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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Record terá que exibir programas sobre religiões de matriz africana após ser condenada


Após um longo processo judicial de 15 anos, Record TV e Record News entraram em acordo com o Ministério Público Federal, que moveu uma ação junto ao Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Itecab) e o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (Ceert).

Condenados por terem veiculado agressões a religiões de matriz africana, o canal pago de Edir Macedo terá que exibir três programas educativos sobre as religiões e um com teor documental – os quatro terão 20 minutos cada, informou o jornal O Globo.

Itecab e o Ceert serão responsáveis pela criação do material, que será bancado pelo Grupo Record. Além disso, o Grupo terá que pagar R$ 300 mil para cada um dos órgãos, totalizando R$ 600 mil de penalidade.
Os programas terão que passar pela aprovação da companhia antes de irem ao ar. Cada um será transmitido três vezes. A Record TV não terá que exibir o material, o que antes era umas das exigências da ação.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Primeira turma de Yorubá recebe certificados no Memorial Zumbi dos Palmares

Pela primeira  vez uma ação cultural e intelectual que mivementou boa parte da comunidade dos terreiros de Umbanda e Candoblé. De iniciativa do Governo Estadual, foi oferecido curso de Yorubá, língua africana mais falada pelas religiões de matriz africana.

Ficamos por demais satisfeitos, vez que é patente o preconceito em relação às religiões de matriz africana, relegadas a patamares inerirores em relação às religiões cristãs.

Acesse matéria completa AQUI  

terça-feira, 23 de junho de 2015

O pau tá cantando entre Boechat e malafaia


Em resposta ao jornalista Ricardo Boechat  que disse que o pastor Silas Malafaia "procurar uma rola", quando o pastor interagia em seu Twitter no momento que ele falava, chamando-o de equivocado, o pastor gravou um vídeo no mesmo dia, na última quarta-feira. Na resposta, além de prometer processar o radialista, Malafaia disse que ia engolir Boechat inteiro. A discussão era sobre liberdade religiosa, por causa do caso da menina de 11 anos que levou uma pedrada no Rio de Janeiro enquanto andava com roupas do Candomblé.



Não foi a primeira vez que o pastor se confundiu em suas resposta ou deu declarações estranhas, em 2013 ele disse que iria "funicar" o militante Toni Reis. A palavra, inexistente na língua portuguesa, lembra o verbo furnicar, que bem, é exatamente contra o que o pastor prega, ou seja, sexo. A vida real é bem mais divertida e cheia de piadas prontas!
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Estado laico? Por liberdade religiosa, cultos afro lutam contra o preconceito em vários níveis

Religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, exercem forte influência na cultura brasileira, no entanto, comunidades de terreiro são estigmatizadas e alvos de ódio
por Patricia Iglecio, da RBA publicado 19/09/2014 11:57
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tomaz silva/agência brasil
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Samba, carnaval, acarajé, feijoada e jogos de búzios são elementos populares da cultura brasileira de origem africana
São Paulo – O dia 21 de setembro será marcado, no Rio de Janeiro, pela realização da 7ª edição da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. A mobilização é uma iniciativa da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR) e coloca cada vez mais pessoas nas ruas pela liberdade de culto. Neste ano, com a disputa eleitoral em curso, a entidade busca sensibilizar a sociedade sobre o tema, reivindicar mais ação do poder público diante à violência e discriminação contra comunidades religiosas vulneráveis no Brasil, representar politicamente esses grupos e combater os discursos de ódio. Além disso, o evento estará pautado por acontecimentos recentes que expõem os perigos do fundamentalismo religioso que confronta direitos humanos e agride os princípios do Estado laico, inclusive o crescimento de denúncias de ataques a cultos afro-brasileiros em órgãos como a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Ordem dos Advogados do Brasil.

Em 2008, ano em que a CCIR foi criada, 20 mil pessoas aderiram a 1ª edição da caminhada. O maior público se deu na 5ª edição, em 2012, quando 210 mil lotaram às ruas do Rio de Janeiro. A comissão é uma organização da sociedade civil, criada por lideranças religiosas de umbanda e candomblé, mas que agrega espíritas, judeus, católicos, muçulmanos, malês, bahá’ís, evangélicos, hare Krshnas, budistas, ciganos, wiccanos, seguidores do Santo Daime, ateus e agnósticos.

Outras entidades sociais e ainda representantes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, do Ministério Público e da Polícia Civil a compõe. Como é o caso do delegado Henrique Pessoa, titular da 79ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro. Ele atua na área desde 2009, com a atenção voltada às religiões afro-brasileiras, que, de modo geral, localizam-se em regiões de vulnerabilidade social e são estigmatizadas.

O delegado conta que a entidade foi criada por religiosos que observavam um aumento da violência contra as comunidades. Recentemente, ele mesmo se viu numa situação de conflito físico motivada por intolerância. Atacado por 20 evangélicos neopentecostais no último dia 3, entrou em confronto com o grupo liderado pelo pastor Tupirani da Hora Lopes, da igreja evangélica neopentecostal Geração Jesus Cristo. Henrique Pessoa alega que é perseguido pelo grupo desde que assumiu as bandeiras da defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos das comunidades afro.

sábado, 11 de maio de 2013

Umbanda abençoa a união entre casal homossexual


O comerciário Fábio Agnes, 32 anos, esteve casado com uma mulher pelo civil e religioso por aproximadamente dois anos. Foi o tempo necessário para se aceitar e ter convicção de sua opção sexual. Desde cedo o santa-cruzense percebia que era diferente, mas o medo do preconceito protelou suas escolhas. Agora, convicto de quem é, Agnes começou uma nova vida. Na noite de sábado, casou-se com Cassiano Gonçalves, 30 anos, seu companheiro desde maio do ano passado.
O casamento aconteceu na Casa de Religião Africana Nação Ijexá, do Pai Beti de Bará, mesmo templo que realizou a primeira união gay da cidade, em abril do ano passado. Vestidos de branco, sob as bênçãos dos caboclos da umbanda, os dois realizaram o sonho do matrimônio, sem medo de julgamentos. O sim foi testemunhado por familiares, amigos e frequentadores do local. “Ser diferente é normal. O importante é ser feliz, independente das nossas escolhas”, afirma Agnes.
O relacionamento entre Fábio e Cassiano começou por acaso, sem intermediários, no Centro de Santa Cruz. “Quando chegou a hora, nossos caminhos se cruzaram”, relata Gonçalves. Para o frentista, que desde cedo aceitou sua homossexualidade, as pessoas têm apenas uma vida e precisam aproveitar cada minuto ao máximo, sem medo da intolerância. Com o apoio de suas famílias, o casal procurou o suporte da umbanda para formalizar o relacionamento. “Aqui sabemos que não há preconceito”, reforça Fábio Agnes, frequentador da casa há vários anos.
Casados oficialmente no religioso, agora eles planejam a união também no civil e já organizam a lua de mel, que deve acontecer no final do ano. Futuramente, cogitam a possibilidade de adotar uma criança, para a família ficar completa.
“Somos todos iguais, apenas nossas escolhas são diferentes”, reforça Agnes. Diante da recente polêmica gay no País, inflamada pelas declarações do deputado Marco Feliciano (PSC), os recém-casados reforçam que homossexualismo não é doença. “Se as pessoas não nos aceitam, que pelo menos nos respeitem. A sociedade seria muito mais feliz.”
“As pessoas têm livre arbítrio”
Segundo o pai Beti de Bará (foto), a Casa de Religião Africana Nação Ijexá já realizou três uniões entre casais do mesmo sexo, sendo duas cerimônias. A primeira, no ano passado, casou Caroline Gonçalvez e Eliane Lord. Neste final de semana, foi a vez de Fábio Agnes e Cassiano Gonçalves. “A umbanda nos ensina a amar. Se a gente ama, o preconceito tem que ficar em segundo plano”, opina. Dentro da religião, a comunidade gay encontra apoio e compreensão. “Recebemos todos os casais de braços abertos.”
Na umbanda, as cerimônias de casamento são praticamente iguais às demais, com direito à aliança e certidão de matrimônio. Nesse final de semana, a decoração com flores e bolo garantiu um ar ainda mais especial para a união, prestigiada por convidados dos noivos e frequentadores da casa. “Uma das nossas bandeiras é tentar introduzir a aceitação de tudo e de todos. As pessoas têm livre arbítrio e podem escolher o que é melhor para si”, salienta pai Beti.