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sábado, 29 de fevereiro de 2020

ENEM 2020: saiba como produzir o seu texto com o tema tecnologia

Jorge Câmara
Professor da Rede Estadual de Ensino/PI
Ola! Muitos que não gostam de deixar as coisas para a "última hora, já começaram a maratona para o ENEM 2020. Como sempre, uma das maiores aflições é a famosa redação - bicho-de-sete-cabeças para a maioria dos estudantes.

O conhecimento da estrutura do texto dissertativo-argumentativo não é o suficiente para "bombar" na redação. Questões relativas à norma-padrão da Língua Portuguesa (Competência I) e conhecimento (repertório) das questões que envolvem o tema, são imprescindíveis para a "costura" do texto.

É muito comum, no nosso dia-a-dia, emitirmos opiniões apenas no achismo. Com certeza, levamos para o corpo da nossa redação esses reflexos, que não ajudam a dar um elemento fundamental para os corretores: os traços de autoria. Por isso, muitas vezes os textos deixam de apresentam a sua "alma".

Não há mais como imaginar o tema da Redação do Enem nos dias atuais. Aí, precisamos estar preparados para qualquer assunto, seja ele qual for. Quando insistimos na leitura diária de uma série de conteúdos: sociedade, religião, política, governo, movimentos sociais, escola, dentre tantos outros, é no objetivo de criarmos condições para que os estudantes tenham o maior número possível de informações. Estas, se bem costuradas, servem de suporte para a argumentação e para a intervenção (a famosa conclusão).

Vive-se em uma sociedade de pura tecnologia. Não podemos mais dela fugir ou demonstrar desconhecimento. Não gostamos, claro, de sermos ignorantes, não é verdade? Mesmo que o tema não seja especificamente sobre tecnologia, o conhecimento da sua amplitude na sociedade atual pode dar suporte para temas variados: educação, saúde, arte, sociedade... Bem legal!

Diariamente, procuro fazer uma boa colheita na grande-rede para apresentar opiniões de especialistas sobre temas que estão presentes nos meios de comunicação. Reafirmo: não podemos produzir um texto na base do "ouvi dizer". É necessário analisarmos a opinião de várias pessoas que dominam um determinado assunto para, a partir daí, formamos um juízo de valor.

Estou deixando um link bem interessante sobre o tema tecnologia, que pode oferecer um suporte muito bom para o treino diário de produção textual.

Até a próxima postagem!   

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Educação em risco

Por Cláudia Brandão
Cidadeverde.com


A educação brasileira tem muitos problemas, todos já devidamente diagnosticados e estudados por especialistas de norte a sul do país. Não precisava, pois, arrumar mais um. Mas ele veio, justamente na pessoa de quem deveria resolvê-los: o Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.


Até agora, esse colombiano naturalizado brasileiro não apresentou uma ideia ou proposta consistente para melhorar a educação em qualquer dos níveis. Ao contrário, tem assumido o comportamento de um macaco em loja de louças, provocando desastre de todas as formas, com declarações e documentos estapafúrdios, que em nada contribuem para o aperfeiçoamento dos alunos brasileiros.
A infeliz entrevista concedida à Revista Veja, por si só, já seria motivo suficiente para sua demissão. Falar publicamente para um grande veículo de comunicação que os jovens brasileiros se comportam “como canibais, quando viajam ao exterior, roubando tudo que encontram pela frente”, é de uma leviandade sem tamanho.  Sem conhecer os jovens brasileiros, o ministro que deveria zelar pelo futuro deles, jogou-os todos na vala comum da marginalidade. Imagine agora como serão recebidos os adolescentes que partirem daqui para fazerem intercâmbio, ou simplesmente turismo, em outros países!
Achando pouco tamanha asneira, escreve um documento oficial com o slogan de campanha do já não mais candidato, mas agora Presidente da República, pedindo que, ao cantarem o hino nacional, os alunos fossem filmados. O que ele pretende com essa filmagem? Usar as crianças como garotos de uma propaganda ideológica que ele cisma em implantar no ensino brasileiro? O maior problema do senhor Ricardo Rodríguez é que ele parece estar mais preocupado em ideologizar o ensino do que em oferecer uma educação de qualidade aos estudantes.

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Tomei aqui a liberdade, mesmo sem a autorização da autora, de reproduzir a opinião da jornalista Cláudia Brandão por considerar importante que tenhamos, cada vez mais, opiniões das questões que começam a tomar corpo com ações do novo Governo brasileiro.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Queremos boa educação sem reconhecer o professor


Como sempre, não podemos deixar de compartilhar com nossos leitores - que buscam a boa informação - interessantíssimo artigo do advogado Miguel Dias Pinheiro (Portal AZ) quanto à necessidade de conhecer os profissionais da educaçãso. Boa leitura!
Resultado de imagem para imagem advogado miguel dias pinheiro"Fala, Tadeu Gobbi!: “A evolução pelo mérito, comum em sociedades avançadas, parece ter fracassado no país. Somos uma sociedade que dá pouco ou nenhum valor para professores, educadores, cientistas, pesquisadores e todas aquelas profissões nas quais as pessoas têm que estudar muito e dá duro por anos para conquistar alguma coisa. No Brasil tudo tem que ser rápido, sem esforço, porque aqui tudo se ajeita, trabalhar é para os trouxas.
Queremos que nossos filhos tenham boa educação, mas não reconhecemos o valor de nossos professores.
Amamos o policial violento, aquele que mata quem nos incomoda. Não aquele que é eficiente em resolver crimes. Endeusamos jogadores que se dão bem na vida pulando etapas como a educação. Comentamos com regozijo quando, mesmo ganhando fortunas em contratos internacionais, levam nossa malandragem para o exterior e dão golpes nos países que os acolhem.
Não nos incomoda ver políticos e castas do serviço público terem privilégios absurdos e imorais, típicos de republiquetas absolutistas. Aceitamos os serviços degradantes que recebemos apesar de pagarmos absurdamente caro por eles com impostos arrecadados, sobretudo dos mais pobres.
Nossa hipocrisia também é ilimitada. O mesmo empresário que frauda uma licitação e suborna um agente público, impõe em sua empresa regras de compliance rigorosíssimas. O comerciante que embala frutas impróprias para o consumo numa embalagem onde frutas maravilhosas escondem aquelas podres exige que o funcionário orientado a proceder desta forma tenha um comportamento íntegro. O mesmo cidadão que compra CDs e softwares piratas deseja que seu projeto, no qual investiu tempo e esforço, não seja copiado e subtraído. O sujeito que estaciona em vaga de deficiente no shopping é acometido de ira santa se alguém estaciona na frente da sua garagem.
Os exemplos são incontáveis. Invariavelmente quem comete estas infrações goza de prestígio social. Somos um país onde o esperto é ao mesmo tempo otário, porém alienado de sua condição de agente desta cultura e de exercer os dois papéis ao mesmo tempo.
Como nos tornamos tão cínicos e hipócritas é um fenômeno que precisa ser estudado. Tenho dificuldade em viver num país assim. Não questiono minha mãe pelos valores que me transmitiu, mas constato que eles me transformaram num cidadão vulnerável neste tipo de sociedade”.
José Tadeu Gobbi diz que cresceu numa família matriarcal. A mãe dele foi um referencial de pai e mãe ao mesmo tempo. Católica fervorosa, sempre teve valores rígidos. Honestidade para ela nunca teve nuances. Sempre foi parte essencial da conduta dele em tudo na vida, em casa, na escola, no trabalho, no convívio social. Mentir era uma afronta imperdoável!
“Se você quer mudar sua vida, estude, dispute seu espaço com honra. Não inveje teu amigo, nem teu vizinho. Seja melhor que eles com seu esforço. Não faça concessões ao vício. A virtude é sempre o caminho”, orienta o estudioso".

domingo, 5 de junho de 2016

OPINIÃO: A CAMA DE FERRO DA INTOLERÂNCIA*

Ensinamento marcante pode ser extraído da mitologia grega, mais precisamente do lendário Procusto, bandido que, vivendo, oculto, na serra de Elêusis, à margem da estrada que ligava Mégara a Atenas, tinha em sua casa uma cama de ferro para a qual convidava os viajantes a se deitarem. Os hóspedes de altura superior ao comprimento da cama tinham, enquanto dormiam, as pernas amputadas a machadadas. Os de altura inferior eram esticados, com cordas e roldanas, até que se igualassem ao comprimento da cama.  O reinado de horror do tirânico Procusto chegou ao fim quando o herói ateniense Teseu o capturou e fê-lo deitar em sua própria cama onde teve a cabeça e pés decepados.  Teseu aplicou a Procusto o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes, incautos. A lógica doentia de Procusto era a padronização, isto é, todos deveriam caber na sua medida, na sua régua. Os que estivessem fora da medida única seriam enquadrados, subjugados. Embora Teseu tenha aniquilado o monstro da mitologia grega, seu espírito intolerante até hoje faz estragos pelo mundo afora, inclusive no Brasil. Aliás, a medida única de Procusto, representada por sua cama de ferro, metaforiza cabalmente o sentido da intolerância de uns em relação a outros. Mesmo sem a crueldade dos métodos de Procusto, frequentemente queremos enquadrar as pessoas na nossa régua de comportamento, nos padrões que julgamos ideias, ajustando-as aos conceitos de como deveriam ser. Vezes sem conta o espírito de Procusto se interpõe à história da humanidade. Exemplos de singular relevo são o holocausto e escravidão negra, onde os que se julgavam seres superiores acharam-se no direito de subjugar os que eram “diferentes”. Na inquisição usou-se até o nome de Deus para enquadrar os “diferentes”.  As cenas comuns de homofobia e ataques a homossexuais não são outra coisa senão reminiscências despertadas da cama de ferro de Procusto.  “Mas, não é a diversidade uma característica de homens e mulheres? Então,  por que insistir em obrigar homens e mulheres a viverem segundo os mesmos padrões e ideais, forçando-os a ajustar suas vidas aos conceitos pré-estabelecidos?”
Acautelemo-nos: o espírito, à solta, do crudelíssimo bandido mitológico ainda não encontrou a quietude do melhor sono; ressurge impondo a sua régua mutiladora, ora fisicamente, ora psicologicamente. Visível ou invisivelmente, a cama de Procusto pervaga por diversos ambientes inclusive nas escolas. “Alunos “diferentes” têm sido mutilados em suas características em nome do padrão social”. Muitos são os que tentam adequar os outros aos seus imperativos, forçando-os a entrarem nas suas medidas.
Que não sejamos acometidos da odiosidade que faz apertar o gatilho contra os que são “diferentes” ou pensam de modo diverso. A diferença entre pessoas é da essência do mosaico de povos. Que Deus abençoe a todos, sobremaneira os que, por serem “diferentes” são molestados pelos procustianos, simpatizantes da cama de ferro da intolerância, dentre os quais conhecidos apóstolos da intransigência: figuras da política, célebres redatores, etc.

* Jacob Fortes

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Só para quem gosta de educação I

Escolhemos as principais informações sobre a educação que foram destaque na semana


Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas abre inscrição para 2016

Mesmo em greve no Piauí, as escolas públicas podem inscrever seus alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio na 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). As inscrições começam nesta segunda-feira (22) e vão até o 1º de abril, no site da competição.

O processo de seleção dos estudantes tem duas fases: a primeira acontece no dia 7 de junho e a segunda, em 10 de setembro. Os vencedores serão anunciados no dia 30 de novembro. Serão premiados 6,5 mil alunos (500 medalhas de ouro, 1,5 mil medalhas de prata e 4,5 mil medalhas de bronze) e concedidas cerca de 46 mil menções honrosas.
É necessário, portanto, que as escolas inscritas iniciem - logo sejam iniciadas as aulas - uma programação voltada para tal fim, no sentido de evitar os números vergonhosos que nossas escolas têm  atingido.
Especialista diz que proposta do currículo básico joga educação para baixo
Paula Louzano, doutora em política educacional pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos,  diz na Veja.com que o documento apresentado pelo MEC sobre a Base Curricular Comum Nacional, da forma como está, não formará um estudante dentro de bases sólidas, prejudicando sensivelmente o desenvolvimento da educação brasileira.
Educação em Goiás: governo estadual começa desmonte da educação e CNE dará parecer 
O Estado de Goiás quer transferir para Organizações Sociais OSs a responsabilidade de gerir as escolas de sua rede.
Num verdadeiro projeto de desmonte - ou incompetência - a intenção tem provocado nos educadores daquele estado uma profunda preocupação, e a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), o Conselho Nacional de Educação deverá exarar parecer sobre a questão em até três meses. 
Pela proposta do governo goiano, organizações sociais, que são entidades privadas sem fins lucrativos, deverão cuidar da administração e infraestrutura de escolas e poderão também contratar professores quanto funcionários administrativos. As OSs serão responsáveis pela formação continuada do corpo docente e pela garantia de melhorias no desempenho dos estudantes.
Educação é de berço?
Nos últimos anos têm se verificado um verdadeiro puxa-encolhe de quem deve partir a iniciativa de educar: família - escola - igreja. Essa postura deixa de lado um preciosíssimo tempo que jamais será recuperado.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Opinião: Sensatez (Antonio Neto)

O primeiro post da semana é a opinião do articulista do face, meu amigo Antonio Neto. A propriedade do Neto quanto às ridículas manifestações de ódio ao desenvolvimento de Campo Maior,  é algo que nos deixa preocupados quanto ao nível intelectual de muita gente que imaginamos "pessoas do bem".

Sensatez

Há algumas coisas por trás das disputas entre situação e oposição que não percebemos. Coisas bem diferentes das aparências, onde somos nós os principais afetados por essas coisas que tão pouco podemos entender.

Há muito e muito tempo, ouvi um história do meu querido irmão em Cristo, Pastor Manoel Cardoso ( Primeira Igreja Batista de Campo Maior) onde ele narrou assim:

"Dois soldados inimigos no campo de batalha, podem perfeitamente se unir para procurar água para beber na sua luta pela sobrevivência, sem que isso promova qualquer alteração nas questões que os levaram a entrar em combate. É o aliado circunstancial. Não é, de forma nenhuma, um amigo. É alguém a quem é mais inteligente se unir numa circunstância muito específica, em que a outra opção seria enfrentar sozinho um mal enorme".

Moral da História: o simples fato de estarem frequentemente se enfrentando não quer dizer que eles não possam se juntar no combate a terceiros personagens (AÇUDE GRANDE), que queiram, por exemplo, questionar a limpeza do Açude , que irá beneficiar, historicamente, a população campo-maiorenses.

A dinâmica do Poder não é movimentada por personagens imaturos e passionais. Algumas criaturas assim aparecem, de quando em vez, mas somem logo e mandam muito pouco, na verdade. Os grandes líderes políticos são pessoas altamente calculistas e frias o bastante para combaterem o adversário aqui, sem deixar de se aliar a ele acolá, na hora em que for conveniente, principalmente quando  em benefício do povo.

Antonio Neto 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Opinião: Professor Celson Chaves

Professor Celson Chaves Foto: facebook
Eu não estou aqui para defender políticos ou partidos. Até porque eles não merecem. Mas vocês já perceberam que tudo que dá errado neste país, é culpa deles, como se essa classe social fosse a única culpada pelos problemas existentes neste país.

É claro que grande parte das questões não resolvidas que ocorrem no Brasil é de inteira responsabilidade dos que comandam, pois são as autoridades responsáveis pelo desenvolvimento desta nação. 

Contudo, o que mais impressiona, é A SUPREMA AUTORIDADE DESTE PAÍS -- o povo brasileiro -- que se comporta face às mazelas sociais e falta de honestidade de nossos políticos, com falsa moralidade, enquanto que são os primeiros a dar mal exemplo. É gente furando fila de banco, hospital...; gente que sempre dá um “jeitinho” para burlar as leis de trânsito; não pagar impostos...; gente que joga lixo na rua, estaciona carro em local proibido; que reza para aparecer uma oportunidade para um golpe; que na primeira ocasião vende seu voto a qualquer preço para políticos corruptos.

O povo transforma os políticos em "bode expiatório". O CIDADÃO BRASILEIRO NÃO SE LEMBRA QUE TODOS NÓS FAZEMOS PARTE DO MESMO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO.

Se existem políticos corruptos é porque existem eleitores que se deixam corromper. E NÓS AINDA CULPAMOS E RECLAMAMOS DOS POLÍTICOS QUE TEMOS.... É FACIL JOGARMOS TODA CULPA NELES. PELO MENOS PRA ISSO ELES servem NO BRASIL, PARA SEREM MALHADOS COMO JUDAS DIANTE DE UMA SOCIEDADE HIPÓCRITA QUE SE JULGA VITIMA.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A quem interessa (des)informar



Professor Jorge Câmara
Sou um devorador de noticiosos. O controle remoto da velha TV, frenético em minhas mãos, já não mais atende às minhas necessidades de saber as notícias do mundo. Nem o rádio  “made in China” traz sossego à minha mente.

Nos 23 anos de efetivo exercício do magistério, sempre com foco na produção de textos, aprendi a perscrutar o que se esconde nas entrelinhas - no subliminar -, dos textos produzidos por pessoas das mais variadas faixas etárias; classes sociais; religiões e segmentos profissionais.

Textos escritos ou orais, chamam a minha atenção. Sempre chamaram.

Nesse momento de tantas (des)informações, não consigo entender o porquê de tantas pessoas acharem que o passado pode ser apagado com borracha branca.
Saudade de outrora, quando podiam manipular o voto dos sofredores? Ou será da força que detinham e passavam incólumes nas tantas besteiras e injustiças que praticavam?

Sei apenas, que como Sócrates, nada sei. Apenas imagino que a atual crise é muito mais midiática que econômica. Muito mais de inveja, que de corrupção. De ódio, que de verdades.

As análise que faço – e que me deixam com o estômago embrulhado – principalmente dos textos das mídias orais, são os saudosistas (parasitas, gigolôs do poder, preguiçosos) desesperados por não terem mais chances de recapitularem suas nefastas ações.

Quando esses textos são produzidos por despreparados escrevinhadores tupiniquins ou “babadores” de microfone, vemos a barbárie, a grosseria com que tratam a informação. Desinformar é peça fundamental.

Lamento que estejamos sob a influência do apupo dessa corja – despreparada e renitente em ideias que não fazem mais sentido na sociedade da informação e da comunicação.

Campo Maior, 20 de setembro de 2015.

Professor Jorge Câmara

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Opinião: INDONÉSIA E A PENA DE MORTE

O carioca Marco Archer Cardoso Moreira, em entrevista ao repórter Renan Antunes, em 2005, admitiu ser traficante: — “Sou traficante e traficante, só traficante”.
À parte esse desvirtuoso e daninho ofício, pungiu o coração dos brasileiros, sobremodo o meu, a notícia da morte de Marco, na Indonésia, por fuzilamento. Se a pena cominada, irrecorrível, é desproporcional à falta isso é inelutável.
A gênese das firmes convicções do Marco, — de que conseguiria reverter a sua sentença de morte — pode encontrar-se no Brasil: a impunidade que não mete medo, que encoraja recidivar. No Brasil as malinações se sucedem e não acarretam arranhões ao pescoço, nem mesmo aos que detém históricos recheados de assentamentos desregrados, mas em terras que não poupam acrimônia às práticas delitivas esse pescoço pode ser aniquilado. São os riscos que correm os que, em territórios onde a tirania faz rosários de cabeças humanas, cometem infrações manifestamente puníveis; depois de submetidos à responsabilidade penal.  Safar-se cá não quer dizer safar-se lá.
Nem sempre se salva aquele que acredita salvar-se no farol que segue. A luz, por vezes difusa, pode esconder abismos escuros. É o alvitre de cada um. Em busca de moeda cada qual toma o caminho que lhe parece conveniente: uns lançam-se tenazmente ao picadeiro, outros cavoucam em chãos duros e há os que acreditam encontrá-las facilmente, sem transudar, em meio a infrações fascinantes.
Talvez houvesse no Marco alguma distinção pessoal que pudesse ser admirada, mas o seu ofício, que reputo nefasto, é digno da mais religiosa compaixão.
Para expandir o sentimento de tristeza, há outro brasileiro na fila, Rodrigo Gulart, condenado por igual delito e que, enfermo, padece de profunda desorganização psíquica. Traficar em terra de degola esses brasileiros, Marco e Rodrigo, de duas uma: ou tornaram-se traficante porque ficaram loucos ou ficaram loucos por tornarem-se traficantes.  Que o amorável Deus vele o sono eterno do primeiro; apiede-se do segundo, pois, quem sabe, este poderá optar por dar melhor emprego a sua existência. 

(Por Jacob Fortes, 22.01.2015).

domingo, 16 de novembro de 2014

Estamos à beira de um golpe?

Muito me preocupo quando ouço comentários que fogem à razão. Principalmente quando partem de pessoas que têm a OBRIGAÇÃO de serem bem informadas e que JAMAIS podem se deixar manipular pelos interesses obscuros das elites que se acham detentoras de um conhecimento salomônico.

Longe das questões partidárias, penso que nós aqui na ponta - ou será embaixo? - estamos longe de sabermos o que acontece de fato no centro do poder. Por isso, tenho tido a diligência em buscar informações de quem está próximo aos fatos e que não façam parte dos conglomerados que começam a perder o fio da história.

Se se tramou a Batalha do Jenipapo "nas noites silenciosas das fazendas", faz-se hoje um estardalhaço quando à necessidade de um golpe sobre o resultado das eleições findas e que deu a vitória à sensatez de um momento único na nossa história.

Certamente que demora-se a digerir uma derrota, mas é inacreditável o comportamento dos perdedores destas eleições. No subterfúgio de uma lavagem na corrupção que grassou na Petrobrás, desejam os próceres de uma insidiosa oposição, usando inocentes em suas manobras eletrônicas, propagar a necessidade de um terceiro turno, ou seja: GOLPE NA VONTADE POPULAR.

A sociedade brasileira realmente não suporta mais tanta corrupção, das mais simples e inocentes, às que trazem prejuízos a cada um de nós. Queremos sim, que tudo o que se propaga seja apurado com rigor, embora a nossa legislação seja leniente com quem usurpa nossas riquezas e ferem de morte setores importantes da nossa vida. 

O que mais se fala hoje é o caso da estatal responsável por uma riqueza sem tamanho, o ouro negro que jorra abundantemente e generosamente do nosso "solo gentil". diante do estarrecimento com que vemos os fatos serem desvendados, vêm-nos a pergunta-chave: vimos em algum tempo um presidente ser tão rigoroso coma a apuração de atos de corrupção? Creio que não!

É partindo desse princípio, que inicio convidando você, leitor do nosso blog, a também se informar com quem está próximo dos acontecimentos. CONFIRA AQUI o que reflete o blogueiro Miguel do Rosário.