Colunista Paulo Moreira Leite compara números de desmatamento entre as
gestões no ministério do Meio Ambiente e ironiza desempenho da
"estrategista", que disse que o Brasil não precisa de "gerentes"; "A
estrategista do meio ambiente Marina administrou, em média, 18.000
quilômetros quadrados de desmatamento. Com Carlos Minc, a média caiu
para menos da metade: 7000. Com Izabela, encontra-se em 5560, menos de
um terço do desempenho de Marina", informa; segundo o jornalista, este é
um "bom termômetro de avaliação" da candidata do PSB no terreno
ambiental
Recolhida para gravar programas de TV neste domingo, a ex-senadora
Marina Silva não foi perguntada sobre sua empresa que, nos últimos três
anos, faturou R$ 1,6 milhão com palestras; ao que tudo indica, ela
manterá a decisão de não revelar quem são seus clientes, em razão de
cláusulas de confidencialidade nos contratos; o silêncio poderá
preservar a identidade de financiadores já públicos e notórios de
Marina, como o Itaú e a Natura, mas não contribui para a transparência
do processo eleitoral; no início do governo Dilma, o então ministro da
Casa Civil, Antônio Palocci, caiu por se negar a revelar a identidade
dos clientes; naquela época, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) cobrou os
nomes; será que fará o mesmo em relação a Marina?
O deputado Beto Albuquerque (PSB/RS), vice na chapa de Marina Silva,
encontrou uma saída no mínimo curiosa para livrar a candidata do PSB da
saia justa em que ela se meteu após recuar no apoio aos homossexuais,
depois de receber um pito do pastor evangélico Silas Malafaia; de acordo
com ele, uma campanha presidencial não pode assumir compromissos com
projetos de lei no Congresso; "seria uma invasão de competência",
afirmou; se essa lógica prevalecesse, a partir de agora nenhum candidato
deveria prometer nada que dependesse de qualquer iniciativa
parlamentar; além disso, Marina também deveria excluir de seu programa
outras questões que dependem do Congresso, como a institucionalização do
Bolsa-Família; Beto também ameaçou emparedar o Poder
Legislativo; "Depois de eleger Marina, temos de ir para as ruas dar a
ela a cobertura para que possa exigir do Congresso as mudanças
necessárias ao país"; o Brasil já viu esse filme e terminou mal.
Em entrevista a Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, Juvandia
Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, afirma que o
banco Itaú, que tem Neca Setúbal, coordenadora do programa de governo
de Marina Silva, como acionista, é o que tem a pior relação com os
trabalhadores; "Se você olhar os últimos anos, o Itaú foi o banco mais
agressivo em termos de demissões. Repito: é o banco com o qual o
sindicato mais teve problemas", diz ela; de acordo com Guimarães, "não é
Neca Setubal que está na campanha de Marina, mas o banco dela"
A entrada em cena de Marina Silva, candidata do PSB à
Presidência da República no lugar de Eduardo Campos, mexeu com o cenário
eleitoral e já começa a reorientar as estratégias das campanhas adversárias. O
senador Aécio Neves (PSDB), deslocado para o terceiro lugar pela ex-ministra do
Meio Ambiente, pode ser, no entanto, o primeiro a adotar uma estratégia de alto
risco político.
Segundo informações de bastidor apuradas pelo repórter
Gerson Camarotti e publicadas em seu blog no G1, Aécio adotaria uma posição
pragmática diante da queda na pesquisa nacional e das dificuldades de seu
candidato em Minas, Pimenta da Veiga, 14 pontos percentuais atrás de Fernando
Pimentel, nome do PT ao governo. Aécio teria de optar pelo pragmatismo e
“mergulhar um período em terras mineiras”.
Essa hipótese ganhou as ruas ontem, sexta-feira, 29, por meio
do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas, Pedro Brandão Guadalupe. Em
postagem no Facebook, Pedro Brandão diz que, “se Marina passar muito Aécio, ele
sai, apoia ela, ganha no primeiro turno, e vira Governador de Minas Gerais
(sic)”. Ele reconhece que não seria a melhor opção, mas garante que “já está
certo o cheque-mate a qualquer momento no PT (sic)”.
É o que revela a pesquisa DataTempo/CP2; segundo o
levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida
presidencial em Minas Gerias, com 36,1%, seguida por Aécio Neves (PSDB),
com 26,5%; no levantamento anterior, a petista tinha 33,8%, e o tucano,
41,2%; a presidenciável pelo PSB, Marina Silva, aparece na terceira
posição, com 20,5%
O levantamento mostra também queda da taxa de rejeição de Dilma e
aumento do índice de mineiros que não votariam em nenhuma hipótese em
Aécio. Nesse quesito, Dilma foi de 32,3% para 26.1%, ao passo que Aécio
teve a rejeição elevada de 17,7% para 22,5%. A CP2 registrou também uma
melhora na avaliação do governo Dilma. A soma de notas 'bom' e 'muito
bom' passou de 32% para 37,2%. Já a soma de 'ruim' e 'muito ruim' caiu
de 36,7% para 32,5%.
Na simulação de segundo turno em Minas, Dilma venceria Aécio por
42,8% a 37.1%. Contra Marina, a presidente também triunfaria por 43,1%
contra 38,1%. A CP2 realizou 2.066 entrevistas no Estado. A pesquisa foi
registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR 00409/2014.
Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura em MG
Por Miguel do Rosário, postado em agosto 29th, 2014 |
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Acaba de ser publicado no site Pautando Minas. Aécio pode desistir do Planalto e assumir candidatura a governador Informação é do coordenador de redes sociais do PSDB em Minas Gerais
A entrada em cena de Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da
República no lugar de Eduardo Campos, mexeu com o cenário eleitoral e já
começa a reorientar as estratégias das campanhas adversárias. O senador
Aécio Neves (PSDB), deslocado para o terceiro lugar pela ex-ministra do
Meio Ambiente, pode ser, no entanto, o primeiro a adotar uma estratégia
de alto risco político.
Segundo informações de bastidor apuradas pelo repórter Gerson
Camarotti e publicadas em seu blog no G1, Aécio adotaria uma posição
pragmática diante da queda na pesquisa nacional e das dificuldades de
seu candidato em Minas, Pimenta da Veiga, 14 pontos percentuais atrás de
Fernando Pimentel, nome do PT ao governo. Aécio teria de optar pelo
pragmatismo e “mergulhar um período em terras mineiras”.
Segundo um cacique tucano teria dito a Camarotti, o partido teria
chegado à conclusão de que “é preciso manter o espaço em Minas”. Para
isso, poderia lançar mão de uma operação de alto risco: Aécio desistiria
da candidatura à Presidência e assumiria a missão de impedir que os
tucanos percam a máquina em Minas Gerais, de R$ 75 bilhões e 17 mil
cargos comissionados.
Essa hipótese ganhou as ruas nesta sexta-feira, 29, por meio do
coordenador de redes sociais do PSDB em Minas, Pedro Brandão Guadalupe.
Em postagem no Facebook, Pedro Brandão diz que, “se Marina passar muito
Aécio, ele sai, apoia ela, ganha no primeiro turno, e vira Governador de
Minas Gerais (sic)”. Ele reconhece que não seria a melhor opção, mas
garante que “já está certo o cheque-mate a qualquer momento no PT
(sic)”.
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Em abril de 2010, mesmo com o governo Lula pontificando com uma popularidade de 73%, o instituto Datafolha estimava que Serra teria 50% dos votos num eventual segundo turno, contra 40% de Dilma. Pouco mais de 1 mês depois, sem campanha na TV, Dilma ultrapassaria Serra, com 46% a 45%.
Ironicamente, são os mesmos números que atribuem hoje à Marina (50%) e Dilma (40%).
Depois que Dilma deixou claro, no debate na Band, que pensa em fazer
uma “regulação econômica” da mídia, alguns escrúpulos podem estar sendo
deixados de lado pelos institutos de pesquisa.
Ah, não, o fato de estarmos no fim de agosto não quer dizer nada. Ou
melhor, é vantagem para Dilma, porque se, em 2010, ela conseguiu
mudar uma diferença de 10 pontos para uma vantagem de 1 ponto, em pouco
mais de 30 dias, sem ajuda de rádio e TV, então ela pode agora, com
ajuda de rádio e TV, repetir o feito e desmontar uma possível armação
estatística.
O Ministério da Educação (MEC) começou nesta semana uma consulta aos
estados, ao Distrito Federal e aos municípios para coletar informações
para a construção de uma base nacional comum curricular. A questão é
demanda antiga de professores e de entidades ligadas à educação. Com uma
base comum haverá uma definição do que é preciso aprender em cada etapa
de ensino.
Segundo o MEC, a consulta teve início por meio de comunicado enviado a
cada secretário de Educação dos estados e do Distrito Federal e também a
cada uma das representações estaduais da União dos Dirigentes
Municipais de Educação (Undime). Com as informações, será produzido um
estudo que vai subsidiar as discussões em torno da base nacional comum
curricular.
Os dirigentes podem acessar o Sistema Integrado de Monitoramento,
Execução e Controle (Simec) do MEC e responder ao questionário sobre as
três etapas da educação básica – infantil, ensino fundamental e ensino
médio – no módulo relativo ao Plano de Ações Articuladas (PAR).
As questões são sobre os documentos e as normas curriculares produzidas
pelos sistemas de educação a partir de 2010, quando foram publicadas as
novas diretrizes nacionais. Além das perguntas, os dirigentes poderão
enviar documentos digitais com as normativas e propostas curriculares
dos respectivos sistemas.
A pasta informou ontem (28) que também a Diretoria de Currículos e
Educação Integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) também está
fazendo reuniões com especialistas de universidades e professores da
educação básica das diferentes áreas do conhecimento para auxiliar no
debate nacional sobre a base nacional curricular.
Surpreenderam as manchetes que afirmaram que a mais recente
pesquisa feita pelo instituto MDA para a Confederação Nacional dos
Transportes teria "confirmado" a pesquisa Ibope. Apesar de as duas
pesquisas mostrarem a mesma tendência, não mostraram a mesma coisa.
Contudo, devido à separação cronológica entre as duas pesquisas
supracitadas (Ibope foi a campo entre os dias 23 e 25 e MDA entre os
dias 23 e 26) e a última pesquisa Datafolha (divulgada no dia 18 de
agosto, com campo entre os dias 14 e 15), pode-se amaciar, ao menos no
momento, com o instituto de pesquisas da família Frias.
Sobre Ibope e MDA, porém, há diferenças fundamentais entre os quadros
que revelam. O Ibope pode ter minimizado a (má) situação de Aécio Neves
no primeiro turno e maximizado a (má) situação de Dilma Rousseff em
eventual segundo turno contra Marina Silva.
Ibope e MDA pesquisaram intenções de voto ao mesmo tempo – nos dias
23, 24 e 25. Não seria de estranhar, inclusive, que os pesquisadores de
campo dos dois institutos tenham esbarrado uns nos outros nas ruas.
A pesquisa Ibope tem margem de erro de 2 pontos percentuais e mostrou
Aécio com 19%, Marina com 29% e Dilma com 34%. Em simulação de segundo
turno, Marina venceria Dilma por 45 a 36 – 9 pontos de vantagem para a
candidata de oposição.
A situação de Aécio, nessa pesquisa, praticamente não mudou em
relação ao que o Datafolha retratou 10 dias antes. Pela margem de erro
do Ibope, ele não caiu.
Na ponta superior dessa margem, Aécio poderia ter no Ibope os mesmos
21% que no Datafolha. Com Dilma aconteceu o mesmo. Com ajuda da margem
de erro, pelo Ibope pode ter os mesmos 36% que teve no Datafolha.
A única divergência real do Ibope para o Datafolha é no segundo turno
entre Dilma e Marina. Os 9 pontos de vantagem de Marina no Ibope
superam em muito os quatro pontos que lhe deu o Datafolha (47% para
Marina e 43% para Dilma).
O grande problema é que a pesquisa MDA mostra situação muito pior
para Aécio e razoavelmente melhor para Dilma. Os 19% de Aécio no
primeiro turno no Ibope viram 16% no MDA, agora bem distante dos 21% no
Datafolha. Porém, o MDA confirma os números de Dilma e Marina no Ibope,
dentro da margem de erro de 2,2 pontos.
Já no caso de segundo turno entre Dilma e Marina, os números do MDA
diferem bastante em relação aos do Ibope. A pesquisa Ibope sobre segundo
turno é bem mais parecida com a do Datafolha, que foi a campo cerca de
10 dias antes.
No melhor cenário do Ibope para Dilma no segundo turno, considerando a
margem de erro ela poderia chegar a 38% e Marina a 43% – com vantagem
de 5 pontos percentuais para a pesssebista. Já no MDA, no melhor cenário
para Dilma ela pode ter 40% e Marina, 41,5% – uma vantagem (fora da
margem de erro) de apenas 1,5% para Marina.
O mais interessante na comparação das pesquisas Ibope e MDA é que
foram feitas simultaneamente e concordam em alguns resultados e divergem
em outros. Algum dos dois institutos errou feio na pontuação de Aécio
no primeiro turno e nas de Marina e Dilma no segundo, mas ambos
concordaram na pontuação de Dilma e Marina no primeiro turno.
Outro ponto em que o MDA diferiu do Ibope e do Datafolha foi na
simulação de segundo turno entre Aécio e Marina. À diferença desses
dois, que não pesquisaram esse cenário e não explicam por que, o MDA fez
a simulação e mostrou que a derrota de Aécio seria acachapante – 48,8%
para Marina e 25,2% para ele.
Na quarta-feira, este Blog questionou por que Ibope e Datafolha não fizeram simulações de segundo turno entre Marina e Aécio. O MDA deu a resposta.
Infelizmente, essa aparente manipulação de pesquisas ficou muito mais
fácil de ser feita em 2014 do que em 2010. Há quatro anos, Ibope e
Datafolha davam números mais favoráveis a José Serra e Sensus e Vox
Populi davam números mais favoráveis a Dilma.
Em maio de 2010, Sensus e Vox Populi diziam que Dilma estava empatada
com Serra e Ibope e Datafolha chegaram a dar 12 pontos de vantagem para
o tucano. Com isso, este Blog, através do Movimento dos Sem Mídia,
representou à Justiça Eleitoral e Ibope e Datafolha tiveram que
convergir para os números de Sensus e Vox Populi, pois foi aberta uma
investigação contra os quatro institutos na Polícia Federal.
Em 2014, como o Vox Populi praticamente só está fazendo pesquisas
privadas para o PT, os outros institutos, todos alinhados ao PSDB, estão
fazendo a festa. O Sensus, que em 2010 era mais favorável ao PT, este
ano faz pesquisas privadas para o PSDB. E Ibope e Datafolha continuam
tucanos.
Segundo informações de fonte do PT, o quadro real seria Aécio fora do
jogo e Marina e Dilma praticamente empatadas (tecnicamente) no segundo
turno. Dilma, portanto, está no jogo e com fortes chances de vencer a
eleição devido à melhor estrutura de campanha, tempo de televisão e
palanques mais sólidos, ainda que, em questão de alianças e
financiamento de campanha, Marina deva melhorar devido aos seus bons
resultados nas pesquisas.
Por fim, vale a reflexão de que a morte de Eduardo Campos foi péssima
para Dilma e Aécio e caiu do céu para Marina. Era, inclusive,
previsível. Como tem sido lembrado fartamente, Marina já tinha mais ou
menos esse percentual de hoje, em primeiro turno, no fim do ano passado.
Só o que não estão lembrando é que Marina Silva chegou a 26% no
Datafolha e 22% no Ibope em agosto de 2013, mas em setembro, no Ibope,
caiu para 16% – o Datafolha deixou de pesquisar intenções de voto de
Marina em agosto.
Como foi dito várias vezes aqui neste Blog, portanto, Marina, no
primeiro turno, é problema de Aécio. O segundo turno é outra história e
mesmo nas projeções que se faz de segundo turno, apesar de Marina estar
com leve vantagem sobre Dilma ainda é cedo para cantar vitória.
Bastante interessante a entrevista do senador no Portal G-1 e que nós reproduzimos para que possamos ter uma noção mínima sobre os debates realizados sobre tão importante tema.
Para senador e ex-ministro da Educação, escola no
Brasil está 'sem moral' e 'professores são tratados como seres sem
importância'.
Da BBC
Para
Buarque, para solucionar problema da violência no curto prazo 'só
colocando valium na merenda' (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Um dos grandes defensores da educação como instrumento de transformação
do Brasil, o senador Cristovam Buarque considera que o problema da
violência na rede pública de ensino do país é gerado principalmente por
causa da desvalorização da escola como instituição.
Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Cristovam afirma que a escola no
Brasil "está sem moral". "A escola desvalorizada gera violência, e a
violência desmoraliza ainda mais a escola. Os jovens sabem que saindo
com o curso ou sem, de tão ruim que são os cursos, não vai fazer
diferença, porque o curso não agrega muito na vida dele. Os alunos não
veem retorno na escola", explica.
Ministro da Educação do governo Lula entre 2003 e 2004, Cristovam
Buarque chegou a se candidatar à Presidência em 2006 levantando como
principal bandeira a "revolução na educação de base". Ele acredita que
só ela poderia resolver de vez o problema da violência e fazer com que a
escola voltasse a ser respeitada no país.
BBC Brasil - Como o senhor define o problema da violência nas escolas do Brasil? Por que ele acontece?
Cristovam Buarque - A sociedade brasileira é uma
sociedade muito violenta hoje, então as pessoas se sentem no direito de
agir violentamente, às vezes, até não necessariamente com agressão
física, mas com palavras.
As escolas estão rodeadas de traficantes, a violência do meio
influencia. O outro é o fato de que a escola não é uma instituição
valorizada e, ao não ser valorizada, as crianças também entram na mesma
onda da não valorização, se sentem no direito de quebrar os vidros, se
sentem no direito de levar as coisas pra fora.
Aqui mesmo na UnB (Universidade de Brasília), eu vi a enciclopédia
britânica sendo rasgada, porque o aluno em vez de tirar o xérox da folha
que ele precisava, arrancou a página e levou. Os próprios professores
são tratados como seres sem importância, que ganham salários baixos.
Além disso os jovens sabem que saindo com o curso ou sem, de tão ruim
que são os cursos, ele sabe que não agrega muito na vida dele. Os alunos
não veem retorno da escola.
BBC Brasil - Quais as consequências da violência na escola para a educação no país?
Cristovam Buarque - A escola desvalorizada gera
violência, e a violência desmoraliza ainda mais a escola. Os professores
hoje estão fugindo, porque o salário é baixo e há muito desrespeito com
relação à profissão deles. Quando a gente analisa o concurso para
entrar na universidade, o vestibular, os últimos cursos na preferência
dos vestibulandos são pedagogia e licenciatura, isso gera um clima de
desvalorização.
Para entrar em medicina são 50 por vaga, para pedagogia às vezes têm
mais vagas que candidatos. Isso gera desvalorização. E aí as pessoas
ficam quebrando as coisas, são violentas. Cria um ciclo vicioso. A
desvalorização da escola aliada à violência do país induz à violência
dentro da escola.
É preciso ter disciplina na escola, mas para o professor ser agente da
disciplina, ele tem que ter moral. Só que a escola hoje está sem moral.
Uma das coisas básicas da disciplina é o aluno chegar na hora. Como
chegar na hora se nem o professor dele chega na hora? Se o professor
dele ficou dois meses de greve?
O professor se vai um dia, não vai outro. A ausência do professor no
Brasil é tão grande quanto a do aluno. Eles faltam igualmente. Então
está faltando moral na escola.
BBC Brasil - Quais seriam as medidas a curto prazo para conter o problema?
Cristovam Buarque - Eu não vejo como resolver isso no
curto prazo, só se for atribuindo Valium (calmante) para todo aluno, se
colocar Valium na merenda. Brincadeira, mas é que é difícil ver uma
solução a curto prazo. Qual o caminho a médio e longo prazo? Valorizar a
escola, hoje o salário médio do professor na escola é R$ 2 mil, se você
pagar menos do que paga para quem vai ser engenheiro ou médico, os
melhores não vêm, eles não vão querer ser professores.
Você tem que ter um salário compensador, eu calculo R$ 9.500. Só que
para merecer esse salário, tem que ter um processo muito rígido de
seleção do aluno, para ver se a pessoa tem vocação, tem que quebrar a
estabilidade plena de que o professor continue no cargo sem se
aperfeiçoar, tem que ser uma estabilidade sujeita a avaliações.
Para a escola ser respeitada, o prédio tem que ser respeitado. As
pessoas não saem quebrando shopping, porque é um prédio bonito,
confortável. As crianças se sentem desconfortáveis na escola, por isso
que elas são violentas. A verdade é que a escola é mais violenta com o
aluno do que o aluno com ela. Ela obriga o aluno ficar sentado 6, 7
horas numa cadeira desconfortável, num prédio feio e mal cuidado.
Como fazer isso funcionar no Brasil a curto e médio prazo? Ir
implantando isso por cidade. Leva 20 anos no país todo, mas precisa de
um ou dois anos para fazer em uma cidade. E até lá, como faz? É o que
estão fazendo, colocar polícia, bom diretor. A polícia tem que ficar
longe da escola, mas no longo prazo. No curto prazo ela é uma
necessidade, porque ela diminui a violência da sociedade que está na
escola.
Além disso, é preciso identificar os alunos violentos. Um só jovem faz
uma violência que desmoraliza a escola inteira. Então identificando os
jovens que são agentes da violência você resolve o problema, levando ao
psicólogo, tratando esse jovem.
BBC Brasil - O que o senhor acha do modelo de educação nas escolas de hoje?
Cristovam Buarque - Não dá para seduzir uma criança
com métodos seculares como quadro negro, tem que ser computador, vídeo. O
professor tem que ser capaz de cavalgar a tecnologia da informação, de
se comunicar com a criança usando o computador. E finalmente a escola
tem que ser 6h ou 7h por dia. O menino se comporta melhor na escola que
ele fica o dia inteiro porque ela passa a ser um pouco da casa dele, a
escola tem que ser a extensão da casa da criança.
BBC Brasil - Aprovou-se no ano passado a medida de destinar 10%
do PIB pra educação. Esse dinheiro é suficiente? Então qual é o
problema da educação hoje em dia (se não é dinheiro)?
Cristovam Buarque - O problema é dinheiro, mas não é
só dinheiro. Se chover dinheiro no quintal da escola, a primeira chuva
vira lama. Se aumentar muito o salário do professor agora, isso não vai
mudar nada. Precisa de todas ações juntas, a revolução mesmo da
educação. Para pagar os R$ 9 mil (para os professores), para construir
as escolas novas, você precisa de 6,5% do PIB (na educação de base, sem
contar investimentos nas universidades).
Esse negocio de 10% do PIB foi uma farsa. Por que não colocaram 10% da
receita? Porque ao dizer que é do PIB, ninguém sabe de onde vai sair o
dinheiro. O PIB não existe, ele é um conceito abstrato de estatística.
Para fazer a revolução a qual eu me refiro, nós precisamos para a
educação de base R$ 441 bilhões em 20 anos, por isso que eu digo 6,4% do
PIB. Se supõe que pré-sal vai dar R$ 225 bi, ele poderia ser uma fonte
desse dinheiro. Eu peguei 15 fontes de onde a gente poderia conseguir
esse dinheiro e com elas a gente pode chegar a R$ 750 bi. (Quais
fontes?) São várias, não vou citar todas aqui. Mas por exemplo, quem vai
querer um imposto sobre as grandes fortunas, reduzir publicidade do
governo, eliminar subsídio que se dá para educação privada, porque se a
pública vai ser boa, não precisa bancar a privada, ou então voltar a
CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), só que
fazer ela ser toda destinada pra educação, pegar 50% do lucro das
estatais que vão pro governo, usar rentabilidade de reservas?
Tudo isso dá o dinheiro que a gente precisa. Não precisa dos 10% do
PIB. Isso não existe. Eu defendo a federalização das escolas para tornar
o ensino público uma referência no Brasil. Hoje, das 196 mil escolas
públicas que nós temos, pouco mais de 520 são federais e essas são boas.
A seleção do professor é mais cuidadosa, as instalações são melhores o
regime de trabalho é melhor. Temos que levar esse padrão para todas as
outras.
Citado no debate do dia 26 entre
os candidatos a governador do Piauí, na TV Cidade Verde, o deputado
federal Assis Carvalho (PT) criticou a postura do governador Zé Filho
(PMDB).
No debate, Zé Filho questionou Wellington Dias (PT) por ter em sua
coligação um candidato como Assis Carvalho, que responderia a processos e
investigações na Justiça.
"Eu não vou entrar nisso porque eu levo o Piauí tão a sério, que em um
debate como esse não dá para brincar com coisas sérias", declarou
Carvalho.
Ontem, o clima do debate esquentou quando Wellington Dias questionou Zé
Filho sobre o que ele estava fazendo contra a helicoverpa.
O governador admitiu que não sabia o que era a larva que ataca
plantações nos cerrados, e declarou que "lagarta perigosa é quem toca
fogo na secretaria de saúde", sem citar que Assis Carvalho foi gestor do
órgão antes da sede da pasta ser incendiada.
Assis Carvalho comentou o episódio e criticou Zé Filho por não saber que
helicoverpa é o nome da praga e ainda usar o tempo de resposta para
"debochar". "Justo ele, que é o governador do Estado, que tem que cuidar
da última fronteira agrícola que nós temos no Estado do Piauí",
completou.
O
secretário de educação do Piauí, anunciou em entrevista no programa
Agora, TV Meio Norte, no início da tarde desta quinta-feira (28/08), que
a Secretaria de Educação e Cultura (Seduc), vai distribuir 100 mil
livros que vão ajudar de forma significativa o desenvolvimento da
educação no estado. O livro Linguagens, códigos e tecnologias, do
professor Luis Romero, é uma preparação específica para o Enem que tem
importância altíssima para os estudantes. O material que é semelhante
aos usados pelas escolas particulares, agora é distribuído para os
alunos.
Os livros já foram recebidos pela Seduc e a Controladoria
Geral do Estado (CGE) vai fazer a conferência. A
entrega do material vai ser feita pelos Correios ainda nos próximos
dias, a empresa foi contratada para fazer a distribuição de cada um dos
exemplares.
PROFESSOR LUIZ ROMERO FALA DO LIVRO “É
um livro colorido que pega a parte de artes. As provas do Enem não são
coloridas, muitos alunos perdem a prova por causa disso. O livro tem 500
páginas e abrange nove competências”, concluiu.
Pesquisa da
Confederação Nacional do Transporte (CNT)/MDA divulgada nesta
quarta-feira (27) mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) liderando a
corrida presidencial com 34,2% das intenções de voto para a Presidência
da República. Em segundo lugar está a candidata pelo PSB, Marina Silva,
com 28,2% das intenções de voto, e, em terceiro, Aécio Neves (PSDB), com
16%.
Com relação aos demais candidatos, Pastor Everaldo (PSC) obteve
1,3% das intenções de votos no primeiro turno; Eduardo Jorge (PV) obteve
0,4%; Luciana Genro 0,3%; e Levy Fidelix (PRTB) 0,2%. Zé Maria (PSTU),
Eymael (PSDC) e Rui Costa Pimenta (PCO) obtiveram 0,1% cada; e Mauro
Iasi (PCB) 0%. Votos nulos ou brancos somam 8,7%. Não sabem ou não
responderam 10,4% dos pesquisados.
Em pesquisa espontânea, quando se pergunta a intenção de voto do eleitor
sem mostrar a lista com os nomes dos candidatos, Dilma tem 26,4% das
intenções de votos no primeiro turno; Marina chega a 18,6% e Aécio tem
11,3%. Os demais candidatos ficaram com menos de 0,5% dos votos. Brancos
e nulos somariam 9,5%; não souberam ou não quiseram responder, 32,9%.
De acordo com a pesquisa, no caso de um segundo turno, Marina Silva
venceria um embate contra Dilma Rousseff, obtendo 43,7% das intenções de
voto, ante 37,8% da adversária. Nesse cenário, votos brancos e nulos
somam 12,4%, e não sabem ou não responderam à pesquisa 6,1%. Os
resultados são semelhantes à pesquisa do Instituto Ibope divulgada ontem
(27).
Se o embate no segundo turno fosse disputado entre Dilma e Aécio, a
candidata do PT obteria 43% dos votos, e o tucano 33,3%. Brancos e nulos
somariam 16,7%; não sabem ou não querem responder, 7%. Em um embate
entre Marina Silva e Aécio, em um eventual segundo turno, Marina seria
eleita presidente com 48,9% das intenções de votos, enquanto Aécio teria
25,2%. Brancos e nulos somariam 17,2%; não souberam ou não quiseram
responder, 8,7%.
Avaliação do governo
O governo Dilma foi considerada positiva para 33,1% dos entrevistados,
contra 28,8% que o consideram negativo. A aprovação do desempenho
pessoal da presidenta ficou em 47,4% – exatamente o mesmo percentual que
o desaprova. Para 6,8% dos entrevistados, o governo Dilma é avaliado
como ótimo; 26,3% como bom; 37,4% como regular; e 11,8% como ruim; e 17%
avaliam o governo dela como péssimo.
Para a pesquisa da CNT foram entrevistadas 2.002 pessoas em 137
municípios localizados em 24 unidades da Federação, entre os dias 21 e
24 de agosto. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais, para cima ou
para baixo, e o nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no
Tribunal Superior Eleitoral com o número BR400/2014.
Não nos cansaremos de usar este espaço para refletir sobre o curto-circuito em que vive o atual processo eleitoral. Buscou-se ao longo da última década aprimorar a legislação para se combater vários cânceres que embotavam a decisão soberana do eleitor. E não é que a maior emissora do Brasil resolveu ser a soberana nas eleições 2014?
Sabe-se muito bem que a Globo e suas ramificações não andam bem das pernas. Envolvida com milionária (ou bilionária) sonegação, portanto, às voltas com o Fisco, crer o grupo da família Marinho (uma das mais ricas do mundo) que pode manipular o processo de escolha do povo brasileiro, com ideias um tanto, digamos, ortodoxas.
O que se ver hoje na telinha da família Marinho é a tentativa desesperada de mudar o quadro de democratização em que vive o país, panorama bem diferente das ideias defendidas pelo grupo no período mais gangrenoso que temos de esquecer.
Vai aí, portanto, matéria do conceituada jornalista André Barrocal quanto as incursões da Globo, desvirtuando o verdadeiro papel da imprensa.
"André Barrocal: Jornal Nacional vira personagem eleitoral
A eleição
ganhou um personagem inesperado. Produto jornalístico de maior alcance
no Brasil, o Jornal Nacional, da Rede Globo, virou alvo de vigilância,
críticas e discussões, especialmente na internet. O ponto alto do
protagonismo ocorreu depois da rodada de entrevistas com os principais
presidenciáveis, sobretudo após a realizada com a petista Dilma
Rousseff, na terça-feira 19.
Por André Barrocal*, na Carta Capital
ReproduçãoWilliam Bonner e Patrícia Poeta apresentam o Jornal Nacional.
Segundo um levantamento do jornalista Ricardo Amaral, biógrafo de
Dilma, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta ocuparam 35%
dos 16 minutos da entrevista, o que atrapalhou a exposição dos pontos de
vista presidenciais. No comitê eleitoral petista, reclama-se que Dilma
não teve chance de falar tudo o que queria e que ela recebeu um
tratamento arrogante por parte de Bonner. O comportamento do
apresentador teria mostrado que a Globo censura a presidenta.
A impressão dos dilmistas de que o jornalista é arrogante com
entrevistados coincide com a constatação de pesquisas internas
encomendada pela Rede Globo e mantidas sob sigilo.
A primeira das entrevistas com presidenciáveis, com Aécio Neves, do
PSDB, em 11 de agosto, também causou surpresa entre assessores e
simpatizantes do tucano na internet. Não se esperava que Aécio fosse
confrontado, e de forma dura, com um tema incômodo, como é o caso da
obra construção de um aeroporto pelo tucano, quando governador de Minas
Gerais, em um terreno perto de uma fazenda da família.
Bonner reagiu aos ataques generalizadas com uma mensagem no Twitter na
quarta-feira (20). “Robôs partidários de todos os matizes insatisfeitos!
Corruptos insatisfeitos! Blogueiros sujos insatisfeitos! Muito bom!
Obrigado mesmo!”
O Jornal Nacional já era um personagem da campanha desde o fim de julho,
quando pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj
lançaram o "manchetômetro", um levantamento a respeito do espaço e do
teor das reportagens sobre os presidenciáveis. De janeiro a 20 de
agosto, diz o manchetômetro, o telejornal dedicou 1h22 a matérias
desfavoráveis a Dilma e 3min e 32seg a favoráveis. No caso de Aécio,
foram 7min e 42 seg a favor e 5min e 35seg contra.
O conteúdo do Jornal Nacional, programa mais lembrado pelos brasileiros
quando se pergunta o que mais vêem na TV, com 35% de citações conforme
uma pesquisa Ibope, levou Dilma e o ex-presidente Lula a lançarem uma
página na internet para divulgar o que consideram feitos de seus 12 anos
de governo. No ato de estreia do site Brasil da Mudança, mantido pelo
Instituto que leva seu nome, Lula disse que estava claro que o
telejornal era de “oposição”.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o PT também anda às
turras com a Globo. Na segunda-feira 18, o partido entrou no Tribunal
Regional Eleitoral contra a emissora, acusando-a de censurar o
postulante petista ao governo estadual, Alexandre Padilha. A emissora
tinha resolvido que só faria reportagens diárias no SPTV com candidatos
acima de 6% nas pesquisas. Padilha tinha 5% quando a decisão foi tomada,
no início de agosto.
Em sua ação contra a Rede Globo, o PT diz que rádio e TV são as mídias
que mais atingem os brasileiros e que, por serem concessões públicas,
“não podem, até por isso, ser usados para beneficiar esse ou aquele
candidato, essa ou aquela candidatura”. Pressionado, o SPTV entrevistou
Padilha nesta quinta-feira 21, dentro de sua rodada de entrevistas com
os candidatos ao governo paulista."
O
deputado federal Assis Carvalho ajuizou representação judicial com
pedido de liminar no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí contra o
Portal 180 Graus, em face de Manoel José, blogueiro da sessão
“bastidores” e o editor-chefe do portal, Alisson Paixão. Assis Carvalho
entrou com o pedido de liminar para que matérias veiculadas sejam
retiradas.
Assis Carvalho considerou que as matérias veiculadas pelo portal no
episódio em que seu carro foi investigado pela Polícia Federal no início
de agosto possuem conteúdos “difamatórios”, “discriminatórios”,
“caluniosos”, e “vexatórios” e que degradam ilicitamente a sua imagem.
Além da retirada, o deputado pede que o portal publique direito de
resposta.
O juiz Antônio Lopes de Oliveira considerou que a representação feita
por Assis Carvalho e seu advogado estaria com ausência de documentos e
com isso, indeferiu o pedido de liminar ajuizado pelo deputado federal,
extinguindo o processo no último dia 22 de agosto.
“A revista
erra, pela segunda semana consecutiva, ao tratar da relação de
cooperação do Brasil, Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e o
governo de Cuba”, diz o Ministério da Saúde (MS) em nota de
esclarecimento sobre a abordagem na cooperação para o Programa Mais
Médicos publicada na Revista Veja.
Marcos Ribeiro/ Prefeitura de SerraApenas 12% das vagas foram preenchidas nas duas primeiras etapas do Programa. Centenas de cidades ainda precisavam de médicos.
Além dos esclarecimentos, o Ministério da Saúde também registra
que não foi efetivamente procurado para a primeira reportagem do fim de
semana (16 e 17 de agosto) e teve sua carta de resposta não publicada
nesta edição.
O MS explica que “os recursos orçamentários destinados ao Mais Médicos
independem da origem do profissional. Trata-se de um valor estipulado
por edital e representa o número de participantes oferecidos”,
Em todos os cinco ciclos de inscrição para o programa, a prioridade foi
para os médicos brasileiros. As vagas não escolhidas pelos brasileiros
foram oferecidas para médicos brasileiros formados no exterior e para
intercambistas individuais, de diversas nacionalidades, sem diploma
validado no Brasil. Somente após o cumprimento deste percurso as vagas
foram preenchidas pelos médicos cubanos.
“Isso significa que, se 100% das vagas fossem preenchidas pelas
inscrições individuais, não existiria termo de cooperação com a Opas e
muito menos o repasse de recursos para trazer médicos cubanos”, afirma o
Ministério.
Apenas 12% das vagas foram preenchidas nas duas primeiras etapas.
Centenas de cidades ainda precisavam de médicos para atuar em sua rede
de atenção básica e dar assistência adequada a sua população. Cooperação com a Opas
A solução foi optar pela cooperação com a Opas, em um tipo de acordo
semelhante ao firmado com outros 63 países. O cálculo do novo termo,
publicado no diário oficial de segunda-feira (18), obedeceu às mesmas
condições fixadas pelo edital do Programa.
O novo termo manterá os 11.429 cubanos que atuam no Programa em mais de
3.500 cidades com histórica dificuldade para provimento e fixação de
profissionais. Esses médicos representam quase 80% dos mais de 14,4 mil
participantes do Mais Médicos e mais de 2.700 cidades são atendidas
exclusivamente por eles.
Para superar a carência de profissionais no Brasil, além desse
fornecimento considerado emergencial, ou seja, não permanente, o Mais
Médicos também está expandindo e qualificando a graduação e a residência
médica, com a criação de 11,5 mil vagas de graduação em medicina e 12,4
mil bolsas de residência médica. Também estão sendo revistas as
diretrizes curriculares de medicina visando melhoria da formação do
profissional médico para sua atuação na rede básica de saúde.
Com o foco na valorização desse importante pilar da saúde pública, capaz
de resolver 80% dos agravos de saúde da população, o Ministério da
Saúde tem ampliado a cada ano os recursos destinados a atenção básica.
Só neste ano, está previsto o repasse de R$20 bilhões. Esse incremento
de investimentos já impacta positivamente na assistência à população.
Da Redação em Brasília
Com informações do MS
Perfil do
personagem sobre a presidente Dilma Rousseff, que contava com 1,5 milhão
de seguidores no Facebook, foi retirado do ar por seu criador,
desanimado com “hostilidades na internet em período eleitoral”;
integrantes do comitê presidencial sinalizaram possibilidade de
contratação de Jeferson Monteiro para a campanha de Dilma e, assim,
trazer "Dilma Bolada" de volta.
Roberto Stuckert Filho/ PR
O governo Dilma Rousseff quer reverter a decisão de Jeferson
Monteiro de tirar a ‘Dilma Bolada’ da internet. Perfil do personagem
satírico sobre a presidente Dilma contava com 1,5 milhão de seguidores
no Facebook mas foi retirado do ar por seu criador.
Ele alegou a escalada de hostilidades na internet em período
pré-eleitoral pela tomada da decisão: “Entramos no período eleitoral e
esse ano não vai ser mole. Há alguns dias foi liberada a campanha e é
muito ruim saber que você pode fazer a diferença mas ver que está quase
sozinho no meio de uma tormenta que é a internet, e que tem tudo para
piorar conforme cinco de outubro (data da eleição) se aproximar”.
Integrantes do comitê presidencial querem reanimar um projeto de
contratação de Monteiro para a campanha de Dilma e, assim, trazer "Dilma
Bolada" de volta. Recentemente, ele disse que nunca recebeu nada pelo
perfil, mas que atuaria na campanha desde que tivesse liberdade para
criar.