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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

MEC quer rever plano de formação de professor, diz ex-secretária

O Site UOL.Com traz uma interessante matéria sobre Educação. Transcrevo-a na íntegra para que possamos acompanhar os rumos da Educação em nosso país.

Ana Carla Bermúdez
Do UOL, em São Paulo
19/02/2019 17h17Atualizada em 20/02/2019 16h36


O MEC (Ministério da Educação) na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve fazer modificações na BNC (Base Nacional Comum) dos professores, documento que previa alterações na formação docente e que foi apresentado em dezembro de 2018 pelo então ministro Rossieli Soares.

A base estava pronta para avaliação do CNE (Conselho Nacional de Educação). Maria Helena Guimarães Castro, ex-secretária-executiva do MEC e membro do conselho, disse hoje que o ministério "requisitou oficialmente" que a base de formação dos professores retorne à pasta. Segundo ela, o MEC "quer fazer ajustes" no documento.

"Eu me senti na obrigação de comunicar, porque já sei disso e todo o conselho já sabe", disse Maria Helena durante o evento Educação Já, realizado em São Paulo pelo Todos pela Educação, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

A expectativa era que, após a discussão e aprovação no conselho, o documento já fosse homologado pelo MEC. Ele trazia dez competências gerais para os professores, que abordavam o respeito aos direitos humanos e à diversidade, além de propor uma avaliação anual para habilitação à profissão e a criação de um programa de residência pedagógica.

Maria Helena afirmou, no entanto, que a gestão atual sinalizou que não pretende "desmontar" o documento. Ela disse ter conversado com o secretário-executivo do MEC, Luiz Antonio Tozi, e com a secretária de educação básica, Tania Leme de Almeida --que, segundo ela, "estão muito dispostos ao diálogo, à troca de ideias".

"Eles querem rever, porque o documento chegou no final do ano, e legitimamente o CNE ainda não começou a discuti-lo", afirmou.

Em nota, o MEC confirmou ter pedido ao CNE o documento da BNCC dos professores.

"O pedido foi feito porque a atual gestão do MEC quer ter ciência e participar ativamente do processo de formulação da Base", afirmou a pasta, que disse que o documento foi entregue ao CNE pela gestão passada "no apagar das luzes".

O ministério informou que só após analisar a Base decidirá se fará ou não alterações.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Nós, professores, estamos preparados para a nova BNCC?

Na última terça-feira (4 dez), foi votada e aprovada a no Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio pelo CNE - Conselho Nacional de Educação. Muitos temas importantes para professores de Ensino Médio ficaram de fora, outras tantas, foram incluídas. 

Apesar das "discussões", "apreciações" e "votações" realizadas em todos os estados da Federação, nossa voz e nossas experiências não foram inseridas, vez que o projeto desta base já trazia tudo "mastigado", quase sem possibilidades de mudanças significativas - afinal, a educação sempre é feita por quem nunca entrou numa sala de aula, bem como foi professor de escola pública.

Precisamos estar preparados para os novos desafios. Somos não só mediadores, mas executores desses projetos de cima para baixo. Precisamos estar atentos às vontades políticas ou às ideologias do momento do poder.

Bem interessante matéria do Portal Nova Escola, que traz inserções que podem nos ajudar em um primeiro momento ter uma visão geral dos fatos que norteiam a base que teremos nas próximas décadas.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Essa não deixo passar "batido"

:
GOVERNO INTERINO DESMONTA CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO


Interino Michel Temer revogou nesta terça-feira, 28, a nomeação de quatro conselheiros da Câmara de Educação Básica e de três membros da Câmara de Educação Superior; além disso, foi revogada a recondução de três membros da Câmara de Educação Básica e dois conselheiros da Câmara de Educação Superior; conselheiros banidos por Temer foram indicados pela presidente Dilma Rousseff em maio.
Confira a matéria do Portal Brasil 24/7: 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Só para quem gosta de educação I

Escolhemos as principais informações sobre a educação que foram destaque na semana


Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas abre inscrição para 2016

Mesmo em greve no Piauí, as escolas públicas podem inscrever seus alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio na 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). As inscrições começam nesta segunda-feira (22) e vão até o 1º de abril, no site da competição.

O processo de seleção dos estudantes tem duas fases: a primeira acontece no dia 7 de junho e a segunda, em 10 de setembro. Os vencedores serão anunciados no dia 30 de novembro. Serão premiados 6,5 mil alunos (500 medalhas de ouro, 1,5 mil medalhas de prata e 4,5 mil medalhas de bronze) e concedidas cerca de 46 mil menções honrosas.
É necessário, portanto, que as escolas inscritas iniciem - logo sejam iniciadas as aulas - uma programação voltada para tal fim, no sentido de evitar os números vergonhosos que nossas escolas têm  atingido.
Especialista diz que proposta do currículo básico joga educação para baixo
Paula Louzano, doutora em política educacional pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos,  diz na Veja.com que o documento apresentado pelo MEC sobre a Base Curricular Comum Nacional, da forma como está, não formará um estudante dentro de bases sólidas, prejudicando sensivelmente o desenvolvimento da educação brasileira.
Educação em Goiás: governo estadual começa desmonte da educação e CNE dará parecer 
O Estado de Goiás quer transferir para Organizações Sociais OSs a responsabilidade de gerir as escolas de sua rede.
Num verdadeiro projeto de desmonte - ou incompetência - a intenção tem provocado nos educadores daquele estado uma profunda preocupação, e a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), o Conselho Nacional de Educação deverá exarar parecer sobre a questão em até três meses. 
Pela proposta do governo goiano, organizações sociais, que são entidades privadas sem fins lucrativos, deverão cuidar da administração e infraestrutura de escolas e poderão também contratar professores quanto funcionários administrativos. As OSs serão responsáveis pela formação continuada do corpo docente e pela garantia de melhorias no desempenho dos estudantes.
Educação é de berço?
Nos últimos anos têm se verificado um verdadeiro puxa-encolhe de quem deve partir a iniciativa de educar: família - escola - igreja. Essa postura deixa de lado um preciosíssimo tempo que jamais será recuperado.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

MEC inicia construção de currículo nacional




Agência Estado
Publicação: 03/07/2014 15:40 Atualização:

O Ministério da Educação (MEC) deu nesta quinta-feira (3) o pontapé inicial para a construção da chamada Base Nacional Comum da Educação Básica, que prevê o que os estudantes brasileiros devem aprender a cada etapa escolar. Previsto na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), esse dispositivo nunca foi elaborado. É tido por especialistas como fundamental para avanço educacional e na garantia da qualidade do ensino.

A Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC recebeu nesta quinta um documento que será o "desencadeador" do debate nacional sobre o tema. O texto foi coordenado pela ex-diretora de currículos e educação integral da pasta, Jacqueline Moll. "Estamos propondo uma discussão em regime de colaboração onde estejam presentes o MEC na condução, secretarias e uma participação mais ampla possível", disse ao Estado a titular da SEB, secretária Maria Beatriz Luce. "O MEC está aberto a construir conjuntamente se a Base Nacional será menos ou mais detalhada."

Depois do longo processo de discussão do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT), esse deve ser o debate que vai mobilizar o setor talvez nos próximos anos. A criação de uma base nacional sempre esteve acompanhada de resistência de setores de pesquisadores, que temem um engessamento da autonomia do professor. O respeito a diferenças regionais também é temido.

Além de definir com mais clareza o que se espera que os alunos aprendam nas determinadas fases escolares, a Base Nacional ainda guiará o processo de avaliação e da própria formação de professores. Hoje, as diretrizes da Prova Brasil (avaliação federal da educação básica) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) servem de indutores dos currículos municipais e estaduais mas são considerados genéricos.

A articulação em torno do tema conta com a participação da União de Dirigentes Municipais e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e também do Conselho Nacional de Educação (CNE). "O compromisso com o CNE é que o MEC coloque o documento para a apreciação online, e todo o País envie sugestões. Isso deve acontecer até o final de agosto", disse Rosa Neide Soares, representante do Consed.

Um grupo de mais de 50 especialistas e entidades também conversam há mais de um ano sobre o assunto, reunindo evidências internacionais e agrupando interessados. "A gente tem se dedicado muito a levantar evidências, mobilizar e colocar o tema em voga", disse Alice Ribeiro, secretária executiva do projeto de construção de uma Base Nacional Comum da Educação. "Cada escola vai aperfeiçoar de acordo com sua realidade", afirmou a ex-secretária de Educação Básica do MEC Maria do Pilar Lacerda.