Enem, a declaração já está disponível. No dia 4 de novembro, dia seguinte ao primeiro domingo de aplicação do exame, o Inep disponibilizará a Declaração de Comparecimento do segundo domingo de provas, em 10 de novembro.
Recomendações
O Inep recomenda que os participantes imprimam o cartão de confirmação e, aqueles que precisam, imprimam a declaração de comparecimento e levem os dois para a aplicação do exame.
Uma vez sabendo o local de aplicação, a dica é que os participantes façam o trajeto de casa até o lugar, para avaliar a duração do trajeto no dia da prova. Isso para que os estudantes conheçam o percurso e saibam o tempo que vão gastar de casa até o local da prova.
No dia do Enem, a dica é chegar no local com antecedência. Os portões abrirão às 12h, pelo horário oficial de Brasília, e serão fechados às 13h.
Devido a diferenças de fuso horário no país, o Ministério da Educação (MEC) divulgou a hora local de aplicação do Enem em diferentes regiões.
Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior.
Os estudantes podem ainda concorrer a bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Fonte: Agência Brasil

sábado, 22 de junho de 2019

OAB denuncia Ministro da Educação por chantagem

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Comissão de Educação do Senado Federal Foto: Jorge William
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Comissão de Educação do Senado Federal Foto: Jorge William
Sem um projeto de Educação para o Brasil, o atual Ministro resvala em episódios um tanto grotescos para um país que só saíra da pobreza se investir em Educação.

Para a OAB, que entrou na justiça com pedido de suspensão de bloqueio orçamentário, a ação do Ministro não passa de "chantagem" contra as Universidades brasileiras.



quinta-feira, 20 de junho de 2019

Como falar em educação de qualidade com um salário vergonhoso

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Professores piauienses em greve - 15 de junho 2019
Os dados são verdadeiras bofetadas no rosto da docência brasileira, especialmente a do Piauí: os professores são os que recebem os piores salários em um universo de 40 países. Os dados vêm de pesquisa realizada pela OCDE, divulgada ontem (19/06), e mostrou também que esses mesmos professores têm um dos piores poder de compra.

Ainda mendigamos um vergonhoso piso, que os governos (inclusive o do Sr. Wellington Dias - PT Piauí) massacram para implantar, como se não fosse algo legal e que estivessem fazendo algum favor. A pesquisa mostra que ao longo da carreira docente, praticamente não há diferença salarial.

Segundo a pesquisa, "para comparar o poder de compra do salário estatutário dos professores entre os países, são usados dados sobre os salários iniciais estatutários dos professores, expressos em termos de paridade de poder de compra". Enquanto um professor de um país que realmente valoriza a educação recebe U$ 3.570 mensais - nos anos iniciais da carreira -, pasme!, o brasileiro só chega a U$ 1.164 mensais.

Em matéria do Jornal O Globo, diz que "a pesquisa mostra que os professores brasileiros não apresentam ganho salarial ao longo dos anos trabalhados, algo que só se repete na Estônia e na Letônia, ambos ex-integrantes da União Soviética. Nos demais países, ao longo dos anos os professores recebem aumentos salariais como parte de planos de carreira".

A bem da verdade, o que temos mesmo é uma farsa quanto à educação. Não se pode perseguir o ideal quando não se valoriza aos profissionais que fazem as coisas acontecerem, os que estão no batente diário.

O "faz-de-conta", inclusive o do Piauí, é algo vergonhoso. O que se ver na realidade é a encenação midiática, bem ao gosto dos gestores das "selfs".


Mais informações Inquérito OECD