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segunda-feira, 16 de março de 2020

Professora leva soco de mãe de aluno após trocá-lo de lugar: 'humilhada'

Uma professora de 34 anos afirma ter sido agredida em uma escola municipal de ensino de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo a educadora relatou ao G1 neste domingo (15), ela foi vítima da mãe de um aluno da unidade, que a desferiu um soco, além de agredi-la verbalmente.

A agressão ocorreu na tarde desta sexta-feira (13), na Escola Municipal Professora Isabel Bréfere, no bairro Aviação. Conforme relata a professora, que prefere não se identificar, ela ministra aulas ao aluno 'pivô' da discussão desde o ano passado. Ele está no 5º ano e estuda no período da manhã.

Professora afirma ter sido agredida por mãe de aluno após chamar a atenção do estudante e trocá-lo de lugar em Praia Grande, SP — Foto: Arquivo pessoal"Durante o ano passado eu não tinha tido nenhuma indisposição, nem com a mãe e nem com o aluno. Já neste ano, logo no início das aulas, há cerca de um mês, o descontentamento dela começou por conta do lugar que o menino estava sentado. Eu o troquei de lugar porque ele conversava muito com os colegas e não prestava atenção na aula", explica a profissional.

De acordo com a educadora, após a mudança, a mãe do aluno foi até a porta da sala de aula e a questionou sobre a troca de lugar. "Eu expliquei que era para não atrapalhar a aula e os estudos dele, já que ele conversava muito. Porém, já alterada e bem agressiva na forma de falar, ela disse que eu estava o excluindo", relembra.

A mulher teria saído e procurado a diretoria, mas foi informada que não haveria a possibilidade de mudança de classe, pois o prazo para essa transferência já havia acabado. "Depois disso, ela não foi mais na sala. Continuei a prática normal das minhas aulas, já que sempre passo olhando, de mesa em mesa, os cadernos de cada uma das crianças. Faço isso para ver se a lição está completa e anotar, para os pais acompanharem a situação", diz.

Leia a matéria do Portal G1 na íntegra clicando aqui.

domingo, 1 de março de 2020

Nunca é tarde: Casal com 96 e 100 anos se casa

Casal durante cerimônia em Campinas. (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)
Nunca é tarde demais para viver uma história de amor. E isso foi comprovado hoje (29), em Campinas, pelo casal de idosos: Branca e Marcelino. Ela tem 96 anos e, ele, 100. Eles se casaram no lar de idosos onde vivem rodeados por parentes, amigos e outros idosos que vivem no mesmo local. 

A história de amor dos dois começou há dois anos. Em 2018, Marcelino José dos Santos passou um período na casa de repouso onde Branca (Orlanda Grecco Zappelini) vive, em Campinas. Lá, se conheceram e ele não quis mais ir embora. 

Os dois já eram viúvos e, depois que o romance começou seguiram todos os protocolos de um relacionamento digno de um conto de fadas. Namoraram, noivaram e hoje se casaram com tudo o que a celebração pede. Teve bolo, docinhos e até espumante.

A decisão de casar veio depois que o Marcelino, que é português, mas ganhou o titulo de cidadão campineiro pelos trabalhos prestados na engenharia, se tornou centenário. Apesar da idade avançada, eles deixaram claro que a idade deles, na cabeça e no coração, é bem jovem. "[Me sinto] novinha, novinha, gostosa, bem chuchuzinha, sabe?", afirmou, entre risos. 



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Fim do Enem?

Por Ayne regina Gonçalves Salviano


Foto: Jornal de Jales
Em 1998, o MEC (Ministério da Educação) criou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para avaliar a qualidade do ensino médio no Brasil. Nesses mais de 20 anos da prova aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), muito mudou. 
Se no início ela não era bem vista por uma ala da Educação, hoje o exame é, indiscutivelmente, a principal porta de entrada para as universidades públicas federais, além de instituições de ensino estaduais e particulares, brasileiras e estrangeiras. Também é por meio da nota do Enem que os estudantes conseguem o Fies (Financiamento Estudantil) ou o Prouni (Programa Universidade para Todos).
O Enem é a segunda maior prova do mundo. Só perde para o exame chinês de acesso ao ensino superior. Em 2019, aproximadamente 4 milhões de brasileiros se inscreveram para a prova, que foram realizadas nos dois primeiros domingos de novembro. 
Na primeira etapa, no dia 3, uma foto da proposta de redação foi divulgada nas redes sociais minutos antes do início da prova colocando em xeque a lisura do exame. Também uma questão da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias teve de ser cancelada posteriormente porque já havia sido usada no ano anterior. 
Mas o pior ainda estava por vir. Depois da divulgação das notas agora em janeiro, ficou comprovado que houve erro na correção das provas. Primeiro, o assunto foi negado pelo Ministério da Educação. Depois, assumido, mas contabilizado para a gráfica que rodou as provas. Entretanto, nenhuma medida transparente foi anunciada pelo governo federal para acalmar os 3,5 milhões de candidatos que estão disputando as míseras vagas públicas. 
Para piorar a situação, um corretor de redação, que não teve o nome divulgado, afirmou ao jornalista Reinaldo Azevedo que também as correções dos textos foram negligenciadas em comparação aos anos anteriores. No passado, se dois corretores tivessem discordado em 80 pontos de cada um dos cinco critérios de correção, a prova era corrigida por um supervisor, o terceiro corretor. O mesmo ocorrendo se as notas finais dos dois primeiros corretores se diferenciassem em 100 pontos. De acordo com a entrevista publicada, os supervisores não foram acionados para milhares de correções.
Por todas estas incongruências, o Ministério Público Federal solicitou que a Justiça Federal suspendesse os calendários do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), Prouni e Fies. A medida foi derrubada na Justiça pelo governo federal e as aprovações pelo Sisu foram comemoradas por boa parte dos candidatos enquanto outros permanecessem sem entender o que ocorreu.
O que deve acontecer com o Enem? O Enem vai acabar? São essas as perguntas que meus alunos mais me fazem. Na minha humilde opinião, o Enem 2019 não se mostrou confiável. Mas a prova não deve ser extinta. Precisa, sim, ser melhorada, ampliada, tornar-se novamente confiável, pois é um meio democrático de se atingir o ensino superior. 

Ayne Regina Gonçalves Salviano
(É jornalista, professora e gestora educacional na Damásio Educacional e Criar Redação em Araçatuba)

Crédito: Jornal de Jales

domingo, 8 de fevereiro de 2015

SP: 2.400 salas de aula foram fechadas, afirma sindicato

Sala de aula em escola pública
Levantamento feito pela Apeoesp (sindicato de professores da rede estadual de São Paulo) aponta que, ao menos 2.404 classes de ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos foram fechadas no Estado de São Paulo para o início deste ano letivo. 
O estudo foi feito em 36 das 93 subsedes do sindicato com base nas salas atribuídas e que começaram as aulas na última segunda-feira (2). 
Com o fechamento de salas, muitas turmas iniciaram o ano com classes superlotadas. De acordo com o sindicato, há turmas com até 90 alunos matriculados. 
"Sempre defendemos a atribuição de aulas em dezembro para que haja adequação do número de matrículas ao número de professores, mas o Estado nunca aceitou nossa reivindicação", afirma Maria Isabel Noronha, presidente da Apeoesp. 
Na lista feita pelo sindicato estão 250 salas fechadas na região de Santo Amaro, zona sul de São Paulo, 130 em São Miguel, zona leste da capital. Além de 153 em Jundiaí e 200 classes em Campinas. 
Questionada sobre o número de salas fechadas na rede, a secretaria estadual de educação afirmou que as escolas estão em um período de adequação entre o número de matrículas feitas e o de alunos reais, e que novas salas devem ser abertas até o dia 19 de fevereiro. 
Até o momento, a secretaria não respondeu quantas eram as classes da rede em 2014 e quantas são as classes abertas em 2015.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Templo da Igreja Universal no Brás reafirma poder evangélico no Brasil

A réplica do Templo de Salomão, que levou quatro anos para ficar pronta e custou cerca de US$ 300 milhões (R$ 670 milhões), é um testemunho do vertiginoso crescimento da fé evangélica no Brasil

Templo da Igreja Universal no Brás reafirma poder evangélico no Brasil (© Daniel Kfouri The New York Times)

SÃO PAULO – O imóvel ocupa uma quadra inteira do limitado espaço da cidade: um recinto com 10 mil lugares chamado Templo de Salomão.
Erguido como uma forma brusca de oposição aos prédios cobertos de pichações das redondezas, ele ostenta blocos de pedras monumentais importadas de Israel e as bandeiras de dezenas de países nos quais sua proprietária, a Igreja Universal do Reino de Deus, alimenta um império evangélico e cristão.

Um helicóptero que pousa no pátio permite que o bispo Edir Macedo, o magnata de mídia de 69 anos que fundou a Igreja Universal em uma funerária do Rio de Janeiro em 1977, dê seu sermão. O complexo de 11 andares tem ainda outros encantos, como um oásis de oliveiras similar ao jardim Getsêmani, que fica próximo a Jerusalém, e mais de 30 colunas que ascendem na direção dos céus.

“A Igreja Universal não poupou gastos”, declarou Rogério Araújo, arquiteto do projeto que inaugura esta quinta-feira (31) em São Paulo. Em um passeio pelo local, ele acrescentou: “tivemos a intenção de construir um colosso, algo que faria as pessoas pararem para olhar, e foi isso o que fizemos”.

A réplica do Templo de Salomão, que levou quatro anos para ficar pronta e custou cerca de US$ 300 milhões (R$ 670 milhões), é um testemunho do vertiginoso crescimento da fé evangélica no Brasil. Apesar de a maioria de seus 200 milhões de habitantes ainda ser de católicos apostólicos romanos, um número maior que qualquer outra nação, o número de evangélicos brasileiros saltou para 22% dos cidadãos em 2010, tendo sido de 15% em 2000, segundo números do Censo.

As grandes igrejas evangélicas, particularmente as instituições pentecostais, como a Igreja Universal, também estão reivindicando uma maior importância política em todo o Brasil, articulando um considerável bloco evangélico de votos no Congresso Nacional e motivando os esforços dos candidatos em todo o espectro político do país a tentar agradar os eleitores evangélicos nas próximas eleições deste ano.

A presidente petista Dilma Rousseff deve estar presente na cerimônia de inauguração desta quinta-feira, enfatizando o quanto ela angaria apoio para a sua coalizão de governo a partir de um bloco de líderes evangélicos conservadores, incluindo o sobrinho de Edir Macedo, Marcelo Crivella, um pastor da Universal e cantor gospel que recentemente foi ministro da Pesca.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O que Aécio não diz sobre o aeroporto de R$ 14 mi em área de familiar

Jornal GGN - Aécio Neves (PSDB) ganhou a primeira bordoada da Folha de S. Paulo enquanto candidato a presidente no domingo (20). Na edição dessa segunda-feira (21), o periódico destina uma página inteira às explicações do tucano sobre a denúncia envolvendo a construção de um aeroporto de pequeno porte na cidade mineira de Cláudio. A obra é da época em que o Estado era comandado pelo presidenciável. Quase R$ 14 milhões foram gastos pelo poder público no equipamento localizado em terreno pertencente ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino.
Segundo revelou a Folha, são familiares de Aécio quem, na prática, comandam o entra e sai no aeroporto ainda não regularizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O jornal da família Frias publicou uma segunda reportagem com a versão do candidato (“Aeroporto não beneficiou familiares, diz Aécio”), e proveu espaço extra para algo difícil de um alvo de reportagem escandalosa conseguir sem ter de recorrer à Justiça: a publicação da nota de esclarecimento de Aécio na íntegra.
Segundo a assessoria do mineiro, a reportagem-denúncia da Folha (“Governo de Minas fez aeroporto em terra de tio de Aécio”) contém “equívocos” dignos de lamentação e reparo. Mas a explicação de Aécio também. A começar pelo fato de o tucano afirmar que não houve, em seu governo, a construção de "um novo aeroporto na cidade de Cláudio". "Como parte do programa Pro-Aéreo, o governo de Minas investiu em melhorias das condições da pista de pouso já existente no local", diz a nota.
Ao contrário disso, há evidências de que o que se deu, na verdade, foi a construção de um aeroporto num município de 25 mil habitantes, que hoje é utilizado para pouso de aviões particulares e eventos de aeromodelismo (veja vídeo). Um dos índícios é o edital do Departamento de Obras Públicas (Deop) de Minas Gerais, que aponta que a licitação aberta pelo Estado mineiro tinha como finalidade a “construção do aeroporto de Cláudio”. A publicação da homologação aconteceu em 2008:
Publicação do Diário do Comércio, de janeiro de 2009, afirma que o Deop havia autorizado, na época, “o início das obras de reforma e melhoramentos em oito aeroportos do interior do Estado, além do início da construção do terminal aeroportuário de Claúdio”. No total, R$ 70 milhões em investimentos foram anunciados pelo governo de Minas à imprensa.
“Em Cláudio está prevista a construção total do aeroporto, com pista de mil metros por 30 de largura, taxi way, estacionamento de aeronaves, terminal de passageiros, equipamentos para operação 24 horas e alambrado cercando a área patrimonial. Na pista poderão pousar aeronaves com capacidade para transportar até 50 passageiros”, diz o jornal. O veículo também publicou mais detalhes sobre o Pro-Aéreo (leia a íntegra aqui).
O Google Street View também fornece registro de área próxima ao aeroporto, que data de 2011, onde havia sido instalado um painel publicitário (já em ruínas) noticiando o investimento. A obra, de acordo com a Folha, foi concluída em 2010, mas nunca foi inaugurada. Aécio não comentou os motivos.
Segundo a assessoria do tucano, a manchete de capa da Folha comete um erro ao afirmar que o terreno do aeroporto é de um parente de Aécio. "Não foi feita nenhuma obra na fazenda de familiares”. A área foi desapropriada antes pelo Estado. Inclusive, "o antigo proprietário da área não concordou com a desapropriação e contesta suas bases na justiça. Até hoje ele não recebeu nenhum centavo”. O valor da indenização pago em conta judicial ao tio-avô de Aécio pela desapropriação gira em torno de R$ 1 milhão, sustenta o jornal. A família de Aécio tenta, pelas vias legais, um valor maior. Esse pagamento, na visão do grupo de Aécio, entretanto, não configura nenhum “favorecimento” aos membros da Família Neves.
Aécio ainda reforça que o investimento no aeroporto faz parte do pacote de melhorias em outros equipamentos do tipo espalhados por Minas Gerais, o chamado Pro-Aéro. Segundo o tucano, o aeroporto de Cláudio foi obra da gestão do avô Tancredo Neves, em 1983. O pedido para regularização junto à Anac foi enviado ainda em 2011. A Agência afirma que faltam documentos.
Sem comentários
Aécio também não rebateu a Folha no tocante às chaves do aeroporto. Segundo o jornal, um repórter foi enviado à Prefeitura de Cláudio, com a identidade profissional em segredo, alegando que gostaria de utilizar o equipamento. Soube pelo chefe de gabinete do Paço, José Vicente de Barros, que os interessados no aeroporto precisavam se reportar à Fernando Tolentino, filho de Múcio. O primo de Aécio disse à Folha, por sua vez, que o presidenciável sempre usa a pista de pouso quando visita a cidade onde passou a infância. Aécio não entrou em detalhes sobre o assunto.
O candidato ainda afirmou que o local do aeroporto foi escolhido por critérios técnicos, jogando a responsabilidade, indiretamente, sobre o primeiro escalão de seu antigo governo. Mas não entrou no mérito de o equipamento ter sido fixado em uma cidade que fica a poucos quilômetros de dois outros municípios populosos e com aeroportos também reformados pelo Estado: Divinópolis e Oliveira.
O candidato à Presidência também destacou que vários outros aeroportos de pequeno e médio porte receberam investimentos do governo estadual, mas tangenciou o fato de, aparentemente, ser prática de longa data a instalação desse tipo de aparelho, de uso quase que privado, nas proximidades de terras pertencentes a políticos poderosos.
É o caso das incontáveis fazendas - uma delas, a Veredão, com pista própria de pouso - do empresário Newton Cardoso (PMDB), ex-deputado federal e governador de Minas entre 1987 e 1991. 
O também ex-governador mineiro Helio Garcia, que assumiu o Palácio da Liberdade pela primeira vez em 1987, em substituição a Tancredo Neves, possui patrimônio com pelo menos sete fazendas interligadas (alvo de disputa entre os herdeiros), sendo uma conhecida, a Fazenda Santa Clara, em Santo Antônio do Amparo. O município sedia o Aeroporto Julio Garcia. O espaço também é utilizado para shows de aeromodelismo, alguns patrocinados pela Prefeitura em época de festividades.
No caso da cidade de Cláudio, o aeroporto fica a 6 quilômetros da Fazenda da Mata, propriedade da família de Aécio, e à distância ainda mais inferior da Fazenda Santa Izabel, do tio-avô do presidenciável. Mata, segundo a assessoria do postulante à Presidência, está no espólio de Risoleta Neves, avó de Aécio, e pertence, portanto, aos três filhos dela.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Existe uma campanha de ódio contra o PT, diz Lula


Agência Estado





O xingamento dirigido à presidente Dilma Rousseff foi a tônica dos discursos dos políticos presentes no ato de lançamento da candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo paulista e a fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi diferente. Lula disse que existe uma campanha de ódio por parte dos adversários contra o PT e que as hostilidades dirigidas a Dilma no jogo de abertura da Copa do Mundo teve origem em parte da elite "que não sabe o que é um calo na mão".

"Duvido que alguma pessoa com o mínimo de educação trataria a presidente com o desrespeito como parte da elite tratou a Dilma", disse. "Aquelas pessoas não sabem o que é um calo na mão", completou Lula.

O ex-presidente disse que o suposto ódio da oposição contra o governo do PT resultará em uma campanha eleitoral "atípica" e "perigosa" em 2014. "Se em 2002 tínhamos que fazer a esperança vencer o medo, agora a campanha consiste em esperança vencer o ódio", disse. De acordo com ele, a campanha deste ano deverá conter "uma boa dosagem de debate ideológico".

Lula afirmou que o sentimento dos adversários do PT se deve à política de inclusão e de participação social defendida pelo seu partido nos últimos 12 anos de governo. "O PT mudou o padrão de governança deste País", afirmou.

Para ilustrar a sua tese, Lula relembrou a história do partido e a campanha eleitoral de 1989, quando, segundo ele, houve uma mobilização dos políticos nacionais e da mídia para impedir que "um metalúrgico ocupasse a Presidência da República". "O ódio dos adversários se deve ao fato de que, pela primeira vez neste País, termos provado à elite que tem gente mais competente para governar."

O ex-presidente disse ainda, em seu discurso, que vai se empenhar na campanha de Padilha e para a reeleição de Eduardo Suplicy ao Senado Federal. E pediu tranquilidade e empenho dos militantes para rebater os ataques da oposição. "Temos que levantar a cabeça", afirmou.