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BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?

Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Bolsa Família: de "esmola eleitoreira" a exemplo de combate à fome

Um dos desafios históricos do Brasil era vencer as mazelas da pobreza extrema. Hoje, o país pode se orgulhar do exemplo que dá ao mundo com programas de inclusão social do governo Lula e Dilma, que em pouco mais de 10 anos tirou 36 milhões de brasileiros da pobreza, equivalente às populações, somadas, do Rio de Janeiro e Minas Gerais.


Programa beneficia 50 milhões de pessoas, um quarto da população brasileira. Programa beneficia 50 milhões de pessoas, um quarto da população brasileira.
Esse é o resultado da política que tem como carro-chefe o Bolsa Família. Reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo concreto e efetivo de política pública para redução das desigualdades sociais e combate à fome, o Bolsa Família atende 50 milhões de pessoas ou um quarto da população atual do Brasil, de 202 milhões de habitantes.

O investimento no programa, em 2014, é de R$ 25 bilhões, que representa cerca de 0,5% do PIB. Em média, cada família recebe R$ 167,00 mensais.

Entre abril e maio deste ano, 14,8 milhões ou 96,4% das crianças e jovens entre 6 e 17 anos acompanhadas cumpriram o mínimo de frequência escolar exigida pelo programa. Os estudantes indígenas, quilombolas e da área rural apresentaram resultados acima da média nacional: 97,7%, 98,1% e 97,7%, respectivamente.

Outro avanço diz respeito à mortalidade infantil por desnutrição que caiu 58% desde 2002, o que permitiu ao Brasil alcançar já em 2011 a Meta do Milênio para este item, fixada pela ONU para o ano de 2015.

Houve aumento de 50% no acompanhamento pré-natal e 99% das crianças estão com a vacinação em dia.

Mas além de reduzir a pobreza e a desigualdade, o Bolsa Família ainda contribui para o crescimento econômico. A cada R$ 1,00 que o programa repassa, o PIB tem um incremento de R$ 1,78, e o consumo final das famílias aumenta mais R$ 2,40.

“O Bolsa Família tem contribuído para o desenvolvimento do Brasil porque ele faz com que o Estado cumpra o seu dever de garantir direitos básicos das pessoas, principalmente daquelas que têm pouca ou nenhuma condição de vida”, afirma Lucia Rincon, presidente da União Brasileira de Mulheres.

Falácia tucana

Hoje, o Bolsa Família é uma unanimidade. Mas nem sempre foi assim. Durante a sua implantação no governo Lula em 2003, o programa recebeu críticas de setores da oposição, principalmente de lideranças ligadas ao PSDB, que tentavam deslegitimar o programa classificando-o como ‘assistencialismo simplista que não apresenta benefícios concretos’ ou ‘esmola eleitoreira’.

Para tentar sustentar esse discurso, criaram mitos em torno do programa, baseados em seus próprios preconceitos para com o povo brasileiro. Um deles era de que as mulheres teriam mais filhos para receber mais recursos do programa. Mentira: segundo o IBGE, a taxa de fecundidade, principalmente entre os beneficiários do programa, caiu de 2,4 filhos em 2000 para 1,77 filho em 2013 nesse período.

Outro mito era de que os beneficiados não iriam trabalhar nem estudar para viver somente dos benefícios. Os resultados mostram que os alunos do programa têm menor taxa de abandono escolar do que os não-beneficiados. E 70% dos adultos trabalham. Além disso, 1,6 milhão de famílias beneficiadas deixaram espontaneamente o programa.

O atual candidato tucano a presidente, Aécio Neves, jura de pés juntos que dará continuidade ao programa. Mas a julgar pelo tratamento dado no passado pelos tucanos, sabemos que isso não passa de discurso falacioso, pois a prioridade de Aécio é aplicar um brutal ajuste nas contas públicas e os primeiros da lista de corte são os programas sociais.

Do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com agências

terça-feira, 26 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Elite prepara golpe contra trabalhadores

Importante órgão noticioso, a Rede Brasil Atual faz uma análise do que pode vir por aí, principalmente contra os trabalhadores brasileiros, já que na economia, Aécio e Marina repetem FHC e projetam 'mudança mais do mesmo'

Da Rede Brasil Atual
Mercado financeiro e pregadores da austeridade se agrupam em torno das candidaturas de PSDB e PSB, que falam em necessidade de 'ajustes' que no passado significaram desemprego e corte de investimentos

São Paulo – Embora o tema de suas campanhas seja a mudança, os princípios que guiam a política econômica defendida pelas candidaturas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) não chegam a ser novidade: já foram “testados”, ao menos em parte, a partir de 1998 e até o fim do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002). No intervalo de uma semana, neste mês, os principais pensadores econômicos de Marina e Aécio – Eduardo Giannetti e Armínio Fraga, respectivamente –, apresentaram pistas do que poderá ser feito a partir de 2015 em caso de vitória. A palavra mais comum é “ajuste”, que incluiria um “choque fiscal”, redução de tributos e a diminuição da presença do Estado.
Em debate em São Paulo no dia 18, Giannetti fez menção a uma “espiral intervencionista” do Estado, que, segundo ele, “mina a confiança do setor privado”. O economista defendeu a necessidade de elevar a capacidade de investimentos do país, observando que “não cabe ao Estado substituir o mercado”. Cinco dias antes, durante palestra também em São Paulo, Fraga identificava um “quadro de perda de confiança” e “expectativas deprimidas”, defendendo a necessidade de “mobilizar o capital privado” para suprir as deficiências de infraestrutura.
Ambos lembraram o período de “ajuste” no Brasil entre 1998 e 1999. “Viramos, terminamos rapidamente o capítulo”, comentou Giannetti. “Se nós formos realistas em relação ao que temos no cardápio no ano que vem, o ajuste é bom. Poderíamos ter um ano que não seria nenhuma maravilha, mas seria um esforço útil. Em 1999, foi feito um enorme ajuste fiscal. Dá para evitar uma recessão e construir, mudar a trajetória”, disse Fraga, lembrando que o ajuste daquele período equivaleu a uma perda de quatro pontos do PIB.
Àquela época, como consequência das ações do governo federal para manter a estabilidade da moeda e a paridade "1 para 1" com o dólar entre 1994 e 1997, somadas ao impacto no Brasil de crises nos mercados emergentes, o cenário era desolador. Em um contexto de pedido de ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o país apertou a política de austeridade fiscal, adotou metas de inflação e implementou o chamado câmbio flutuante. O centro da meta da inflação para 1999 foi de 8%, com tolerância de dois pontos, para cima ou para baixo. O IPCA fechou em 8,94%.
Hoje, Fraga diz considerar excessiva a meta de 4,5%. Chegou a lamentar que o Banco Central considere 6%, perto do teto, “tão bom quanto 4,5%”. Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que é possível ir baixando os índices para chegar ao centro da meta em 2018 sem prejudicar investimentos e a criação de empregos. Fraga não chegou a sugerir um número, mas lembrou que “a maioria dos países está entre 2% e 3%”. Também é de 1999 a criação de uma medida que até hoje faz parte da pauta das centrais sindicais – que defendem sua eliminação. O governo implementou o fator previdenciário, que limitou os valores de aposentadorias por tempo de contribuição. Quanto menores idade e tempo de contribuição, maior o desconto no benefício, o que leva a que os representantes dos trabalhadores cobrem uma mudança no sistema, até aqui sem muitos ecos no Congresso por onde teria de passar a alteração.
A política de valorização do real ante o dólar atingiu a indústria e as exportações brasileiras – era o período do chamado “populismo cambial”, cunhado pelo jornalista Elio Gaspari. Curiosamente, em debate recente Armínio Fraga defendeu justamente o combate a essa prática, que estaria, em suas palavras, minando as contas externas brasileiras. De 1995 a 2000, o Brasil acumulou déficits comerciais.
Vieram as crises da Ásia (1997) e da Rússia (1998). O governo desvalorizou o real pouco depois da reeleição de FHC, em 1999. Logo em janeiro, Gustavo Franco pede demissão do Banco Central. Em março, seria nomeado Armínio Fraga.
A carga tributária, que andava na faixa dos 25% do PIB, aumentou para 30% em 2000 e chegaria ao final da gestão de Fernando Henrique perto dos 33%. Atualmente, está em torno de 36%. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o governo FHC elevou a carga tributária em 4,03 pontos percentuais. Com Lula, o aumento foi de 1,58 ponto, e com Dilma, de 2,2 pontos.
O desarranjo de indicadores econômicos e sociais da segunda metade da década de 1990 é próximo daquilo que as campanhas de oposição à presidenta Dilma Rousseff (PT) projetam para 2015, ainda que seja uma tese que não encontra dados para confirmar que o Brasil esteja seguindo rumo similar.
Uma das características predominantes da política econômica liberal do governo tucano foi a redução do Estado. Os gastos com saúde, saneamento, educação, cultura, trabalho, assistência e previdência social, por exemplo, que em 1995 representavam 61,8% das receitas correntes, caíram para 53,9% em 2001. O setor de Educação foi o mais afetado, com uma redução de 15,5% no período, de R$ 14,1 bilhões (em 1995) para R$ 11,9 bilhões (em 2001). No mesmo período, o orçamento de saúde e saneamento ficou praticamente estagnado, oscilando em torno dos R$ 20 bilhões. Em 2013, os orçamentos dos ministérios da Educação e da Saúde foram de R$ 88,1 bilhões e R$ 99,8 bilhões, respectivamente.
As áreas de assistência e previdência social também sofreram estagnação. Em 1995 foram destinados para o setor 40% da receita, e, em 2001, 39%. O governo também reduziu o porcentual de gastos com a área social em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto em 1995 os recursos para saneamento corresponderam a 2,3% do PIB, em 2001 caíram para 2%. Aumento de gastos, apenas com o seguro-desemprego: em 1995, do total de R$ 5,7 bilhões do orçamento para a área do trabalho, 46% foram utilizados com os desempregados. Em 2001, a área tinha orçamento de R$ 7,4 bilhões, dos quais 65% foram para o seguro-desemprego.
A queda dos investimentos públicos se deu para atender a outra prioridade: garantir o superávit primário para pagar os juros da dívida interna, que saltou de 30% do PIB em 1995 para 60% da riqueza brasileira em 2002. Além do superávit, a alta taxa de juros (FHC terminou o mandato com juros a 25%, depois de alcançar pico de 40% em 1999; hoje, a Selic está em 11%) e o câmbio flutuante, encerrado por Lula em 2005, eram a base do “tripé macroeconômico” que, mais do que controlar a inflação, a “converteu” em dívida pública, a ser paga aos bancos privados nacionais e internacionais pelas contribuições dos brasileiros. O mercado financeiro, diferentemente dos demais setores da economia, foi beneficiado pelas opções da política econômica da época. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou a investigar prejuízo do governo federal de até R$ 7 bilhões em programa de amparo financeiro aos bancos Marka e FonteCindam, que sucumbiram às mudanças cambiais da época.
Fraga e Giannetti são economistas de tendência liberal. O primeiro, formado na PUC do Rio de Janeiro e PhD pela Universidade de Princeton, e o segundo, na USP, com doutorado em Cambridge. O ex-presidente do BC vê urgência em uma reforma tributária, com simplificação da chamada tributação indireta, “facilitando imensamente a vida das empresas”. Assim, ICMS, IPI e PIS/Cofins seria unificado no IVA, Imposto sobre Valor Agregado. “As coisas na vida têm momento. Acho que o momento chegou para nós. Temos de declarar guerra ao Custo Brasil”, disse Fraga, ao pregar uma “linha de ação moderada, de mercado”.
Giannetti chegou até a comentar que havia diferenças entre os candidatos de oposição, mas nem tanto entre os economistas ligados a essas campanhas: as diferenças apontadas por ele se apresentam, principalmente, no motivo que leva os candidatos às posições atuais. Enquanto Aécio é alinhado ao liberalismo por tradição partidária, Marina estaria em sintonia com os objetivos neoliberais por conta de sua ideologia ambiental: a reforma do modelo econômico rumo à sustentabilidade proposto pela ex-senadora exige uma "freada" na economia similar à proposta pelos economistas ortodoxos.

Mias Médico: brasileiros são os que mais desistem. Por quê?

Cerca de 8,4% dos brasileiros deixaram o programa; entre os cubanos, o índice é de 0,02%

Entre os profissionais estrangeiros e brasileiros que atuam no programa Mais Médicos, do governo federal, os cubanos foram os que menos abandonaram a missão até agora. A informação foi dada pela chefe da Brigada Médica Cubana no Brasil, Cristina Luna, em entrevista à televisão cubana, no último sábado (23).

Segundo ela, o número de médicos de Cuba que deixaram o programa, um ano depois de sua implantação, é de 0,02%. A desistência de profissionais de outras nacionalidades chegaria a 0,8% e a de brasileiros é mais significativa, com o índice de 8,4%.

Os primeiros médicos cubanos vieram ao Brasil em 24 de agosto de 2013, a partir de um contrato firmado entre os governos dos dois países, por intermédio da Organização Mundial de Saúde. Hoje, mais de 11.400 médicos cubanos trabalham nos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Cristina afirmou que esses profissionais têm tratado, basicamente, casos de hipertensão, diabetes, cardiopatias isquêmicas, dengue e lepra. Depois da Venezuela, o Brasil é o país com a maior quantidade de médicos de Cuba em atuação.

domingo, 24 de agosto de 2014

Avião e aeroporto geram “caos aéreo” a Marina e Aécio

EDUARDO GUIMARÃES
Ameaçados por um avião e um aeroporto, Mariana e Aécio podem ter perdido o voo que conduziria um deles à Presidência da República. Mais ironia do que isso, impossível
Não deixa de ser irônico que se possa usar uma metáfora “aérea” para descrever o enrosco em que os dois principais candidatos de oposição a presidente da República se meteram. Um enrosco que pode lhes custar a derrota para Dilma Rousseff.

A ironia, por óbvio, reside em que o setor aeroportuário foi, durante anos, um dos principais cavalos-de-batalha da oposição a Lula e a Dilma. Devido à forte inclusão social nos governos petistas, a “nova classe média” chegou a aeroportos pensados exclusivamente para a elite e causou superlotação que a mídia apelidou de “caos aéreo”.

A Copa do Mundo de 2014 resolveu o problema. Hoje, o país tem aeroportos capazes de atender a uma demanda vitaminada pela distribuição de renda da era petista, ainda que a elite e a mídia se recusem a reconhecer os méritos da nova malha aeroportuária.

Ironicamente, porém, Aécio Neves e Marina Silva podem ser derrotados, respectivamente, por um aeroporto e um avião. Está ficando claro ao país que o moralismo com que esses dois atacam os governos petistas dos últimos 12 anos não passa da mais deslavada hipocrisia.

A candidatura de Aécio Neves foi praticamente inviabilizada por um fato que ele achou que passaria batido: ter usado dinheiro público para construir um aeroporto dentro de fazenda de sua família que ele frequenta o tempo todo.

Aécio tentou fazer o país de trouxa ao negar o que só cego não enxerga: o seu escandalosamente evidente interesse pessoal na execução da obra milionária.

Mídia e aliados de Aécio disseram que as pesquisas não registraram prejuízo eleitoral para ele por conta desse episódio, mas a rápida desintegração de sua candidatura que pesquisas internas dos partidos (inclusive do PSDB) vêm revelando, comprova esse prejuízo.

Aécio pode até não ter perdido votos – a crer nas pesquisas e, sobretudo, em suas “margens de erro” –, mas parou de ganhar. Estancou. Por conta disso, foi o principal prejudicado pela morte de Eduardo Campos.

O fato é que, à exceção da direita mais radical, todos estão vendo o pretenso novo “príncipe da República” se esboroar contra o solo.

Eis que surge Marina, herdeira política da “santificação” instantânea que a morte concede no Brasil. Contudo, passados alguns dias a justificada gritaria dos que perderam seus imóveis com a queda do avião de Campos começa a fazer as pessoas acordarem.

Chega a ser estupefaciente que, passados mais de dez dias, não se tenha chegado ao dono de um avião que o político morto usava de modo tão intenso. O jogo de empurra vai deixando claros os interesses obscuros que financiavam Campos e que continuarão financiando Marina.

As suspeitas de ilegalidade no uso da aeronave ainda não chegaram ao eleitorado, mas já estão sob escrutínio da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral. A cada dia se entende cada vez menos a origem daquele avião e que tipo de acordos o colocaram à disposição de Campos.

Mesmo que os adversários de Marina não tenham coragem de explorar o escândalo que vai nascendo – e, no que diz respeito ao PSDB, seus blogueiros e colunistas amestrados já exploram o caso –, a Justiça Eleitoral dificilmente vai se contentar com explicações vagas.

De quem é o avião que Campos usava como seu? Quem pagou? Quanto foi pago? Foi declarado à Justiça Eleitoral?

Marina, segundo já admite a mídia, pode ter a candidatura impugnada por esse caso.

Mesmo que a Justiça Eleitoral não tenha coragem de chegar a tanto, as obscuras contas de campanha do PSB já revelam que Marina não tem as diferenças que apregoa em relação a outros políticos.

Tanto Marina quanto Aécio são daqueles políticos que quanto mais forem conhecidos, pior para eles.

No caso de Marina, até mesmo o tal “mercado” já começa a perceber que um seu governo seria fraco por falta de base política sólida. Ela teria que bater às portas do PSDB e do PMDB ou deste e do PT.

Estadão, Época e Reinaldo Azevedo saíram na frente na pancadaria contra Marina. Ou seja, o PSDB saiu na frente contra Marina – até por ela prejudicar mais os tucanos, ao menos no momento.

O PT parece menos preocupado com Marina do que com o bombardeio da mídia.

No terceiro programa de Dilma no horário eleitoral, o PT alternou a estratégia de acusar a mídia com a estratégia que esta chama de “nós contra eles”, ou seja, mostrar como o povão passou a desfrutar do que antes era exclusividade da elite, como acesso a universidades, a casa própria, a aeroportos.

Lula, no horário eleitoral, é uma bomba atômica. Deve ser um dos políticos que menos perdeu com as manifestações de junho do ano passado, apesar de Dilma ter sido quem mais perdeu. O chamamento à reflexão que o ex-presidente tem feito dificilmente deixará de produzir efeitos eleitorais.

A vantagem de Dilma é a de que ela não precisa melhorar muito as suas intenções de voto. Se ganhar meia dúzia de pontos nas pesquisas pode até liquidar a fatura no primeiro turno. Já Marina e Aécio precisam de muito mais.

Ameaçados por um avião e um aeroporto, Mariana e Aécio podem ter perdido o voo que conduziria um deles à Presidência da República. Mais ironia do que isso, impossível.

Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

VOCÊ SABIA? Pesquisa Amostragem ressalta fidelidade de eleitores a Wellington Dias em relação a Zé Filho

Wellington Dias tem eleitor fiel
A pesquisa do Instituto Piauiense de Opinião Pública (Amostragem) e Sistema Integrado de Comunicação Meio Norte foi realizada nos dias 16 a 19 de agosto com 1.137 eleitores com 16 ou mais anos de idade residentes e com domicílio eleitoral em 47 municípios de todas as microrregiões do Piauí. 
 

Zé Filho: eleitor pouco fiel   


O presidente do Instituto Piauiense de Opinião Pública, professor universitário e estatístico João Batista Teles fez algumas análises e comentários com relação à pesquisa.

 
João Batista Teles enfatizou a candidatura de Wellington Dias (PT) e Zé Filho (PMDB).
O destaque constatado na pesquisa, segundo ele,  foi a fidelidade do eleitor de Wellington Dias em relação ao eleitor de Zé Filho.

Segundo o estatístico, as microrregiões de Picos e São Raimundo Nonato concentram um elevado número de eleitores favoráveis a Wellington Dias.

“É importante atentar que nessas regiões as variações são significativas”, disse João Batista Teles.
João Batista disse ainda que Wellington Dias parece ter firmeza de votos melhor e que os eleitores de Zé Filho parecem estar mais propensos a mudar o voto.
“A probabilidade de um eleitor de Zé Filho mudar de candidato é um pouco maior de que os eleitores de Wellington Dias”, finalizou João Batista.

MPF investiga cartazes pagos contra PT na abertura da Copa



Sabe aquela esculhambação que fizeram na abertura da COPA 2014? Pois é, a casa começa a cair e muita gente a se enrolar. 
O Ministério Público Federal e a Polícia Civil de São Paulo estão investigando o que está por trás da confecção e distribuição de cartazes com mensagens de ataque ao PT, distribuídos no jogo de abertura da Copa do Mundo.
Já se sabe que a empresa de informática Multilaser que pagou R$ 15 mil pelos cartazes. O dinheiro corresponde a uma verba mensal para “ações sociais”. Dois sócios da empresa de informática são também os donos do Ranking Políticos, portal que orienta eleitores na escolha de candidatos ao Legislativo.
A reserva de lucros da empresa, publicada no Diário Oficial, aumentou de R$ 51 milhões, em 2012, para R$ 128 milhões, em 2013.
 
Olha aí o que o Estado de S. Paulo publicou:
 
Por Ricardo Galhardo e Pedro Venceslau
 
Multilaser, que tem contratos com o governo federal e paulista custeou panfletos contra o partido no dia em que Dilma foi xingada
 
Os cartazes apócrifos com ataques ao PT e ao governo federal distribuídos no jogo de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, no dia 12 de junho, foram pagos pela Multilaser, uma das maiores empresas brasileiras da área de informática, que tem contratos com diversas áreas da administração pública, entre elas os governos federal e de São Paulo. Na cerimônia de abertura, a presidente Dilma Rousseff foi xingada e vaiada pelos torcedores.
 
A confecção e distribuição dos cartazes estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Civil de São Paulo por suposto crime de difamação de partido político, cuja pena vai de 6 meses a 2 anos de detenção mais multa. As investigações foram motivadas por representações da direção nacional do PT.
 
Ao todo foram distribuídos 20 mil cartazes de 60 X 70 cm com frases como: “Na hora do Hino Nacional abra este cartaz e mostre para todos que está na hora do Brasil (sic) vencer de verdade”.
 
No interior, os cartazes traziam uma bandeira do Brasil estilizada com as frases “Fora incomPTtentes” ou “Fora corruPTos” e a estrela-símbolo do PT.
 
Outro texto, localizado no verso, fazia acusações genéricas ao PT e ao governo usando palavras como “roubo”, “ladrões” e “corruptos” para se referir ao “grupo de incompetentes que se instalou em Brasília”. Os textos não são assinados e a autoria é creditada a “um grupo de jovens paulistanos”.
 
Em ofício ao MPF, a Intergraf, gráfica onde os cartazes foram impressos, informou que a Multilaser fez a encomenda ao custo de R$ 15 mil.
 
Dois sócios da Multilaser, Renato Feder e Alexandre Ostrowiecki, são responsáveis pelo Ranking Políticos, um site na internet cujo objetivo declarado é ajudar os eleitores a escolherem candidatos a cargos legislativos. Um dos critérios para pontuação é ter votado contra projetos que aumentam impostos.
 
“É um site liberal. Somos contra o aumento de impostos e a intervenção do Estado”, disse Feder, por telefone, na segunda-feira. A dupla também escreveu um livro sobre o custo da carga tributária no Brasil.
 
Na entrevista, o sócio da Multilaser disse desconhecer a autoria dos cartazes. “Estamos investigando”, disse ele. No dia seguinte, por e-mail, a assessoria da Multilaser informou que a encomenda dos cartazes foi “uma iniciativa isolada”, mas não disse qual é o nome do responsável pela encomenda.
 
Nesta quarta-feira, em resposta a questionamento do Ministério Público Federal, a Multilaser afirmou contar com uma verba mensal para “ações sociais”, mas também não revelou o nome do responsável pela confecção dos cartazes. Segundo balanço de demonstrações financeiras da Multilaser publicado no Diário Oficial de 27 de março, o item “reserva de lucros” aumentou de R$ 51 milhões em 2012 para R$ 128 milhões em 2013.
 
Desde que o PT assumiu o governo federal, em 2003, a Multilaser recebeu pelo menos R$ 15 milhões da União, segundo o Portal da Transparência.
 
No ano passado a empresa firmou contratos de R$ 1,8 milhão com a Fundação Padre Anchieta, do governo de São Paulo. Os sócios da Multilaser disseram que não têm vinculações ou preferências partidárias e nunca contribuíram com campanhas.

Wellington Dias vence no PI com 53,56% e Zé Filho 21,99%; Teresina por 46,54% contra 26,10%

Os maiores picos de intenções de voto de Wellington Dias estão nas microrregiões de Chapadas do Extremo Sul (77,42% das intenções de voto estimuladas); Alto Parnaíba Piauiense e Bertolínia, com 76,47% das intenções de voto, cada; Picos e Floriano, com 66,22% das intenções de voto estimuladas, cada; e de Pio IX (73,91%)
21/08/14, 00:22
A
nova pesquisa do Instituto Piauiense de Opinião Pública (Amostragem) e Sistema Integrado de Comunicação Meio Norte, realizada nos dias 16 a 19 de agosto com 1.137 eleitores com com 16 ou mais anos de idade residentes e com domicílio eleitoral em 47 municípios de todas as microrregiões do Piauí , mostra que a liderança do candidato do PT ao Governo do Estado, senador Wellington Dias, continua inalterada com 53,56% das intenções de voto estimuladas. Segundo o Instituto Amostragem, o governador Zé Filho (PMDB), candidato à reeleição, está em segundo lugar com 21,99% das intenções de voto estimuladas, seguido do candidato do PSC ao Governo do Estado, Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, que tem 6,42% das intenções de voto estimuladas. O candidato do PSOL ao Governo do Estado, Maklandel Aquino, tem 1,32% das intenções de voto estimuladas. O candidato do PSTU, Daniel Solon, tem 0,44% das intenções de voto estimuladas; a candidata do PCO, Lourdes Melo, tem 0,09% das intenções de voto estimuladas; e o candidato do PPL, Neto Sambaíba, tem 0,35% das intenções de voto estimuladas.
Os eleitores que não sabem e não opinam estão em 11,17% e os que querem votar em branco e nulo somam 4,66%. O presidente do Instituto Piauiense de Opinião Pública, professor universitário e estatístico João Batista Teles, afirma que como a soma das intenções de voto dos outros candidatos é de 31,42%, a diferença de 22,14 pontos percentuais garantiria que o páreo seria decidido no primeiro turno a favor de Wellington Dias.
Wellington Dias vence em todas as microrregiões piauienses, exceto na microrregião do Litoral Piauiense, que tem a liderança de Zé Filho.
Os maiores picos de intenções de voto de Wellington Dias estão nas microrregiões de Chapadas do Extremo Sul (77,42% das intenções de voto estimuladas); Alto Parnaíba Piauiense e Bertolínia, com 76,47% das intenções de voto, cada; Picos e Floriano, com 66,22% das intenções de voto estimuladas, cada; e de Pio IX (73,91%).
Na microrregião de Teresina, Wellington Dias ganha com 46,54% das intenções de voto estimuladas contra 26,10% de Zé Filho. Na microrregião do Litoral Piauiense, o governador Zé Filho vence com 41,51% das intenções de voto estimuladas contra 30,19% de Wellington Dias e 4,72% de Mão Santa.
 
Zé Filho tem seus melhores índices de intenções de voto estimuladas, além do Litoral Piauiense, nas microrregiões de Teresina (26,10%), de Campo Maior (24,18%); Médio Parnaíba Piauiense (22,22%); e Pio IX (21,74%). Mão Santa tem seus melhores índices nas microrregiões de São Raimundo Nonato (11,54%); do Baixo Parnaíba Piauiense (9,68%). Na microrregião do Litoral Piauiense, Mão Santa tem 4,72% das intenções de voto estimuladas.
 
A pesquisa do Instituto Amostragem é não aleatória por cotas de sexo, faixa etária, grau de instrução, renda familiar, microrregião e municípios, com entrevistas domiciliares e individuais. Foram pesquisados os seguintes municípios por microrregião: Baixo Parnaíba Piauiense (Miguel Alves, Barras, Piripiri, Esperantina); Litoral Piauiense (Parnaíba, Cocal, Buriti dos Lopes); Teresina (Teresina, José de Freitas, Nazária); Campo Maior (São João da Serra, Pedro II, Campo Maior, Lagoa de São Francisco); Médio Parnaíba Piauiense (Hugo Napoleão, Regeneração, Amarante); Valença do Piauí (Prata do Piauí, Valença do Piauí, Aroazes); Alto Parnaíba Piauiense (Baixa Grande do Ribeiro); Bertolínia (Sebastião Leal, Bertolínia); Floriano (Jerumenha, Floriano, Nazaré do Piauí); Alto Médio Gurguéia (Monte Alegre do Piauí, Bom Jesus); São Raimundo Nonato (Anísio de Abreu, Dom Inocêncio, São Raimundo Nonato, Caracol); Chapadas do Extremo Sul Piauiense (Corrente, Parnaguá); Picos (Paquetá, Oeiras, Picos, Ipiranga do Piauí); Pio IX (Alagoinha do Piauí, Francisco Santos); Alto Médio Canindé (Caldeirão Grande do Piauí, Socorro do Piauí, Campinas do Piauí, Patos do Piauí, Massapê do Piauí, Jaicós, Paulistana). A margem de erro da pesquisa é de 2,85% para mais ou para menos, em amostragem casual, para um nível de confiança de 95% para o tamanho de amostra de 1.137 eleitores). Pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Piauí sob o protocolo de número PI 00087/2014, no dia 16 de agosto.
Wellington Dias tem 25,24% das intenções de voto espontâneas e Zé Filho tem 11,43%
A pesquisa de intenções de voto espontâneas (quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos) feita pelo Instituto Amostragem e Sistema Integrado de Comunicação Meio Norte mostra que Wellington Dias tem 25,24% das manifestações de voto espontâneas. Zé Filho tem 11,43% das intenções de voto espontâneas. Segundo a pesquisa, 52,33% dos eleitores piauienses espontaneamente não apontam em qual candidato ao Governo do Estado irão votar e 6,68% dos eleitores dizem que irão votar nulo ou em branco. Mão Santa tem 1,32% das intenções de voto espontâneas e os outros candidatos a governador têm menos de 1% das intenções de voto espontâneas.
 
Rejeição de W. Dias é menor que Zé Filho e Mão Santa