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BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?

Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...

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sexta-feira, 23 de maio de 2025

"Quanto mais apanha, mais gosta": Vereador choca ao naturalizar violência contra a mulher em plenária

No palanque da irresponsabilidade, o vereador Bebe Água tenta justificar o injustificável.


Um discurso lamentável proferido pelo vereador José Carlos (MDB), conhecido como Bebe Água, durante sessão da Câmara Municipal de Capela (SE), na última terça-feira, gerou indignação nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a responsabilidade de agentes públicos ao se manifestarem em espaços institucionais.

Ao tentar comparar disputas políticas com relacionamentos abusivos, o parlamentar afirmou:

“Infelizmente, na política tem essas coisas, quem mais maltrata é beneficiado [...]. É a mesma história, quanto mais apanha, é que a mulher mais gosta do homem. [...] É a verdade, é a vida.”

A fala, carregada de machismo e naturalização da violência doméstica, foi amplamente criticada. Em resposta à repercussão negativa, o vereador afirma que foi “mal interpretado” e que a frase foi “tirada de contexto”, embora reconheça que a colocação foi infeliz.

Diante da pressão popular, Bebe Água voltou à tribuna nesta ontem (quinta-feira,22) para se retratar:

"Reconheço que errei e reconheço a gravidade das palavras utilizadas [...] a violência contra as mulheres é um problema que precisa ser combatido com firmeza."

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB/SE) exigiu que a presidência da Câmara tome providências para apurar a conduta do vereador, considerada inaceitável para quem ocupa cargo público. A entidade reforçou que manifestações como essa reforçam estigmas e colocam em risco os avanços no combate à violência de gênero.

Em tempos de luta por respeito, igualdade e justiça, declarações como a de Bebe Água escancaram o quanto ainda há a se caminhar — inclusive dentro das casas legislativas.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Chega de tanta violência contra a mulher.

Não importa se é mulher ou menina. O Brasil continua sendo um país que mais violenta sua mulheres. 


O Brasil hoje viu estarrecido a publicação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023 e com ele os dados que a violência contra a mulher cresce vertiginosamente, independentemente da leis que as protegem. E o que mais preocupa que essa violência, em sua maioria - mais de 61,0%,, atinge meninas com até 13 anos. Um verdadeiro terror para a nossa sociedade.

O estupro é o maior índice da violência sexual contra as mulheres. Foram mais de 74.000 mulheres vitimadas, em grande parte, por seus companheiros. E esse tipo de violência aumentou 8,0% em apenas um ano.

“Os números são escandalosos e chocantes, mas a gente também está falando de dados que talvez não traduzem a total massa do problema. A gente lida com um crime que é muito subnotificado. Primeiro, a gente precisa lidar com essa fragilidade, que é a dificuldade de se denunciar um crime como esse”, avalia Juliana Brandão, pesquisadora-sênior do FBSP.

Os técnicos avaliam que a legislação é falha e que por se tratar de um crime que ocorre dentro de casa é mais difícil de ser punido.

Para a Ministra da Mulher, Cida Gonçalves, o aumento da violência contra a mulher se dá pelo aumento do ódio e o corte de recursos para o enfrentamento dos casos.

Confira mais informações no site: Anuário Brasileiro de Segurança

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Atenção agressores de mulheres: ALEPI aprova Lei que pune agressores com multa


 
Todos dizem que "quando se mexe no bolso as pessoas sentem a pancada". Talvez tenha sido essa a ideia da Assembleia Legislativa do Piauí que aprovou Projeto de Lei de autoria do Deputado Fábio Novo (PT) onde os agressores de mulheres devem ressarcir todas as despesas com atendimento à mulher vítima de violência. Além do ressarcimento, o agressor será multado em valores que vão de R$ 500,00 até R$ 5.000,00.

Para o autor da proposta, deve-se punir os infratores com outras medidas, já que parece que as medidas atuais são insuficientes para coibir as agressões sofridas diariamente por dezenas de mulheres piauienses.

O dinehiro arrecadado com o pagamento das multas serão destinados aos programas de combate à violência, prevenção, assistência e amparo às vítimas, garantindo que o agressor seja responsável também pela sociedade e não apenas à vítima.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Câmara de Campo Maior realiza Audiência Pública sobre violência contra a mulher


A Câmara Municipal de Campo Maior realizou na manhã desta segunda-feira (30.08), Audiência Pública Ações de Violência Contra a Mulher, como forma de colocar no cenário local o Poder Legislativo. A audiência é uma proposição da Vereadora Michele Maroca, que abriu a Sessão, falando da "importância da mobilização de toda a sociedade, e, principalmente, do Poder Público, tendo o Poder Legislativo a obrigação de se colocar ao lado das mulheres que sofrem da violência".

Vereadora Michele Maroca

Várias representações participaram do evento: Coordenação de Políticas Públicas do Estado do Piauí, Secretaria Municipal de Assistência Social, Secretaria Municipal de Saúde, Polícia Militar, Casa Abrigo Mulher, OAB, Hospital Regional de Campo Maior, Polícia Civil, Coordenadoria da Mulher da Prefeitura de Campo Maior, Secretaria de Habitação, além de vários segmentos representativos da sociedade que tratam do tema.

Para a vereadora Michele Maroca a questão da violência contra a mulher a cada dia se agrava a cada dia no Brasil nesse período de pandemia, e "Campo Maior não se exclui desse contexto nacional e que é necessário dar visibilidade ao tema". A vereadora apresentou dados da violência contra a mulher e que "apesar de se ter a falsa ideia que tem diminuído os casos notificados, percebe-se que há uma subnotificação desses casos, vez o receio de muitas mulheres quanto à sua subsistência".

O Presidente da Câmara, Vereador Sena Rosa (PP), afirmou que várias ações são tomadas pelo Poder Legislativo Municipal no tocante ao combate à violência contra a mulher. "Dentro de poucos dias iremos implantar a Procuradoria da Mulher, Resolução aprovada recentemente e que representará um marco significativo na defesa da mulher".

Zenaide Lustosa, Coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres afirmou que o grande desafio é que todos os municípios piauienses estejam engajados na criação de Coordenadorias Municipais para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes. "dos mais de 200 municípios piauienses, apenas vinte têm coordenadorias de políticas pública para as mulheres o que implica dizer que em muitos lugares ainda prevalecem pouco enfrentamento contra as mulheres.

Zenaide afirmou, ainda, que os casos de violência contra mulheres no Piauí aumentaram em mais de cinquenta por cento. "Mais de oitenta por cento das vítimas de feminicídio não apresentaram em nenhum momento qualquer ajuda, embora existam vários canais que a mulher pode procurar.".

Confira todos os pronunciamentos da Audiência Pública clicando aqui

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Editorial Vítimas do machismo


Brilhante e lúcido Editoral do Diário de Pernambuco que aqui reproduzimos

O Brasil ocupa a quinta posição mundial em mortes violentas de mulheres. A taxa chega a 4,8 homicídios em cada 100 mil. Nos primeiros oito meses de 2019, só em São Paulo, o número de feminicídios aumentou 44%. Em Brasília, ocorreram 34 assassinatos por questão de gênero no ano passado, e começou 2020 amargando o luto pelo assassinato de quatro mulheres, motivado pelo machismo.



A legislação penal se tornou mais rigorosa para esses crimes, elevando a pena mínima de seis anos para 12 anos, e a máxima, de 20 para 30 anos. Mas isso não inibiu a fúria masculina. Os homens seguem desafiando a lei. Agridem e matam. Contam com o benefício da progressão de pena por bom comportamento para ter a redução do tempo de privação de liberdade. Ninguém poderá garantir que não repetirão o ato letal fora do presídio.

O machismo é a força propulsora da covardia dos assassinos. Em pleno século 21, os homens ainda se sentem proprietários, ou da companheira, ou da namorada, ou da ex-esposa. É a coisificação da mulher. Para eles, é inadmissível ser deixados por elas, e a punição para esse tipo de insurgência é a morte. Um raciocínio torpe e fútil.

As autoridades reconhecem que há muita dificuldade em prevenir esse tipo de crime, que ocorre, na maioria das vezes, entre quatro paredes. Mas os pedidos de socorro das vítimas da violência doméstica ou as denúncias de ameaças do ex-companheiro não são considerados como deveriam, seja pela polícia, seja pelo judiciário. No ano passado, uma mulher foi morta, no meio da rua, diante do filho, após sair de uma delegacia, no Distrito Federal, onde foi pedir proteção policial devido às ameaças do ex-marido.

Há grande desleixo das autoridades quanto às demandas das mulheres em situação de risco. Perdeu sentido o velho adágio popular “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Os movimentos feministas e a maturidade natural das sociedades inverteram a máxima. Agora, em conflito de casal, não só se mete a colher, como se denunciam as agressões morais, psicológicas e físicas, antes que ocorra o assassinato. A legislação prevê e resguarda o anonimato de quem alerta a polícia para uma briga violenta de casal.

O aumento dos casos de feminicídio está associado à falta de educação para equidade de gênero, tema que deveria ser tratado desde a infância, em casa, e se estender ao ambiente escolar. A questão tem que merecer do poder público uma atenção especial. Os jovens precisam ser educados dentro dos parâmetros da cultura de paz, com destaque para a igualdade de direitos de homens e mulheres, mas, sobretudo, no que tange ao respeito a qualquer pessoa.

Os agressores também necessitam ser reeducados e submetidos a tratamento voltado à saúde mental. São providências urgentes, que deveriam constar da pauta das políticas públicas voltadas ao universo feminino. Deveriam, ainda, ser temas de campanhas educacionais. Não se trata de sublimação das bandeiras de luta dos movimentos feministas, mas de questão urgente, pois é a vida de mulheres e o futuro de crianças e jovens que ficam órfãos de mãe devido ao desatino de um machista.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O que você tem a ver com isso?

A cada 20 minutos, ao menos uma menina de até 18 anos é vítima de estupro no Brasil. 
Foram 50.899 registros de crimes contra jovens nessa faixa etária de janeiro de 2017 a dezembro de 2018, 62% de todos os casos de estupro registrados no país no período (considerando aqueles em que foi possível identificar gênero e idade das vítimas). 
A título de comparação, a cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo, tem cerca de 52 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE. 
É o que mostra um novo levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a pedido da organização Plan International Brasil, que promove os direitos de crianças e adolescentes, com base nos dados do 13° Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 
Os dados são divulgados em meio aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, campanha da ONU (Organização das Nações Unidas) que ocorre anualmente desde 1991 nos meses de novembro e dezembro. 
"Os dados são relevantes porque mostram que a violência contra as mulheres começa muito cedo", afirma Flavio Debique, gerente de programas e incidência da Plan. 
Para o relatório, foram considerados pelo Fórum casos de estupro (constranger alguém a ter conjunção carnal ou praticar ato libidinoso mediante violência ou grave ameaça) e estupro de vulnerável (conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos)..
Leia a matéria da Folha de São Paulo  na íntegra.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Sancionadas mais duas leis em favor das mulheres

O governo federal sancionou as Leis nº 13.880/19 e 13.882/19 nesta terça-feira (08). Publicadas no Diário Oficial da União (DOU), as sanções garantem direitos e proteção às mulheres, além de reforçarem o compromisso com as temáticas. As novas publicações produzem mudanças na Lei Maria da Penha (11.340/06) e possuem vigência imediata.

A Lei nº 13.880 permite que a autoridade policial, em casos de violência doméstica e familiar, verifique a existência de registro de porte ou posse de arma de fogo em nome do agressor. A publicação determina, ainda, que após identificada a existência de registro de posse ou porte, o juiz deve autorizar a imediata apreensão da arma.

Já a Lei 13.882 garante prioridade, em matrícula escolar, para os filhos de mulheres que estão em situação de violência doméstica e familiar. O documento considera também a proximidade do domicílio e os casos de transferência.

Integrante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto, destaca o empenho do órgão na promoção de direitos voltados ao segmento feminino.

“Estamos avançando na construção de políticas públicas efetivas e nas leis de proteção. A sociedade exige mudança e o governo está atento ao problema, trabalhando incansavelmente para modificar este cenário que nos fez registrar mais de 263 mil casos de violência doméstica em 2018”, ressaltou a secretária.

Histórico

Em quatro meses, cinco leis de proteção e garantia dos direitos das mulheres foram promulgadas.

Mais avanços legislativos

13 de maio

Lei 13.827/2019 - autorizar, em casos específicos, a aplicação de medida protetiva de urgência, pela autoridade judicial ou policial.

17 de setembro

Lei 13.871/19 - estabelece ressarcimento, por parte do agressor, dos danos causados em razão de violência doméstica, inclusive ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Lei 13.872/19 - assegura o direito das mães amamentarem os filhos de até 6 meses durante a realização de concursos públicos da Administração Federal direta e indireta. A publicação prevê que a cada duas horas será possível realizar amamentação por 30 minutos, com direito à compensação de hora.
Fonte e Leis na íntegra clique aqui

domingo, 25 de agosto de 2019

Violência sexual é como uma metástase, diz vencedor do Nobel

 Nobel da Paz Denis Mukwege, que fala em São Paulo nesta quarta (21) - Raul Arboleda/AFP

O fim do silêncio de vítimas de estupro representa um avanço no combate à violência contra a mulher, mas é preciso ir além, sobretudo porque cada vez mais crianças são visadas por criminosos.

O apelo é do ginecologista Denis Mukwege (pronuncia-se Mukuêgue), 64, vencedor do Nobel da Paz em 2018. O médico participa do Fronteiras do Pensamento, nesta quarta (21), em São Paulo.


Confira entrevista na Folha de São Paulo clicando aqui!!!!!


segunda-feira, 22 de julho de 2019

SERÁ SE A MORTE DA PROFESSORA ADRIANA TAVARES SERÁ MAIS UM CASO DE IMPUNIDADE?

Foto:Portal de Campo Maior
Segundo informações do Portal de Campo Maior, o Tribunal de Justiça do Piauí suspendeu o julgamento do assassino da professora Adriana Tavares, Francisco de Assis Vasconcelos. O agricultor matou a pauladas e pedradas a professora em 2014.

Depois de ficar foragido durante quase 5 anos, Assis foi capturado - depois de denúncias do Jornalista Arnaldo Ribeiro no Programa Cidade Alerta, da TV Antena 10. Após sua captura, o julgamento foi marcado para ocorrera inda este semestre.

Segundo o Portal de Campo Maior, O processo sobre o crime que teve grande repercussão em Campo Maior agora está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça, que decidirá se Francisco de Assis vai ou não a Júri Popular.

O juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Maior, Múcio Meira chegou a pronunciar Francisco de Assis o qualificando criminalmente para que fosse julgado pelo Tribunal do Júri, mas a defesa do acusado recorreu da sentença de pronuncia, provocando a suspensão do julgamento.
Agora o julgamento do acusado só ocorrerá se o TJ decidir pela manutenção da sentença de pronuncia do juiz da 1ª Vara de Campo Maior.
O crime de homicídio, ou seja, o assassinato da professora Adriana Tavares ocorreu em 2014, na estrada que liga a comunidade Corredores a PI-115, na zona Rural de Campo Maior. Francisco de Assis teria matado a professora a socos e pedradas, após tentar matar a própria esposa Maria das Dores Campos. As duas tentaram fugir do assassino em uma moto".

VERGONHA: 260 MULHERES FORAM VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL NO PIAUÍ

Levantamento revela que, pelo menos, 260 mulheres foram vítimas de violência sexual no Piauí no primeiro semestre deste ano. Os dados são referentes aos atendimentos feitos pelo serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (SAMVVIS). 

O balanço obtido pelo Cidadeverde.com revela o número de atendimento feito entre os meses de janeiro a junho de 2019. O mês de maio foi que mais registrou casos de violência sexual: 51 atendimentos. O mês com menor número de atendimento foi fevereiro, com 31 casos.

O SAMVVIS foi implementado há 15 anos e é o setor responsável pelo planejamento, organização e assistência às mulheres vitimas de violência sexual oriundas qualquer cidade do Estado. O Serviço também inclui a prevenção da gravidez indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis (DST). O SAMVVIS é constituído por equipe multiprofissional (médicos, psicólogos, enfermeira, assistentes sociais e pessoal de apoio) responsável pela atenção integral às mulheres vítimas de violência sexual.

Os dados são da Maternidade D. Evangelina Rosa, em Teresina. Os dados de Campo Maior serão mostrados durante a semana aqui no Blog do professor Jorge Câmara. 

sexta-feira, 8 de março de 2019

Em apenas 25% das profissões, mulheres e homens ganham o mesmo salário

Entre 600 profissões de diversos níveis de formação, 90 pagam melhor para mulheres. Nesses casos, elas ganham pelo menos 5% a mais que os homens. Essas ocupações se concentram nas áreas de educação e saúde. Já os salários oferecidos aos homens são pelo menos 5% maiores em 357 ocupações. Outras 153 profissões têm diferenças salariais inferiores a 5%, o que, segundo o estudo, pode ser considerada igualdade salarial.
A avaliação foi feita pelo site Quero Bolsa, plataforma online em que estudantes podem obter descontos de instituições de ensino, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) 2018.  
“A finalidade do nosso estudo é trazer para o estudante uma informação mais precisa de quanto a carreira para a qual ele está se preparando paga no mercado”, diz o gerente de relações institucionais do Quero Bolsa, Rui Gonçalves.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Professora sofre agressões em redes sociais e pratica automutilação

A cada dia aumenta o número de vítimas de agressões através de redes sociais, fato que preocupa autoridades policiais e educadores. A ação é tão violenta que chega a provocar na vítimas uma série de reações e danos, inclusive os psicológicos.

Um fato que chamou a atenção da imprensa brasileira quanto a esse tipo de violência, trata-se de ameaças e assédio a uma professora maranhense, através de aplicativos de mensagens.

Sem ter o nome divulgado, a professora da Universidade Federal do Maranhão, campus da cidade de Grajaú, disse ter "recebido mensagens de ódio, fotos de genitálias masculinas […]. Tenho temido pela minha vida. Se eu for estuprada ou assassinada, já estou deixando meu desabafo”, diz a professora na publicação.

“Dei início ao processo e identificaram um número, que pertencia a uma mulher que ia ao mesmo grupo de orações que eu frequentava. A mulher foi chamada para depor e foi com um advogado, falando que roubaram os dados do CPF dela pra cadastrar o chip”, conta.

De acordo com a professora, o criminoso utilizava em seu perfil foto de uma mulher desconhecida. Após pesquisas, ela descobriu que a foto era de uma mulher que havia morrido em 2016. “Hoje eu ando em pânico. O processo está rolando, mas outros números continuam me enviando mensagens em tom de assédio e ameaças e fotos de órgãos masculinos”, reforçou.

Segundo informações, a professora apresentou diagnóstico de quadro de depressão e transtorno de ansiedade generalizada. “Depois desses episódios, desenvolvi automutilação. Já procurei ajuda psicológica, mas a situação ainda é difícil”, finaliza.

A professora tem recebido mensagens de apoio nas redes sociais. “Repudio qualquer forma de agressão e cerceamento da liberdade da pessoa expressar sua orientação sexual da forma que for. Vivemos em uma sociedade em que o ódio e a violência são estimulados, inclusive sobre o aval de ideologias de instituições que deveriam ser inclusivas, mas onde algumas pessoas não seguem uma cultura de paz para com o diverso”, diz uma das publicações.

O site O Estado teria conversado com a diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena. Ela teria informado que o caso da professora pode passar despercebido pela inexistência de uma delegacia atuante aos direitos da mulher ou LGBTs.

A Casa da Mulher Brasileira possui um Núcleo de Defesa da Mulher e da População LGBT, que tem à sua frente a defensora pública Lindevanea Martins. Ela explicou ao site O Estado que o caso da professora pode ser tratado como crime contra mulher e, em breve, como crime homofóbico. “Nós temos mensagens de cunho lesbofóbico sendo enviadas para a professora, assim como temos mensagens de cunho machista, que insinuam que ela é lésbica porque nunca teve uma relação sexual de verdade. Isso nós chamamos de estupro corretivo e é um dos crimes mais comuns no Brasil em que vivemos”, explica a defensora.

“A delegacia em que a professora prestou ocorrência deve ser a responsável primária em cima do caso, mas isso não impede que nós, junto à Defensoria, entremos com medidas que acelerem e ajudem no processo judicial”, diz a advogada. Por se tratar de uma lei única, os juízes e promotores da delegacia de Grajaú têm a competência de atuar nesses casos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Número de assassinatos de mulheres no Brasil em 2019 preocupa CIDH

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou, por meio de nota publicada hoje (4), preocupação quanto à elevada incidência de assassinatos de mulheres no Brasil no início deste ano. Segundo a comissão, 126 mulheres foram mortas em razão de seu gênero no país desde o início do ano, além do registro de 67 tentativas de homicídio.

A comissão diz que os que casos chegaram a seu conhecimento exigem do Estado a implementação de estratégias abrangentes de prevenção e reparação integral às vítimas, além de investigações "sérias, imparciais e eficazes dentro de um período de tempo razoável", que possibilitem a punição dos autores dos crimes. Uma das medidas que se fazem urgentes, segundo a CIDH, é a formação, a partir de uma perspectiva de gênero, de agentes públicos e pessoas que prestam serviço público.

"A CIDH enfatiza que os assassinatos de mulheres não se tratam de um problema isolado e são sintomas de um padrão de violência de gênero contra elas em todo o país, resultado de valores machistas profundamente arraigados na sociedade brasileira", diz a nota. 

A comissão também faz um alerta para o aumento dos riscos enfrentados por mulheres em situação de vulnerabilidade por conta de sua origem étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, situação de mobilidade humana, aquelas que vivem em situação de pobreza, as mulheres na política, jornalistas e mulheres defensoras dos direitos humanos. 

“Durante a visita in loco ao país, em novembro de 2018, a CIDH observou, em particular, a existência de interseções entre violência, racismo e machismo, refletidas no aumento generalizado de homicídios de mulheres negras. Ademais, a comissão vê com preocupação a tolerância social que perdura diante dessa forma de violência, bem como a impunidade que continua caracterizando esses graves casos", diz.

Na nota, a organização, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), cita o fato de que o Brasil concentrou 40% dos feminicídios da América Latina, em 2017. "A impunidade que caracteriza os assassinatos de mulheres em razão de seu gênero transmite a mensagem de que essa violência é tolerada", diz a CIDH.

A presidenta da CIDH, Margarette May Macaulay, reconhece o valor da lei que tipifica o feminicídio no Brasil, ao mesmo tempo que entende ser essencial que as autoridades competentes não minimizem a gravidade das queixas prestadas pelas vítimas. “É inadmissível que mulheres com medidas protetivas sejam mortas, que não contem com espaços seguros", diz Margarette, que também é relatora da comissão sobre os Direitos das Mulheres.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Mais da metade das jovens brasileiras têm medo de assédio

Medo diário do assédio afeta 41% das brasileiras entre 14 e 16 anos - Divulgação/Secretaria da Mulher do DF
Mais da metade (53%) das brasileiras com idade entre 14 e 21 anos convivem diariamente com o medo de ser assediadas. A informação faz parte de um estudo divulgado hoje (30) pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid. De acordo com a entidade, na comparação com o Quênia, a Índia e o Reino Unido, países que também foram pesquisados, as adolescentes brasileiras são as que mais se sentem ameaçadas – no Quênia são 24%, na Índia, 16%, e no Reino Unido, 14%.

Conforme o estudo, o medo diário do assédio afeta 41% das adolescentes entre 14 e 16 anos. O percentual sobe para 56% na faixa que vai dos 17 aos 19 anos e alcança 61% entre 20 e 21 anos. Para a ActionAid, esses dados sugerem que a consciência sobre os riscos aos quais as mulheres ficam expostas aumenta com o passar do tempo.

“O Brasil com 53%, se comparado com o segundo lugar, o Quênia, com 24%, é um destaque muito grande que a pesquisa aponta. Não é só o medo, mas também como o medo está referendado por uma prática comum”, disse a gestora de Engajamento Público da ActionAid, Glauce Arzua.

A pesquisa ouviu 2.560 jovens homens e mulheres dos quatro países com idade entre 14 e 21 anos, com o objetivo de descobrir quando e onde começa a exposição ao ódio contra as mulheres, chamado de misoginia, e como as experiências generalizadas de assédio sexual ocorrem durante a adolescência.

No Brasil, as pesquisas foram feitas com 500 jovens, sendo 250 mulheres e 250 homens, em dezembro do ano passado. Os jovens ouvidos, de todos os níveis de escolaridade, eram de todas as regiões do país.


Crédito: Agência Brasil, 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

POLITICA EM DEFESA DOS DIREITOS DAS MULHERES: Ônibus Lilas na comunidade corredores

Comunidade Corredores participa de evento com o Ônibus Lilás 

A Prefeitura Municipal de Campo Maior, realizou na manhã dessa terça-feira (12 de dezembro) mais uma ação da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A ação aconteceu na Comunidade Corredores, zona rural do município.
Através da Secretaria de Assistência Social - SEMAS e da Coordenação de Política para as Mulheres, o Ônibus Lilás, foi até a comunidade Corredores para fortalecer a campanha de combate à violência contra a mulher. O ônibus provoca a união entre vários profissionais para encorajar as mulheres a fazer a denúncia de violência.
Prefeito Professor Ribinha
Para demonstrar o comprometimento da gestão no combate à violência contra a mulher, o Prefeito Professor Ribinha e a Secretária de Desenvolvimento Social, Nilzana Gomes, participaram de todo o evento que reuniu uma quantidade significativa de pessoas da região.
Para Ribinha, a questão da violência contra a mulher tem ganhado cada vez mais notoriedade no Brasil e no mundo. Com o objetivo de levar informação sobre o tema, o ônibus lilás é uma ótima ferramenta. Queremos que a mulher se sinta valorizada. A gente vê que tem solução”, pontuou em sua fala.
Secretária Nilzana Gomes
Nilzana Gomes afirmou que  "debater sobre esse assunto é fundamental, principalmente para a conscientização da população, que ainda é mal informada sobre um assunto tão grave", por isso a presença do Õnibus na localidade.
Com a articulação de várias secretarias municipais, a Semas e a Coordenação das Mulheres, contou com parceiros como a OAB e o Governo do Estado, no desenvolvimento da ação, demonstrando a importância do tema.
Coordenadora Luzia Pereira
Segundo a Assistente Social Luzia Pereira, Coordenadora de Política para as Mulheres, a atuação da Prefeitura de Campo Maior por meio da Coordenadoria, visa acolher as mulheres em situação de violência com o atendimento psicológico e demais encaminhamentos. “Todo o trabalho de acolhimento depois que a mulher faz a denúncia é importante, para que ela possa vencer os desafios”, disse.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

"Para combater o machismo, educação em casa é essencial"

foto> www.expressomt.com.br

Olá!!!!!

Período eleitoral. Pouco tempo para garimpar na Grande Rede matérias que possam atrair a atenção de nossas leitoras e leitores. 

Um tempinho roubado das atividades que ora realizo em prol da campanha do Professor Ribinha - 13, vice Dra. Liége e Vereadora Ynaiara Sousa 18.777, não posso esquecer uma de nossas maires bandeiras no blog: o combate à violência contra as mulheres.

Neste post, convido nossos leitores e leitoras a promover a análise de um tema bastante excitante e intimamente ligado à galopante violência contra as mulheres: o MACHISMO. É, essa nossa cultura de usar o possessivo MEU arde em nossas almas e deixa cicatrizes profundas.

Para combater o machismo, educação em casa é essencial 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

25 de Julho - Dia da Mulher Negra

Minha linha editorial nos programas jornalísticos que apresento ao longo dos últimos 20 anos, tem sido a da defesa dos direitos humanos, da luta contra o preconceito e, especialmente, a divulgação de matérias que tratem da necessidade de pormos um fim na violência contra a mulher.

É impensável para uma sociedade dizer que é evoluída se a mulher é massacrada, vilipendiada e agredida diariamente aos montes. E essa violência agrava-se quando a mulher é negra e, historicamente, relegada à escória da sociedade.

Precisamos neste momento refletir sobre as mais diferentes vertentes da violência as quais submetemos nossas mulheres, namoradas, amantes, filhas... Todas as que diariamente são tão necessárias e imprescindíveis à nossas vidas.

Convido a você, que diariamente busca encontrar no nosso blog elementos para discussões construtivas sobre os passos necessários a uma sociedade mais justa, a assistir o vídeo da filósofa Djamila Ribeiro sobre as múltiplas violações impostas às mulheres negras pelo racismo patriarcal.