Postagem em destaque

BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?

Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...

Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador religião. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Por que o Rio Grande do Sul é o estado com mais adeptos de religiões de matriz africana?



    Um dado do Censo 2022 surpreendeu muita gente: o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com o maior percentual de praticantes de religiões de matriz africana. São mais de 306 mil pessoas — o que representa 3,2% da população gaúcha. Mas por que justamente um estado do Sul, historicamente associado à imigração europeia, lidera esse ranking?
    
A resposta envolve história, resistência e, principalmente, consciência.
  Especialistas explicam que o RS tem se destacado por promover ações consistentes contra o racismo religioso e por valorizar as expressões culturais afro-brasileiras. Lideranças de terreiros, movimentos sociais e instituições civis atuam juntas para defender a liberdade de culto e combater o preconceito contra religiões como o Candomblé e a Umbanda.
    Outro ponto importante é o reconhecimento do passado escravocrata do estado. Ao encarar essa herança histórica de forma crítica, parte da sociedade gaúcha passou a apoiar políticas de valorização da cultura afro e ações de reparação simbólica.
    Além disso, os terreiros no RS são bastante organizados. Muitos estão reunidos em federações, desenvolvem projetos sociais e mantêm diálogo com o poder público. Essa visibilidade favorece não apenas a preservação das tradições, mas também fortalece a identidade dos praticantes.
    Em um país onde o preconceito contra religiões de matriz africana ainda é alarmante, o avanço do Rio Grande do Sul representa um exemplo de resistência e transformação. Mais do que estatística, esses dados revelam um processo de afirmação cultural e espiritual que precisa ser reconhecido e respeitado.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

O racismo institucional


    
Todos os dias, vemos nas manchetes dos noticiosos brasileiros, uma verdadeira onda de racismo. São agentes públicos de toda natureza - desde vereadores, desembargadores e a maioria policial - aumentando significativamente o número de denúncia a esse crime, que deixa transparecer o quanto temos que evoluir e a quantos andam o nosso sentimento ao próximo.
    Com o aumento das denúncias de racismo e injúria racial, muitos dos que viviam à sombra do preconceito que golpeia a nossa sociedade, hoje se acham encorajados, até mesmo por força de mandatos eleitorais, a apresentarem as garras contra a maioria da população brasileira. 
    Combatido exaustivamente por grupos que lutam pelas liberdades individuais e o respeito à diversidade brasileiras, já se evoluiu muito com relação a tão horrenda violação dos direitos fundamentais do cidadão. O racismo tem origem em construções sociais e históricas que hierarquizaram grupos humanos com base em características físicas, como a cor da pele. Ele se consolidou durante a colonização europeia, que justificava a exploração e escravização de povos africanos e indígenas por meio de teorias pseudocientíficas. Essas ideias se perpetuaram em instituições e práticas culturais, reforçando desigualdades ao longo do tempo.  
    E pasmem, tramita  na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, Projeto de Lei 254/22, que pode desencorajar denúncias de racismo.
    O texto, proposto pela deputada Bia Kicis (PL-DF) e outros parlamentares bolsonaristas, tenta incluir na Lei Caó (7.716) — que define o que é racismo —- o crime de "falsa acusação de nazismo". Se aprovado, acusar alguém falsamente de ser nazista será crime punível com reclusão de dois a cinco anos e multa.
    A Promotora de Justiça Lívia S'Antana Vaz, uma das vozes mais experientes de combate ao racismo no Brasil, diz que: “Em dez anos, eu nunca tive um caso em que um réu diz: 'sim, eu sou racista' ou 'eu tive a intenção de discriminar'. É sempre 'a minha intenção nunca foi ofender ninguém'.
    O discurso de ódio, que tem fundamentado várias discriminações, é apontado como 'exercício da liberdade de expressão' — liberdade de expressão essa que não é um direito absoluto, mas um direito que precisa ser harmonizado com os outros. O que a gente precisa é usar a proteção constitucional, os direitos fundamentais, os argumentos e valores democráticos que estão na Constituição para defendê-la efetivamente, não com distorção de sentido.
    Esse projeto de lei vai se utilizar dos nossos argumentos constitucionais, dos mesmos argumentos utilizados para defender direitos fundamentais, para defender práticas antidemocráticas. Essas pessoas já estão protegidas pela ordem jurídica de possíveis acusações falsas. Já existem, pelo menos, dois tipos penais específicos para essa proteção. Trazer uma proteção, ainda mais específica, tratando da falsa imputação de nazismo para a lei pode ser um mecanismo de inibição.”

Confira no nosso blog:

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

"Cabelo crespo não é de crente"




Pastor recusa batizar garota de cabelo crespo em Jacobina: 'não é cabelo de crente'Certamente que essas palavras, de cunho estupidamente racista, proferidas por um pastor da cidade baiana de Jacobina, não representa a maioria do pensamento das Igrejas Evangélicas, principalmente a Assembleia de Deus que tem uma postura diferente de muitas de suas co-irmãs.

Incrivelmente destoados do tempo atual e da realidade étnica brasileira, alguns pastores e líderes protestantes nessa onda de achar que o Brasil será Evangélico, têm passado os pés pelas mãos. Atitudes sexistas, homofóbicas, racistas, dentre tantos outros adjetivos abomináveis, têm ganhado os púlpitos onde creem que podem misturar fé e estupidez.

O site Bahia Notícias destacou em suas manchetes a seguinte matéria:

Um pastor da igreja evangélica “Assembleia de Deus” negou-se a batizar uma adolescente negra de 16 anos por causa do seu cabelo. Segundo o líder religioso, a garota não possui “cabelo de crente”. O caso ocorreu em Jacobina, no último dia 11 de novembro. As informações são do portal Alma Preta, do Yahoo Notícias.

A jovem participava de um curso sobre as funções dos ministérios da Assembleia de Deus. Na ocasião, uma palestrante elogiou o cabelo da adolescente e foi repreendida pelo pastor. “Ele pegou o microfone e disse que eu não seria batizada porque meu cabelo não servia para ficar na igreja”, relatou a adolescente.


Indignados com a atitude do pastor, um grupo de amigos da adolescente, todos negros e de cabelos crespos, realizou um protesto pacífico no culto do último domingo (15), no centro de Jacobina.

Segundo a estudante e amiga da vítima, Martha Miranda, de 24 anos, a igreja estava lotada no momento em que o pastor fez a declaração racista. “Tinham várias testemunhas e, no domingo, quando eu e outros amigos fomos visitar a igreja para fazer o protesto, todas as pessoas perceberam o motivo da nossa presença”, conta. 

Martha acrescenta que, após a repercussão do caso, o pastor chamou a adolescente para conversar. “Ele a chamou para uma reunião e disse que ela poderia assinar o formulário de batismo. A situação foi humilhante e em nenhum momento ele pediu desculpas. O pastor ainda disse para ela mudar o cabelo pois, segundo ele, cabelo crespo não é cabelo de crente. Isso a deixou ainda mais chateada e ela deixou de frequentar a igreja”, relatou."

Creio ser de absoluta necessidade a nossa indignação diante de atitudes dessa natureza e que a repercussão, aqui no meu blog, torna-se necessária para que possamos refletir que isso também pode acontecer muito próximo a nós.   

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Alesp aprova pena para quem discriminar religião



Foto: O Estado de São Paulo
Violências, constrangimentos, intimidações. Quando se fala em religião são várias as formas de atos discriminatórios realizados diariamente. O projeto de lei 226/2017, aprovado pelos deputados nesta quarta-feira (21/8), tem autoria da deputada Leci Brandão (PCdoB), e penaliza administrativamente a prática de atos discriminatórios por motivos religiosos. 


"Nos últimos tempos, têm havido muitos casos de agressões, muitas situações de constrangimento em relação às pessoas que são do candomblé, da umbanda. Não estou pensando apenas na minha religião, mas sim em todas. Esse projeto é justamente para que seja penalizado quem cometer essa injustiça, pois todo mundo tem direito de ter seu credo", explica Leci. 



Essas "penalidades administrativas" se definem em advertências, multas, suspensões e até cassações aos agressores. Os relatos discriminatórios devem ser feitos na Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. 



O deputado Gilmaci Santos (PRB) se manifestou favoravelmente ao projeto. "Eu como evangélico poderia levar apenas para um lado, mas o projeto é amplo. Não está falando de uma religião só. Muitas vezes os evangélicos também são muito discriminados, então eu particularmente gostei muito da medida", disse. 



O deputado Arthur do Val (DEM) discursou na tribuna contrariamente à medida. "Você começa a segregar a sociedade em grupos de interesse e você deixa uma subjetividade tomar conta da lei. Eu entendo a boa intenção do projeto, ninguém é favor do preconceito religioso, mas o projeto é ineficiente e vai dar margem, inclusive, para que minorias religiosas sejam atacadas por causa do falso vitimismo de alguns", declarou. 



O projeto aprovado em Plenário segue agora para sanção do governador.


Crédito da matéria: http://regiaonoroeste.com

terça-feira, 9 de julho de 2019

A pedido de evangélicos, Bolsonaro afrouxará obrigações fiscais de igrejas

Bolsonaro participa da Marcha para Jesus, em São Paulo Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
Bolsonaro participa da Marcha para Jesus, em São Paulo Foto: MIGUEL SCHINCARIOL / AFP
Depois de um semestre marcado por atritos e insatisfação com o governo de Jair Bolsonaro, a bancada evangélica conseguiu fazer com que o presidente se tornasse fiador de um pacote que deve flexibilizar as obrigações de igrejas perante o Fisco. Em reunião no Planalto em maio, com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes , Bolsonaro estabeleceu prazo de dois meses para o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, atender a solicitações de parlamentares que contestam multas cobradas de entidades religiosas.

A proposta já conseguiu duas vitórias parciais: o fim da obrigação de igrejas menores se inscreverem no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), já editada pela Receita; e a elevação (de R$ 1,2 milhão para R$ 4,8 milhões) do piso de arrecadação para que uma igreja seja obrigada a informar suas movimentações financeiras diárias.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Religiões afro-brasileiras sofrem com a violência e intolerância


Discriminação e preconceito com candomblé e umbanda são históricos no Brasil, mas registros de ataques têm aumentado nos últimos anos. Avanço dos evangélicos neopentecostais preocupa adeptos.

Na manhã deste 2 de fevereiro, milhares de pessoas vão estar dando as boas-vindas aos primeiros raios de sol nas praias de todo o litoral brasileiro. A Festa da Rainha do Mar, celebração em homenagem à divindade do candomblé Iemanjá, é uma tradição de vários municípios brasileiros.
"É mais do que uma festa, é mais do que uma festa do folclore. E, para as pessoas que creem, é uma festa que tem importância religiosa, simbólica e de obrigação", diz Marcelo Nascimento Bernardo da Cunha, diretor do Museu Afro-Brasil, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
"Não é raro nestas festas ter grupos neopentecostais pregando, demonizando esta festa, dizendo que é um lugar do pecado", frisa Cunha, acrescentando que esse tipo de distúrbio já é antigo. "É o de sempre. No século 19 já existiam esses ataques", lamenta.
Naquela época, o próprio Estado oprimia a cultura trazida pelos escravos vindos da África. "Eram política e cultura forjadas pelo Estado. Os terreiros eram controlados. Foi o Estado que tornou algo natural que esses lugares fossem atacados", afirma.
Diariamente, vê-se na imprensa casos de intolerância religiosa, algumas manifestações chegam até mesmo à violência física. Isso traz uma preocupação muito grande para os adeptos das religiões de matriz africana e requer de toda a sociedade grande mobilização para que se estanque esse tipo de violência.
A Agência Brasil traz interessante matéria sobre o assunto.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Denúncias de ataques a religiões de matriz africana sobem 47% no país

                         Presidente do Movimento Umbanda do Amanhã, Marco Antônio Pinho Xavier (no centro) já registrou mais de 30 boletins de ocorrência relacionados a intolerância religiosa: “Recebo muito xingamento, ameaça de morte” Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

RIO — Armados, seis homens acabam com uma cerimônia de saudação a Oxalá em Camaçari (BA). Enquanto roubam as vítimas, agridem verbalmente os presentes, adeptos do candomblé, associando a religião a demônios. O babalorixá Rychelmy Esutobi, líder do local, é espancado.

O Globo traz matéria bem interessante sobre esse tema que não nos quer calar. Por que líderes Umbandistas ou de religiões de matriz africana são tão perseguido?

"O caso, ocorrido no último dia 13, é um exemplo da violência sofrida por líderes religiosos ligados a matrizes africanas no Brasil, como o candomblé e a umbanda.

— É um momento de muita dor e reflexão. A gente ver o nosso sagrado ser profanado e ser agredido nos dói muito, mas também nos fortalece — afirmou o babalorixá Rychelmy em vídeo postado em uma rede social.

Nos últimos anos, os ataques contra os seguidores dessas religiões aumentaram. Segundo dados do Disque 100, canal do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que concentra denúncias de discriminação e violação de direitos, foram feitas 213 notificações de intolerância religiosa a matrizes africanas, de janeiro a novembro de 2018. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

O número é 47% maior do que o registrado em todo o ano de 2017, quando foram recebidas 145 denúncias. Se em 2014 elas correspondiam a 15% do total de denúncias, hoje representam 59% do número total de reclamações".

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

BOM DIA!!!!!

Para começar bem o nosso dia, bom é pedir proteção à Deus contra todas as ciladas e as "pedras no caminho".

Efésios 6:11


”Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.”

domingo, 12 de abril de 2015

IGREJAS ARRECADAM R$ 20 BILHÕES NO BRASIL EM UM ANO

Igrejas arrecadam R$ 20 bilhões no Brasil em um ano
Líderes religiosos: RR Soares, Edir Macedo, Malafaia, Valdemiro Santiago 

Em um país onde só 8% da população declaram não seguir uma religião, os templos dos mais variados cultos registraram uma arrecadação bilionária nos últimos anos. Apenas em 2011, arrecadaram R$ 20,6 bilhões, valor superior ao orçamento de 15 dos 24 ministérios da Esplanada ou 90% do disponível neste ano para o Bolsa Família. A soma (que inclui igrejas católicas, evangélicas e demais) foi obtida pela Folha junto à Receita Federal por meio da Lei de Acesso à Informação. 

Ela equivale a metade do Orçamento da cidade de São Paulo e fica próxima da receita líquida de uma empresa como a TIM. A maior parte da arrecadação tem como origem a fé dos brasileiros: R$ 39,1 milhões foram entregues diariamente às igrejas, totalizando R$ 14,2 bilhões no ano. Além do dinheiro recebido diretamente dos fiéis (dos quais R$ 3,47 bilhões por dízimo e R$ 10,8 bilhões por doações aleatórias), também estão entre as fontes de receita, por exemplo, a venda de bens e serviços (R$ 3 bilhões) e os rendimentos com ações e aplicações (R$ 460 milhões). "A igreja não é uma empresa, que vende produtos para adquirir recursos. Vive sobretudo da doação espontânea, que decorre da consciência de cristão", diz dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Entre 2006 e 2011 (último dado disponível), a arrecadação anual dos templos apresentou um crescimento real de 11,9%, segundo informações declaradas à Receita e corrigidas pela inflação. A tendência de alta foi interrompida apenas em 2009, quando, na esteira da crise financeira internacional, a economia brasileira encolheu 0,3% e a entrega de doações pesou no bolso dos fiéis. Mas, desde então, a trajetória de crescimento foi retomada.

Para ler mais CLIQUE AQUI

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Estado laico? Por liberdade religiosa, cultos afro lutam contra o preconceito em vários níveis

Religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, exercem forte influência na cultura brasileira, no entanto, comunidades de terreiro são estigmatizadas e alvos de ódio
por Patricia Iglecio, da RBA publicado 19/09/2014 11:57
Comments
tomaz silva/agência brasil
agbr_umbanda.jpg
Samba, carnaval, acarajé, feijoada e jogos de búzios são elementos populares da cultura brasileira de origem africana
São Paulo – O dia 21 de setembro será marcado, no Rio de Janeiro, pela realização da 7ª edição da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. A mobilização é uma iniciativa da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR) e coloca cada vez mais pessoas nas ruas pela liberdade de culto. Neste ano, com a disputa eleitoral em curso, a entidade busca sensibilizar a sociedade sobre o tema, reivindicar mais ação do poder público diante à violência e discriminação contra comunidades religiosas vulneráveis no Brasil, representar politicamente esses grupos e combater os discursos de ódio. Além disso, o evento estará pautado por acontecimentos recentes que expõem os perigos do fundamentalismo religioso que confronta direitos humanos e agride os princípios do Estado laico, inclusive o crescimento de denúncias de ataques a cultos afro-brasileiros em órgãos como a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Ordem dos Advogados do Brasil.

Em 2008, ano em que a CCIR foi criada, 20 mil pessoas aderiram a 1ª edição da caminhada. O maior público se deu na 5ª edição, em 2012, quando 210 mil lotaram às ruas do Rio de Janeiro. A comissão é uma organização da sociedade civil, criada por lideranças religiosas de umbanda e candomblé, mas que agrega espíritas, judeus, católicos, muçulmanos, malês, bahá’ís, evangélicos, hare Krshnas, budistas, ciganos, wiccanos, seguidores do Santo Daime, ateus e agnósticos.

Outras entidades sociais e ainda representantes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, do Ministério Público e da Polícia Civil a compõe. Como é o caso do delegado Henrique Pessoa, titular da 79ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro. Ele atua na área desde 2009, com a atenção voltada às religiões afro-brasileiras, que, de modo geral, localizam-se em regiões de vulnerabilidade social e são estigmatizadas.

O delegado conta que a entidade foi criada por religiosos que observavam um aumento da violência contra as comunidades. Recentemente, ele mesmo se viu numa situação de conflito físico motivada por intolerância. Atacado por 20 evangélicos neopentecostais no último dia 3, entrou em confronto com o grupo liderado pelo pastor Tupirani da Hora Lopes, da igreja evangélica neopentecostal Geração Jesus Cristo. Henrique Pessoa alega que é perseguido pelo grupo desde que assumiu as bandeiras da defesa da liberdade religiosa e dos direitos humanos das comunidades afro.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Templo da Igreja Universal no Brás reafirma poder evangélico no Brasil

A réplica do Templo de Salomão, que levou quatro anos para ficar pronta e custou cerca de US$ 300 milhões (R$ 670 milhões), é um testemunho do vertiginoso crescimento da fé evangélica no Brasil

Templo da Igreja Universal no Brás reafirma poder evangélico no Brasil (© Daniel Kfouri The New York Times)

SÃO PAULO – O imóvel ocupa uma quadra inteira do limitado espaço da cidade: um recinto com 10 mil lugares chamado Templo de Salomão.
Erguido como uma forma brusca de oposição aos prédios cobertos de pichações das redondezas, ele ostenta blocos de pedras monumentais importadas de Israel e as bandeiras de dezenas de países nos quais sua proprietária, a Igreja Universal do Reino de Deus, alimenta um império evangélico e cristão.

Um helicóptero que pousa no pátio permite que o bispo Edir Macedo, o magnata de mídia de 69 anos que fundou a Igreja Universal em uma funerária do Rio de Janeiro em 1977, dê seu sermão. O complexo de 11 andares tem ainda outros encantos, como um oásis de oliveiras similar ao jardim Getsêmani, que fica próximo a Jerusalém, e mais de 30 colunas que ascendem na direção dos céus.

“A Igreja Universal não poupou gastos”, declarou Rogério Araújo, arquiteto do projeto que inaugura esta quinta-feira (31) em São Paulo. Em um passeio pelo local, ele acrescentou: “tivemos a intenção de construir um colosso, algo que faria as pessoas pararem para olhar, e foi isso o que fizemos”.

A réplica do Templo de Salomão, que levou quatro anos para ficar pronta e custou cerca de US$ 300 milhões (R$ 670 milhões), é um testemunho do vertiginoso crescimento da fé evangélica no Brasil. Apesar de a maioria de seus 200 milhões de habitantes ainda ser de católicos apostólicos romanos, um número maior que qualquer outra nação, o número de evangélicos brasileiros saltou para 22% dos cidadãos em 2010, tendo sido de 15% em 2000, segundo números do Censo.

As grandes igrejas evangélicas, particularmente as instituições pentecostais, como a Igreja Universal, também estão reivindicando uma maior importância política em todo o Brasil, articulando um considerável bloco evangélico de votos no Congresso Nacional e motivando os esforços dos candidatos em todo o espectro político do país a tentar agradar os eleitores evangélicos nas próximas eleições deste ano.

A presidente petista Dilma Rousseff deve estar presente na cerimônia de inauguração desta quinta-feira, enfatizando o quanto ela angaria apoio para a sua coalizão de governo a partir de um bloco de líderes evangélicos conservadores, incluindo o sobrinho de Edir Macedo, Marcelo Crivella, um pastor da Universal e cantor gospel que recentemente foi ministro da Pesca.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CAMPO MAIOR TERÁ 10ª JORNADA ESPÍRITA

O Centro Espírita Caridade e Fé, de Campo Maior, realizará a 10ª edição da Jornada Espírita, um evento dedicado a expandir o conhecimento dos postulados espíritas, promover esclarecimentos e oferecer consolações, através de palestras proferidas por valorosos estudiosos do Espiritismo.
Neste ano o tema central do evento é a celebração do sesquicentenário de lançamento do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, como uma forma de reconhecer a grande contribuição desta obra para a disseminação de idéias renovadoras e para o alívio das dores morais da humanidade.
A 10ª Jornada Espírita de Campo Maior ocorrerá entre 14 e 16 de agosto, a partir das 19h30, na sede do Centro Espírita Caridade e Fé, de acordo com a seguinte programação:
Quinta-feira (14/08/2014)
Tema: Jesus - Guia e Modelo da Humanidade
Palestrante: Evany Gomes
 
Sexta-feira (15/08/2014)
Tema: Caridade, Fé e a Vivência do Evangelho
Paletrante:Luís Henrique Canuto
 
Sábado (16/08/2014)
Tema: Fora da Caridade Não Há Salvação
Palestrante: Osnir Moritz

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Juristas criam grupo multirreligioso para combater a intolerância


A ideia surgiu por conta da ação que tenta retirar 16 vídeos considerados ofensivos contra religiões afro-brasileiras
por Leiliane Roberta Lopes


Juristas criam grupo multireligioso para combater a intolerância  
Juristas criam grupo multirreligioso para combater a intolerância

Um grupo de juristas de diversas religiões foi criado para combater a intolerância religiosa. Integrantes da Igreja Católica, Umbanda, Candomblé, Budismo, Islamismo e Judaísmo se reuniram em um templo de candomblé na Zona Norte do Rio de Janeiro na última segunda-feira (16) para dar início aos trabalhos.

A ideia de criar um grupo de juristas multirreligiosos surgiu por conta da polêmica criada pela decisão do juiz Eugênio Rosa, da Justiça Federal, que afirmou em sentença que umbanda e candomblé não são religiões.

Apesar de ter voltado atrás de sua sentença a respeito do que é religião, o magistrado levantou outra discussão por ter negado a retirada de 16 vídeos do Youtube que são considerados ofensivos contra religiões afro-brasileiras.

A decisão foi cancelada através de uma liminar que resolveu obrigar o Google a retirar os vídeos do ar sob pena de pagamento de multa no valor de R$50 mil diários em caso de descumprimento.

Com a criação desse grupo de juristas, casos como esse e outros relacionados a intolerância religiosa estarão sendo analisados, assim como as decisões junto ao Judiciário.A próxima etapa do grupo recém criado é tentar encontrar representantes dos evangélicos, de acordo com o jornal O Globo os procurados pelo juristas não responderam positivamente em relação a esse encontro.

O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, tenta debater com lideranças evangélicas, principalmente de igrejas neopentecostais, já que muitos dos vídeos que estão no processo contra o Google são dessas denominações.

“Com o grupo, começaremos a monitorar outras agressões e casos de preconceito que possam surgir. Finalmente, poderemos agir de forma unida”, disse Ivanir.

Crédito da matéria (inclusive foto): http://noticias.gospelprime.com.br

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Igreja aceita fiéis assistirem culto completamente nus


Uma matéria vem provocando inúmeras discussões no mundo inteiro: a permanência de fiéis completamente nus durante os cultos.

A inovação é do pastor Allen Parker, da capela White Tail, na cidade de Southampton, no estado da Virgínia, que comanda o culto sem nenhuma roupa e admite que sendo todos seres humanos e assim estão desprovidos de qualquer riqueza.

Se a moda pega...



sábado, 21 de dezembro de 2013

Sacerdote quer facilitar confissão de deficientes auditivos

Um sacerdote filipino aposentado, morador de Phoenix, no Estado de Arizona, inventou um instrumento baseado no computador que facilitará a confissão dos fiéis com deficiência auditiva. A notícia está no site da Conferência Episcopal Filipina.


Padre Romuald Zantua, da Diocese de Daet, fundador de uma comunidade religiosa chamada Discípulos da Esperança, confeccionou o instrumento que possibilitará a milhares de pessoas com problemas de surdez a se aproximarem do sacramento da reconciliação.


O instrumento, chamado "Caixa da Confissão de São Damião" consiste em dois laptops que trabalham com um software especial que conecta exclusivamente o penitente e o sacerdote, enviando mensagens. Os dois portáteis podem funcionar somente com este objetivo. Os sacerdotes que não conhecem a língua de sinais podem, assim, se comunicar com os deficientes através da conexão segura dos laptops com a ASL (Língua de Sinais Americana) e o vídeo.


Segundo Padre Zantua, que já foi secretário executivo da comissão para os seminários da Conferência, o software é à prova de ‘hacker’. Padre Zantua trabalhou também muitos anos com pessoas com deficiências particulares.


O instrumento ainda não obteve a aprovação da Santa Sé. Ele foi apresentado ao Setor de Deficiências Auditivas (National Catholic Office fo the Deaf) em Phoenix, durante um recente evento desta pastoral.

Fonte: Portal Canção Nova

quarta-feira, 1 de maio de 2013

UMBANDISTAS PRESTAM HOMENAGEM A OGUM (SÃO JORGE)


 Os umbandistas campo-maiorenses realizaram no último final de semana (27 e 28 de abril) uma grande homenagem ao Orixá Ogum (São Jorge). O evento que se realiza anualmente no mês de abril, organizado pela Associação Umbandista Campo-maiorense, marca a 21ª festa em homenagem ao Orixá Ana cidade de Campo Maior.

Pais e mães de Santo (sacerdotes umbandistas) do Piauí, Maranhão e Pernambuco se fizeram presentes na festa campo-maiorense pela projeção da umbanda na cidade de Campo Maior, que hoje tem mais de 25 terreiros espalhados nas zonas urbana e rural do município.

Mãe Ynaiara Sousa, presidente da Associação, falou do entusiasmo de toda a comunidade umbandista quanto à realização dessa festa. “Há vinte e um anos, o Babalorixá Antonio Pinto (meu pai) teve a coragem e ousou realizar a primeira festa em homenagem ao Orixá que tem um grande significado para nós umbandistas. Daquela data até hoje, a festa só vem crescendo, demonstrando que os umbandistas se conscientizaram de sua missão religiosa e procuram demonstrar sua fé através de atos dessa natureza”, pontuou.

Dentre os sacerdotes presentes, o conhecido Pai de Santo Bita do Barão, mostrou que idade não é problema. Com mais de 90 anos, ele percorreu inúmeras ruas da cidade na procissão realizada entoando pontos ao Orixá.

Durante os dois dias, os umbandistas se confraternizaram na Senzala de Pai José, no bairro São Luís, local onde se realizou a festa.