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BASTIDORES DA POLÍTICA DE CAMPO MAIOR: WELLINGTON SENA PODE PERDER A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA?
Fotos crédito: Redes Sociais A política de Campo Maior começa a esquentar — e as conversas de bastidores já apontam para uma possível mudanç...
domingo, 9 de dezembro de 2018
Nós, professores, estamos preparados para a nova BNCC?
Na última terça-feira (4 dez), foi votada e aprovada a no Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio pelo CNE - Conselho Nacional de Educação. Muitos temas importantes para professores de Ensino Médio ficaram de fora, outras tantas, foram incluídas.
Apesar das "discussões", "apreciações" e "votações" realizadas em todos os estados da Federação, nossa voz e nossas experiências não foram inseridas, vez que o projeto desta base já trazia tudo "mastigado", quase sem possibilidades de mudanças significativas - afinal, a educação sempre é feita por quem nunca entrou numa sala de aula, bem como foi professor de escola pública.
Precisamos estar preparados para os novos desafios. Somos não só mediadores, mas executores desses projetos de cima para baixo. Precisamos estar atentos às vontades políticas ou às ideologias do momento do poder.
Bem interessante matéria do Portal Nova Escola, que traz inserções que podem nos ajudar em um primeiro momento ter uma visão geral dos fatos que norteiam a base que teremos nas próximas décadas.
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sábado, 8 de dezembro de 2018
Themístocles Filho dá 'chega pra lá' em senador e deputados da base aliada do governador
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| Foto Facebook - Dispositivo móvel |
Desde a eleição de 2015 que o Partido dos Trabalhadores quer desalojar o Deputado Themístocles. O deputado Fábio Novo, que à época encabeçou chapa de oposição, tinha como certa sua eleição à presidência do legislativo estadual - tenho inclusive monção de apoio da maioria - quando da véspera para o dia da eleição o atual presidente convence a todos de que sua eleição representava a independência daquele poder.
Agora, com o apoio do Progressistas do Senador Ciro Nogueira, o PT volta à tona com a sua intenção. Assis Carvalho que foi um crítico ferrenho de Ciro, corrobora a ideia do senador piauiense em apresentar o Deputado Júlio Arcoverde como candidato à presidência da Alepi.
Tido como homem de diálogo e de poucas entrevistas, dessa vez, em entrevista em emissoras de rádio, o presidente soltou o verbo e disse que as eleições do dia 01 de fevereiro de 2019 não deveriam sofrer interferências externas de políticos fora da ALEPI. O parlamentar acredita que será reeleito, mesmo com nomes como Ciro Nogueira e Assis Carvalho indicando outros candidatos.
"Eu não acho justo que deputados federais e senadores se metam nas eleições da nossa Assembleia Estadual. Até mesmo o governador Wellington Dias não deveria", reclamou o presidente da ALEPI, fazendo crítica ao deputado federal Assis Carvalho (PT), senador Ciro Nogueira (Progressistas).
Mesmo com a forte influência desses polítcos na eleição para a Presidência da ALEPI, Themístocles Filho está confiante. "Toda eleição é difícil, mas a gente tem de ter cautela. Deixa o ano acabar, o governador assumir. Ainda temos muito tempo para discutir as eleições", disse o deputado.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Regina desafia: “Se a vida de empresário é dura, que tal trocar com o trabalhador?
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| Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado |
Acabar com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não foi suficiente. Agora, para justificar uma provável nova proposta de “flexibilização” das leis trabalhistas, Jair Bolsonaro, em mais uma de suas frases de efeito, disse que “é difícil ser patrão no Brasil”. Revoltada, a senadora Regina Sousa (PT-PI) lançou um desafio a cada empresário ‘que sofre’ : “Quer trocar?”
Se ser empresário no Paísé difícil e se ninguém mais quer ser patrão, mesmo com os benefícios concedidos, imagine como é a vida do trabalhador, vítima, cada vez mais, do desemprego galopante, prosseguiu a senadora, em pronunciamento ao plenário nesta quarta-feira (05).
Regina lembrou que as dificuldades dos empresários, são compensadas com benesses como parcelamentos de dívidas via Refis “que perdoa 90% da multa, tira juros e divide a dívida em 20 anos”.
“Isso é que é vida dura”,reforçou, propondo a troca de funções por apenas um dia, para que então o empresário possa entender o que, de fato, é uma 'vida dura', concluiu.
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domingo, 2 de dezembro de 2018
Será se os nossos magistrados não ficam envergonhados?
A carranca dos nossos magistrados é algo sem precedentes. Muitos se consideram semideuses e que estão acima do bem e do mal. A lei só para alguns, os simples mortais e aí, incluo-me como professor.
Essa matéria do UOL deveria ser um norte para os nossos "patriarcas da verdade".
Leia a matéria na íntegra. Vale à pena!!!!!!!
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terça-feira, 27 de novembro de 2018
FUTURO MINISTRO DA EDUCAÇÃO DIZ QUE BOLSONARO PODE CENSURAR O ENEM
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| O chileno Vélez - próximo Ministro da Educação também é ligado à rede privada de ensino |
O futuro ministro da Educação, o chileno Ricardo Vélez Rodríguez, afirmou nesta segunda (26), em Londrina (PR), que permitirá ao futuro presidente que conheça as provas do Enem previamente e as censure. "Se o presidente se interessar, ninguém vai impedir. Ótimo que o presidente se interesse pela qualidade das nossas provas", disse. Se a decisão for efetivada, além de submeter a prova à censura de Bolsonaro, o futuro ministro, na prática, irá acabar com o sigilo do Enem, abrindo a possibilidade a todo tipo de fraudes.
Vélez falou aos jornalistas em referência ao ataque de Bolsonaro ao Enem, em 10 de novembro, quando o presidente eleito disse que "vai tomar conhecimento da prova antes" da realização do Enem pelos estudantes, o que confronta critérios técnicos e de segurança do exame (leia aqui). A polêmica surgiu com uma questão da prova que tratava do "dialeto secreto" utilizado por gays e travestis.
A declaração de Vélez, ocorreu em um encontro oferecido pela direção da Faculdade Positivo, onde leciona, em que foi homenageado por colegas professores.
O futuro ministro Vélez também afirmou que a reforma do ensino médio iniciada depois do golpe de 2016 ficou incompleta e que o nome do Ministério da Educação deve sofrer mudanças —embora a reformulação completa da pasta, que deve abrigar outras como a da Cultura, ainda não esteja clara.
Ele sinalizou que o Ensino Médio será voltado para adestramento de mão de obra: "Em princípio [reforma do ensino médio], foi bem encaminhada mas ficou incompleta. O aluno tem que sair do segundo grau pronto para o mercado de trabalho. Nem todo mundo quer fazer uma universidade. É bobagem pensar na democratização da universidade, nem todo mundo gosta".
“O segundo grau teria como finalidade mostrar ao aluno que ele pode colocar em prática os conhecimentos e ganhar dinheiro com isso. Como os youtubers, ganham dinheiro sem enfrentar uma universidade”, disse Vélez -o Brasil terá um ministro da Educação que considera a educação menos relevante.
Vélez fez eco Bolsonaro e ao futuro chanceler, Ernesto Araújo, em seus seguidos ataques ao "marxismo": “Não podemos ficar reféns de uma doutrinação de cunho marxista que terminou prevalecendo em muitas universidades. Precisamos abrir a mente e o espírito para a compreensão de outras formas de ensino e educação”.
Crédito da matéria - Brasil 247
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
Brasil é o primeiro em violência contra a mulher
BRASIL CONCENTROU 40% DOS FEMINICÍDIOS DA AMÉRICA LATINA EM 2017
Agência Brasil - A cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Segundo informações da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na região, no ano passado, em razão de sua identidade de gênero. Desse total, 1.133 foram registrados no Brasil.
O levantamento também ranqueia os países a partir de um cálculo de proporção. Nessa perspectiva, quem lidera a lista é El Salvador, que apresenta uma taxa de 10,2 ocorrências a cada 100 mil mulheres, destacada pela Cepal como "sem paralelo" na comparação com o índice dos demais países da região.
Em seguida aparecem Honduras (5,8), Guatemala (2,6) e República Dominicana (2,2) e, nas últimas posições, exibindo as melhores taxas, Panamá (0,9), Venezuela (0,8) - também com uma base de 2016, e Peru (0,7). Colômbia (0,6) e Chile (0,5) também apresentam índices baixos, mas têm uma peculiaridade, que é o fato de contabilizarem somente os casos de feminicídio perpetrado por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, chamado de feminicídio íntimo.
Leia a matéria na íntegra AQUI
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terça-feira, 13 de novembro de 2018
Lideranças femininas debatem papel da mulher em tempos de ameaça aos direitos humanos
Enfrentar o medo, ser resistência, participar das decisões políticas, ocupar espaços, fazer parte do cenário político e das decisões de Estado. É isso que querem as mulheres. É esse o caminho que defendem as lideranças femininas que participaram, na Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), de audiência pública para debater a situação das mulheres na atual conjuntura.
“O Brasil vive um momento trágico. Um momento de morte lenta da democracia. Num momento como esses, quem morre primeiro são os direitos humanos”. A reflexão da ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, é o resumo do debate.
Menicucci destacou que vivemos um momento em que o medo de se manifestar e de se mobilizar cresce entra a população. Para a presidenta da CDH, senadora Regina Sousa (PT-PI), o medo precisa ser enfrentado. “A gente não pode se encolher, ou estaremos contribuindo, de alguma forma, com essa loucura que se instalou”, resumiu.
O medo, segundo as participantes do debate, paralisa. Impede o avanço. Avanço como o que ocorreu no Piauí, onde, antes mesmo da aprovação da Lei do Feminicídio, já estava em funcionamento a primeira Delegacia do Brasil voltada a atender e elucidar assassinatos de meninas, mulheres, travestis e transexuais. A subsecretária de segurança pública do estado Eugênia Nogueira do Rego Monteiro Villa falou da importância de dar respostas à violência contra as mulheres.
Eugênia também falou da Central de Flagrantes Metropolitana de Gênero, que atende 24 horas por dia em Teresina, onde o crime mais comum é a ameaça e onde o olho sobre a realidade local é o que define a forma de atuação.
Maria José da Silva, secretária da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas disse que quem luta por direitos humanos precisa resistir às ameaças que se delineiam. Segundo ela, para isso é necessário que se conheça o Texto Constitucional. “Temos a obrigação de cuidar dos povos tradicionais”, disse ela, referindo-se a indígenas e quilombolas.
Guerreiras
Representante dos povos ciganos, Elisa Costa, da Associação Internacional Maylê Sara Kalí também falou de resistência.
Primeira mulher indígena do País a ser eleita para um cargo de deputada no País, a advogada Joênia Batista de Carvalho, ou Joênia Wapichana (Rede/RR), como prefere ser chamada, sempre esteve identificada com as causas dos povos indígenas. “Eu, que já fui impedida de entrar no Congresso, tenho a missão de levar a voz das mulheres indígenas para a Câmara”, disse.
Ainda falando em medo, a deputada eleita disse que é preciso trazer mais mulheres para os espaços políticos. “A gente precisa criar mais mulheres guerreiras. Nós temos esse papel”, resumiu.
No encerramento, Eleonora Menicucci, a mesma que falou em momento trágico no início do encontro, falou de esperança. “Esperança do verbo esperançar, não do esperar”, brincou. Para a ex-ministra, cabe às mulheres que lutam ou já lutaram, seguir na mesma missão. Ou, como ela disse, “ não podemos olhar a banda passar; precisamos fazer parte da banda, tocar a banda, porque não existe democracia sem direitos humanos; porque sem direitos humanos, o que há é estado de exceção”.
Foto: Felipe Nagô
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