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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Dobra o número de pessoas com faculdade sem emprego ou em trabalho precário

Foto Folha Express
“Até agora, meu curso de ensino superior não serviu para nada.” A frase é de Dager Lameck, 28, que concluiu engenharia de produção na UFF (Universidade Federal Fluminense), em 2018, e está desempregado.
A história do engenheiro recém-formado simboliza a situação de milhões de profissionais brasileiros qualificados que foram empurrados para situações precárias no mercado de trabalho nos últimos anos de crise econômica. 
“A gente pensa que se capacitou, realizou um sonho e que o próximo passo será conseguir um bom emprego. Mas esse passo, para mim, ainda não aconteceu”, afirma ele.


Segundo dados levantados pelo IBGE a pedido da Folha, a fatia da população com ensino superior completo que está desempregada, desalentada ou trabalhando menos horas do que gostaria saltou de 930 mil para quase 2,5 milhões entre o segundo trimestre de 2014 e o mesmo período deste ano. 
Continue lendo a matéria da Folha.uol clicando aqui.

domingo, 25 de agosto de 2019

Violência sexual é como uma metástase, diz vencedor do Nobel

 Nobel da Paz Denis Mukwege, que fala em São Paulo nesta quarta (21) - Raul Arboleda/AFP

O fim do silêncio de vítimas de estupro representa um avanço no combate à violência contra a mulher, mas é preciso ir além, sobretudo porque cada vez mais crianças são visadas por criminosos.

O apelo é do ginecologista Denis Mukwege (pronuncia-se Mukuêgue), 64, vencedor do Nobel da Paz em 2018. O médico participa do Fronteiras do Pensamento, nesta quarta (21), em São Paulo.


Confira entrevista na Folha de São Paulo clicando aqui!!!!!


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Vitória de Dilma no Nordeste gera preconceito contra nordestinos em redes sociais

Como se São Paulo não fosse Brasil e a economia daquele estado não dependesse em sua maioria dos nordestinos que por lá estão, os constantes ataques - de cunho racista - à presidente Dilma chamou a atenção de alguns jornalistas. Com quase 60% dos votos válidos, o Nordeste demonstra o carinho e a confiança que tem em Dilma Roussef. Esse carinho eleitoral  vem provocando uma série de ataques preconceituosos contra nordestinos na internet. A coluna #hashtag, publicada pelo jornalista Ygor Salles na Folha de S.Paulo, levantou nesta terça-feira (6) alguns exemplos de posts criminosos publicados nas redes sociais.
O usuário Bruno (@brunosantiagoz), por exemplo, afirmou que "esses nordestinos desgraçados parecem que não sabem que a culpa da falta de água [em São Paulo] é da lazarenta da Dilma".
6.out.2014 - Dilma teve êxito na maioria do Norte e Nordeste, Minas Gerais, Rio e RS Outra internauta identificada como Júlia Colonetti (@juliacolonetti) disse que o "preconceito contra o Nordeste é do Sul mesmo e tô nem aí, quero que se f* sozinhos pq não tenho culpa da burrice deles".
Diante da grande quantidade de manifestações de preconceito na web, foi criado um Tumblr intitulado "Esses Nordestinos" para reunir os casos mais polêmicos. A página da web critica e ironiza a postura dos internautas que usaram o racismo para reclamar dos resultados.
O jornalista da Folha lembra que situação parecida aconteceu em 2010, quando Dilma foi eleita presidente. Na ocasião, a estudante de direito Mayara Petruso postou um tuíte que dizia: "Nordestino não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado". Ela foi denunciada e condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo, e a pena foi convertida em serviços comunitários. Além disso, perdeu o estágio em um escritório de advocacia.
O racismo é crime inafiançável, previsto na Lei nº. 7.716/89, que pune a prática e a incitação de discriminação de raça, cor, religião e também procedência nacional. A pena varia de dois a cinco anos de prisão e multa.
Reprodução/Twitter
Usuário do Twitter parte para o preconceito após resultados do 1º turno
 
Fonte: UOL