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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Campo Maior Paga com Sangue o Preço do Trânsito Caótico

Quando a desorganização do trânsito vira tragédia:
cada acidente é uma vida em risco

    Viver em Campo Maior está nos custando caro — não só em vidas, mas em sofrimento, medo e no abalo social que cada acidente de trânsito provoca. As reportagens recentes são chocantes: motociclistas atropelados e mortos, colisões frontais, pessoas gravemente feridas — muitos em trechos onde há evidente negligência de sinalização, fiscalização ou planejamento adequado. 
    Há também os eventos de manobras perigosas — “grau”, motos circulando sem habilitação, condutores alcoolizados — que demonstram não só imprudência individual, mas uma falha sistemática de controle, fiscalização contínua e educação de trânsito. 
    Enquanto isso, orçamentos municipais e estaduais para trânsito, para multas, licenciamento, cobranças diversas — tudo isso circula em cifras elevadas. Mas onde está esse recurso sendo inteiramente aplicado? Na pavimentação de algumas vias há avanços, como nos casos das obras recentes de infraestrutura urbana. Governo do Piauí Mas a desordem no tráfego, a falta de monitoramento, a sinalização precária e a ausência de campanhas educativas apontam que boa parte dos recursos não está sendo investida com a prioridade que a gravidade do problema exige.
    Não adianta investir em asfaltos se motoristas continuam dirigindo alcoolizados, se muitos motociclistas não têm habilitação, se a fiscalização é esporádica e reativa em vez de preventiva. O dano já está sendo medido em corpos, em histórias interrompidas, em famílias destruídas.
    Também pesa a responsabilidade de órgãos públicos locais: o departamento de trânsito municipal, os gestores responsáveis pelo ordenamento das vias, pela sinalização — vertical, horizontal — e pela fiscalização. A julgar pelo número de acidentes, pelo volume de infrações detectadas tardiamente e pela falta de respostas estruturais, estamos muito aquém do que se esperava. A população paga impostos, multas, taxas de licenciamento, e espera que esse dinheiro seja revertido em segurança viária, mas o retorno está distante.
    É imperativo que haja um novo compromisso: planejamento urbano voltado ao trânsito; políticas de educação de condutores; fiscalização permanente — inclusive na zona rural e nos acessos principais; sinalização clara e manutenção constante; e transparência na aplicação dos recursos arrecadados. Só assim deixaremos de pagar esse preço tão alto — de vidas perdidas e sonhos interrompidos — por conta de negligência e desorganização.
    Campo Maior precisa urgentemente acordar para esse drama. Não podemos continuar normalizando que famílias sejam destruídas por acidentes evitáveis. A cidade não merece apenas obras parciais ou paliativas: merece um trânsito seguro, justo e bem administrado.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

EDUCAÇÃO DO BRASIL É UMA DAS PIORES DO MUNDO

Com índices alarmantes de evasão, repetência, baixa qualidade e estudantes sem dominar conteúdos das mais variadas séries, a educação brasileira precisa sair do "gogó" dos gestores e passar por uma profunda reforma, sob pena de ficarmos para traz como potência mundial.

Indicador de educaçãoPosição no ranking (entre 122 países)
Acesso
Taxa de matrícula na educação básica69º
Taxa de matrícula na ensino superior76º
Diferença de gênero na educação
Qualidade
Acesso à internet nas escolas86º
Qualidade do sistema educacional105º
Qualidade das escolas de educação básica109º
Qualidade do ensino de matemática e ciências112º
Qualidade de gerenciamento das escolas43º
Conclusão
Pessoas com mais de 25 anos com ensino médio57º
Pessoas com mais de 25 anos com ensino superior64º
EDUCAÇÃO (geral)88º
 O quadro acima demonstra como está a nossa educação. A ausência do poder do estado em melhorar as condições das centenas de milhares de escolas públicas que atendem, necessariamente, o filho das pessoas de baixo poder aquisitivo, é algo preocupante para quem se prepara para competir numa sociedade que só tem vez quem dispõe de conhecimento suficiente para entrar nessa competição. 
Por isso, deve-se analisar profundamente esses artifícios que os governos, em todas as esferas, utilizam - Mais Educação, Projovem isso e aquilo, 'capacitação profissional' pífia, dentre outras, apenas com o propósito de mascarar o que temos de pior. 
A educação é a principal culpada por deixar o Brasil na 57º colocação geral de qualidade de mão-de-obra, já que nos demais indicadores – como emprego e ambiente estrutural – o desempenho brasileiro fica até 12 casas abaixo.
Os dados acima nos colocam mais perto dos lanternas da baixa educação, como Burkina Faso (121º) e Iêmen (122º) do que da Finlândia (1º) e Canadá (2º), que lideram neste indicador. Olhando a lista de maneira invertida, pode-se dizer que o país tem o 35º pior desempenho em educação.
Para chegar a esta nada honrosa posição, o Brasil falhou principalmente na qualidade do ensino emmatemática e ciência, quando de fato ficou entre os 15 piores do mundo, em 112º lugar (veja tabela detalhada abaixo).
Matemática já era a pior disciplina entre os brasileiros atestada no último Pisa, exame realizado com alunos de 65 países do globo cujo resultado mais recente é de 2010. O Brasil ficou então em 57º na disciplina.